Rock Bottom
14 Aventureiros do amor
Notas iniciais
John
— Anda você não levou a Camilla agora vai também.
— Mas o que eu não levar a Camilla tem haver com eu ir?
— Ai anda logo!
Eu estava em casa de boa dormindo até que um maluco entra correndo no meu quarto e logo em seguida uma forte batida de porta fechando é escutada, me acordando com susto. Aí começou a dizer um monte de coisas que eu tinha que ir em algum lugar que acho que era pra jogar peteca com ele e mais alguém. E ps: esse foi o Jason e ele me perguntou umas coisas de ontem a noite que eu me recusei a responder naquele momento, provavelmente não me lembraria do que teria falado e só sairia besteira da minha boca.
Enfim me levantei, o expulsei do meu quarto e fui me arrumar, ainda eram 11h.
— Améeeem! — gritou sem paciência enquanto eu saía do quarto — Agora vamos. — descemos e nos encaminhamos para o carro dele — Vamos pegar Corey e depois já vamos.
— Beleza. Ontem nem o vi direito, foi embora um pouco depois da coroação e sumiu.
— Pois é. — abriu a boca para falar mas deixou quieto, mas acho que já tenho uma ideia do que iria falar... De novo
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
— Biblioteca?
— É ué. Foi isso que eu disse! O que entendeu? — Jay perguntou
— Jogar peteca. — eu disse e eles gargalharam dentro do carro
— O quê? — perguntou ainda rindo, dei de ombros e olhei para fora, reconheci
— Por que voltamos pra minha casa?
— Nosso querido John, você está muuuito lerdo. — Jason contestou
— E você quer o quê? Me acorda cedo! Ainda iria dormir muito mais!!
— É..."cedo", foi 11h da manhã e eu dormi o mesmo tanto que você que eu saiba.
— Não, você não tem como saber, nem eu sei que horas dormi, mas muito cedo não foi.
— Lógico, saímos de lá mais de uma!
— Quis dizer que não dormi muito cedo depois de ter saído. — disse e ele me olhou com malícia — Cara, você só pensa besteira! — disse encontrando saía do carro que já estava na garagem
— As ideias batem, posso fazer o quê?
— Raciocinar!
— Nãao... Tô de férias. — bufei e Corey riu de nós — Mas está me devendo uma história, mocinho.
— Você tá falando igual a Jenny. — o outro comentou
— É, estou com sérios problemas e não é de hoje.
— Só um aviso. Quando trocar de lado nos avisa, tá? Temos que nos preparar. — eu avisei e ele ficou confuso
— Ué, mas por qu--? Ooh. ("Oou...!") — entendeu, depois soltou um palavrão e se afastou de nós, rimos e não foi pouco
Descemos pro porão, ligamos a televisão e ficamos jogando videogame. Não sabia quem viria, eles não me disseram muita coisa, ou disseram e eu "dormi" na hora.
— Ei, quem vem pra cá?
— Convidamos todos, mas só Jenny e Ali responderam que viriam.
— Ah. — disse somente, mas no fundo estava animado por ver Alicia novamente. E, não demorou muito para ouvirmos o som da campainha, fui atender fingindo normalidade
— Oi. — ela disse sorrindo assim que abri a porta
— Oi. — repeti o gesto
— Estão parecendo dois pequenos adolescentes flertando. — Jenny disse enquanto nos passava pela porta e ia em direção à escada, nós dois franzimos o cenho, ela deu de ombros
— Tá né...
— Nem fizemos nada... — sorri sozinho e repeti tudo de novo — Oi.
