Os alunos, ao chegarem na sala de aula, foram chamados pra participar da reunião no auditório da escola. A equipe da direção, orientada pela secretaria da educação, preferiu fazer uma reunião no auditório a fixar um comunicado no quadro de avisos da secretaria.

Os professores distribuíram o comunicado impresso entre os alunos e, em seguida, os acompanhou até o auditório da escola pra evitar qualquer tentativa de fuga, qualquer tentativa de matar aula. Em poucos minutos, o auditório da escola estava cheio de alunos.

A direção da escola, minutos depois da chegada deles, subiu no palco do auditório, onde foi armada uma mesa pra cinco lugares. Desta vez, o comunicado será feito pelo microfone sem o uso do telão. Assim, sem perder vendo todos reunidos na sala, a reunião é iniciada:


— Bom dia! — iniciou um deles, sentado entre os outros dois da equipe da direção diurna e noturna da escola.

Ouvindo o retorno da maioria dos alunos, presentes no auditório, o representante da equipe diretiva continua:

— O motivo dessa reunião tá descrito nesse comunicado que vocês receberam, a pouco, na sala de aula.

Em seguida, iniciaram uma leitura comentada dos itens listados sobre o uso limitado dos smart phones dentro da escola. Os alunos inicialmente deveriam colocar os dispositivos em 'modo avião', ao entrar na escola, e deixar o toque na função 'vibrar' — reajustando ao sair da escola.

Os monitores da sala de informática, caso não soubesse ajustar os dispositivos, editaram um tutorial e fixaram no quadro de avisos da biblioteca da escola. Isso, segundo a equipe da direção, vai ajudá-los a usar as novas tecnologias de forma mais adequada.

Os trabalhos de consulta, utilizando materiais digitais, deverão ser realizados nos computadores da sala de informática da biblioteca da escola. As pesquisas curtas deverão ser realizadas em casa, mas os trabalhos deverão ser realizados na sala de informática com ajuda, ou não, dos monitores.


Depois de realizar a rápida leitura comentada do comunicado sobre o uso dos dispositivos na escola, a equipe diretiva dispensou os alunos antes da hora da saída. Em meio ao crescente falatório, ecoando pelos corredordo, os extremos da escola preferiram o mórbido silêncio.

Num abrir e fechar de olhos, alguns alunos sentados, outros de pé, estão conversando ao longo do gramado da escola. Entre muitos, os três extremos dificilmente passam despercebidos de um passar de olhos pelo tradicional after school. Os namorados percebendo a presença deles, vem na direção deles.

— Fala ae, galera! — cumprimentou ao chegar perto dos extremos. Ouvindo os responder, continua: — Esse é o nosso primeiro dia aqui.

— Bem-vindo a cena! — disse um deles, enquanto os outros estão ouvindo uma música clássica, compartilhando os fones de ouvindo.

Vendo os animados pelo som, o cabeludo se aproxima deles e, percebendo a revista na mão deles, pergunta:

— Vocês lendo Extreme Brutal Death? Usando esse visual extremo, não acredito que sejam cristãos.

— Escuta isso. — ofereceu um dos fones de ouvido pro cabeludo, enquanto os demais esperavam a reação dele.

Ele bateu um pouco a cabeça, revelando um conhecimento moderado sobre metal. Percebendo os olhares da galera, incluindo a namorada, diz:

— Cannibal ...

Ouvindo o nome da banda, a galera resolveu puxar assunto — sem revelar o que estavam pensando a poucos minutos, quando estavam ouvindo a música, compartilhando os fones de ouvido. A partir desse dia, eles passaram a trocar ideias, sendo moderados pela presença dela.

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