Rivedere i capitoli della vita
12 Capitulo 11
Notas iniciais
GG: Catherine peço só que você não conte a ninguém. Eu e Sara estamos juntos há mais de 2 anos. Quer dizer, teve idas e vindas. Mas sim. Eu e Sara... somos um casal.
CW (ainda chocada): Eu tô aqui há ANOS achando que você era emocionalmente incapaz de um relacionamento! E você estava num romance secreto com a Sidle?! MEU DEUS, É CSI: O AMOR ESTÁ NO AR!!!
BG (com sarcasmo): Isso porque você é observadora, hein Catherine?
CW (rindo agora): Eu sempre achei que tinha uma tensão no ar, mas pensei que fosse só… irritação profissional. Não paixão selvagem de laboratório!!
JB (irônico): Selvagem mesmo. Do tipo que derruba microscópio e esquece a amostra de DNA aberta na bancada.
GG (tentando manter a compostura): Podem parar? Isso não é engraçado.
CW (ainda se divertindo): Gente, desculpa. Mas estou processando isso tudo. E agora isso: casal secreto revelado com direito a... “noite intensa”.
JB (erguendo uma sobrancelha): E quem diria? Nosso entomologista virando protagonista de novela das nove.
GG (murmurando): Isso tá fugindo do controle…
CW (olhando fixamente para Grissom): Espera aí… Se vocês estavam juntos, então quer dizer que você traiu a Sara com a Heather?!
GG (tentando se manter calmo): Eu não traí a Sara. Já falei: não tive nada com a Heather. Passamos a noite toda conversando...
CW (arqueando a sobrancelha, tom afiado): Grissom, pelo amor de Deus. Você é inteligente, mas às vezes age como um pão sem miolo! Existe outras formas de trair, sabia? Não é só sexo.
(Beth cruza os braços, Brass solta um leve “ihhh...”)
CW (séria agora): Você humilhou a Sara aqui nesse laboratório com seus atos. Nós todos... TODOS... comentamos sobre você e a Heather, rindo, especulando. E ela ouviu tudo. Em silêncio.
Você tem ideia do quanto essa menina sofreu sozinha?
GG (baixa a cabeça, visivelmente tocado): Eu sei que errei... estou tentando me redimir com ela, Catherine. Estou indo com calma. Já conversei com Heather e...
CW (interrompe, afiada): “Com calma”? Enquanto a Heather planta fofoca?
GG: Eu só quero entender tudo antes de...
BG (intervindo com firmeza): Chega, Gilbert! Heather é uma cobra que se finge de sua amiga, mas amizade é palavra que não existe no dicionário dela!
JB (aproveitando para dar um toque dramático): Pedi pra você contar a verdade pra Catherine porque alguém aqui tem cérebro funcional pra me ajudar a desmascarar aquela bruxa.
GG (confuso e ainda em negação): Por que isso, mãe? Heather é uma boa pessoa...
BG (sarcástica): Uma santa! O Papa vai canonizar ela semana que vem, você viu? Santa Heather, padroeira das manipuladoras de meia-calça preta!
JB (sem paciência): E sabe por que a mamãe aqui tá furiosa? Porque a Santa contratou um detetive particular pra rastrear a Sara! Achou, foi até ela e teve a CARA DE PAU de pedir pra que ela se afastasse de você pra os “pombinhos” viverem em paz. E pra completar, soltou uma bomba na cabeça da minha filha!
CW (chocada): Ela colocou um detetive atrás da Sara?! Essa mulher é completamente doida!
GG (incrédulo): Que bomba?
BG (pegando o celular da bolsa): A Fabiana gravou tudo. Tudinho. Você vai ouvir, Gilbert. Vai ouvir com esses ouvidos que a terra ainda não comeu. A surda aqui sou eu, não você! E olha… acho que essa cirurgia sua foi boa, viu?! Porque vai precisar de audição afiada pra digerir isso tudo.