— Oi. — respondeu de novo, mas dessa vez rindo, fechei a porta e descemos, assim que chegamos lá a segurei pela cintura ficando ao seu lado, andamos até o resto do povo assim
— Shiii... — Jason foi o primeiro e vale constar, o único, a se manifestar, o resto nos olhou por uns instantes e ficaram quietos voltando ao que estavam fazendo — Bando de chatos. — resmungou e eu ri
— Você nem fala nada, olha o jeito que tá com a MINHA AMIGA. — Alicia o informou, ele pausou o jogo atrapalhando a jogada de Corey e olhou para si próprio, depois deu de ombros e voltou a jogar. Ele estava sentado no sofá jogando videogame com o nosso amigo e Jenny deitada em seu colo mexendo no celular, ela também parou para observar
— É verdade, obrigada. — agradeceu em códigos que não pude decifrar, mas a outra pareceu entender já que riu — Estou indo para casa. Pessoas....tchau. — fez uma espécie de aceno esquisito e enfim subiu as escadas
— Ué...— eu disse confuso, afinal ela acabou de chegar e já tá saindo
— Deixa, ela consegue ser bem estranha quando quer. — Alicia respondeu e rimos fraco
— Ei ei ei, peraí! — Jason assim que ela saiu, pausou o jogo e correu atrás dela, novamente atrapalhando Corey que fez um gesto de indignação, eu ameacei ir jogar com ele, mas a garota a qual eu estava abraçada, me segurou mais forte como se não me permitisse sair de perto dela
— Não me deixe. — dramatizou sussurrando
— É só um jogo. — respondi do mesmo jeito
— Eu sei, você me deixa estranha. — disse normalmente nos separando, mas nos juntei novamente
— Costumava dizer isso.
— Não volte ao passaado... — resmungou nos separando de novo
— Nem nas coisas boas? Isso é uma coisa boa.
— Talvez...
— Talvez é um sim disfarçado, então agradeço pela oportunidade.
— Mané. — me bateu um tanto forte o que me fez resmungar um "ai!"
— Ookay, não nasci para ser vela. Então adiióos! — levantou e saiu correndo também fazendo um aceno esquisito, todos são tão estranhos — Não entra alí! — avisou pra alguém e depois não deu mais pra identificar as falas, rimos
— Ei eu preciso falar com você. — me sentei no sofá e ela a minha frente no outro — Sei que não aprecia muito o passado, mas eu vim percebendo umas coisas que faz e uma sequer abriu mão. Ela é especial e importante, mas também pode ser complicada. Eu não sei qual será sua reação ao ouvir isso, só que escuta. — assentiu duvidosa — Estive durante muito tempo procurando uma pessoa para...para — gaguejei tentando identificar suas emoções a cada palavra — substituir você, e quando finalmente achei, um dia teve que ir embora... Não sei se já tem uma ideia do que estou falando, mas agora não tem mais jeito de eu não ser direto. Estive durante muito tempo procurando outra pessoa para ocupar o cargo — falou uma palavra diferente e ela já se remexeu no assento — e... Agora eu acho que já entendeu. — dei uma pausa e logo dei o resumo final — Kate saiu e preciso de você.
— Tem toda razão. É uma coisa complicada.
— Não vai acontecer de novo. Eu sei agora.
— Claro que sabe, né! Mas também sabe que não é por esse motivo. É muito arriscado.
— Pior, tem essa também.
— John, você sabe que eu jamais ousaria não te ajudar, mas essa infelizmente é difícil demais.
— Tem certeza? Sua mãe alguma vez já viu suas composições?
— Não, mas suspeitou.
— Ah, compôr ou escrever por distração não tem problema algum. Não precisa virar profissional no ramo. É só fazer o mesmo, mas comigo.
— Ela nem sabe que sequer somos amigos. — gargalhou falando
— Nossa quanta consideração e afeto.
— Descuulpaa!
— Vamos...por favor. Uma hora ela vai saber de nós, mas sobre as músicas não precisa contar se não quiser.
— Você gosta mesmo de uma aventura, né?
— Adoro!
— Percebe-se! — parou para pensar enquanto eu fazia cara de "eu imploro!" — Se algo der errado a culpa é toda sua!
