Road to Master
2 O começo das séries
Notas iniciais
Depois do segundo dia de aula fui direto para minha casa. Era uma casa simples com quatro cômodos: uma cozinha, um quarto, um banheiro e um salão de treino (que tinha o tamanho de todos os outros juntos).
Eu só conseguia pensar que finalmente iria começar minha jornada para ser um mestre. Meu irmão começou com quinze anos e com dezessete ele já era Ouro V. Meu irmão era um prodígio. Agora eu tinha dezesseis e estava preste a correr atrás do meu sonho. Deixar meu irmão de joelhos, assim como ele fez comigo tantas vezes.
* * *
Havia sido lançada a primeira tabela de lutas das séries, meu primeiro oponente seria Matsuda Kobito.
— Hi, Raikiri-kun! – disse uma voz entusiasmada. Era Hanabi-chan.
— Hi, Hanabi. – respondi em comprimento – E ai? Já sabe quem é seu oponente? – Perguntei ainda lendo aquele nome, não me era estranho.
— Sim, vou lutar contra Matsumoto Megan. Dizem que ela é uma maga poderosa. E você?
— Vou lutar contra Matsuda Kobito. Estranho, acho que já ouvi esse nome. – Falei colocando a mão no queixo.
— Ora, ora. Há Há Há. Esse povo da escola não é bobo. Querem ver do que você é capaz de fazer lutando a sério. – Disse Hanabi com um sorriso e olhar de divertimento.
— An? Por quê? – Perguntei confuso. – Quem é esse tal de Matsuda?
— É só o neto do diretor da escola. – Falou ela rindo, ne um tom de “ meu Deus, você não percebeu que o nome da escola é Matsuda Magic School.”
— Nossa! – respondi rindo da minha idiotice – Mas, então, ele é forte?
— Pouco não. Ele tem dezoito anos, decidiu desde cedo que só entraria na escola de seu avô quando ele tivesse dominado por completo a técnica de sua família: a feroz “Presa Relâmpago”.
— Você já chegou a ver essa técnica? – Perguntei, tentando unir o máximo de informação possível de meu oponente.
— Dizem que não da tempo de ver... Bom, minha luta é daqui algumas horas, vou ir me preparar. Sayonara Raikiri.
Enquanto ela ia embora refleti. Não da tempo de ver não é? Quero ver se esse Matsuda Kobito consegue acompanhar o “Light Pass”.
* * *
— E VAMOS COMEÇAR A SÉRIE MD5 DOS NOVATOS DESTE ANO! Eu sou Kino Ino, e serei a narradora das lutas. E de analista e comentarista, a nossa professora Ouro V: Tawakami Inoue.
— Hi, que todos tenhamos uma excelente série. – respondeu Inoue-sensei.
— E a primeira luta do dia será entre Moshiro Inuyasha vs Germany Leiko!
Eu tinha acabado de chegar ao ginásio da escola, e por Deus, como era grande! Muitos diziam que havia capacidade para até quinhentas mil pessoas. O ginásio tinha várias grades que dividiam seções de assentos e a maioria estava fechada. Apenas duas seções estavam disponíveis, e lotadas. Também havia três telões absurdos de gigantes para não deixar passar nenhum detalhe das lutas. Às vezes eu me esquecia de que a família Matsuda é a mais rica de toda a cidade.
A arena era igualmente grande, e com piso de cerâmica lisa.
Várias lutas impressionantes ocorreram. Havia habilidades de todos os tipos elétricos. Faltavam apenas duas lutas. A minha e a de Hanabi. Ela foi primeiro.
— Agora para nossa penúltima luta do dia, Ashura Hanabi vs Matsumoto Megan!
Hanabi estava no meu canto direito. Estava com uma roupa de luta não muito discreta: um top de cor metálica e uma saia azul escuro.
— EOQ!? Ela vai lutar com uma saia? – falei comigo mesmo.
— Prontas? – Perguntou o juiz. Era um senhor de meia idade e de voz firme. – Lutem!
Megan avançou ferozmente soltando faíscas, tentado dar um soco de direita no rosto Hanabi. Hanabi desviou e deu uma rasteira perfeita na oponente. Porém ela não caiu. A imagem de Megan foi ficando distorcida e por fim desapareceu. No momento seguinte, antes de Hanabi conseguir assimilar o que tinha acontecido, Megan apareceu pelas suas costas e deu uma joelhada poderosa.
— Uau, que técnica de Megan! – Disse Ino empolgada.
— Sim, é a “Miragem dos Raios”, ela cria um clone e o usa como isca. – Completou Inoue-Sensei.
— Ah! Então é isso? – disse Hanabi se levantando.
—Afs, que sem graça. Vão ficar explicando nossas habilidades durante as lutas. Mas que seja não vai mudar nada você saber o que minha técnica faz. Afinal não tem como ela ser derrotada. – Megan respondeu com arrogância.
Em seguida Hanabi avançou e tentou desferir um chute na cintura de sua oponente. Ao atingir o alvo, dessa vez, Megan não sumiu. Mas ela defendeu o chute com o braço esquerdo e girou o corpo para ficar atrás de Hanabi.
— Só pela sua arrogância essa luta vai terminar agora. – Hanabi parecia muito confiante.
Hanabi deu um chute giratório para traz e, novamente ao acertar o alvo, Megan sumiu.
— Será mesmo? – disse Megan rindo do lado de Hanabi e pronta para dar uma cotovelada na barriga da adversária.
— Sim. “Trovoada de Pétalas”. – respondeu Hanabi calmamente.
Só de ouvir aquilo eu já sabia, Hanabi venceu. Com um clarão branco, o corpo de Hanabi se materializou em centenas de pétalas.
— Pétalas de flores? Não me faça rir! – Ao terminar a frase Megan tentou golpear as lindas pétalas prateadas.
— Sim, apenas pétalas, com dez mil volts cada.
— O qu... – Antes de Megan terminar o que iria dizer ela foi eletrocutada. Seus gritos foram perturbadores e agudos.
— CHEGA! – Gritou o Juiz. E assim, as pétalas começaram a se juntar e Hanabi apareceu novamente.
Por um minuto os torcedores da arquibancada estavam mudos, espantados com o nível em que apenas duas novatas lutaram. Mas depois, todos entraram ao delírio, enquanto Hanabi saia da arena.
— NOSSAAA!! Mas que luta!!! As lutadoras superaram as expectativas de muitos.
* * *
Eu estava descendo para o vestiário para me trocar e me preparar, quando vi Hanabi.
— Que luta em. – disse em comprimento.
— Nada, foi relativamente fácil. Apenas a deixei pensar que tinha alguma vantagem e... – ela parou quando me viu rindo – o que foi?
— Nem um pouco arrogante você, hahaha.
— Sou mesma! – respondeu ela fechando a cara – Quero só ver sua luta, se for tão forte como todos nós esperamos, você estará na minha lista.
— Sim senhora lilás. – respondi entrando no vestiário masculino.
— “Senhora lilás”? – disse ela ficando corada e pondo a mão nas bordas da saia – SEU PERVERTIDO!
Na hora que ela deu aquele chute giratório pra traz, aposto que metade dos homens presentes sangraram pelo nariz. Deu pra ver aquelas belas pernas e a calcinha lilás.
Bom, já não era hora de pensar naquilo. Agora era o momento da minha luta.
Fale com o autor