Notas iniciais
Uma equipe descobrindo um segredo e Sara também.

A equipe já havia interrogado os presos do caso de Cath/ Nick e descobriram que Natalie gostava de ficar em uma fazenda ao norte de Vegas, região onde estavam Grissom e Sara. Com essa informação e mais o alerta de Cath, o capitão partiu para o local imediatamente.

A poeira levantada pelos pneus do SUV ainda paira no ar quando Grissom e Sara observam a movimentação à frente. Natalie Davis aparece saindo da casa principal, ladeada por dois homens armados. Entre eles, um terceiro homem, com as mãos amarradas e expressão apavorada.

GG (arqueando a sobrancelha, confuso): Aquele ali não é o seu ex?

(Sara confirma com a cabeça, séria.)

Por que será que a Natalie o sequestrou?

SS (inclinando-se, olhos atentos): Eu não sei, mas tenho quase certeza de que isso não foi um sequestro aleatório. Algo tá errado...

(pega o celular)

Vou ligar para a Day.

GG (virando o rosto para ela): Pra Day? Por quê?

SS (já discando): Porque Will havia combinado com o Teddy de tentar me reconquistar. E Natalie quer exatamente isso: me separar de você. Será que Teddy não se encontrou com ela?

GG (já pegando o celular também): Isso faz sentido... Vou pedir pra Cath intimar o Will agora. Enquanto isso, vamos tentar descobrir o que tá rolando naquela casa.

SS (olhando sério pra ele): Grissom, eu sou a única armada aqui. Lá dentro tem TRÊS pessoas armadas.

GG (erguendo a camisa e mostrando discretamente sua arma presa na cintura): Acredita que, por algum milagre, eu trouxe a minha hoje?

(sorri com um misto de orgulho e nervosismo)

Vamos, amor. Mas você fica atrás de mim. Sem estripulias, sem aventuras, sem planos improvisados que envolvam telhados, janelas ou pular de lugares altos, entendeu?

SS (sarcástica, já saindo do carro): Vamos logo, Grissom!

GG (resmungando enquanto sai atrás): Nem ouviu a parte do "sem estripulias"...

Natalie caminha de um lado para o outro como uma atriz ensaiando o grande monólogo final. Teddy está amarrado a uma cadeira velha, claramente mais assustado com a situação do que arrependido das decisões que o trouxeram até ali.

Natalie (com calma cruel): Você mentiu direitinho, Teddy. Noivo, grávida… Um verdadeiro novelista. Quase me convenceu. Mas você foi ganancioso demais.

Teddy (engolindo seco): Eu só queria a Sara de volta! Achei que... se parecesse importante, se ela achasse que eu estava por cima...

NATALIE (do lado de dentro, irada):

Você disse que estava tudo bem, que ela não voltaria. O que foi que aconteceu??

TEDDY (nervoso, tentando se justificar):

O chefe dela a chamou e eu não pude segurá-la em São Francisco.

NATALIE (berrando):

Você disse que nem que precisasse usar outras medicações na mãe dela pra que não melhorasse rapidamente, você faria! Caramba, o mais difícil que era fazer ela pular do prédio você fez! O que foi agora??

Grissom e Sara, agachados sob a janela lateral entreaberta, ouvem cada palavra da discussão intensa vinda do interior da casa. Ambos se entreolham à medida que a verdade se desenrola como uma avalanche aterradora. Sara sente o sangue ferver, e Grissom pousa uma mão firme em seu braço, tentando impedir que ela reaja impulsivamente.

SS (em sussurro ofegante):

Ele tentou matar a minha mãe... Ele fez aquilo com ela... Meu Deus...

GG (controlado, mas com o maxilar trincado):

Ele vai pagar por isso. Eu prometo. Mas agora a gente precisa manter a cabeça fria. Essa é a nossa chance de pôr um fim nisso.

TEDDY (insistindo):

A médica da Laura desconfiou da troca das medicações, então eu parei antes que desconfiassem de novo. Aí Will me falou que o ex dela era colega de trabalho, então consegui convencer a Sara a vir comigo. Disse no laboratório que estávamos noivos pra que o ex escutasse e se afastasse dela.