— Já disse. É seu hobby, não a profissão, não é errado. Muuito pelo contrário! — ela balançou a cabeça concordando enquanto erguia as sobrancelhas e torcia os lábios — Maaas...muito obrigado! Serei eternamente grato. — me levantei e coloquei a mão a sua frente, um sinal para que ela a segurasse e também levantasse do sofá, assim o fez. Direcionou seu olhar para meus olhos e logo desceu para a boca, mordiscou os lábios — Somos o que afinal? — me olhou de novo e semicerrou os olhos — Muito cedo?
— Aventureiros.
— O quê? — perguntei em dúvida
— Aventureiros. É o que somos.
— Ah. E a senhorita aventureira gostaria de uma aventura agora? — perguntei num sussurro aproximando meu rosto do seu enquanto colocava minhas mãos em sua cintura e ela as suas em minha nuca
— Estou louca para ela. — faltou essa resposta para finalmente selarmos nossos lábios, era nosso primeiro beijo desde que voltamos e COMO já estava com saudade disso!
Foi um beijo calmo e necessário. Não estávamos com pressa e ambos queríamos só aproveitar o momento. Aos poucos a respiração foi acabando e então finalmente nos separamos. Dei ainda um selinho final nela e logo peguei sua mão a puxando para a escada.
— Vamos. Temos que ir antes que meus pais cheguem já que você não quer que saibam de nada ainda.
— Não mesmo. Então vamos. — mesmo que eu quisesse gritar pro mundo justamente o oposto do que ela queria, eu respeitava seu tempo, e afinal isso era uma aventura e como foi dito, eu adoro aventuras — Poderia me levar? Acho que Jenny foi embora e eu vim com ela.
— Claro.
Esse dia tá estranho. É só meio dia e meio e já é a segunda vez que saio da minha casa em menos de duas horas. Aah e fiquei aqui só meia hora! Okaay...
— Ó ó! O casal maravilha resolveu ressurgir. — Corey disse assim que entramos na sala, ele estava comendo um sanduíche e assistindo televisão
— Quem te --. Ah, deixa pra lá. O que aconteceu com os Js?
— Jenny saiu e foi pra casa alegando que tinha que almoçar na casa dos tios pelo que Jason disse. E ele tá no banheiro eu acho.
— Ah. Então tá. Eu vou sair rapidinho e já volto. Mas NÃO QUEBREM NADA, ouviu?
— Tá tá. — eu revirei os olhos e saí com ela
Entramos no carro e liguei o rádio, na verdade ele ligou sozinho já que não desliguei da última vez que saí com ele. Enfim, começou a tocar uma música da Taylor Swift que se não me engano era Blank Space e minha acompanhante de "viagem" ia cantarolando, eu a olhava de canto de olho e de vez em quando ela percebia isso e me olhava. Eu desviava o olhar a cada vez que isso acontecia, mas depois percebia seus olhos semicerrados em minha direção. Depois de mais duas músicas cantadas por ela e toda minha admiração por isso, finalmente chegamos.
— Valeu. — assenti com a cabeça
Ela tirou o cinto e abriu a porta, ia sair, mas parou, virou-se para mim, me deu um rápido selinho e se distanciou dizendo um breve "tchau". Bateu a porta e eu fiquei sorrindo um bobo. Alguns minutos ou segundos depois, acordei e voltei para casa.
— Me diz que não quebraram nada. — eu disse enquanto entrava no porão
— Não, tudo certo. Ah, e sua mãe chegou.
— Sabe onde ela tá? Pera, não, pergunta mais importante: o que você disse sobre mim?
— Eu disse que havia saído.
— Que bom. — suspirei aliviado e subi, achei minha mãe na cozinha cozinhando alguma coisa, fui pegar água — Oi, mãe.
— Oii querido, onde foi?
— Dar uma volta.
— De carro?
— Ué e por que não? — pensou, mas deu de ombros e eu bebi minha água
Depois ela me pediu ajuda com algumas coisas e falou pra eu chamar meus amigos. Desci novamente e os chamei.
