Notas iniciais
Oi, Oi gente! Esse capítulo não tá UAU que legal mais eu gostei e me desculpa se tiver algum erro,é porque hoje é meu aniversário e eu só escrevi rapidão e já postei. Boa Leitura e espero que gostem. Beijos.

"So I guess the fortune teller's right

I should have seen just what was there and not

some Holy light"

P.O.V. Percy

Fazia um tempo que eu necessitava daquilo. Aquilo não foi uma simples descida de skate. Eu senti a adrenalina. A emoção. Sentia-me como se estivesse pulando de um penhasco enquanto o vento açoitava-me os cabelos.

Conseguimos fazer tudo exatamente como eu havia planejado e ainda melhor! Quando paramos foi como se tudo tivesse mudado... Como se eu não tivesse uma mãe morta, problemas em umas coisas junto com meu pai... Não tinha nada ali além de mim, Annabeth, e nossos skates. E ela parecia sentir a mesma coisa. Eu podia ver em seus olhos. Ouvi aplausos mais eles estavam distantes, abafados pelo zumbido em meu ouvido. Eu apenas segui andando junto a ela para fora da multidão.

Enquanto andávamos ela foi puxada para trás com um solavanco como se estivesse sido puxada. Virei-me e vi que foi realmente isso que aconteceu. Observei enquanto Annabeth gritava "Luke!" e pulava em seus braços. Algo explodiu em meu peito. Não era ciúmes. Eu havia acabado de conhecê-la. Estava pouco me fudendo com quem ela ficava. O que tomava conta de mim no momento era a raiva e voz em minha cabeça que me dizia para socá-lo até a morte. Mas apenas fiquei ali, parado, com as mãos em punhos ao lado do corpo.

Ele pareceu finalmente perceber minha presença e soltou um sorriso de escárnio.

–Ora, ora, ora... Se não é Perseu Jackson...

–Luke... — respondi embora sua voz não passasse de um sussurro gritante em minha cabeça.

–Como vai a sua mãe Percy?- perguntou fingindo estar interessado.

–Seu Filho Da. — eu disse avançando até ele mais antes foi impedidas pelas mãos de Annabeth em meu peito.

–Wow Wow Wow! Calminho ai garanhão, ele só fez uma pergunta!

Olhei pra ela cético e logo após coloquei a expressão dura novamente em meu rosto.

–Não se meta no que você não saiba Chase!- disse e cuspi no chão logo em seguida com se isso pudesse expulsar a raiva de meu corpo. Me virei e sai.

Annabeth P.O.V.

–O que deu nele?

–Não sei. Bem, Annabeth, foi muito bom te ver de novo mas eu realmente tenho que ir. Depois a gente se fala. -Disse me dando um beijo no rosto e saiu.

Fiz o mesmo e fui em direção a minha casa onde minha cama clamava por minha presença.

Minha mãe invadiu meu quarto fazendo com que eu me sentasse de solavanco e me deitasse novamente ao perceber que era ela.

–Pra que bater na porta se a gente pode invadir não é mesmo?- perguntei irônica.

–Fique pronta as 20h00. Vamos jantar na casa do meu padrasto. Quero vê-la bem vestida.- disse ignorando completamente meu comentário e saindo logo em seguida.

Resmunguei algo que nem mesmo eu sabia o que é me virei e voltei a dormir.

Acordei e já eram 19:30. Me arrastei até o closet já que já havia tomado banho quando chegado da Educação Física.

Peguei uma roupa qualquer, coloquei e desci. Já eram 19:45 quando cheguei lá em baixo e minha mãe me esperava sentada no sofá assistindo um programa sobre arquitetura antiga em um canal qualquer.

Pigarreei para chamar sua atenção. Ela se virou para mim e em questão de segundos em seu rosto se formou uma expressão de incrueldade.

–Por favor, me diga que você tá brincando e vai subir agora pra trocar de roupa.

– Não, eu vou com essa daqui mesmo.

–A primeira impressão que você quer dar para o seu vô é a de que você é uma maloqueira?

–Primeiro: Eu não estou parecendo uma maloqueira. Segundo: Ou eu vou com essa roupa ou eu não vou. Terceiro: Ele não é meu avô de verdade. Ele é ex-marido da sua mãe, mas não é seu pai. Você não sabe quem é seu pai.

