Notas iniciais
Um pouco mais ação para melhorar a coisa.

Heliel puxa Mey para dobrarem a esquerda enquanto senti o ar fugir de seus pulmões com uma rapidez maior do que esperava.

Quanto tempo corriam?

Quanto tempo precisaria para se livrar deles?

Suas pernas poderiam agüentar mais um pouco, mas Mey já era outro caso. Certamente ela não agüentaria muito tempo.

Seus olhos negros correm por todo o lugar que passavam encontravam-se numa espécie de praça com algumas lojas.

“Pense Heliel, pense!” – a parda dizia a si mesma enquanto seu olhar corria por todo canto até pousar em uma espécie de capela, igreja, algo assim.

-Mey – diz a agente puxando a ruiva pelo pulso em direção á igreja.

Ela ofegava enquanto tentava entender o plano de Heliel, mas mesmo que tentasse sua mente fracassava miseravelmente. Sua mente vagava a esmo tentando achar algo em que se apoiar, mas nem isso conseguia.

Lembrava-se de que os demais também estavam em perigo, recebera ligação de Katherine que estava acompanhada de Vladimir seguiam rumo á uma galeria de arte ao encontro de um contato de Vladimir que poderiam ajudá-los.

Mey notara uma certa mudança no tom de voz de Katherine que preferiu não mencionar nem a própria nem a Heliel, depois Eder avisara que deviam ter cuidado. Quem as perseguia não estava a fim de brincar.

Entram dentro do recinto, constatando que tratava de uma pequena igreja em memória de alguma santa que nenhuma das duas mulheres prestara a atenção. Heliel procurava um local onde Mey pudesse ficar escondida para que controlasse os dois homens que a essa altura deveria estar a passos de si.

Seu olhar então recai sobre o confessionário que jazia do outro lado de onde estavam.

-Esconda-se ali – instrui Heliel apontando para o confessionário

A ruiva a olha um segundo alarmada antes de seguir seu conselho. Ao segundo em que se esconde, Heliel já se mantinha atrás de uma coluna de mármore branco acinzentado controlando sua respiração que ainda não tinha se normalizado.

Ela então nota após alguns minutos passos ressoarem por toda a igreja, seu coração bati um pouco mais acelerado ao tempo em que nota que os dois homens que estavam em seu encalço adentram mais a loja.

Uma dupla carregada de músculos se tivesse com sorte poderia liquidá-los em segundos. Só que sabia que apenas ter sorte numa hora dessas não ajudava em absolutamente nada.

A parda mulher trinca os dentes enquanto retira seus sapatos de carmim vermelhos, deixa-os ao lado da coluna e tentando fazer o mínimo de barulho possível aproxima-se dos dois.

Queria poder usar sua pistola ali e tudo estaria acabado, mas no fim das contas estavam num lugar cristão mesmo não sendo das mais devotas, media seu respeito pela religião.

Heliel prendi sua respiração de vez ao tempo em que com o cotovelo acerta a nuca de um dos homens que desaba pondo as mãos no chão, o outro vira-se para ela num reflexo de pega a pistola que estava dentro da calça, só que acaba recebendo um chute no estomago que o faz perder o equilíbrio, indo de encontro á um banco. O que antes tinha caído ergue-se um pouco desnorteado.

Heliel volta-se para ele fazendo seu cabelo tocar seu rosto, ela sem perda de tempo acerta um soco no queixo do homem que cambaleia para trás. Ela tenta um segundo soco, mas é segurada por trás pelo segundo homem. A agente finca os pés no chão e projeta com dificuldade o corpo do homem para frente fazendo-o cair por cima do primeiro homem seguido dela mesma.

A parda mulher senti suas costelas reclamarem do esforço, mas preferi nem dar bola. Ergue-se rapidamente enquanto a dupla de homens olha-se como se conversassem.

Eles retiram seus casacos negros e arregaçam as mangas. Heliel sabia o que isso significava.

Uma briga de verdade.

Um sorriso escapa de seus lábios.

Tira seu blazer creme e prepara-se para quebrar as caras dos dois que se aproximam de si pelas duas direções. Ela abaixa-se, apoiando uma mão no chão, tenta acertar chutes nos rostos dos dois que bloqueiam fazendo um “x” com os braços.