— Dois, venham almoçar. — falei e nem se mexeram então tomei uma atitude — Então tá. — tirei o videogame da tomada e eles reclamaram — Bando de criancinhas vocês, hein?! Agora venham de uma vez.
— Tá bom, pai! — falaram em uníssono e eu revirei os olhos subindo as escadas
Chegamos á cozinha e vimos minha mãe e meu pai se servindo. Eles deram "boa tarde" para os dois e eu cumprimentei meu pai. Nos servimos também. Almoçamos tranquilamente enquanto conversávamos aleatoriamente, mas paramos no assunto "faculdade".
— Para onde vai Corey? — minha mãe perguntou
— Oxford.
— Na inglaterra? — vez de meu pai
— Exato. — respondeu colocando uma garfada de macarrão na boca
— Nossa, que virada! — comentou o mesmo homem e a mulher concordou com a cabeça — E quando vai?
— No final do próximo mês. Tenho que chegar umas semanas antes para me adaptar ao lugar, ver o campus e tudo mais. — temos 3 semanas até isso e 1 até a formatura
— Isso mesmo.
— E vocês quando vão? — perguntou Corey para nós
— Por aí também.
— Temos passagens pro dia 04 de agosto e as aulas começam nos primeiros dias de setembro. — Jason me completou
— Ah sim.
— Meu bebê vai embora. — minha mãe falou com voz chorona e apertou minha bochecha, já que estava ao meu lado
— Mãe!! — a adverti enquanto meus queridos amigos seguravam o riso
— Desculpe, querido. É que só faltam 4 semanas e você é nosso único filho, essa casa vai ficar tão sozinha.
— Eu vou voltar para as férias, sabe né?
— Claro que vai!
— Okay, agora vamos deixar disso e esperar o dia chegar para seu drama, tá mãe?
— Ha ha ha. — riu sarcasticamente, ela às vezes parece bem mais nova do que seus 43 anos
Depois terminamos de almoçar, ajudamos ums aos outros com as coisas da mesa e depois voltamos para o cômodo de baixo. Liguei o videogame de volta e ficamos cerca de 2 horas alí, até que descobriram que têm casa e foram embora. Eu subi para meu quarto, peguei meu violão e fiquei dedilhando até decidir tentar escrever alguma coisa. Escrevi várias e várias letras, mas todas acabavam amassadas e parando em minha pequena lixeira do quarto. Algumas horas depois já estava com os dedos doendo e decidi ver como havia ficado, pelo menos tinha conseguido alguma decente. Aprovei. Decidi mostrar ela para alguém, disquei seu número bem conhecido por mim e depois de 4 toques atendeu.
Ligação On (John— x)
— Alô? Boa tarde.
— Ah, oii! Boa tarde. O que eu devo esperar de sua ligação?
— Quero te mostrar uma coisa. Pode sair?
— Hmm...daqui a pouco, estou cozinhando aqui. Espera, põe ali em cima. — falou um pouco distante do telefone
— Está com quem?
— Giulia. Shiiiu espera! Hm...a comida, ou melhor, o lanche é pra ela, quer fazer alguma coisa pro Cody. — escutei a outra falar alguma coisa o que fez a menina do outro lado da linha rir — Mas fala quando e onde?
— Às 5 e na frente do Switched, vai ser difícil se for exatamente ao local que tô pensando. Mas é perto de lá, então dá pra ir a pé.
— A pé? Não é muito arriscado? — perguntou se referindo às vezes que fizemos isso, ou quase isso, dentro de lugares públicos
— Não se a gente não fizer nada. Seremos só dois bons amigos andando normalmente na rua. Será um ótimo teatro. — rimos fraco
— Então se tudo bem, fechado.
— Só falta meia hora hein.
— Eu sei, tenho que a tirar daqui.
— Por que não a escutei reclamar?
— Porque saí de perto dela. Privacidade é bom e eu gosto.