JB (sussurrando pra Catherine): E talvez um balde pra vomitar no final…
CW (bufando): Eu juro, se essa Heather aparece aqui de novo, eu mesma jogo ela dentro de um freezer da sala de autópsia com etiqueta de “caso encerrado”.
GG (olhando para o celular, pálido): Ok... ok. Eu vou ouvir.
CW (suspirando e cruzando os braços): Ótimo. E enquanto ouve, reflita... porque a Sara pode ser reservada, mas não é idiota. E sabe o que ela mais odeia? Mentiras e covardia.
JB (abrindo os braços): E sabe o que eu mais odeio? Gente que precisa apanhar com um microscópio pra enxergar a realidade.
Brass colocou o áudio e os três ouvintes iam ficando estupefatos com o que ouviam até que veio a bomba...
O áudio ainda ecoava no ambiente. A voz de Heather, doce como mel envenenado, soltava a frase final com perfeição cirúrgica:
HEATHER (no áudio): E além de tudo... estou grávida. Esse bebê é de Gilbert Grissom. Foi feito numa noite linda que tivemos...
Silêncio. Catherine, Beth e Brass trocaram olhares. Grissom parecia ter levado um soco no estômago.
GG (estarrecido): Ela... disse que está grávida? E que o bebê é meu?
JB (sério): Você lembra daquele dia na boate?
GG (confuso, tentando lembrar): Eu estava muito bêbado... Lembro de ver ela na porta do banheiro, mas não me recordo de ter... entrado com ela. Por mais bêbado que estivesse, não faria isso com a Sara. Não faria!
CW (cruzando os braços, incisiva): E por que você foi com ela pra uma boate, Grissom?
GG: Eu não fui com ela. Fui com o Brass. Ela apareceu do nada. Foi estranho até, ela odeia lugares assim...
JB (sem disfarçar a desconfiança): Heather odeia boates? E o que fazia lá então? Ela falou que vocês dançaram. Só que eu sei que não, porque nós ficamos conversando o tempo inteiro. Isso não bate, Gilbert.
CW (levantando as sobrancelhas): Já pensaram que essa mulher pode estar te perseguindo, Gil? Tipo... stalker mesmo? Ela brota em todos os lugares em que você está!
GG (tentando manter a razão): Gente, menos, por favor. Nada de histórias loucas, tá? Mãe... como a Sara reagiu?
BG (com o rosto carregado): Como você acha, filho? Ela disse que isso foi a gota d’água. Que com mais essa, depois de tudo que passou... não tem mais chances de reatar com você. E sinceramente, eu concordo com a Catherine: essa mulher está atrás de você sim. E você tem muito a perder se deixar a Sara escapar de vez.
JB (balançando a cabeça): Eu também acho. Heather está em todo lugar. E sempre com uma desculpa perfeita. Você não percebe, mas ela te observa o tempo todo, Gilbert.
GG (mais sério agora): Tudo bem. Eu vou encerrar logo o caso do parente do Xerife, porque ele é muito importante... mas enquanto isso, vocês três investiguem Heather. Vão fundo. Eu confio em vocês. Nos falamos depois.
CW (surpresa, meio divertida): Você acabou de autorizar uma investigação... da sua amiga?
GG (encarando os três): Catherine, uma coisa eu já entendi. Heather me enganou. Ela mentiu quando disse que aceitaria ser só amiga. Pelas costas, destruiu todo o progresso que eu tinha feito com a Sara. E por mais que me doa dizer isso, preciso da verdade. Pelo respeito que eu ainda devo à minha mulher. A única que eu amo... e sempre amei!
Um silêncio respeitoso se seguiu. Catherine pareceu emocionada, Beth respirou fundo, segurando a emoção.
GG (antes de sair, com dúvida): Agora, mãe... por que você disse que eu tenho muito a perder se me separar da Sara?
BG (com um sorriso enigmático): Porque na hora certa você vai descobrir. Mas uma coisa é certa: concertar as coisas com ela vai acelerar essa revelação.