Ela suspirou e seguiu andando para o carro. Bem, eu a segui. Era só isso que eu tinha feito ultimamente.

Paramos em frente à uma mansão de quatro andares rodeada por carros.

Quando entrei eu fiquei meio desesperada com a quantidade de gente que tinha naquele lugar. Eu fui empurrada e apertada até parar na frente de uma porta e lá dentro tocava uma música a qual eu não reconhecia. Dei de ombros e entrei.

Quando cheguei lá dentro vi Percy, Thalia, Nico, Piper, Jason, Leo, Calypso e mais 5 pessoas que eu não conhecia.

–Wow. — eu disse e todos me encararam. — Er... Oi?

–Annabeth? O que você tá fazendo aqui?

Procurei a dona da voz e vi que era Thalia.

–Vim com a minha mãe jantar com o pai dela, Zeus.

–Peraí, Zeus é meu pai. Sua mãe é minha irmã. Eu sou sua tia. — ela disse e começou a gargalhar com a ideia.

–E você é minha prima. — disse o energúmeno do Percy fazendo uma careta de quem comeu e não gostou.

–Na verdade não. — eu disse me intrometendo.

–Como assim?

–Peraí me deixa sentar. — disse me sentando no sofá entre Percy e Thalia. — A mãe da minha mãe era casada com Zeus e eu não sei bem como foi a história toda mas parece que ela achava que estava faltando alguma emoção no casamento e o traiu com um cara qualquer e acabou tendo a minha mãe. Zeus quando descobriu se divorciou dela, mas assumiu minha mãe como se fosse sua filha. Ou seja, ela não é filha dele de sangue, só de consideração. Assim como vocês são meus parentes somente de consideração. Sacaram?

Eles assentiram.

–Graças a Deus! Ter você como prima seria um inferno. — disse Percy esparramando-se no sofá.

–O que você está insinuando?- perguntei olhando para ele com uma sobrancelha arqueada como se o desafiasse.

–Nada, nada... – disse levantando os braços em sinal de rendição.

–Então Annabeth, esses são Silena e Charles, Clarisse e Chris e Bianca, a irmã do Nico. Pessoal, pra quem não sabe essa é Annabeth.

–Oi. — responderam todos os 5 juntos.

–Antes que você pergunte isso daqui é uma espécie de refúgio do zoológico que tá lá fora. Eu peguei esse quarto e meio que dei uma mudadinha nele e desde então aqui só é permitido para menores de 20 anos.

Olhei para as paredes vi que elas eram pintadas de preto e pintadas completamente cheia de pôsters, na parede possuía uma televisão de mais ou menos 60’ polegadas, sofás e Puffs espalhados junto com latas de refrigerante e sacos de batatas.

A menina que eu acho ser Silena se dirigiu a mim.

–Eu sei, isso daqui é meio sinistro e metade da bagunça foram Percy e Thalia que fizeram. Isso daqui é tenebroso mais dá pra sobreviver.

–Você tá brincando? Isso daqui é o paraíso!- eu disse levantando os braços.

–Quem bom que gostou.- disse Thalia.

Ficamos mais um tempo ali até ouvirmos batidas na porta. E a cabeça de um homem de mais ou menos 40 anos colocou a cabeça pra dentro mais não ousou entrar.

–Que bicho morreu aqui dentro?- perguntou fazendo uma careta. — Bem, foda-se. Crianças, tá na hora. Annabeth se eu fosse você me preparava. — ele disse e saiu antes que eu pudesse perguntar sobre o que ele se referia.

–O que ele quer dizer?- perguntei curiosa.

–Vão te colocar pra cantar. — respondeu Piper.- Todos tivemos que cantar. Eu acho que isso é uma espécie de tradição.

–Mas eu não sei cantar.

–Então eu acho melhor você aprender porque eles já estão se preparando pra ver.

Quando saímos do quarto eu fui guiada por mãos que eu não sabia de quem pertenciam até o meio de um circulo de pessoas. Lá tinha um violão e um piano. Fiquei parada lá no meio enquanto o silêncio se instalava entre as pessoas. Vasculhei com meus olhos por entre as pessoas até achar os da minha mãe e percebi que ela se segurava para não rir, provavelmente eu estava com uma cara muito engraçada.