— Claro. Eu também.
— Mas e então? Isso seria um encontro? — não precisava ver ser rosto parar perceber que estava sorrindo, repeti o gesto
— Se quiser chamar assim então será.
— Tuudo bem.
— Então até lá?
— Até lá.
Ligação Off
Desliguei e fui tomar um banho pra ficar agradável. Em seguida, coloquei meu violão na capa dele e desci encontrando meus pais na sala assistindo televisão.
— Vou sair. — falei chamando sua atenção, eles olharam para o violão e depois pra mim, minha mãe sorriu, mas também tinha um olhar de surpresa, não era todo dia que me via saindo com meu violão, aliás agora que percebi que não faço isso há meses
— Está perfumado. — constatou minha mãe
— Sério? — perguntei me cheirando fingindo não saber disso e depois dei de ombros — Então tchau. Fui.
Saí e segui meu rumo até o parque, iríamos lá, mas era num lugar mais distante onde quase ninguém vai. Parei meu carro lá em uma das únicas vagas de estacionamento, coloquei um óculos escuro que cobria boa parte de meu rosto e andei até a lanchonete. No meio do caminho vários fãs conseguiram me reconhecer e me pararam pra tirar foto, provando meus quase 10M de incritos no YouTube.
Quando finalmente consegui chegar lá, percebi que estava atrasado 5 minutos e ela já me esperava lá impacientemente.
— Mas que droga, sabe que odeio esperar! — disse e eu ergui os braços em rendição
— Foi mal, a fama me atrapalhada bastante.
— Por que tem que ser tão bom no que faz??
— Aí pergunte a minha mãe. — gargalhei e ela riu sarcasticamente — Então vamos, como disse não é longe.
— E cadê seu carro?
— Já parei ele lá pra ficar mais fácil.
— Fácil pra quem? Pra eu ter que te esperar?
— Não. Pra mim, porque eu tenho uma coisa lá dentro que é um tanto grande que não seria bom sair andando com ela.
— E você conseguiu me deixar curiosa.
— Maravilha! Porque é um tanto especial.
— Uuh! — fez som de suspense e foi me abraçar mas recuou — Ée...aqui não.
— É. — sorri desapontado e poucos minutos depois já chegamos ao local — Deixa eu só pegar a coisa, senta aí no banco. — lá era quase no fim do parque e tinha uma espécie de telhado formado só por plantas, tanto da parte de arbustos quando de árvores, era uma pérgola
— Que lugar bonito! — ela disse enquanto eu me distanciava, o carro estava bem perto dali, isso falicitava muito. Retirei a chave do bolso, abri a porta traseira e tirei meu instrumento de lá, voltei até a loira que ao ouvir meus passos em folhas secas me olhou — Um violão? Essa é sua coisa especial?
— Nãao... — falei mas parei pra pensar, é quase isso, mas ainda não exatamente — Não. — concluí e ela riu
— Vai tocar pra mim?
— Vou tocar pra você. Uma música nova que eu fiz. Fiz ela hoje e bem... É pra você. — sorri um pouco tímido
— Uaau, me sinto lisonjeada! — colocou as mãos sobre o peito
— Você usa tanta irônia que já nem sei mais identifcar.
