Notas iniciais
Meu Deeeeuss!!Com foi difícil escrever esse capítuloo!!Consertei, reescrevi, editei, caramba, foi muito complicado, mas finalmente consegui, e acho que ficou muito bom. Não tenho muito o que falar dele, apenas boa leitura.

–Eu não sei o que dizer.- disse Howard, diretor de Arkham, á John, encaminhando-o para a sala, onde Coringa estava- Depois que o pegamos, levamos ele para a prisão.Mas ele não é um criminoso comum.Ele é realmente maluco.Então o trouxemos pra cá.Mas o que você me disse...não acredito que seja verdade.Eu sei de tudo o que acontece em Arkham.

–Eu sei que não tenho provas, mas realmente acho que ele está tramando alguma coisa, mesmo preso aqui dentro.

–Tudo bem.- chegaram a uma porta- Ele está aí dentro.Lembre-se, ele pode dizer coisas, talvez ele tente fazer algum tipo de pressão psicológica em você.Só tente ignorar, o.k?

–Tudo bem.Mais uma vez, obrigado, diretor.

O diretor assentiu e abriu a porta.Quando John entrou, ele fechou.

O Coringa estava preso em uma camisa de força, sentado em uma cadeira, diante de uma mesa.Ele parecia tranquilo.Sua maquiagem branca, agora só era um borrão sujo em seu rosto,- apesar de John não saber como sobreviveu a tantos anos.Talvez o deixassem retocar a maquiagem de vez em quando- e seu batom vermelho só o sujava mais.Seu cabelo estava uma bagunça.Ainda se encontravam vestígios da tinta verde, mas agora, ele mais parecia amarelo enferrujado.

Havia uma cadeira diante de John.Ele se sentou e encarou o Coringa por um momento.

–Abre o jogo.

Coringa pareceu não entender, ou fingiu isso.

–Desculpe?

–Eu já sei.Abre o jogo.

–Não sei do que está falando.- ele mastigou a língua.

–Eu sei o que está planejando, e eu quero que me diga como.

–Eu...- ele se achegou mais para frente, a fim de ficar mais perto de John, e disse mais baixo, apontando para a câmera na quina do teto da sala com a cabeça:- não sei do que está falando.- mastigou mais, afastando-se.

John entendeu.Virou-se para a câmera.

–Tudo bem.Podem desligar.Não se preocupem.Eu cuido dele.

A sala era toda fechada e estofada de branco.Não havia como ver nada lá dentro exceto pela câmera e o Coringa não ia falar nada até que ela estivesse desligada.Por um momento John achou que não tivessem ouvido, mas logo, a luz vermelha que piscava quando ela estava gravando parou, indicando que a câmera foi desligada.

–Sabe...- disse o Coringa- eu não achei que você fosse demorar tanto.

–Então, é você mesmo.

–Você ainda tem alguma dúvida?

–Como descobriu que eu era o Robin em minha primeira ação?

–Você acha que aquela máscara impede que te reconheçam, John?Eu conheço você.Você ajudou o Batman, não é?John Blake.O fiel escudeiro do morcego.O ajudou a derrotar o Bane.

–Enfim...- John tentou ignorar.Precisava se focar no que viera fazer- Explique como arquitetou todo esse plano daqui de dentro.

O Coringa caiu na gargalhada.

–É engraçado, é engraçado...

–Não, não é, explique como!- gritou John.

–Calma, rapaz,- riu mais- já vou explicar.Escute bem.Disseram que eu vim pra cá...- Coringa o encarou, como se John fosse uma criança- Para Arkham- disse, como se quisesse explicar onde estavam.John o odiou por isso- Por que disseram eu era realmente um louco.E eu confesso, eu sou.Mas de louco todos nós temos um pouco, não?

–Estou ouvindo.

–Então, eu planejei meu retorno.Eu não queria ficar aqui pra sempre.Não, não...Eu queria sair.- o modo como ele falava era como o de um drogado que mastigava sem educação- E nos anos que estive aqui eu quase consegui isso.Algumas pessoas são muito manipuláveis.Então, logo, eu tinha Arkham em minhas mãos.Não tenho muita ajuda daqui de dentro, mas o que tenho já é o bastante.Eu estava prestes a fugir, mas aí, veio um homem...um homem chamado Bane.E ele mudou as coisas em Gotham.Ele conseguiu dominar a cidade, sim, ele conseguiu!Até o Batman teve que voltar das cinzas para detê-lo.Mas aí ele falhou.O Batman conseguiu derrotá-lo.Porém, ainda assim, eu digo que esse homem serviu de inspiração pra mim.Eu decidi que queria o mesmo.Não queria apenas voltar a ser livre e ser o mestre do crime.Eu queria que a cidade fosse dominada por ele.Queria ver as pessoas em pânico, gritando o meu nome...Quer dizer,- ele pareceu se divertir com isso- gritando: “Coringa, Coringa!”.Queria ver o medo nos olhinhos das crianças, queria que elas corressem para os braços dos seus pais, e esses tentassem correr para os pais deles, mas não conseguiriam por que esses já estariam mortos.E quando o Batman derrotou Bane, achei que seria maravilhoso ver o Batman tentar deter meu plano...Mas fiquei sabendo que ele se foi de novo.O que significa que eu estava com o caminho livre.E então...veio você.

