Rock Stars
12 Capítulo 11- O Inesperado
Notas iniciais
Sakura acordou com a pior dor de cabeça possível. Tinha bebido demais, falado demais e quase não se lembrava do que tinha acontecido noite passada. Porém lembrava-se nitidamente do gosto daquela boca na sua.
Levantou-se subitamente sentindo o sol que adentrava pela janela queimar seus olhos semicerrados. As nuvens estavam praticamente inexistentes em um céu de azul brilhante como jamais tinha visto.
Podia sentir o gosto daqueles lábios movendo-se contra os seus. As mãos dele percorrendo todo seu corpo como se precisasse conhecê-la imediata e intimamente.
A rosada saiu de seus devaneios balançando a cabeça.
– Não perca o foco Sakura! – Falava para si mesma. – Foi apenas uma noite e vocês estavam bêbados.
– O que foi apenas uma noite? – Sakura arregalou os olhos e deu grito. O coração estava acelerado e por um momento acreditou que era ele. – Nossa que escândalo. – Tenten disse levantando-se da cama improvisada no chão.
Sakura não se lembrava nem de como tinha chegado em casa muito menos que Tenten tinha decidido dormir por lá.
– O que você está fazendo aqui? – Sakura falou levantando-se da cama bagunçada, porém extremamente confortável. O apartamento ainda não estava completamente organizado e não se podia esquecer que Tenten ostentava riqueza o que deixava a rosada ligeiramente intimidade.
– Como você achar que chegou aqui? – Tenten falou olhando para o quarto não muito grande. – Eu te trouxe. Você estava tão bêbada que mal conseguia ficar em pé. E ainda bem que eu te tirei daquela balada antes que uma tragédia acontecesse o que, aliás, aconteceu porque você passou praticamente meia hora vomitando no asfalto.
– Ah não. – Reclamou a rosada voltando a se sentar na cama e colocando as mãos nas têmporas. A dor de cabeça era insuportável e o gosto amargo estava presente em sua boca. — Alguém viu isso?
– Só o Naruto e ele queria te enforcar. – Explicou a morena sentando-se ao lado da amiga. – Ele queria te levar para a mansão, mas achei que você não ia gostar de ficar lá então falei que te traria e ficaria aqui com você.
– Eu não acredito que fiz isso. – A rosada estava com a cabeça baixa e a vergonha estava praticamente estampada em seu rosto. – Mas eu estava com tanta raiva. Aquele idiota...
– Se você se refere ao Sasuke acho que vai gostar de saber que eu o vi saindo com poucas três mulheres logo depois que você sumiu. – Por um momento Sakura não disse nada e continuou com a cabeça baixa. Estaria feliz por Sasuke estar com outras mulheres? Se importava com aquilo?
– Ótimo. – Foi tudo o que a rosada disse.
– Agora... Você tem que me contar sobre apenas uma noite. – Tenten falou interessada. Droga! Como aquilo poderia ter acontecido? De repente ter voltado para o Japão não tenha sido boa ideia, mas continuar em casa com a mãe depressiva também não era nada bom.
– Eu não quero...
– Ah você vai me contar! Eu sou uma ótima amiga. Eu te levei na balada, mesmo que tenha dado ligeiramente errado, e quando você estava vomitando no meio da rua eu estava lá. Trouxe-te até em casa e até te coloquei na cama. O mínimo que você tem que fazer é me contar o que aconteceu. – A morena parecia indignada, mas tinha um tom de divertimento.
– Eu... – Sakura estava hesitante. Mesmo que Tenten tenha feito tudo aquilo a amizade delas mal tinha começado. Mal se conheciam e ainda não sabia se podia confiar nela. Por outro lado em uma noite ela tinha feito o que Sai teria que ter realizado em quatro anos de amizade. – Eu beijei o Gaara. – Tenten arregalou os olhos e um sorriso se pendurou em seu rosto.
– Não acredito! Fala sério. Isso não é nem um pouco justo comigo.
– Como assim?
– Você é amiga do Naruto e do Sasuke e agora beijou o Gaara e eu fico como? A fã deles sou eu e não você. – Disse fingindo estar com raiva.
– Para com isso criatura! E foi ele que me beijou. Apenas para constar.
– Okay. Vou fingir que acredito. – Ela retrucou. – E como foi?
– Como foi o que?
– O banho que você deu na minha avó. É claro que é sobre o beijo!
– Foi surpreendentemente incrível. – Sakura disse com um sorriso torto nos lábios. O toque suave das mãos dele ainda parecia arder em seu corpo.
– E vocês... Transaram?
– Claro que não! Eu estava bêbada, mas nem tanto. Além disso, foi apenas uma vez. Não vai se repetir.
– Ah eu queria ter a sua sorte! Se bem que prefiro o Neji.
– O Neji? Sério? Ele é insuportável! – Sakura disse com a sobrancelha arqueada.
– Não fala assim. Ele é apenas incompreendido. – Rebateu levantando-se. – De qualquer modo ele nunca olharia para mim.
– Não fala assim você! Você é incrível e ele não te merece.
– É claro. Precisamos ir. Existe uma coisa conhecida como aula. – Tenten falou pegando algumas coisas dela que se espalhavam pelo chão do quarto.
– As minhas aulas hoje são a tarde. – Disse com um sorriso.
– Ótimo! Curta sua ressaca beijoqueira. Pessoas de valor vão estudar. – Ela disse com um sorriso iluminando o rosto perfeito. Sakura a levou até a porta e sentou-se no sofá com as pernas encolhidas.
O que tinha feito de sua vida? Estava mentindo para as pessoas mais importantes e tinha se ferrado simplesmente por ter voltado a se encontrar com o passado. A rosada recostou a cabeça latejante no sofá e fechou os olhos deixando apenas o vento circundar a seu redor.
Era uma sensação reconfortante. Tudo ainda parecia bagunçado em sua mente e nada fazia sentido. Mas quanto antes se afastasse da Smoky Factory melhor. Não podia mais manter relações com ele sabendo o que ele tinha feito. Mesmo que para isso tivesse que abandonar Naruto.
As lembranças e temores a assolavam. Era difícil conviver com aquilo por todos aqueles anos, mas a culpa era dele. Da família dele. Naruto não merecia estar com tal companhia, mas nada podia ser feito se ele ainda insistia em manter a amizade.
A rosada saiu de seus devaneios e levantou-se do sofá indo em direção à porta. Achou que era Tenten, até porque o porteiro teria a contatado se fosse alguém estranho.
– O que a estudiosa... – A rosada parou de falar antes mesmo de terminar de abrir a porta. A pessoa a sua frente não era Tenten, mas alguém que ela não imaginaria ver tão cedo. A boca dela estava seca e a figura a sua frente mantinha a expressão de poucos amigos.
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