— Esse não foi o caso, acredite, estou mesmo. Então vai, prossiga. Eu quero ver. — e assim o fiz, tirei ele da capa, passei a corda pelo meu ombro, afinei o instrumento e comecei
Heeey heeeey heeeeey
Your lipstick stains on the front lobe of my left side brains
I knew I wouldn't forget you
And so I went and let you blow my mind
Your sweet moonbeam
The smell of you in every single dream I dream
I knew when we collided you're the one I have decided
Who's one of my kind
Hey soul sister, ain't that Mr. Mister on the radio, stereo
The way you move ain't fair you know
Hey soul sister, I don't wanna miss a single thing you do tonight
Heeey heeeey heeeey
Just in time, I'm so glad you have a one track mind like me
You gave my life direction
A game show love connection, we can't deny-y-y-y-y-y-y
I'm so obsessed
My heart is bound to beat right out my untrimmed chest
I believe in you, like a virgin, you're Madonna
And I'm always gonna wanna blow your mind
Hey soul sister, ain't that Mr. Mister on the radio, stereo
The way you move ain't fair you know
Hey soul sister, I don't wanna miss a single thing you do tonight
Way you can cut a rug
Watching you's the only drug I need
So gangster, I'm so thug
You're the only one I'm dreaming of
You see I can be myself now finally
In fact there's nothing I can't be
I want the world to see you'll be with me
Hey soul sister, ain't that Mr. Mister on the radio, stereo
The way you move ain't fair you know
Hey soul sister, I don't wanna miss a single thing you do tonight
Hey soul sister, I don't wanna miss a single thing you do tonight
Heeey heeeey heeeeey (tonight)
Heeey heeeey heeeeey (tonight)
Toquei os últimos acordes, ela bateu palmas e secou os olhos marejados. Levanfou e veio em minha direção.
— Está linda. Vai gravá-la não é?
— Você gostaria?
Alicia
— Eu amaria. — sorrimos e ele me deu um selinho demorado — Ah! Eu também tenho uma pra você. Mas ela é minha esqueça. — apontei o dedo para John
— Pode deixar. — confirmou me entregando o violão, eu o dedilhei, mas parei
— É...fica melhor no piano.
— Tá. Mas onde vamos arrumar um piano aqui?
— Bom aqui não. Maas...só precisamos ir para The Factory. — me levantei e ele me puxou pelo braço me forçando a parar, olhei para ele e percebi que estava sério
— A loja da mãe da Sophia? — assenti — Tem certeza?
— Claro que tenho, mas não se preocupe, vou sempre lá.
— Sabe que não é só isso. Espera...não tinha nem pensado nisso. — falou pensativo, eu fiquei também por causa de sua primeira frase
— E o que então? — achei a resposta — Aaah é..o motivo de estarmos aqui. — mostrei o lugar em minha volta com as mãos — Mas vamos, vai! Vamos com seu carro mesmo, ou com o meu? O que você prefere?
— Ali... O que você não me pede chorando que eu não faço sorrindo? — sorri abertamente com essa frase, ele retribuiu — No eu carro que tá mais perto.
— Então vamos. — saí andando em sua frente, mas parei pois não sabia o caminho no meio das árvores, mas logo ele foi na minha frente e chegamos até ele seguindo rumo à loja
Eu fui dirigindo enquanto escutávamos música e falávamos sobre Sophia, em 10 minutos chegamos. Estacionei o carro, tirei o cinto, o observei mexer em alguns lugares no carro e logo pegou um chapéu, repito, chapéu, ridículo e um óculos um tanto grande, mas combinava com o rosto dele.
— Aaahh!! Fala sério...!
— Bonés estão em falta aqui.
— Não precisa desse, meu Deus! Só o óculos já te cobre. — tirei o chapéu e passei as mãos em seus cabelos louros para arrumá-los — Prontinho. — desci do carro e olhei para os lados, tinham somente algumas pessoas andando, então sem maiores problemas para o cantor, abri sua porta e disse: — Desce. Tá demorando muito! Anda desce! — disse já impaciente e peguei sua mão o puxando para fora
Fechei a porta em seguida e o empurrei pelas costas até entrarmos. Encontramos Sophia no balcão tocando um violão, por sorte não tinha ninguém na loja e pude observar John suspirar aliviado por isso. A mulher após ouvir o sininho da loja tocar, nos olhou, viu que era eu, sorriu e depois olhou pra John, voltou a olhar pra mim com dúvida e um pingo de supresa enquanto apontava para o garoto ao meu lado. Formou a seguinte frase com os lábios: "É ele mesmo?" Afirmei com a cabeça o que fez ela guardar rapidamente o violão e fez uma grande "o" com a boca, em seguida andou em nossa direção rapidamente.