Grissom assentiu, cabisbaixo, e saiu do escritório. A porta se fechou com um clique suave. Brass se levantou primeiro, sacudindo a cabeça.
JB: Por mais que me parta o coração vê-lo sofrer... está pagando pelos erros dele. E talvez aprenda.
BG (erguendo a bolsa): Então... vamos desmascarar uma bruxa?
CW (já pegando o celular): Com o maior prazer! Ninguém mete o dedo nos meus amigos e sai ilesa. Vamos mostrar pra Heather que o laboratório pode parecer calmo… mas aqui, quem planta mentira... colhe exame de DNA!
Em Marina Del Rey
Mark foi embora e Sara ficou pela praia. Sentou-se na areia admirando o mar e ficou pensando nos momentos felizes que passou com Grissom. Divagando sozinha não viu a chegada de alguém.
SS: Filho, acho que vamos ser só nós dois. Estou pensando em ficar por aqui, pois poderemos ter ajuda, você terá tio e tias...
Day: Você está grávida??
SS: Day fale mais alto, acho que o pessoal em Las Vegas ainda não ouviu!!
Day: Não acredito nisso Sara?? Por que você não contou??
SS: Estava esperando o momento certo de conversar com Grissom, mas nunca apareceu e vejo que não vai aparecer. Ele tem um baby a caminho com a mulher que o vence no xadrez mental, com aquela sempre presente em todos os momentos da vida dele.
Day: Sara e se essa história for uma invenção dessa mulher??
SS: Qual? A que esteve na boate, a que esteve com ele em Massachusetts durante o sabático dele e outros tantos momentos que tenho pra citar? Deu Day, pra mim deu, acabou!!
Day: Sinceramente sinto muito por isso, mas você não pode privar essa criança de saber quem é o pai dela.
SS: Ele perdeu esse direito na hora em que engravidou aquela mulher e o pior é saber que foi na mesma noite que engravidei dele. Day, se me der licença, vou para o meu quarto.
Em Las Vegas
A atmosfera na mansão era silenciosa, quase sinistra na ausência da anfitriã. Os corredores largos e frios, decorados com um toque de luxo sombrio, criavam um cenário ideal para o inesperado. Catherine e Brass avançavam com cautela, mas determinados.
CW (pensativa): Precisamos conversar com pessoas próximas dela, funcionários... Se ela não o perseguia, alguém fez. Eu não acredito em encontros por coincidência... A não ser que o Grissom marcava com ela... e nisso eu me recuso a acreditar.
JB (seco): Também não acredito. Mas talvez essa conversa nos ajude a descobrir onde a Dominatrix entra nessa história toda.
O mordomo da casa os levou até a área de serviço, onde uma funcionária — uma mulher magra, nos seus trinta e poucos anos — limpava uma prateleira com estatuetas. Após um breve bate-papo inicial, ela começou a falar com mais liberdade.
FUNCIONÁRIA (reservada): Desde que uma garota passou a morar aqui, Heather mudou... Ficou obcecada por esse Grissom. Antes era uma amizade até bonita de se ver... mas depois... Ela fazia tudo o que a menina sugeria pra “fisgar o cara”.
JB (interessado): Que menina?
FUNCIONÁRIA: Acho que o nome dela era Natalie. Não sei o sobrenome. Bem... estranha. Muito observadora. Dava até um arrepio.
Catherine e Brass trocaram olhares. O nome soou como uma sirene na mente dos dois.
CW (em choque, quase em sussurro): Natalie... não pode ser.
Quando estavam prestes a sair, Catherine parou subitamente, seus olhos cravados em uma estante. Ali, entre objetos de decoração e algumas caixas mal empilhadas, havia algo perturbador.
CW (baixo):Brass?! Vem cá... agora.
Brass se aproximou, e seu olhar caiu sobre um pequeno objeto em cima de uma pilha de livros. Um boneco. Tinha o tamanho de um palmo. Um mini homem de terno, com uma expressão esculpida de dor.