NATALIE (impaciente):

Enrico, será que podemos falar com Juan e saber notícias do laboratório?

ENRICO:

Posso ligar pra ele agora.

Enrico informou para Natalie que não conseguiu contato com Juan, só que o que o povo do mal não sabia era que ele estava preso, pois Sara avisou para Greg da presença da semente ruim no laboratório.

NATALIE (autoritária): Então leve esse estrume pro celeiro. Tenho que pensar nos próximos passos.

TEDDY (revoltado): Natalie, você toma atitudes erradas, por isso seus planos sempre falham! Independente de querer minha ajuda ou não, saiba que não vou desistir da Sara. Ela ainda vai voltar pra mim!

NATALIE (rindo em tom sombrio): Você é mais louco do que eu. Acha mesmo que ela vai voltar pra você depois que souber que foi você quem jogou a mãe dela do prédio? Que você manipulou as medicações da mulher?

Sara fecha os olhos, incrédula, quase perdendo o equilíbrio. Grissom a segura discretamente.

De repente O barulho seco de pneus na estrada de terra anuncia a chegada de mais um carro. Grissom e Sara, ainda próximos à entrada lateral da casa, param ao verem o veículo preto estacionar abruptamente e mais homens descerem – todos armados. Grissom sussurra, puxando Sara para trás de um caminhão estacionado.

GG (tenso): Temos companhia... e não são da boa.

SS (rosnando baixinho): Isso só pode significar que Natalie está se preparando pra fugir. Ela sabe que está encurralada.

De repente, o som de sirenes se mistura ao canto de corvos no céu. Três viaturas surgem pela estrada e estacionam com rapidez. Brass salta da viatura, arma em punho, seguido de Catherine, Nick e Greg.

BRASS (berrando): POLÍCIA DE LAS VEGAS!! LARGUEM AS ARMAS E FIQUEM PARADOS!!!

Mas a resposta é imediata: um dos capangas de Natalie atira. Inicia-se um tiroteio intenso. Grissom puxa Sara em direção ao carro em que chegaram e dali começam a revidar, mantendo cobertura mútua. Natalie surge correndo, atirando na direção deles, ao lado de Enrico.

SS (mirando): Olha quem resolveu dar as caras!

GG: Vamos acabar com isso agora!

Sara acerta o ombro de Enrico de raspão, que cai, mas levanta rápido. Natalie continua correndo, mas ao mirar em Grissom, é atingida na barriga pelo próprio entomologista. Ela grita e desaba na poeira do chão.

SS (entre os dentes): Boa, Gil!

Mas os demais capangas percebem a queda da chefe e mudam o foco, cercando o casal com fúria. Balas passam raspando. Sara e Grissom correm para o celeiro, enquanto JB (Jim Brass) grita ao fundo:

JB (em voz potente): GIL, SARA, SE ESCONDAM LOGO!!!

Dentro do celeiro, escuro e com cheiro de palha e ferrugem, os dois se encostam na parede lateral, ofegantes. Grissom varre o ambiente com o olhar e logo nota algo estranho.

GG (sussurrando): O Teddy não está mais aqui...

SS (assustada): Como assim?? Eu não o vi sair!!

GG: Pode haver uma saída lateral... ou um alçapão.

SS (com a arma em punho): Precisamos achá-lo. Mas com cuidado... esse celeiro é grande e ele está desesperado.

Ambos se movem pelas sombras, atentos, farejando cada som. Uma escada leva a um mezanino coberto por feno. Grissom sobe primeiro, com Sara logo atrás. Uma tábua range, e nesse instante ouve-se um clique seco. Grissom ergue a arma e se vira.

GG (frio): Apareça, Teddy. Já sabemos o que você fez. E não vai sair daqui.

TEDDY (do escuro, tremendo com a arma apontada): Vocês não entendem! Ela era minha! Era pra ser EU e ELA! Grissom, você roubou tudo!

SS (encarando-o com nojo): Você jogou minha mãe de um prédio, seu doente. Você manipulou minha dor! Nunca foi amor... foi obsessão!