— Meu Deus! Você por aqui!!
— Pois é.
— Uau. Mas o que exatamente vieram fazer aqui?
— Preciso mostrar uma coisa pra ele. E você sabe sim...com certeza sabe, Sophia. — sorri igual um anjinho pra ela, ela olhou para trás, mais especificamente para a sala do piano e depois olhou pra mim com olhos semicerrados
— Aah claro... O piano, né. Tô pensando seriamente em escrever "Sala de Alicia — Reservado para Alicia Frankston".
— Ótimo! Vou amar! — revirou os olhos
— Ei, não era mais fácil e melhor vocês irem para a grav-- — tapei sua boca com as mãos e depois as mudei para o ouvido de John
— Shiu! Não complique as coisas. Lá seria pior que vir aqui e também não queremos, mais de minha parte, que nos vêem juntos. Ah, e aliás você é minha amiga que lugar seria melhor do que ficar a vontade aqui ainda mais na sala que já é praticamente minha? — ela revirou os olhos novamente enquanto eu sussurrava e depois destampei os ouvidos de John
— Okay, então vão lá.
— Valeu. — dei dois tapinhas em seu ombro enquanto passava e puxei John pela mão de novo, olhei para trás e vi ela com um olhar desconfiado/malicioso, coloquei o dedo indicador em frente a boca e moldei com os lábios "Conversamos depois", ela moldou um "Com certeza" enquanto colocava a mão na cintura e balançava o mesmo dedo que eu em forma de "ee mochinha!". Ri, voltei a olhar pra frente e entramos na sala finalmente.
— Vou acender só a luz do piano, você senta aqui. — apontei para uma poltrona que tinha alí e fui acender a luz
— Tuudo bem. Prossiga. — ele disse e eu me sentei ao piano, comecei
Your eyes
Crashin' into my eyes
Was I accidentally falling in love
Your words
Didn't mean to heal the hurt
Were coincidentally more than enough
All these days I never thought
That I would need someone so much you do
But I don't think I ever planned
For this helpless circumstance
With you
You're scared, I'm nervous
But I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Baby, I know it's weird, but it's worth it
Cause I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
But I guess that we did it on purpose
But I guess that we did it on purpose
My dreams running into your dreams
It's as if we wished on the same star
And my time changing all of your time
It's a butterfly effect on my heart
All these days I never thought
That I would need someone so much you do
Who knew?
But I don't think I ever planned
For this helpless circumstance
With you (Oh, oh, oh, oh)
You're scared, I'm nervous
But I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Baby, I know it's weird, but it's worth it
But I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
But I guess that we did it on purpose
But I guess that we did it on purpose
Lost in darkness
You're my focus
Love me hopeless
But I guess that we did it on purpose
Lost in darkness
You're my focus
Love me hopeless
I'm a little scared
You're scared, I'm nervous
But I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Baby, I know it's weird, but it's worth it
Cause I guess that we did it on purpose, on purpose, on purpose
Lost in darkness
You're my focus
Love me hopeless
But I guess that we did it on purpose
Lost in darkness
You're my focus
Love me hopeless
But I guess that we did it on purpose
— "Mas eu acho que fizemos de propósito"? — foi a primeira coisa que comentou depois de ter terminado a última nota, ri
—É. — gargalhei e ele confirmou surpreso
— Eu tô em dúvida se essa música é pra ser feliz ou triste. Tá meio os dois...
— É que eu escrevi ela em duas épocas totalmente diferentes. Aí acabou saindo isso, uma mistura.
— Ficou ótima. — disse e bateu as mãos em seu colo me convidando a sentar, assim o fiz, ficamos assim a tarde toda, ora tocando e conversando, ora se beijando, e como estava escuro só ajudava mais ainda, foi uma das melhores tardes da minha vida
Fale com o autor