Coringa voltou a rir.

–Continue!- disse John, ficando com raiva.

–Eu adoraria continuar, mas não acho que deveria, quer dizer, você não é o cara do bem?

John pulou em cima dele e deu um soco em seu rosto.Ele caiu no chão, e John o chutou, mas Coringa não parava de rir.

–Sabe, uma vez o Batman fez o mesmo comigo, hahaha.Ele me espancou e ninguém fez nada com ele.

John perdeu o controle.Deu dois socos em seu rosto, enquanto ele ainda estava caído e o levantou pelo pescoço.

–Continue!

–Tudo bem...- Coringa conteve a risada- Bom...- John o soltou, e afastou-se- Durante o tempo em que Bane dominou a cidade, eu soube... que um policial chamado John Blake estava ajudando o Batman.Então eu fiquei de olho em você, por um tempo.Minhas fontes me diziam cada passo seu.Então, quando o Batman foi embora , eu achei que você pudesse ser um substituto do Batman, sabe6?Você era corajoso como ele, e...bom, é sempre bom ter inimigos.Você seria meu inimigo mortal, assim como eu queria que Batman fosse, mas...- se interrompeu- Mas quando que eu vi que você realmente estava determinado a ser o herói, quando você salvou aquela mulher...eu notei que talvez isso não fosse parar.Talvez as pessoas passassem a se inspirar em heróis e viessem a se tornar como eles, e sabe...o Batman tudo bem, ou você, mas... uma cidade inteira de heróis...é demais.Então eu resolvi te dar uma lição.Mas não só em você, mas em Gotham também.- ele pareceu mais calmo- Queria mostrar a ela que eu ia derrubar qualquer um que ousasse a lutar contra mim.

–Então foi por medo.Você fez tudo isso por medo!– gritou John, batendo na mesa com força- Por medo e por esse sonho idiota de poder!Você é louco?Falando sério?Como você quer dominar uma cidade inteira?

–Eu não.O crime.

–Ah, mas é loucura.- John estava indignado, andando de um lado para o outro.

–Sim, é.Por isso o plano está sendo projetado por mim.

John o encarou por um momento.

–Então...então, você me mandou aquela mensagem.Pra que?

–A mensagem foi o aviso.Mas você não parou.Então, eu organizei o sequestro.Eu sequestrei a sua garota por que queria...

–Me atingir.- completou- Usá-la como uma fraqueza minha, e me atingir com isso.-Coringa pareceu surpreso.

–Exatamente.Mas eu vi que você não ia parar.Até disse para ela se juntar e treinar com você...

John pareceu impressionado com o que ele dizia.Ele andou vigiando mesmo toda a sua vida.Sabia de coisas que ele nem imaginava.Como o Coringa era tão poderoso?

–Então eu quis que você se mostrasse.Que o povo visse seu herói Robin mais uma vez.Uma última vez.Queria que vissem o herói cair.Então, eu mandei colocarem fogo naquele prédio.

–Foi você?

–Claro que foi, quem achou que fosse?Não achei que fosse sobreviver, é claro, mas aí está você, não é?

–E como você organizou tudo isso daqui de dentro?Você me vigiou, sequestrou a Cameron, organizou um incêndio...tudo daqui de dentro.Foi com esse seu ajudante, certo?Ele fala com seu pessoal por você?

–É, eu não tenho muito poder aqui dentro.Mas esse alguém tem.

–E é ele que está comandando toda essa operação.Somente passando suas ordens para essas pessoas que estão usando...Espere, quem são essas pessoas?Disseram que são pessoas comuns, não criminosos.

–É claro que são.Não se acha muitos criminosos depois do que Bane fez.As pessoas ficam com medo...Mas nada que uma boa motivação não resolva.

–Você quer dizer ameaças.

Dinheiro...E ameaças, o Jack foi um caso á parte, mas enfim...

John o pegou pelo pescoço de novo.