JB (pálido): O que é isso?! Você não acha que...
CW (pegando o boneco com luvas): É igualzinho aos que encontramos nas cenas do Assassino das Miniaturas.
Os dois ficaram em silêncio por um momento. A tensão era quase palpável.
CW (firme, determinada): Precisamos voltar ao laboratório. Agora. Creio que o nosso caso acabou de ganhar proporções muito maiores do que imaginávamos.
JB (já ligando para o laboratório): Isso não é mais só sobre Heather... Se Natalie Davis estiver de volta a Las Vegas... temos um problema muito sério nas mãos.
Já Fabiana descobriu que Mark estava em Vegas. Ele havia ido atrás de Heather e de posse dessa informação, repassou para Beth que avisou imediatamente a Catherine que desviou o caminho e foi até onde estaria a Dominatrix.
Mark ouviu a conversa de Heather com Sara e começou a desconfiar de que poderia ser o pai do bebê. Ele acompanhou de longe a consulta de pré natal da Dominatrix. Estava encantado com a possibilidade de ser pai e pela primeira vez sentia vontade de largar a vida de farra para constituir família, se possível com ela. Sabia que havia possibilidades de ser o pai da criança, pois foi com ele que ela teve relações no banheiro, só não sabia se Grissom também havia tido. Quando ela foi saindo...
MH: Heather, posso falar com você?
LH: Você de novo? O que quer aqui?
MH: Dizer que posso ser o pai do seu filho!
LH: Você está doido? O pai do meu filho chama-se Gilbert Grissom!
MH: Sim, pode ser ele, como pode ser Mark Holden, ou seja, eu. Tivemos relações sexuais no banheiro daquela boate, nós dançamos agarradinhos. Heather eu não estou mentindo, você não se lembra de mim?
Heather vinha tendo flashes com imagens de Mark, mas não entendia onde ele se encaixava.
LH: Preciso ir, tenho que falar com o pai do meu filho.
MH: Heather eu não vou desistir de você!!
LH: Se afaste de mim ou vou dar queixa de você por perseguição!!
A Dominatrix foi embora enquanto Brass e Cath aproveitaram o momento e se aproximaram de Mark.
JB: Com licença, você por acaso é Mark Holden?
MH: Sim, sou eu!! Vocês quem são?
JB: Sou o Capitão Jim Brass e essa é Catherine Willows, perita criminal, somos da polícia de Las Vegas. Precisamos que nos acompanhe até a delegacia!
MH: Posso saber por quê??
JB: Seu depoimento pode ser o início para desvendarmos um mistério e talvez encontrarmos um ou uma serial Killer.
Enquanto Brass e Catherine saíam da mansão de Heather, convencidos de que algo muito maior estava em jogo, alguém os observava das sombras. A figura mantinha distância, protegida por arbustos altos e uma máscara de aparente tranquilidade. Mas nos olhos – havia loucura. E estratégia. Natalie Davis afiava a lâmina de um estilete com a precisão de quem esculpe destinos.
NATALIE (sussurrando para si, olhos fixos em uma nova miniatura ainda inacabada): Esse Mark Holden está me atrapalhando... Mas preciso dele, por enquanto, para realizar meu xeque-mate em Grissom.
Ela levanta um bonequinho que representa um homem de jaleco — nitidamente inspirado em Grissom — e o coloca ao lado de outra peça: uma mulher de cabelo branco preso em coque, uma réplica perfeita de Beth Grissom.
NATALIE (fria, com um leve sorriso): Depois que eu terminar... o Mark pode ir direto pro quinto dos infernos.
NATALIE (encarando uma foto de Grissom com expressão maníaca): Mas agora...
ela sussurra com doçura doentia
— É hora de atacar a mamãe do supervisor...
Ela ri baixinho. Um riso que começa sutil, quase infantil, mas logo cresce em intensidade e descontrole, preenchendo o ambiente com um eco macabro.
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