Robin de Gotham
11 Robin de Gotham
Notas iniciais
–Antes do intervalo...- disse Coringa, com uma voz tensa, ao megafone, diante de toda aquela multidão, no estádio- Robin me propôs uma troca.- continuou- Sua vida...- disse, apontando para ele- pela dela!- mostrou Cameron, amarrada no chão.
Shark havia espancado Robin, e o amarrado, longe dela.
–Mas, sabe o que eu acho?Eu quero os dois, hahahaha!
–Coringa!- gritou Robin, mas Shark deu um soco em seu rosto, derrubando-o.
–Obrigado, Shark.Mas não era necessário.- Robin voltou á sentar.Coringa se aproximou de Car, e passou a mão em sua testa- Ele tem que mesmo suplicar por ela.Quanto mais eu vê-lo implorar, mais eu percebo o quão importante ela é para ele.- ele passou a mão em seu pescoço- E o quão doloroso seria perdê-la...- acertou o queixo dela, com seu punho, fazendo-a cair.
Robin só teve um impulso: Se jogar para frente e acertar Coringa com toda a sua força.Coringa voou a uns três metros.Robin não sabia de onde viera toda aquela força, mas ele conseguiu.Quando virou para amparar Car, Shark o agarrou por trás e o jogou para o alto.Por um instante, Robin achou que não iria começar á cair, até que isso aconteceu.Bateu com tudo naquele gramado destruído.Feriu o braço.Shark deu um chute em sua barriga.Ao longe, Robin ouviu a risada de Coringa.
–Haha, muito bem, Robin.Gosta de joguinhos?Eu adoro!O que nos leva ao nosso próximo quadro: Resgate a moça!Hahaha!
–Você é louco!- gritou Robin.Coringa pareceu já estar enjoado de ser chamado assim.
–É, Robin...Isso já irritou.O que é?Não pode me chamar de outra coisa?Sei lá, psicopata, maluco, maníaco?Ou até mesmo de Joker?Sabe, “louco”...já deu.Acrescente palavras no seu vocabulário, enquanto iniciamos o nosso quadro.E para começar, eu vou explicar como o jogo funciona.Tragam o tanque!- gritou, e seus homens trouxeram um grande tanque com água e duas correntes com algemas no fundo.Ele devia ter us três metros de altura e dois de largura.A única entrada era por cima, e com aquele vidro grosso, Robin duvidava que pudesse ser quebrado.
–Sabe, Robin, eu tenho uma teoria.- disse Coringa- E você tem que concordar com a minha tese.É o seguinte: acredito que todos os homens são iguais.Não importa quem seja.Desde o maior bem feitor...como você...ao maior louco e psicopata que existe...assim como eu.A única diferença entre esses dois tipos de pessoa, é simples: um dia ruim.Eu tive o meu, o Batman teve o dele...- Coringa riu maleficamente- E você está prestes a ter o seu.Hahaha, e eu vou te dar isso de presente!Você vai ficar louco!
–O que...o que vai fazer?- perguntou Robin, fraco.
–Que bom que perguntou.E a resposta é: Vou pôr Cameron ali dentro e você terá que tirá-la!Brilhante, não?
Robin correu para acertá-lo de novo, mas Shark o segurou.Robin se esperneou, mas não adiantou.Shark era forte e grande demais.
–Calma aí, Robinzinho.Por que está tão sério?Isso é um jogo.- voltou-se aos guardas- Ponham-na aí dentro.
Os bandidos mascarados a pegaram.Ela parecia finalmente ter despertado, ainda que não soubesse o que havia.Parecia confusa.Tentou se libertar, mas não conseguiu.
–Soltem ela!- gritou Robin, ainda tentando se libertar.
E logo, os homens subiram ao tanque com ela.
–Robin...- disse Coringa- Quanto tempo será que ela consegue ficar lá dentro antes que você a salve?
–Não faça isso, Coringa!- gritou Robin.
–Prendam-na lá dentro!
Um dos caras mergulhou com ela, e mesmo com ela se remexendo, conseguiu prendê-la lá dentro.Robin tentou se livrar de Shark, mas ele não o soltou.