Meus “parentes” me olhavam como se esperassem que eu pudesse dar um mortal a qualquer minuto.

–E então?- perguntou alguém.

–O que? Eu vou cantar sozinha?

–Sim, todos os outros já cantaram. É a sua vez. — disse Zeus.

–Na verdade... –disse Thalia. – O Percy ainda não cantou. Lembram que da ultima vez ele fugiu?

Todos os olhares foram pra ele e pude ouvir ele murmurar um “Droga Thalia!” antes de ser empurrado contra mim fazendo-me cambalear mas ele me segurou pela cintura me puxando. Olhei seus olhos por pouco ou muito tempo, não sei dizer. Até ouvir um pigarreio fazendo com que nos separássemos rapidamente.

–Então casal, vai logo! Eu tô com fome!

–Você sabe tocar alguma coisa?- perguntou-me Percy.

–Violão.

–Ok, eu toco piano e você violão pode ser?

–Tá! Sabe tocar “Torn”?

–Sei.

Ele se sentou no banco em frente ao piano e começou a tocar e eu logo tratei de pegar o violão e segui-lo.

(Ouçam, é muito linda: http://www.youtube.com/watch?v=XLTQt3WwQX4 )

I thought I saw a man brought to life

He was warm he came around like he was dignified

He showed me what it was to cry

Well you couldn't be that man I adored

You don't seem to know-or seem to care

What your heart is for

But I don't know him anymore

There's nothin' where he used to lie

My conversation has run dry

That's what's goin' on

Nothing's fine

I'm torn

I'm all out of faith, this is how I feel

I'm cold and I'm ashamed

Lying naked on the floor

Illusion never changed

Into something real

I'm wide awake and I can see

The perfect sky is torn

You're a little late

I'm already torn

So I guess the fortune teller's right

I should have seen just what was there and not

Some Holy light

But you crawled beneath my veins and

Now I don't care

I have no luck

I don't miss it all that much

There's just so many things

That I can't touch

I'm torn

I'm all out of faith

This is how I feel

I'm cold and I'm ashamed

Lying naked on the floor

Illusion never changed

Into something real

I'm wide awake and I can see

The perfect sky is torn

You're a little late

I'm already torn

Torn

Ohh, ooh

There's nothing where he used to lie

My inspiration has run dry

That's what's goin' on

Nothing's right I'm torn

I'm all out of faith

This is how I feel

I'm cold and I'm ashamed

Lying naked on the floor

Illusion never changed

Into something real

I'm wide awake and I can see

The perfect sky is torn

I'm all out of faith

This is how I feel

I'm cold and I'm ashamed

Bound and broken on the floor

You're a little late I'm already torn

Torn

Oh

Oh

Nossas vozes se entrosaram e pude perceber como seus lábios se contraiam ao cantar e em seus dedos ágeis enquanto tocava. Ao terminarmos o silêncio prevalecia.

–Nossa! Eu sei que não somos bons, mas ficar encarando é falta de educação.- eu disse.

–Vocês tão brincando né? Cara, vocês deviam formar uma dupla. Isso daí tá bom pra caralho. Catem mais uma? Por favor!- disse Chris.

Uma onda de “Por favor!” invadiu o quarto me fazendo olhar para Percy e dizer:

–E aí, o que você acha?

Todos se calaram para ouvirem a resposta.

–Bem, já pagamos bastante mico, pagar mais um não fará muita diferença.

–Want U Back?

–Want U Back. –confirmou.- Alguém tem outro violão aí?

Um violão foi entregue do além assim como um banquinho que surgiu do além. Ele sentou-se ao meu lado e começamos a tocar. (http://www.youtube.com/watch?v=WUk8s9a-xGs )

Eu não via o que fazia, apenas deixava com que as palavras saíssem da minha boca e os movimentos de meus dedos. Antes de ver já havíamos terminado.

–Alguém gravou isso?- perguntou alguém.

Metade das pessoas levantaram as mãos.

–A gente precisa arranjar um empresário pra vocês.

–Depois a gente pensa nisso. Eu tô morrendo de fome. — eu disse tentando causar uma distração.

Todos saíram de seus estados de estupor e se dirigiram para a sala de jantar. Eu os segui.

Notas finais
Gostaram? Não tá grande coisa né? Mas mesmo assim continuem comentanto ok?