Roleta Russa
17 Adrenalina
Notas iniciais
Lorenzo tinha acabado de fechar seu celular, antes de olhar para Eder e Karl sentando no sofá xadrez no cômodo da casa.
Então quer dizer que ambos estavam atrás de Carter.
Tinha que dar um jeito nisso.
Ele então sobe para o andar de cima fazendo o menor barulho possível.
Enquanto isso Eder e Karl discutiam na sala sobre como deveriam proceder com ele ao tempo em que notam a forma estranha como ele ficara depois do telefonema.
-Ele sabe – conclui Karl sereno.
-O que fazemos? – pergunta a loira o encarando
-Sair daqui me parece uma boa idéia – respondi ele sarcástico
-Sem saber nada sobre Carter? – indaga ele estreitando as sobrancelhas – Jamais, Karl.
-Quer esperar para ver o que ele vai fazer? – indaga o homem retórico
-Esconda-se – diz Eder depois de ouvir passos
Karl vai para o outro cômodo da casa um segundo antes de Lorenzo aparecer novamente.
-Onde está seu amigo? – pergunta o moreno a olhando diretamente
-Foi atender um telefonema – respondi ela seria
-Entendo – diz ele pensativo – Me diga, Eder, que assuntos quer tratar com Carter?
-Isso é particular – diz ela serena – Preciso falar com ele urgentemente.
-É tão critico assim? – indaga o moreno a olhando receoso
-Muito – diz Eder numa voz aveludada – Sei que pode me ajudar.
-Ah, claro que posso – concorda ele deixando um sorriso brotar em seu rosto.
Eder o olha confusa ao tempo em que ele demonstra uma pistola apontada para si. Ela sente o sangue esvair de seu rosto enquanto ele se aproxima dela.
-O que quer com ele de verdade? – pergunta o moreno serio deixando seus olhos negros pousarem no rosto de marfim dela.
-Uma coisa que talvez você possa nos dizer –respondi Karl atrás de dele com uma pistola encostada em sua cabeça.
Lorenzo estanca. Verifica se ele estava mesmo usando uma arma.
-Não estou brincando – diz Karl sereno – Acabarei por estourar sua cabeça se não nos contar o que sabe.
-Vá em frente – instiga Lorenzo – Não importa o que faça ele me matara de qualquer maneira.
Eder mantinha-se quieta em seu canto esperando a hora certa de sair da frente de Lorenzo.
Não tinha se esquecido da pistola na mão dele.
Karl também já tivera notado, mas precisava enrolá-lo um pouco mais antes de fazer qualquer coisa.
-Você pode nos ajudar e terá sua segurança garantida – diz ele serio
Lorenzo gargalha alto ao tempo que aponta a arma para Eder.
-Chega de joguinhos – diz ele a olhando – Se não tirar essa arma da minha cabeça acredite que sua namorada aqui terá um belo buraco na testa.
Eder levanta-se e o olha intimidadora.
-Você acha mesmo que terá alguma chance? – indaga ela retórica – Não somos apenas nós nessa historia, isso sem contar que está mexendo com gente perigosa.
-Se mover o dedo agora – complementa Karl – Estará se condenando a ser caçado pelas próximas horas.
Lorenzo novamente gargalha.
-Você acha mesmo isso? – indaga ele estreitando as sobrancelhas – Não sou apenas eu que está com essas informações e além do que suas amigas devem estar mortas a essa altura.
A surpresa recai sobre o semblante de Karl e Eder.
-O que disse? – pergunta a loira hesitante
-Sabemos sobre suas amigas – respondi Lorenzo estufando o peito – Há essa hora devem está mortas e enterradas.
-Não diga bobagens – recrimina Eder – Onde podemos encontrar Carter?
-Como se eu fosse dizer algo – respondi ele ríspido
Karl acerta sua nuca com a coronha da sua pistola, fazendo-o desabar desacordado.
A loira o olha com uma sobrancelha arqueada.
-Método mais fácil – esclarece ele abaixando-se para pegar o celular dentro do bolso da calça de Lorenzo.
-Pensei que seria mais difícil – comenta Eder desabando no sofá
-Você fica sobre a mira de uma arma e não acha nem um pouco difícil? – indaga Karl franzindo a testa – Segundo ligue para uma das meninas, precisamos saber que estão bem.
-Você quer dizer ligar para aquela ruivinha não é? – indaga a loira pegando seu celular dentro da bolsa
O ruivo simplesmente revira os olhos ao tempo em que vasculha na lista de números do celular de Lorenzo a procura de algo que os ajudasse.
Eder bate o pé no assoalho amadeirado esperando que Mey atendesse seu telefonema. Passam-se alguns segundos á mais para ela atender.
-Alô? – indaga a ruiva com a voz ofegante.
A loira endireita-se na mesma hora.
-O que está havendo, Razi? – pergunta ela seria tendo o olhar de Karl sobre si
-Digamos que estamos brincando de pega-pega – respondi ela com sarcasmo enquanto segue Heliel que acabava de pegar sua pistola.
-Me diga o que está havendo – pedi Eder levantando-se
-Alguns caras de cara ruim nos interceptaram quando saímos do carro, Heliel notou algo de estranho neles e os despistou dando chance para que depois escapássemos – Mey explicava tropeçando nas palavras e sentindo o ar fugir de seus pulmões com velocidade – Agora estamos correndo por uma rua qualquer tentando sair da perseguição com Heliel já se preparando para briga.