–Espere ele sair.- disse Coringa, e quando o cara saiu do tanque, Robin correu e pulou agarrando-se á beira do tanque e mergulhando.
Quando chegou ao fundo, se viu perdido.Ela estava presa á algemas de aço e não havia como soltá-la.Não tinha nem mesmo os morcegos do Batman, que poderia usar para tentar cortar as correntes.Cameron parecia se desesperar ao ver que John não fazia nada.Ele tentou puxar as correntes para arrebentá-las, mas, como esperava não conseguiu.Olhou através do vidro e viu Coringa sorrindo.Deu um soco no vidro, querendo acertá-lo e voltou-se a Cameron.Com o tempo, ela parecia ficar mais calma, o que era ruim.Significava que seu tempo estava acabando.Não sabia quanto tempo ela aguentaria, mas também não sabia quanto tempo conseguiria ficar ali.Então, voltou á superfície, tomou ar e voltou, sem perder tempo.
Quanto tempo havia passado?Um minuto?Dois?Ele não sabia, mas fora rápido.Robin não via uma saída, até que teve uma idéia.Se jogou contra a parede de vidro.E de novo.Coringa riu da sua atitude.
–Não adianta, Robin!- gritou- Esse vidro é blindado!Não quebra!
Mas Robin não parou.Jogava seu ombro contra o vidro diversas vezes, até que houve um instabilidade.Não uma rachadura ou um sinal de que o vidro ia quebrar, não era isso que ele queria.O pé do tanque havia fincado na terra fofa do campo, deixando o tanque um pouco inclinado.Robin empurrou o tanque de novo.
–Já disse!- gritou Coringa- Não pode quebrar!
Só mais um empurrão.Robin concentrou toda a sua força em seu ombro e se jogou contra o vidro.O tanque tombou no chão, derramando toda a sua água no chão.Robin foi lançado para fora, mas Car continuou lá dentro, presa.Robin correu até ela.Estava desacordada.As marcas da algemas estavam em seus pulsos.Ela havia batido a cabeça, que sangrava um pouco.
–Não!- gritou, segurando-a- Car, acorde!
Coringa forçou um bocejo, indicando que estava entediado.
–Você não pode morrer!- Robin a pôs no chão e soprou sua boca.Depois forçou seu peito para fazê-la cuspir água.Nada.
–Car!- abraçou-a, chorando.
Até que ela tossiu, cuspindo o que pareceu ser meio litro de água.
Um grande alívio veio sobre John.Ele apenas a abraçou.
–Chega desse circo.- disse Coringa- Tirem eles daí.Vamos para nossa próxima prova!
*
Comissário Gordon estava comandando a operação.Toda a policia de Gotham estava concentrada naquilo: o show do Coringa.O palhaço, com certeza, queria que a policia fosse até ele.Se ao fosse isso, não faria seu show na TV.Ma iriam acabar com aquilo já.Gordon ligou para John diversas vezes, mas o celular estava desligado.Estava preocupado com ele.
–Muito bem, eu vou dizer o que vamos fazer!- disse o Comissário, diante de todas aquelas viaturas e policias- Vamos pegar o Coringa...e salvar a cidade!
Logo, nas pistas de Gotham, só se viam os carros da policia, se dirigindo ao estádio.Gordon na frente.
–Onde você está, John?- perguntava-se no caminho.
Até que chegaram.Cercaram o estádio.
–Lembrem-se: o Coringa tem muitos reféns e muitos homens, então cuidado!- gritou Gordon.
*
Um dos homens de Coringa foi até ele, e disse algo em seu ouvido.
–Muito bem, Robin...Vamos a uma pequena pausa.Finalmente a policia chegou.- depois, voltou-se ao seu exército- Quero um bom número de homens para um grande combate com a policia.Quero um grande show, então filmem tudo!
Seus homens se prepararam, e avançaram.
–Coringa, pense direito!- Robin estava fraco e vira que lutar não era a solução.Estava num ponto onde implorar era sua única opção- Você não quer isso...Mais derramamento de sangue...Qual a razão disso?Por que quer uma cidade do crime?