TEDDY (alucinado):

— Você ia voltar pra mim... se eu tirasse tudo de você, você voltaria!

A poeira ainda flutua no ar, misturada ao cheiro de pólvora e palha. O som das sirenes se afasta aos poucos, sinalizando que a situação está sob controle. O capitão Jim Brass entra apressado no celeiro com a arma ainda em punho, seguido de Catherine e Nick.

JB (ofegante, olhando em volta): Grissom! Sara!

Os dois aparecem nos fundos, um pouco sujos e ainda armados, mas inteiros. Grissom aponta para o canto do celeiro onde o alçapão ainda está aberto.

GG: Teddy fugiu por ali. Ele usou a saída lateral. Tentamos seguir, mas já tinha sumido.

SS (respirando fundo): ele faz parte da quadrilha de Natalie. Estavam juntos nessa, Brass. Ele confessou tudo. Jogou minha mãe do prédio, manipulou a medicação dela… fingiu que estava me ajudando só pra me afastar do Grissom.

Brass balança a cabeça, claramente exausto e irritado.

JB: Natalie também fugiu. Estava ferida, deixou um rastro de sangue. Meus homens seguiram, mas perderam o rastro depois de uns 300 metros. Ela se embrenhou no mato… deve ter recebido ajuda.

GG (cruzando os braços): E se Teddy estiver com ela, vai saber como tratar o ferimento. O cara é médico, não vai deixar ela morrer.

SS (séria): Isso nos dá tempo, mas não alívio. Eles vão se esconder, planejar de novo… e sabem muito sobre nós.

JB (com firmeza): Então vamos continuar a caçada. Mas por hoje, acabou. Vamos voltar. Vocês me contam tudo no caminho, desde o começo. Tudo que descobriram.

Catherine se aproxima, checando visualmente os dois peritos com um olhar de preocupação e alívio. Nick ajuda a revistar o celeiro em busca de mais pistas.

CATHERINE (sorrindo, mas ainda em alerta): Vocês estão bem. Isso é o que importa. Mas a gente precisa parar de quase morrer todo mês, combinado?

GG (cansado, mas tentando aliviar o clima): Prometo tentar.

SS (sarcástica): Grissom, toda vez que você promete algo assim, a gente acaba em tiroteio ou perseguição.

JB (interrompendo): Chega de piadinhas românticas, casal CSI. Temos um relatório enorme pela frente.

Todos saem do celeiro caminhando devagar, em silêncio. Atrás deles, os raios do pôr do sol iluminam os campos da fazenda, agora tomados por viaturas, agentes e o início de uma nova investigação.

Sara observa pela janela o céu avermelhado enquanto segura a mão de Grissom. Ele olha para ela de soslaio e sussurra:

GG: Ainda bem que voltei.

SS (olha pra ele, cansada mas com ternura): Ainda bem que eu não desisti de você.

Eles seguem em silêncio, mas pela primeira vez em muito tempo, é um silêncio de paz.

A equipe estava reunida. Sara e Grissom sentados lado a lado, Catherine de pé ao lado do projetor, Brass à frente com os braços cruzados, e Archie, Greg e Nick observando a apresentação das evidências. As luzes estavam baixas e o clima era tenso, porém focado.

ARCHIE (apontando para a tela):

— O telefone de Sara foi monitorado todos os dias em que esteve em SF. Teddy instalou um aplicativo espião quando eles estiveram juntos em San Francisco. Aparentemente, quando ela deixou o celular carregando, ele acessou o aparelho.

As imagens passam rapidamente na tela, mostrando capturas de localização, gravações de ligações e fotos tiradas à distância.

ARCHIE (continua):

— Também encontramos no computador dele dezenas de imagens da Sara, em diferentes locais: cafés, na saída do laboratório, até dentro de uma livraria. Algumas feitas da rua com lente de zoom. Mas nenhuma comprometedora no sentido... pessoal.

Grissom balança a cabeça em desgosto. Sara, ao lado, fecha os olhos por um segundo, visivelmente incomodada.

