Rodrigo e o horror de Scuti
17 Procura-se um guia para Atlantika
Os heróis foram de ilha em ilha em busca de informações importantes acerca da ilha-prisão. A maioria dos habitantes foram receptivos e disseram notícias que ajudaram na busca. Mais de seis horas passaram, a noite surgiu e o céu de Triton naquele hemisfério ficou cheio de estrelas.
— Encontramos — falou Rodrigo ao ver a grande ilha no horizonte.
Dentro do presídio, um guarda pegou uma luneta e viu a aproximação de duas coisas. A primeira era parecida com um peixe enorme e a segunda parecia uma máquina. Ele falou a todos no rádio para que ficassem atentos, pois não eram do grupo do Hopper.
Enquanto isso...
— Uau! É enorme. Isso é uma ilha flutuante?
— Nya, é do tamanho de um estádio de futebol.
— Vocês viviam assim, Azuro?
— Nunca, kyu. Nós, os managuarianos, vivemos debaixo d'água nas cidades subaquáticas. Mas fomos expulsos de lá desde que o mensageiro tomou conta. Nunca tinha visto uma ilha flutuante antes, apenas ouvia falar.
Era fato que o povo manágua viviam no fundo do mar, haja vista o planeta era basicamente só água.
Um grupo de homens managuarianos surgiu com arpões e exigindo que todos se identificassem. Rodrigo pediu para Eins ficar tranquilo e saiu.
— Estamos aqui para pedir informação.
Os homens conversaram entre si.
— Deixe o barco esquisito do lado de fora. E quem tá dentro terá que sair — falou um homem.
Eins revirou os olhos, pois não queria deixar o seu carro sozinho. Azuro, por intermédio de Rodrigo, falou para o bichano ir sem preocupações, pois vigiaria.
Rodrigo e Eins acompanharam os homens. O fato era que não esperavam que fossem recebidos de forma amistosa.
— Digam o que querem.
Homens surgiram segurando arpões e apontaram para os dois. Rodrigo pediu para Eins não se preocupar, pois conduziria uma boa negociação.
— Tem certeza de que sabe negociar, nya?
— Deixa com o pai — disse o rapaz — Então... viemos aqui só para acabar com o governo do mensageiro e livrarmos esse planeta da opressão.
Os homens ouviram as palavras de Rodrigo com muito ceticismo. Avançaram neles. Rodrigo puxou Eins pela cauda e deu um pulo bastante alto, chegando ao último andar.
— Tá bem aí?
— IDIOTA!!! Isso dói.
— Foi mal.
— Achou mesmo que eles acreditariam nesse papo? O povo desse planeta é arredio, desconfiado. Agora teremos que lidar com eles antes dos homens do mensageiro.
Rodrigo empurrou o bichano e evitou que ele fosse pego por um arpão.
— Precisamos achar alguém que nos guie para a cidade do mensageiro — falou Rodrigo ao descer os andares das celas. — Não me importo se é criminoso ou não.
O diretor da prisão deduziu que os visitantes eram invasores espaciais e pediu para chamar o grupo de Hopper com uma mentira deslavada.
— Diga a eles que mais dois rebeldes anti-império surgiram hoje. Mas não diga que são aliens.
— Certo.
Prisco chegou até a sala de Hopper e avisou sobre a ligação do diretor da penitenciária. A mensagem era clara: dois rebeldes chegaram lá a fim de libertar os prisioneiros. Hopper perguntou se ainda havia mais rebeldes por aí, porém Prisco não soube dizer.
— Pensei que aqueles cinco fossem os últimos.
— O que pretende fazer?
— Vamos lá, Prisco. Quanto mais gente para nos ajudar na invasão, melhor.
...
Taiwan
Uma comunicação especial entre o Capitão Cthu e Mordecai surgiu na sala de controle dentro da tartaruga gigante, que descansava perto do centro da cidade. Cthu supervisionava a construção do seu palácio e aproveitou para fazer a chamada em vídeo.
— Descobriu quem matou Tatsunootoshigo?
— Ainda não — Mordecai respondeu.
— Era de se esperar que nem mesmo você soubesse. Para alguém eliminar um de nós é preciso ser alguém bastante formidável.
— Minha rede de espionagem está coletando informações sobre isso. Estão agora no planeta Fuji-10 a fim de saber sobre os eventos que precederam a queda de Tatsu. Mas também quero dizer outra coisa.
— Diga.
— O imperador Scuti está para chegar ao mundo humano em poucos dias. Não queremos que algo saia dos conformes, não é?
— Mordecai, se pensa que vou cair como Tatsu, está enganado. Tenho muito o que contribuir para o imperialismo. O indivíduo que eliminou Tatsu não me mete medo — Cthu balançou a sua barba de tentáculos e arregalou os olhos. — Porque tenho uma surpresinha se ele chegar aqui querendo me enfrentar.
— Ah sim. Sua condição quimérica. Realmente vai ser bastante difícil. Mas ainda não é uma garantia de que você sairá vivo dessa batalha hipotética. Enfim, não falte à cerimônia de partida do imperador para Washington.
O vídeo terminou e deixou o capitão muito a pensar.
Os seus subordinados disseram que o palácio estava quase pronto.
— Breve iniciarei o plano de inundação.
...
Azuro escutou o barulho de dentro do presídio e ficou com medo de que algo tivesse ocorrido com os dois aliados. Assim que viu os managuarianos voltarem a sua atenção a ele e ao Chevette, mergulhou com carro e tudo.
— Aquilo era uma baleia?
— Nunca vi uma daquela cor.
Enquanto isso, Rodrigo e Eins foram atrás de alguém que pudesse servir de guia para a cidade de Atlantika. O herói surgiu numa cela e perguntou se o criminoso poderia ajudá-lo, mas o homem mostrou o dedão do meio. Numa cela seguinte o prisioneiro possuía problemas mentais. Um terceiro nem sabia do que se tratava Atlantika.
— Isso não está ajudando. Melhor voltarmos pro carro, nya.
— Calma. O pai daquele garoto trabalha aqui. Ele deve saber de alguma coisa. Só precisamos achá-lo.
No horizonte, os barcos da gangue de Hopper surgiram.
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