–Run...Robin, não está numa boa posição para fazer perguntas.
–É sério, Coringa.- dizer isso á ele parecia meio idiota- Você...- tentou controlar a dor- Você mesmo disse que todos nós somos iguais.Que a única coisa que nos difere é um dia ruim...Eu sei que você teve o seu...mas essa não é a melhor atitude a se tomar.Você é como eu.E eu quero a paz.É pedir muito?O crime...não é a melhor solução para um louco...ou um cara comum.O crime não liberta ninguém.
–Hehe...- riu Coringa- Você não entendeu mesmo, não é, Robin?E você se acha tão inteligente...Deixe-me explicar.Eu nunca...eu nunca, realmente quis que Gotham se tornasse a cidade do crime...Quer dizer, eu quis, e ainda quero, mas a questão é que esse não é meu principal objetivo.
Robin pareceu confuso.Isso realmente estava o deixando louco.
–Meu plano...meu objetivo aqui, sempre foi...o Batman.
Um calor veio sobre o rosto de Robin.
–Isso mesmo.O Morcego.Eu sei que ele está vivo.Lembra que eu andei te expiando.Ele forjou sua morte...Haha, e agora...- olhou para o câmera- Toda Gotham sabe.Eu sei até quem ele é.
Robin ficou com medo de que ele contasse isso á toda a cidade.
–Mas calma.Eu não revelarei esse segredo.Isso, eu levo pro túmulo.- disse pondo a mão no peito, como uma promessa.
–Mas por que você quer que ele volte?- perguntou Robin- Ele te derrotou...E pra que esse show todo?
–Simples.Eu gostei de perder.
Todos pareceram ficar confusos com aquela frase.Até mesmo, seus homens.
–Lembra quando eu disse que entre você e Batman...tanto faz?Eu menti.Eu quero ele.Ele é o herói.Ele é meu inimigo.- ele parecia ficar nervoso, coisa que Robin nunca imaginou ver- Ele tinha que estar aqui, por isso esse plano.Ele estava vigiando essa cidade e sabia que algo estava errado antes de você, ele é quem devia vir salvar Gotham mais uma vez!
Robin pareceu constrangido.Coringa baixou o tom da voz.
–Mas foi você que surgiu e não ele.E tudo bem, talvez você pudesse ajudar no plano, você tinha contato direto com ele...e eu pensei que talvez...Talvez você pudesse trazê-lo...- Coringa parecia triste.Parecia querer chorar- Mas nem para isso você serve.Pensei que pôr o crime a cidade fosse o suficiente para ele vir, mas não...Batman é mais egoísta do que pensei.- ele virou para a câmera- Como disse, Gotham...Vocês não têm um herói!
Robin pareceu pensar naquilo.O tempo todo, tudo se resumia ao Batman.Apesar do que ele dizia, tudo o que Coringa queria era que Gotham tivesse um herói.Um não.O herói: Batman.E agora, não lhe restava nada.
–Então, Robin...- disse Coringa- Esse era o plano.Você entendeu?Eu achei que essa fosse uma boa hora para ele aparecer.Um show enorme, a cidade inteira assistiria seu retorno.Ou melhor, seu re-retorno, hihihi...- ele riu, mas foi forçado.Parecia realmente chateado- Mas ele não está aqui.Ele não veio, então o plano vai voltar a ser esse.Gotham será minha!
O grito dele assustou Cameron. Robin só pensava em arrumar algum jeito de tirá-la dali.
–Então, Robin...- disse o palhaço- Me diga...em meio á tudo isso...em meio ao fim dessa cidade, me diga...onde está o Batman?
Aquele nome era sombrio.Encheu até Shark de medo.Robin não sabia o que dizer.Todos ali iam morrer.E era tudo culpa de...de quem?Ótimo.Não havia culpados.Coringa?Ele só queria o Batman.Batman?Ele precisava se proteger.John?Ele já estava fazendo tudo o que podia para proteger a cidade.Não...a culpa de tudo isso, era daquele tal de dia ruim que o Coringa falou.Ele sim, era o verdadeiro culpado.O que motivou tudo isso.Talvez um dia, Coringa devia ter sido um cara bom.Talvez com uma mulher e filhos.E talvez a vida o tenha feito mudar.A vida.Essa era a verdadeira culpada.
