Roleta Russa
8 Trabalho
Notas iniciais
Mentira mais deslavada impossivel.
:P
Heliel estaciona seu Jaguar Xk2006 no meio-fio em frente ao que parecia ser um bar.
-O que viemos fazer aqui precisamente? – pergunta Vladimir um pouco temeroso
-Vamos nos reencontrar com velho amigo – respondi ela saindo do carro – Vamos, Vlad.
Ele suspira.
Seja lá o que o espera sabia muito bem que não ia gostar.
Heliel ajeita seu blazer e logo depois entra fazendo o sino da porta tilintar.
Os homens que estavam no local a olham de cima abaixo.
Carne nova no pedaço.
Vladimir entra logo em seguida inalando de primeiro instante o cheiro forte de nicotina misturado com cerveja e resto de bebida de botequim.
-Vamos querido – diz Heliel alto demais para seu gosto
Ela queria intimidar os homens com o tamanho descomunal de Vladimir.
Talvez precisasse rever seu conceito.
Vladimir a segue por toda a extensão do bar e parando logo em seguida no balcão onde o garçom limpava um copo os olhando.
-Vodca – pedi Heliel se voltando para Vladimir – Querido?
-Uísque puro – pedi ele sentando ao lado dela
-Algum problema? – indaga ela o olhando cinicamente
-Todo – diz ele serio enquanto abri um dos botões de sua camisa
-Oh, Vlad – diz ela carinhosa – Não está com medo, não é?
Vladimir sorri sem humor e a olha serio, que ergue as mãos em sinal de “deixar pra lá”.
-Afinal de contas, o que quer aqui? – pergunta Vladimir pegando seu copo.
-Vamos rever um velho amigo que precisa me fornecer umas informações – respondi ela num sussurro – Além do que achei que você iria querer brincar um pouco com ele.
Vladimir a olha sugestivo. Heliel limita-se a rir e levar seu copo a boca.
A vodca desce ligeiramente por sua garganta.
Bebida há essa hora lhe era totalmente irritante, mas fazer o que.
Exceções acontecem.
-Quem é seu amigo? – pergunta Vladimir sorvendo o resto do conteúdo do seu copo
Heliel abre a boca ao mesmo tempo em que a porta se abre revelando um homem de mais ou menos 34 anos, aparência e trejeitos de um motoqueiro metido a metaleiro.
Ela sorri triunfante.
-Acabou de aparecer – responde ela solene
Vladimir olha para o homem enorme que se aproximava duma mesa de sinuca.
-Como se chama? – pergunta ele o olhando com interesse.
-Conheço apenas como Boca Negra – respondi ela deixando seu copo sobre o balcão – Preciso de algumas respostas dele sobre o novo caso em que fui metida.
-E o que quer que eu faça? – pergunta ele colocando seu copo sobre o balcão
-Só precisa dar uma pequena surra nele – respondi Heliel com escárnio – Nada muito difícil pra você.
Vladimir franzi a testa enquanto vê Boca Negra pegando um taco de sinuca.
-Tudo bem – suspira ele – Você vai ficar me devendo essa.
-Oh – diz Heliel fazendo um biquinho – Sei que sim.
Vladimir revira os olhos enquanto encaminha-se rumo ao homem.
Heliel encosta-se no balcão com um brilho no olhar.
Um pouco de adrenalina nunca fez mal a ninguém.
Poucos segundos se passam até que os dois ursos começam a brigar.
Heliel grita batendo palmas.
Enquanto isso Vladimir acerta uma cadeira nas costas de Boca Negra que revida acertando seu nariz.
Katherine iria amar ver isso.
-Vamos, querido – incentiva Heliel contendo seu riso.
Vladimir ainda mantinha a boa forma.
Dois homens aproximam-se dela.
-O que desejam? – pergunta ela cruzando os braços
-Você é uma gracinha – respondi um dele sorrindo mostrando os poucos dentes que lhe restavam
Heliel ri abrindo o blazer deixando amostra sua arma no coldre.
Os dois homens a olham assustados.
Logo depois ela encaminha-se até Vladimir.
A brincadeira tinha que ter seu fim.
Heliel fica entre os dois.
-Podemos parar por aqui – diz ela á Vladimir
Ele assenti se endireitando. Heliel vira-se para Boca Negra.
-Acho que agora podemos conversar – diz ela com um breve sorriso intimidador
O homem a olha enrijecido.
Qual é a da madame?