GG (seco): Ele estava obcecado, mas não por amor. Controle. Vaidade.

CW: Will contou que foi Teddy quem o procurou. Disse que estava arrependido de como tinha tratado a Sara, e queria "corrigir" os erros do passado. Will acreditou porque nunca soube que o cara tinha sido tão abusivo.

SS (com raiva contida): Ele foi frio. Premeditado. Me usou. E se aliou a Natalie quando a viu em ação, durante uma perseguição minha. A mulher o reconheceu e o puxou pro plano. Um queria me reconquistar, a outra queria juntar Grissom e Heather. Fizeram uma sociedade psicótica.

JB: Ele virou cúmplice. E ao que tudo indica, é tão perigoso quanto ela. Agora os dois estão foragidos. E com acesso a medicação, contatos e dinheiro. Não podemos subestimar essa dupla.

GREG (olhando para os colegas): A pergunta é: por que agora? Teddy parecia ter sumido da vida da Sara há anos.

SS (cruzando os braços): Porque depois que minha mãe quase morreu, eu renasci. Resolvi perdoar. E Natalie não suporta isso. Ela quer vingança. E Teddy quer um troféu. E se não conseguir, vai destruir o que não pode ter.

GG (com firmeza): Mas eles erraram ao subestimar a gente. Não estamos mais sozinhos, nem vulneráveis. Estamos preparados.

Brass se aproxima da dupla, olhando firme para os dois.

JB: A partir de agora vocês vão ter proteção reforçada. Natalie está ferida, sim, mas não podemos contar com sorte pra sempre. Vamos caçá-los.

CW (sorri): Já passamos por coisa demais pra deixar esses dois vencerem. Agora... a pergunta que não quer calar...

Todos riem. Mesmo Sara. Mesmo Grissom. O clima alivia por um momento, mas todos sabem: a caçada por Natalie e Teddy está só começando.

NS: Bom, o turno acabou!! Podemos tomar um café reforçado por favor?

GG: Acho boa ideia!! Estou morrendo de fome!!

CW: Você morrendo de fome? O que aconteceu para isso?

GG: Posso te dizer que esse turno tirou minhas energias, mas eu adorei isso. Por mais turnos assim.

Todos riram, sendo que Sara estava vermelha com o duplo sentindo da frase do amado.

Enquanto a equipe ia para o Frank`s...

O ambiente é úmido, mal iluminado. O som de água pingando ao fundo se mistura aos gemidos baixos de dor de Natalie. Teddy improvisa uma espécie de enfermaria em cima de uma mesa antiga, usando materiais precários, mas com precisão clínica. A tensão é densa.

TEDDY (firme, mas acelerado): Enrico, anota aí: soro fisiológico, antibióticos de amplo espectro, bisturi, pinça hemostática, morfina se encontrar, compressas e álcool. Não demore. Se a bala continuar aí dentro, ela entra em sepse.

ENRICO (nervoso): Certo. Certo. Eu vou. Volto o mais rápido que puder.

Enrico sai às pressas. Teddy limpa o suor da testa com o antebraço e volta a se concentrar em Natalie. Ela está pálida, tremendo levemente. Um lençol sujo cobre parte de seu corpo.

NATALIE (com a voz fraca): Bem que... que você falou que eu iria precisar de você...

Teddy: Nessa hora ter um amigo médico é muito bom. Você vai ficar bem e vamos voltar para pegar o Grissom, não se preocupe.

Natalie solta um riso entrecortado de dor.

NATALIE: E você... ainda quer ela de volta, né? Mesmo depois de tudo?

TEDDY (frio): O amor não é lógico. A obsessão menos ainda, mas agora... agora eu quero mais. Quero ver Grissom quebrado. Quero vê-la implorar. Não por mim… mas por ele.

Natalie fecha os olhos, tentando suportar a dor.

NATALIE (sussurrando): Eles nos subestimaram. Acham que porque nos feriram, nos venceram. Mas ainda estamos no jogo, Teddy. E se você me mantiver viva... eu prometo que eles vão pagar caro.