–Onde...está...o Batman?!- gritou, Coringa, mais alto.
Robin olhou o olhar maléfico dos palhaços.
–O Batman...- disse ele- está morto.- disse, solenemente- Pare já com isso.
O sorriso de Coringa havia sido apagado.Robin pensou que isso jamais aconteceria, mas aconteceu.Em sua face, só se via tristeza, ódio, raiva e decepção.
–Seu plano é inválido, sempre foi.Gotham é livre, e não precisa de um Batman para protegê-la.E eu lamento por você querer tanto que ele venha, pois mais uma vez seus planos foram frustrados.Não lhe resta nada aqui.Piadista...Você é a única piada aqui.Me diga...Por que você está tão sério?
Coringa não disse nada por um momento.Estava chateado demais para falar.Era humilhação demais.
–É?Imaginei que iria dizer isso.- disse Coringa, meditando- Você ganhou, não é?É o fim.Eu acabei me ferrando e Gotham será uma cidade livre...- depois, ele riu dessas afirmações- Por que você acha isso, John?O Batman está morto, então não virá.Você acha que ganhou só por que um louco egoísta não veio salvar a sua cidade?Onde está sua vitória nisso.Acaba de dizer que não tem um salvador.E essa guerra lá fora?- disse apontando para a rua, onde ocorria o confronto com a policia- Sou eu quem está ganhando.Será que o Comissário Gordon está lá fora?Será que já morreu?
–Não!
–É bom ver o desespero.Por que você sabe que ele também vai morrer.E sua querida Car.Todos que você ama e Gotham perecerá.É o fim.Hehe...E então, John?Quem está rindo agora?
*
–Comissário Gordon!- chamou Steve, um jovem policial, que estava no confronto, atrás de uma viatura, lá fora- O que vamos fazer?Somos a menoria.
–Vamos lutar!
–Mas precisamos de reforços!
–Que reforços?Toda a policia está aqui!
De repente, uma bala acertou o ombro de Gordon.
–Ah!- ele caiu.
–Comissário!- Steve correu para ajudá-lo.
–Ah...garoto, vá.Eu vou ficar bem.
–Não, precisamos de ajuda.Aqui é policial Rogers- chamou no rádio- Preciso de ajuda, o Comissário Gordon foi atingido!
–Garoto, não vamos perder tempo com isso.- disse o Comissário, fraco.Você tem que continuar, se não, vamos todos morrer.
–Ninguém vai morrer hoje.- ouvi-se uma voz atrás deles.
Steve se virou para ver quem era.
*
Coringa ainda estava revoltado, mas conseguiu virar o jogo.Andava de um lado para o outro, pensando no que fazer, quando de repente, todas as luzes do estádio foram apagadas.
–Mas o que foi isso?- perguntou-se.
Logo, ouviu-se tiros e mais tiros, e sons de chutes e socos.Coringa correu e pegou uma arma.
–O que está havendo?
Depois disso, ele ouviu a multidão se alvoroçar.Gritos e passos de gente corendo foram ouvidos, até que, um tempo depois, só se ouvia silencio.Até os tiros lá fora cessaram.
–Robin!- gritou Coringa- O que você fez?
Robin riu.
–O que eu fiz?Não fiz nada.
Coringa o fuzilou com os olhos e foi até ele, apontando a arma para sua cabeça.
– Sou eu que mando aqui.Não pense que vai ganhar o jogo, mocinho!Sou eu que mando aqui.
–Eu não.Você ganhou o jogo.Conseguiu o que queria.
–Do que está...- ele pareceu entender- Ahaa!- algo acertou seu rosto, fazendo-o cair.
–Acabou, Coringa.- o Comissário Gordon ajudou Robin a se levantar.Seu braço estava ferido, mas parecia bem.A luz voltou, e á não ser pelos policias, Robin, Cameron, Coringa e Shark, o estádio estava vazio.
