Rocker Love
6 Burn
Notas iniciais
"We, we don't have to worry about nothing
'Cause we got the fire
And we're burning one hell of a something
They, they gonna see us from outer space, outer space
Light it up
Like we're the stars of the human race
Human race"
Annabeth P.O.V.
–Hey! Annabeth! ACORDA SUA PREGUIÇOSA! VAI DORMIR ATÉ QUANDO? VOCÊ TEM ESCOLA SUA IMPRESTÁVEL!- gritava-me meu subconsciente.
Sentei-me preguiçosamente na cama entre as milhares de camadas de cobertores sobre mim. Ontem, depois de Percy e eu dançarmos, um frio devastador chegou em Nova York e então antes de dormir eu peguei alguns cobertores extras para ver se ele conseguiam segurar fortemente meu calor corporal e proteger-me contra o frio.
Assim que botei os pés no chão desatei a correr loucamente em direção ao banheiro gritando “Frio, frio, frio, frio, frio!”. Despi-me rapidamente e entrei embaixo do chuveiro mudado agilmente para a posição inverno.
Enrolei-me na toalha e respirei fundo abrindo a porta do banheiro e seguindo desesperadamente até o closet com a esperança de que lá esteja ao menos um pouco mais quente. Porém, infelizmente, ele não estava então peguei uma roupa que supus ser quentinha e coloquei-a rapidamente.
Peguei somente meu skate já que havia esquecido minha mochila no meu armário na escola.
E então segui para o maravilhoso lugar que eu aprendi a odiar mais que tudo.
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Bem, estávamos todos saindo da escola e indo em direção a nossas casinhas para podermos desfrutar da paz do silêncio e do ar quentinho até que o Léo aparece.
–Hey, Hey! Gente, eu não estou nem um pouco a fim de ficar enfurnado em casa fazendo absolutamente nada eu pensei em chamar os meus amados amigos para fazermos um piquenique e amor embaixo de uma árvore no Central Park. Quem topa?
–Eu topo!- disse Beckendorf e o olhamos assustados. – Ei! A parte do piquenique, não a do amor!- justificou-se e todos nós suspiramos aliviados desatamos a rir logo em seguida.
–O.K.! Eu também topo.- eu disse.
–Eu também!- concordou Thalia e logo após sendo seguida por todos.
–Mas que horas?- perguntei.
–Agora, eu vim de carro ai a gente passa em um supermercado e compra qualquer besteira com o dinheiro do Percy.
–Wow! Eu não concordo com isso não! Desde quando eu virei caixa eletrônico?
–Desde hoje sweetheart!- eu disse dando dois tapinhas fracos na sua cara fazendo com que ele revirasse os olhos reprovativo e entregasse 50 dólares ao moleque ao meu lado — Mas Leo, eu vim de skate.
–Ok, quem veio de carro?- perguntou Leo e somente Silena levantou a mão. -Hmmm, temos 2 carros para 15 pessoas. Um vai com 8 e outro com 7. – eu o olhei admirado. – Oque foi?
–Você sabe contar!- eu disse apertando suas bochechas fazendo com que todos rissem.
–Hahaha! Muito engraçada! Vamos organizar isso logo! Mas eu não quero suruba no meu carro e limpem esses pezinhos antes de adentrarem o meu lindo veículo.
Acabou que ficamos eu, Percy, Thalia, Silena, Bianca, Clarisse, Frank e Jason em um carro e o resto do povo no outro. Silena foi dirigindo e Clarisse no passageiro. Na hora de entrar atrás é que foi o problema.
–E agora?
–Vamos fazer o seguinte: Entrem Percy, Jason, Frank primeiro. – eu disse e eles entraram. – Thalia, vai no colo do seu irmão, Bianca vai no do Frank e eu vou no de Percy. – as meninas, que já estavam no colo dos meninos me encaram maliciosas. – O que? Vocês querem sentar no colo dele? Vão em frente.
Elas encararam Percy que olhava desinteressado para algo da tela do seu celular e negaram rapidamente, então eu me sentei sob suas pernas e fechei a porta do carro e isso foi a deixa para que Silena passasse a seguir o carro de Leo. Abaixo de mim o moreno começou a se mexer desconfortável.
–Você tá com formiga nas calças?- perguntei e ele negou com uma cara interrogativa. – Ora, então pare de se mexer.
–É que tá desconfortável! Você só tem osso! A culpa não é minha.
–E o que eu posso fazer?
–Sei lá!
Continuei sentada da mesma forma que estava até chegarmos ao Central Park. Sentamo-nos em baixo de uma árvore e ficamos lá esperando o resto do pessoal chegar do Supermercado.
–Ei! Não chore mais, eu cheguei.- gritou Leo.