TEDDY (encarando-a): Eles vão. Mas primeiro você precisa sobreviver. Não me dê o trabalho de cuidar de cadáveres. Eu sou melhor com os vivos.

Teddy ajusta o pano na ferida, a pressão arranca um grito abafado da criminosa. Ele permanece calmo, calculando cada movimento, um médico movido não pela ética, mas pela sede de vingança.

TEDDY (murmura para si): Vai ficar tudo bem, Natalie. Vamos reconstruir isso. E aí... Vegas vai queimar.

O café está cheio de vida. Risos, cheiros de café fresco e tortas no ar. A equipe está reunida em uma das mesas do canto. Greg, com a perna esticada numa cadeira, é o centro das atenções com suas piadas exageradas. Todos estão rindo, inclusive Sara, que finalmente parece mais leve.

GREG (com um sorrisinho maroto):

— Sério, essa tala é praticamente um ímã! Ontem uma atendente do laboratório ficou uns bons cinco minutos perguntando se eu precisava de ajuda... sendo que eu tava só assinando um relatório!

NICK (brincando): Essa tala não vai mais sair da perna, né?

GREG (olhando para Sara): Não, a não ser que Sarinha me dê confiança…

SARA (com um sorriso afiado): Querido, você vai ficar com a tala por um bom tempo então, porque minha confiança está totalmente voltada para outra pessoa.

GREG (fingindo surpresa): Poderíamos saber quem?!

SARA (piscando): Segredo...

NICK (com os olhos brilhando):

— O "outro" é o pai do seu filho? Parabéns, maninha!!! Com essa loucura toda, nem comemoramos que vamos ter um novo integrante na família!

Brass (com olhos marejados e a mão no peito):

— Vou ser vovó!! Gil, e você? Não fala nada, todo calado!!

GRISSOM (sorrindo tímido, mas com orgulho nos olhos):

— Bom… queria saber se no sábado vocês aceitam almoçar lá em casa. Warrick já vai estar liberado e... acho que seria bom estarmos juntos fora do trabalho.

CATHERINE (com expressão surpresa e feliz):

— Isso que eu chamo de uma surpresa boa. Gil Grissom nos chamando para almoçar na casa dele?! Claro que aceitamos, né?

GREG (empolgado): E eu sou lá de perder boca livre?! E ainda por cima poder conhecer o santuário do chefinho?! Estarei lá com certeza!

NICK e Brass (em coro): Nós também!!!

O sol atravessa as janelas do café, iluminando a mesa onde ficaram apenas Sara, Grissom, Catherine e Brass. Copos vazios e pratos com restos de torta são deixados de lado, e a conversa se torna mais íntima.

SARA (arqueando a sobrancelha, desconfiada):

— Posso saber por que exatamente esse almoço no sábado, Gil?

GRISSOM (com um sorriso suave):

— Querida… você está grávida, e acho justo que, pelo menos para os nossos amigos mais próximos, a gente oficialize nossa relação. Quero que todos saibam que o pai do baby sou eu… com muito orgulho.

CATHERINE (com um sorriso largo):

— Pelo seu rosto, dá pra ver que está nas nuvens com essa notícia, né?

GRISSOM (olhando para Sara com ternura):

— Nem imagina como, Cath…

BRASS (levantando a sobrancelha, descontraído):

— É bom ver vocês dois juntos de novo. Vocês têm uma energia diferente… mais leve, sabe?

SARA (rindo): Eu estou muito feliz. E vocês tinham que ver a cara dele quando contei... parecia um menino ganhando o melhor presente da vida.

Nesse momento, a porta do café se abre com o som do sino. Day e Will se aproximam da mesa. O clima muda um pouco, ficando mais sério, porém respeitoso.

DAY: Bom dia, gente! Desculpem atrapalhar o café de vocês, mas antes de voltarmos pra casa, o Will queria dizer algo…

WILL (olhando para todos, depois fixando os olhos em Sara):

— Eu queria realmente pedir perdão por ter ajudado o Teddy nessa história toda… por ter colocado vidas em risco. E principalmente a você, Sara. Você é como uma irmã pra mim, e acabei me deixando enganar e colaborei com um cara desprezível. Me perdoa.