–Quem ele é?

Coringa pareceu pensar, ironicamente.

–Hei, John, eu posso ser louco, mas eu não sou um traíra.Hehehe, e também perderia toda a graça.- Coringa gargalhou de novo.

–DIGA QUEM É!- John gritou tão alto que não duvidava que tivessem ouvindo do outro lado daquelas paredes.Coringa apenas riu, é claro.John o soltou.Devia se controlar.

–Não posso, John.Lamento.

–O que você vai fazer agora?Qual é o próximo passo?

–Eu pergunto o mesmo pra você.

–Como é?

–O que vai fazer, John?Você chegou aqui, ainda sem saber nada disso.Mas agora você sabe, e não pode fazer nada, por que...bem, eu já estou preso, hahahaha.

–Seu desgraçado.- John virou o rosto.

–E a Cameron, hein?Ou melhor...Car...

John o encarou.

–O que tem ela?

–Acha mesmo que vai protegê-la treinando com ela.

–Não.Na verdade acho que ela pode se defender sozinha.

–Ah, você acha?

–Tenho certeza.Ela pode ser uma mulher, mas com certeza não é nenhuma indefesa.Ela sabe mais do que você vai saber um dia.Você pode ser o grande Coringa, mas não temos medo de você.

–Sabe, eu até sentiria medo em suas palavras, mas não sou eu quem vocês devem temer.

John o inspecionou.

–E quem seria?

Coringa riu.

–Aguarde e saberá.Apenas saiba que é uma bela arma secreta, e se prepare para o show.Eu ainda vou te derrubar, John.E Gotham inteira verá.E eu, estarei lá de camarote só pra ver você e seus aliados sofrerem e morrerem.

–E como fará isso, Coringa?Já que está preso em quatro paredes?

Coringa apenas sorriu.

–Como eu disse, John, eu não pretendo ficar aqui para sempre.- ele se divertiu com a cara de John- É isso mesmo.Esse é o meu grade plano.Eu vou sair.- ele olhou para os lados- E será em breve.

A cabeça de John girou.Ele ficou tonto.Já bastava.Se virou para sair da sala, e quando pôs a mão na maçaneta da porta, Coringa disse:

–Mas você já contou á Car que está apaixonado por ela, John?Aposto que seria uma surpresa pra ela.Vocês foram amigos a vida toda.Hahahaha.

John saiu.O diretor estava a sua espera.

–O que descobriu?

–Eu tinha razão.É ele quem está por trás disso.E tem alguém aqui dentro que está ajudando ele.Lhe passando as informações do que acontece lá fora e mandando suas ordens aos seus homens.Quero que faça uma busca geral dos funcionários de Arkham e descubra quem é essa pessoa.

–Tudo bem.

–E mais uma coisa.Essa é a sala de segurança máxima?

–Não.A de segurança máxima fica no último andar.

–Então leve ele para lá.Ele disse que planeja fugir.Isso não pode acontecer.

–Tudo bem.Vou fazer isso hoje.

John o inspecionou.

–O.k.Tome muito cuidado com ele.

*

–John!- disse Cameron, ao vê-lo chegar em casa.Ela correu e o abraçou.John desejou que ela não fizesse isso depois do que Coringa disse.

–Ei...- disse apenas.

–O que descobriu?

–Eu tinha razão.Tudo isso se resume ao Coringa.Ele quer trazer o crime de volta a Gotham e governar essa cidade.

–Meu Deus...

–E tem mais uma coisa.Ele planeja me derrotar na frente de toda a cidade.Mostrá-la que não tem um herói e que ninguém pode detê-lo.

–Mas como ele vai fazer isso em Arkham?

–Esse é o ponto.Ele planeja fugir.Mas eu não posso deixar isso acontecer.Disse ao diretor para mandá-lo á sala de segurança máxima.De lá ele não pode fazer nada.E também mandei o diretor fazer uma busca geral nos funcionários.O Coringa tem uma ajuda especial de alguém de dentro de Arkham para fazer tudo isso, e eu tenho que descobrir quem é.

–Você já imagina quem seja?

–Já...mas não posso dizer nada nesse momento.Ainda não é uma certeza.Por enquanto vamos esperar.Mesmo em segurança máxima, o Coringa vai continuar tendo acesso a informações nossas, devido a essa pessoa.E vai continuar planejando ataques.

–Então, qual é o plano?- perguntou Cameron.

–Eu não sei.Não há o que fazer.- ele parecia desesperado- Ele terá que estar solto para o pegarmos, mas isso não pode acontecer.