Heliel retorna sua posição original recebendo um soco no estomago enquanto o outro homem segura seu pescoço a jogando de encontro a uma coluna. Ela bati a cabeça com força enquanto suas costas novamente reclamam da dor.

A agente cai de joelhos apoiando-se em suas mãos, mas um deles a chuta no estomago, fazendo-a ir de contra a parede atrás de si.

Ela ergue-se defendendo do segundo chute que lhe dariam com a mão segurando a perna de um dos dois. Heliel a aperta e então com as forças que tem o joga de contra a parede. Com esforço levanta-se e desvia-se do soco de outro homem e acaba por acertá-lo no diafragma.

O homem que fora atirado de contra a parede se aproxima dela por trás e acabaria por desferir um golpe em sua nuca se um homem de pele bronzeada não o prendessem uma gravata.

Heliel o olha de soslaio enquanto chuta o homem que vinha ao seu encontro no rosto.

-O que faz aqui? – pergunta ela seria enquanto abaixa-se e dá uma rasteira no homem

-Pode me agradecer depois se quiser – respondi ele com escárnio enquanto aperta mais a gravata

Heliel trinca os dentes enquanto seu tornozelo acerta o tórax do homem e ela desloca seu braço. O homem grita, mas ela o silencia com uma pequena pressão no pescoço.

A agente levanta sentindo uma forte dor nos pulmões e nas costelas, o homem aproxima-se dela a amparando antes que desabasse.

-Vai com calma – diz ele a fazendo se sentar – Seu abdômen deve estar doendo muito.

Ela o olha seria enquanto ele limita-se a sorrir.

-Não deveria estar em alguma exposição de artes? – replica Heliel ajeitando a blusa meio rasgada

-Estava em uma até Will me ligar pedindo que desse uma ajuda para você – explica-se ele – Não foi muito difícil achar você duas não.

A agente revira os olhos enquanto depois limpa o filete de sangue que escorrera de sua boca.

-Vai até o confessionário – instrui ela apontando para o objeto – Mey deve estar prestes a dar um colapso.

O moreno levanta-se e segue até o confessionário enquanto Heliel fica a se arrumar novamente com um pouco de dificuldade.

O homem abri a porta encontrando a ruiva encolhida com as mãos sobre a cabeça. Ele suspira enquanto a envolvi em seus braços a tranqüilizando em meio á sussurros.

Para sua surpresa Mey passa apenas alguns segundos nessa espécie de nervosismo depois retoma uma expressão serena enquanto avança para Heliel.

-Você está bem? – indaga a rua a olhando preocupada

-Já estive em pior estado – diz ela com um rápido sorriso

Mey a olha por um segundo como se certificasse que ela não estivesse a mentir, depois assenti a ajudando a ajeitar seu cabelo que tinha algumas lascas de madeira.

-Mey este é Jaidan – apresenta a parda mulher gesticulando para o moreno que apenas sorrir.

A ruiva volta-se para ele e sorri.

-Se tivéssemos nos encontrando em uma situação melhor, te convidaria para um jantar – diz o moreno numa voz aveludada.

Mey senti suas bochechas corarem enquanto Heliel olha Jaidan de maneira recriminadora.

-Tudo bem, gostosão – diz ela de forma seca – Preciso que nos ajude.

-Sei do que se trata – replica o moreno ficando serio – Sabe me dizer onde está, Vladimir?

-Com Katherine obviamente – diz Heliel entediada – Rumo á uma galeria de arte.

A expressão de Jaidan fica sombria enquanto ele volta-se para a saída.

-Temos problemas á mais agora – refleti o moreno saindo

As duas mulheres olham-se. Heliel trinca os dentes enquanto o segue acompanhada de Mey.

Notas finais
Como bem podem ler alguém mais está ajudando Carter além de Lionel, mas quem vcs chutam que é?
Segundo se quiserem recomendar mesmo que leiam e não deixem review não faz mal algum.
Terceiro, novos cap. apenas na sexta assim sendo até lá.
o/