-Nos acompanhe – instrui Heliel se voltando para a saída
Vladimir o olha serio.
Boca Negra devolve o olhar enquanto passa por ele a seguindo.
Vladimir logo os segue.
Heliel para no corredor que ficava ao lado do bar logo vê Boca Negra vir ao seu encontro com o ar de desconfiado.
Deixa escapar um sorriso de satisfação com o jeito acuado dele.
-Acho que pode me dizer onde encontro Mark – diz Heliel
-Não sei dele não – diz Boca Negra
Vladimir põe uma mão em seu ombro.
-Quer mesmo que ela arranque essa informação de outra maneira? – indaga ele serio
Boca Negra engoli em seco.
Quem são aqueles dois?
-E então? – indaga Heliel cruzando os braços impaciente
-Já disse que não sei dele – diz Boca Negra
Heliel suspira e tira do bolso de trás da sua calça um pequeno distintivo.
-Quer me falar agora? – pergunta ela vendo a expressão surpresa dele
-Ele... es-está em Chi-Chicago – responde Boca Negra tremulo
-Chicago? – sibila Heliel trocando um olhar rápido com Vladimir – O que ele perdeu por lá?
-Não faço a menor idéia – respondi Boca Negra – Talvez tenha ido fechar um negocio.
-Que negocio? – pressiona Heliel
-Trafico de armas – respondi Boca Negra rapidamente
Vladimir olha para Heliel que tinha uma expressão pensativa.
-O numero dele – pedi ele pegando seu celular
Boca Negra olha-o alarmado.
-Agora – ordena Vladimir
Ele engoli em seco enquanto diz o numero para Vladimir que apenas mantinha-se serio.
Heliel o olha com uma sobrancelha erguida.
O que ele está querendo?
Vladimir leva seu celular ao ouvido.
Após três toques, alguém atende.
-Alô? – indaga uma voz rouca e grave
-Oi – diz Vladimir pondo um pouco de sotaque italiano na sua voz
-Como conseguiu esse numero? – pergunta a voz que Vladimir poderia jurar que se tratava obviamente de um homem
-Oh – respondi ele enfático enquanto vê Heliel segurando-se para não rir – Que despeito com alguém como eu. Estou querendo fazer um negocio com você.
-Negocio? – sibila o homem
-Um faccia (cara) me indicou que você é um ótimo vendedor de armas de pequeno porte e recém lançadas – diz Vladimir rapidamente – Quero fechar um negocio deste tipo.
O homem tossi enquanto assimila tudo.
-Que contato meu? – pergunta ele
Não está gostando muito da historia.
-È diffidenti? (Esta desconfiado?) – indaga Vladimir enfático.
-Normas – diz o homem rapidamente
-Claro, claro, claro – concorda ele – Podemos marcar um almoço? Temos que tratar disso logo.
-Com certeza – concorda o homem
-Perfetto (perfeito) – vibra Vladimir enquanto fica sob o olhar de Heliel
-Local? – indaga o homem
-Chateau Villat ás 9:20 de hoje – diz ele – Più tardi (até mais tarde).
Antes que o homem pudesse ou não discordar Vladimir já tinha desligado.
Heliel bate palmas surpresa com a agilidade dele. Em seguida volta-se para Boca Negra.
-Se você ficar de bico fechado, considere-se vivo ainda – decreta ela o olhando de forma intimidadora.
Boca Negra engoli em seco e assenti com a cabeça.
-Muito bem – diz Vladimir – Podemos ir?
Heliel volta-se para ele.
-Chiara (Claro) – concorda ela sorrindo rapidamente
Vladimir estende sua mão para ela que a pega saltitante.
Ambos ainda olham para Boca Negra que parecia estar petrificado.
-Non possiamo più-liu? (Podemos deixá-lo assim?) – indaga Vladimir enquanto encaminha-se para o Jaguar.
-Non avremo problemi com lui (Não teremos problemas com ele) – diz Heliel enquanto entra no carro
-Se lei (Se você diz) – diz Vladimir dando de ombros
-Noiso realismo (Estúpido)- diz Heliel dando a partida enquanto Vladimir coloca um band-aid em seu nariz
Notas finais
Fazem alguma ideia de que tipo de trabalho é o da Heliel que antigamente Vladimir fazia também?
:P
Agora todos estarão no restaurante.
Como terminara a noite?
Só na quinta vocês saberão.
Beijos e queijos.
o/
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