–Ele não disse mais nada?- perguntou Cameron- Algo com que nós devêssemos nos preocupar agora?Que dissesse qual é o seu próximo passo?

John pensou.

–Ele disse...ele disse que não deveríamos ter medo dele.Mas sim de outra pessoa.

–Quem poderia ser pior que ele?

–Talvez um aliado.

–Temos que descobrir que é.

John se sentou no sofá.Ele estava tenso.O Coringa havia explicado todo o seu plano, mas ele não podia fazer nada.Não podia pegá-lo, pois ele já estava preso, não podia evitar seu próximo ataque, pois não sabia qual era, e nem quem estava envolvido.Não sabia nem com o que se preocupar.

–John...- Car parecia entender sua aflição, pois estava aflita também- O que vamos fazer?Estamos presos numa encruzilhada, onde não há opções.Só nos resta esperar, e não podemos fazer isso.

John se levantou, de costas para ela, tomando a sua decisão.

–Mas é só o que nos resta, não?

–O que quer dizer?

–Vamos esperar.- disse, voltando a encará-la- O Coringa quer sair?Deixe-o fazer isso.Se ele atacar de novo, revidamos, mas realmente não há nada que possamos fazer.Ele vai fazer tudo o que planeja assim que sair.Ele tem uma arma secreta e vai usá-la para nos pegar.Esse é o plano dele.Ele quer a mim e qualquer um que se junte a mim, e isso inclui você e o Alfred.- Car parecia ficar assustada- Ele vai sair de Arkham, nos pegar e nos derrotar na frente de Gotham inteira...Todos vão temê-lo.Esse vai ser seu passe livre para governar a cidade.

–E como vamos impedir que ele nos pegue?

John pôs a mão no rosto.

–Não vamos.Esse é plano.

*

Naquela tarde, Howard, o diretor de Arkham, mandou que fizessem a troca que John pediu.O Coringa iria para a sala de segurança máxima, no último andar, e o homem que estava lá, iria para a dele.

Seis homens escoltariam Coringa, e mais seis escoltariam o outro cara.Coringa havia ouvido falar dele.Era um homem forte e grade, como o Bane.Não era tão louco quanto parecia e diziam.Era habilidoso e ágil.Tinha uma ficha criminal enorme.Assassinato, tortura e roubo estavam presentes.Perfeito para os planos de Coringa.

Tiraram Coringa de sua sala.Ele ainda estava com a camisa de força, mas estava tranquilo.O diretor os guiava á frente.Entraram no elevador, e quando chegaram ao último andar saíram.No fim do imenso corredor, os seguranças estavam á espera.Retiraram o grande Shark de sua sala.Ele estava algemado, como se isso impedisse que ele arrancasse a cabeça de todos ali.

Chegaram até ele.

–Então é você que vai alugar o me quarto?- perguntou Coringa.O homem não respondeu.Ele era branco e careca.Parecia muito com Bane- Uuh, é você mesmo.

–Vamos logo, Coringa.- disse um dos guardas- Entra aí.

–Tudo bem.Só uma coisa.Shark...- antes que ele pudesse continuar, o cara enlouqueceu.Deu um soco nos rosto de dois guardas, que caíram.O outros tentaram conte-lo, mas ele segurou a cabeça de mais dois e bateu uma contra a outra.Um conseguiu acertar Shark, mas ele deu um chute em baixo de suas pernas.O único guarda armado mirou na cabeça de Shark, mas com uma cabeçada ele conseguiu derrubá-lo.Pegou a arma e atirou nos outros guardas, e soltou a pistola.

Coringa estava encolhido no canto.

–Muito bom, Shark.Vejo que o que me disseram era verdade.Você é muito bom, mesmo.

–Ei, andem logo.- disse o diretor- Eu tenho que chamar os reforços.

–Ah, sim, claro.- disse Coringa, pegando a arma no chão- Foi um grande prazer trabalhar com você, Howard.

–Igualmente,- disse hesitante- Coringa.

–O helicóptero está no telhado como eu pedi?

–Certamente.

–Muito bom.Adeus diretor.- Coringa se virou.

–Espero que não se esqueça do meu pagamento.

Coringa voltou a encará-lo, como se ele tivesse afrontado.

–Ah, sim.Claro.O pagamento.- Coringa atirou a cabeça do diretor- Muito bem.Está pago.- Ele olhou para Shark e sorriu- É assim que se faz, Shark.Agora, vamos.Temos que dominar uma cidade, e claro...matar um herói.

Notas finais
Bom, é isso galera.Queria dizer que agora entramos na fase final dessa fic.É, ela está acabando, então talvez as coisas aconteçam um pouco rápidas, então preparem-se!