–Eu concordo.- disse a voz, atrás de Coringa, caído no chão.Rapidamente se virou e contemplou o cavaleiro das trevas.
–Batman!- parecia feliz em vê-lo.
–Desculpem o teatro que fiz, sobre o Batman não vir.- disse Robin, correndo para ajudar Cameron- Precisava de tempo.- ele a abraçou e beijou.
–Eu acabei com todos os seus bandidos, Coringa.Hora de voltar para a cela.
–Haha, mas tão cedo?A melhor parte ainda está por vir.
Batman pareceu hesitar.Diante dele, só haviam policias surpresos com sua presença, mas muito bem competentes.Não via onde o Coringa via mais alguma surpresa inesperada.
–Do que está falando?
–Você acha mesmo que acabou com todo meu exército?Eu tenho pessoas espalhadas por Gotham inteira!.
–Do que está falando?Por que elas estariam por Gotham, se o show é aqui?- perguntou, agarrando-o pelo pescoço.
–Não...O show é em todo o lugar.
–O que?
– Como é bom saber das coisas!- o sorriso de Coringa ia até as orelhas- Você sabe o que o Robin realmente planejava para essa noite?- perguntou.Um aperto surgiu no coração de Robin.Coringa sabia.Será que ele iria contar?- Ele realmente não planejava nada disso.Ele planejava algo bem diferente.Seu plano para essa noite, era esse: Ao descobrir onde seria esse meu showzinho, ele ordenaria a Alfred e Cameron que eles levassem, veja só, bombas, até o local.Bombas, isso mesmo!Ele ia se explodir com todo mundo!Seria uma catástrofe...mas o meu plano ia pro espaço e Gotham seria feliz de novo!Você até deu dinheiro a ele para ele comprar as bombas.
Batman pareceu surpreso.Realmente, não esperava ouvir isso.Olhou para Robin.
–Você não disse nada disso.- falou Batman a ele, baixo, só pra Robin ouvir.Robin parecia arrependido.Finalmente, Batman lembrou-se de Coringa- Mas, e daí?Bombas, ãn?Isso não vai acontecer.
–Haha!Vai sim!E se não me engano, em menos de uma hora.
Batman voltou-se violentamente para Robin.
–Você acionou as bombas?
–Não!- gritou Coringa- Eu acionei.Preste atenção, Batman.Quando eu vi que ele iria explodir tudo, sabe, eu achei que talvez isso fosse legal, sabe?Bombas.Então, eu fiz o mesmo.Arrumei as minhas.A diferença é que elas são mais potentes, hahaha!Em poucos minutos elas vão destruir toda a cidade.Talvez um pouco além!Hahaha!
Batman se levantou Coringa pelo pescoço agressivamente.
–Onde elas estão?- gritou.
–Hei, se eu te contasse, não perderia toda a graça?
–Onde elas estão?
–Espalhadas por Gotham!São um total de quatro bombas.Se você achá-las, saberá como desarmá-las.Tic-tac, o tempo está passando.
Batman jogou ele no chão.
–Comissário Gordon, preciso que forme duas equipes com a policia.Uma para ficar aqui e prender todos os inimigos.E a outra para me ajudar na busca das bombas.Todos os inimigos estão desacordados e desarmados.Imobilize-os.Cumpra a lei.E não deixe o Coringa sair daqui.Ah, e tome isso.- jogou um comunicador- Vamos manter contato.
O Comissário assentiu e Batman foi saindo.
–Robin, venha.Vai me ajudar a encontrar as bombas.
–Claro!- disse levantando e seguindo-o.
–Também quero ir!- disse Cameron, que agora, não parecia tão fraca.
–Não.Sem mulheres.- disse Batman, sem parar de andar.
–Não, quanto mais ajuda melhor.- disse Robin.Batman bufou.
–Está bem.Os dois.Tomem isso.- deu os comunicadores a eles- Vamos manter contato.
–Ta bom.- disse Robin- Car, você está bem?
–Estou...um pouco.
–Pessoas.- chamou Batman- Vamos.o tempo está passando.Vamos salvar Gotham City.
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