Reviramos os olhos em conjunto. Sentamo-nos todos em volta de um pano que apareceu sabe-se lá-da-onde, colocamos a comida no meio e desatamos a comer e a conversar. Como sempre aquilo estava um Caos e como sempre havia vários assuntos se misturando fazendo com que aquilo virasse uma bagunça.
Olhei para os lados e vi que Percy estava calado e sentado com as costas apoiadas na árvore. Uma perna sua estava dobrada onde ele apoiava um dos braços e a outra esticada fazendo com que elas ficassem um pouco abertas. Sua cabeça estava virada para cima e seus olhos estavam fechados.
Levantei-me e fui até ele sentando entre suas pernas. Inclinei o tronco para trás repousando-o em seu forte peitoral. Ele abriu os olhos e me encarou divertido.
–Você é muito abusada sabia?
–Acho que já me disseram isso. – eu respondi-lhe dando de ombros. Ele então pegou o gorro cinza que eu usava e colocou em sua cabeça. – Ei!- eu disse virando minha cabeça para encará-lo.
Alguns fios seus ficaram de fora caindo sobre sua testa e sua orelha, seu maxilar era coberto por uma barba rala fazendo com que todo o conjunto o deixasse irresistível. Por um impulso levei minha mão até seu rosto afastando o cabelo de seus olhos verdes.
Ele riu e puxou minha nuca mordendo minha bochecha fazendo com que eu gargalhasse juntamente com ele até que fomos interrompidos por um grito.
–MAS QUE CENA FOFA GENTE! DÁ VONTADE DE MORDER VOCÊS DOIS!- gritou Silena e eu olhei para a mesma espantada tirando a mão do rosto do moreno e percebi que todos nos olhavam como se fossemos animais desconhecidos pela ciência.
–Caramba, o que que foi?- perguntei assustada.
–Desde quando vocês estão namorando?- perguntou Nico ignorando minha pergunta.
–Namorando? Bem, nem eu sabia que estávamos. — eu disse e o garoto no qual eu estava apoiada concordou.
–Mas estão aí no maior Love. – disse Clarisse.
–Que Love?
–Você, sentadinha ai nas perninhas do boymagia ele te mordendo e com o seu gorrinho... – disse Thalia e eu ri da forma que ela falou.
–Vocês estão ficando?- perguntou Beckendorf confuso.
–Nãos, nós não estamos!- respondi.
–Porque vocês não voltam a conversar hein?- perguntou Percy um pouquinho irritado.
–É gente, deixe que eles se agarrem em paz!- disse Bianca e eu revirei os olhos e todos nos ignoraram e voltaram a bater papo.
E aproveitando a paz me apoiei no peitoral do moreno atrás de mim novamente.
Seu braço continuava apoiado no seu joelho fazendo com que sua mão ficasse ao meu lado então eu a peguei e a entrelacei na minha colocando meu cotovelo ao lado do seu em sua perna.
–Então, Perseu, qual o motivo de sua tristeza?
–E-Eu não estou triste... – ele disse deixando a frase morrer.
–Aham. Vamos reformular a frase: Porque você está deprimido?
–Minha mãe...
–O que aconteceu? Ela está doente?
–Não, ela... – vi seus olhos começarem a umidificar e ele então começou a piscar compulsivamente tentando afastar as lágrimas. – Ela morreu, quando eu tinha 12. Hoje fazem 5 anos que ela morreu.
Virei-me para encará-lo e fiquei de joelhos virado para o mesmo entre suas pernas. Levei minhas mãos até seu rosto e sequei uma lágrima solitária que escorrera e ele me encarou. Seus olhos encontraram os meus, eles estavam em um tom claro, umidificados pelas lágrimas e então eu o abracei e ele, no momento mais baixo que eu repousou seu rosto no meu pescoço arrepiando-me com sua respiração descompassada na minha pela e suas mão foram para meus quadris, mas não havia malicia alguma no gesto.
Ele afastou um pouco sua cabeça e olhou para cima me olhando. Eu podia ver a tristeza refletida em seus olhos mas mesmo assim ele sorriu. Eu lhe dei um beijo na testa e então ele murmurou:
–Obrigado...
–Pelo que?
–Por não dizer nada, apenas me abraçar...
–Bem, por nada!
–Mas vem, vamos conversar sobre qualquer bobeira. Quero poder esquecer de problemas por um minuto. – ele disse me colocando novamente e sentada entre suas pernas e com as costas repousadas em seu peito. Ele pegou minha mão e ficou brincando com a mesma enquanto conversávamos apoiando nossos cotovelos novamente em seu joelho.
E então agimos como dois adolescentes normais, conversando normalmente ouvindo seus amigos tocarem Burn embaixo de uma árvore. Naquele momento a tristeza havia se transformado em nosso caminho para a felicidade.

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