-Por céus – diz Eder chocada – Manterei contato.
-Ah claro – concorda a ruiva ofegante – Encontrarão algo do Carter?
-Como sabe disso? – pergunta a loira desconfiada
-Karl me falar para onde vocês estavam indo – respondi Mey entrando numa loja seguindo a agente que tentava esconder sua pistola.
A loira olha reprovativa para Karl que ainda vasculhava o celular de Lorenzo.
-Entendo – limita-se a dizer Eder – Sabe onde está Katherine?
-Está com Vladimir e não sei para onde foram – respondi a ruiva derrubando um pequeno suporte enquanto se afastava – Desculpe.
-Tudo bem, verei o que posso fazer – diz ela – Tomem cuidado.
-Estamos tomando – confirma Mey respirando com violência – Nos vemos depois, eu acho.
Eder murmura algo e depois desliga se voltando para Karl ao tempo que pela janela vê um carro estacionando em frente à casa.
-Vamos embora – diz ela puxando Karl pela gola da camisa.
Ele deixa-se levar. Antes que cruzassem a porta dos fundos a porta da frente era aberta revelando dois homens assombrosamente musculosos que já sacavam suas armas mirando-os.
Karl fecha a porta á tempo de que ela fique crivada de balas e eles passem para o quintal vizinho pulando a pequena cerca que separava as duas casas.
Havia algumas pessoas interagindo entre si aos verem ficam perplexos e chocados.
O casal olha todos com um sorriso antes de correr em direção a saída sem nem mesmo olhar para trás.
-O carro está depois da casa – informa Eder apontando para direção oposta da qual estavam indo
-Sei disso – diz Karl correndo os olhos a procura de um carro qualquer – Precisamos de algo mais imediato.
A loira volta seu olhar para trás e vê um dos homens se aproximando com a arma discretamente escondida sobre seus braços. Ela puxa Karl para dentro de um táxi de onde saia uma senhora.
-Acelere! – berra Eder para o taxista
O homem a olha chocado por um segundo antes de pisar fundo no acelerador.
O vidro traseiro do carro racha por o contato da bala que ficara cravada.
-O que são vocês? – pergunta o homem tremulo enquanto fazia uma curva.
-Duas pessoas que estão sendo perseguidas por assassinos – respondi rapidamente Karl engatilhando sua pistola – E que precisam que o senhor dirija um pouco mais rápido se quiser se manter vivo.
O homem engoli em seco ao tempo que vê pelo retrovisor um Fiat se aproximando deles em alta velocidade.
-Onde conseguiu essa arma? – pergunta Eder curiosa
-A casa de Lorenzo tem muitas surpresas – respondi ele baixando o vidro da janela – Preciso que use isso.
Ele então mostra a outra pistola que havia pegado na casa antes de saírem.
-Eu não sei usar isso – diz a loira nervosa
-Apenas precisa puxar o gatilho – instrui Karl já colocando parte do seu corpo para fora do carro através da janela – É automática.
Eder olha para o taxista como se pedisse socorro, mas apenas encontra medo naquele homem. Ela suspira e põe seu corpo para fora do carro ao tempo que o homem novamente faz uma curva desviando de um caminhão.
Karl acerta o vidro da frente do Fiat ao tempo que homens já se colocavam para fora do veiculo para revidar os tiros, só que um tiro vindo de Eder acerta um dos homens que tomba. Karl aproveita-se para acertar o outro, mas o Fiat toma outro trajeto fazendo o tiro passar longe deles.
-O motor do carro, Eder – instrui Karl ao tempo que puxa novamente o gatilho e o táxi toma outra trajetória.
A mulher tremula começa a atirar em direção ao motor do carro que começava a receber os tiros mesmo com o carro tentando se livrar deles. Karl novamente atira em direção ao cara que tentava atirar neles.
-Para dentro! – grita ele para Eder antes de entrar no táxi novamente
A loira desliza para dentro fazendo seu corpo se chocar violentamente com o de Karl. Ambos de olham por um segundo sentindo a respiração ofegante e a adrenalina que corriam por seus corpos.
-Estamos ficando sem balas – comenta Karl se afastando dela
-Se você diz – diz ela se voltando para o taxista – Pegue a Via 18 tenho um lugar onde podemos sair dessa.
O homem a olha receoso.
-Não se preocupe que será recompensando por tudo – garanti ela colocando seu corpo novamente para fora do carro – Karl preciso que acerte os pneus do Fiat
-Brincadeira de criança – concorda ele fazendo um mesmo movimento que ela
A loira sorri enquanto tenta a todo custo acertar o motor do carro tal como Karl consegue acertar um dos pneus, fazendo com que o Fiat comece a tomar um rumo desgovernado na pista.
-Estou sem balas – informa o ruivo para Eder que logo em seguida joga sua pistola para ele.
Karl novamente atira contra o carro, depois de duas tentativas consegue acertar o outro pneu. Após fazer isso entra no táxi acompanhado de Eder que mantem uma distancia dele.
Logo vêem o Fiat bater contra um poste. Os dois soltam um suspiro de alivio.
Alivio que sabiam que durariam apenas por pouco tempo.
As demais também deveriam estar com problemas.a Via 18 tenho um lugar onde podemos sair dessa.
orpos.
violentamente com o de Karl. rar deles. e deles.
e separava as duas casa
Notas finais
Proximo cap. dedico a Vlad e Kath.
Que sairá na terça assim sendo até lá.
o/
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