SARA (com doçura, mas firme): Tudo bem, Will. Você não sabia do que o Teddy era capaz… mas sabia do meu amor pelo Gil. Só te peço que, da próxima vez, não tente interferir na minha vida, por favor.

WILL (com sinceridade): Sim… claro. Desejo de coração que vocês sejam felizes. Espero rever vocês em um momento mais tranquilo.

(olha para Grissom)

— Me perdoe também, pelas palavras duras que usei contra você.

Grissom permanece calado, o olhar distante, sem reagir. Will entende o recado, respira fundo e se despede em silêncio.

DAY (tentando suavizar): Voltaremos para Marina. Qualquer coisa que precisarem, estou à disposição.

(olha firme para Grissom)

— Cuide bem da minha amiga, ouviu?

GRISSOM (com convicção):

— Pode deixar que vou cuidar, sim.

DAY (sorrindo com lágrimas nos olhos):

— Eu sei disso… e sei que esses dois aqui, e mais uma turma, vão ajudar.

(abraça Sara)

— Tchau, gente.

Day sai atrás de Will. Sara permanece olhando pela janela por alguns segundos, pensativa. Brass quebra o silêncio.

BRASS (baixando a voz):

— Você ainda tá chateado com o Will, né?

GRISSOM (olhando para o fundo do café):

— Ele me falou muita merda… que ainda não consegui engolir.

O casal se olha e fica de mãos dadas por baixo da mesa. Catherine dá um sorriso cúmplice, e Brass apenas acena com a cabeça. Apesar das feridas ainda frescas, o ambiente sugere que tempos mais tranquilos estão a caminho... mesmo que só por agora.

A semana passou rápido e o casal estava mais junto do que nunca. Beth e Hank eram os mais felizes com a reconciliação. A senhorinha estava toda empolgada em já ir montando o enxoval do neto. Já Sara foi pela primeira vez com Grissom na consulta de pré natal e ele estava o verdadeiro pai curioso, pois fez várias perguntas, incluindo sobre sexo. No ultrassom o mais emocionado era ele.

GG: Sara você está me dando o maior presente da minha vida!!

—- Papais ainda não vai dar para sabermos o sexo do bebê, mas creio que na próxima consulta saberemos.

O casal saiu do consultório médico felizes da vida, porém não poderiam demorar porque tinham um almoço para ofertar.

A mesa estava farta, todos riam, se serviam, e o clima era leve e acolhedor. Beth sorria satisfeita observando o entrosamento de todos, especialmente o casal. Enquanto Hank (o cachorro) corria ao redor da mesa com uma meia na boca, Greg tentava recuperar o “objeto roubado” com cara de tio atrapalhado.

Warrick (comendo e provocando):

— Ainda tô tentando entender que inseto picou o supervisor pra convidar a equipe inteira pra casa dele…

GRISSOM (com um sorriso enigmático):

— Logo, logo você vai entender, Warrick. Tá quase na hora...

Beth servia o suco de framboesa que preparou com tanto carinho, e Catherine terminava de contar uma história antiga da época do CSI, todos rindo. Até que Grissom, num gesto discreto, bate com a colher na taça, chamando a atenção da mesa.

GRISSOM (em pé, um pouco nervoso, mas sorrindo):

— Pessoal, se me permitem… queria dizer uma coisa. Uma coisa importante.

Todos param de comer, curiosos.

WARRICK: Que anúncio é esse, Griss?

GRISSOM (olha para Sara e segura sua mão):

— Como todos já sabem, a Sara está grávida. O que talvez vocês ainda não saibam é… bom, quem é o pai dessa criança.

NICK (comendo uma batata, levanta uma sobrancelha):

— E você sabe quem é?

GRISSOM (com um sorriso tranquilo e orgulhoso):

— Sei sim, Nick. Com enorme felicidade, eu digo pra todos vocês que o pai sou eu. E mais… nós dois estamos juntos há mais de dois anos.

SILÊNCIO ABSOLUTO.


Notas finais
Anuncio impactante é só o start para um novo anuncio.