Notas iniciais
Grissom consegue derrubar o caldo, jogar álcool na fogueira, etc...

Cath e Brass continuavam a investigação e durante o curso descobriram algumas pontas soltas que não se encaixavam na cena e envolviam o vigia do local . Retornaram ao parque temático para falar com o vigia.

Cath: Brass solta logo a fofoca porque eu sei que você tem conhecimento do caso do Gil com Heather com detalhes minuciosos.

JB: Cath eu sei de algo muito melhor do que Gil e Heeee... Eiii, acho que perdemos uma testemunha.

Os dois encontram o vigia morto. Cath liga para Sara informando e pede para ela verificar Heather no hospital.

Sara estava sentada no sofá, com o celular nas mãos. O vestido azul ainda marcava o corpo da morena, mas agora já sem o brilho nos olhos. Levantando-se devagar, Sara vai até o quarto para trocar de roupa. A decepção doía mais do que qualquer ferimento de uma cena de crime e no momento o trabalho a chamava.

Chegando ao Desert Palms foi informada que Heather saiu a revelia 2 horas depois da saída dela.

SS: Cath, estou no hospital e Heather não está aqui. Me informaram que ela saiu a revelia um pouco depois que eu estive aqui.

CW: Sara, encontramos no telefone do vigia diversas ligações entre eles e a última foi para ela. Me encontre na frente da casa da bonitinha. Nós vamos precisar ter um papinho com ela.

SS: Certo!! Cath você por acaso viu Grissom??

CW: Não, não o vi. Deve estar em algum caso.

Enquanto isso na mansão, os dois amigos depois de horas colocando o papo em dia, acabaram exaustos no sofá. A empregada chegou e ao ver a cena, só colocou uma manta sobre eles e estava se retirarando para a cozinha quando ouviu a campainha.

JB: Bom dia!! Sou o Capitão Jim Brass da polícia de Las Vegas e essas são Catherine Willows e Sara Sidle peritas do laboratório de criminalística. Precisamos falar com Heather Kessler!!

— Bom dia para todos!! A senhora Kessler ainda está dormindo, não posso chama-la agora.

JB: Desculpe senhora, mas vamos entrar, aguardar na sala enquanto você a chama para nós. Queremos saber onde ela esteve a noite toda.

— Ela esteve aqui e acompanhada. Não será preciso ir longe, pois eles estão dormindo aí na sala.

Por um instante, o tempo pareceu parar. A imagem diante deles era surreal — o supervisor do turno da noite da Criminalística, Grissom, dormia profundamente no sofá da sala, com Heather Kessler enlaçada em seus braços, a cabeça dela repousando em seu peito como se fosse o lugar mais seguro do mundo.

Brass, com expressão tensa, trocou olhares com Catherine, que parecia lutar para manter a compostura. Já Sara... Sara permaneceu imóvel, o choque e a dor refletidos em seus olhos castanhos. Ela tentou não deixar transparecer, mas seus dedos apertando o celular com força denunciavam a angústia que sentia.

Catherine foi a primeira a reagir.

CW: (sarcástica) — Olha só... Que surpresa, hein? Sara, você queria saber onde o Grissom estava? Pois bem... aí está a resposta.

Sara respirou fundo, engolindo em seco. A voz lhe saiu firme, fria, controlada — mas havia um tremor contido, quase imperceptível.

SS: Senhora Kessler... acorde, por favor. Polícia de Las Vegas.

Heather se mexeu, ainda sonolenta. Grissom, em um reflexo inconsciente, a apertou mais contra si.

GG: (murmurando) — Sara... volta pra cama, está cedo...

Ao ouvir isso, Heather abriu os olhos e, confusa, se afastou ligeiramente. Grissom finalmente despertou e levou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Quando viu Sara, Brass e Catherine parados diante dele, o pânico tomou conta de seu rosto.

SS: (cortante) — Já que estão bem acordados, acho que posso me retirar. Não há necessidade da minha presença aqui.

Ela se virou e saiu antes que qualquer um pudesse dizer algo, deixando Grissom completamente desnorteado.

CW: (seca) — Heather, venha conosco. Precisamos de esclarecimentos sobre onde esteve ontem à noite. Seu nome apareceu no telefone de Vernon — o vigia do parque onde houve o homicídio. E, pelo que vemos, Grissom é seu álibi.

LH: (ainda recuperando a compostura) — Eu... eu passei a noite aqui. Conversamos... só conversamos.

CW: — Ah, claro. Com certeza. Conversa bem aconchegante, pelo visto.

GG: — Catherine, por favor...

CW: — Não, Grissom. Você ultrapassou todos os limites. Dormir com uma suspeita de um caso que está sob sua supervisão? Sabe o que isso vai dar no relatório?

Brass balançou a cabeça, decepcionado. Ele considerava Sara como uma filha e ver aquele quadro era insuportável. Sem dizer mais nada, ele fez sinal para Heather acompanhá-lo.

Grissom ficou ali, imóvel, observando a porta por onde Sara havia saído. Um buraco começava a se abrir em seu peito. Ele fechou os olhos com força. Tarde demais. Ele estragara tudo.

No laboratório, Catherine desabafou:

CW: Lembro de uma vez em que cometi um erro parecido e você veio me dar um tremendo sermão por ter misturado caso pessoal com caso profissional, ficando dias sem falar comigo direito. O que tem de diferente agora??

GG: Cath desculpa ter invadido seu caso, mas tinha um palpite sobre Heather e fui tirar uma dúvida. Tenho certeza que ela não tem nada haver com o caso, ela é vítima.

CW: Tirou a sua dúvida?

GG: Sim, tirei!! Conseguimos conversar bastante!

CW: A dúvida você tirou antes ou depois de transar com ela??

GG: Catherine me respeite por favor?? Passamos a noite conversando...

CW: Grissom encontramos vocês deitados, abraçados intimamente no sofá, você é o álibi dela, seu nome vai pro relatório do caso. Não me interessa que você esteja dormindo com ela, você é solteiro, homem livre, desimpedido, mas o faça fora do horário de trabalho e sem que ela esteja suspeita em um caso. Foi horrível presenciar a cena de vocês dois abraçadinhos. E Sara... Sara estava te procurando ontem e fiquei muito triste por ela ter visto aquela cena. E onde você estava? Dormindo com outra. É visível que essa menina gosta de você e tenho certeza que a derrubou muito ver o homem dos sonhos dela nos braços de outra. Talvez tenha sido até melhor porque ela desencanta de vez de você e aí arruma alguém que goste dela de verdade. Todos te procurando e seu telefone desligado para não interromper o momento de liberação de espermatozoides.

Grissom não respondeu. Apenas baixou a cabeça. Estava extremamente nervoso com a declaração de Cath sobre Sara.

GG: Eu desliguei o telefone para não ser incomodado e poder conseguir conversar com Heather. Bom, vou precisar ir em casa rapidamente, novamente me desculpe.

CW: Esta certo!! Quando sou eu, a coisa é gravíssima, agora quando é você, nada de mais. Ainda desliga o telefone para não ter a transa interrompida... vou sair daqui para falar com Brass antes que deixe minha raiva subir e eu te bata e fique mais irritada ainda porque você vai gostar.

O supervisor ficou de boca aberta ao ouvir a última coisa que a amiga falou.

Enquanto isso, Sara estava sozinha e pensativa no ultimo andar do prédio. Ferida, mas determinada a não permitir que a dor a impedisse de fazer seu trabalho. Havia um caso a ser resolvido. E seu coração... esse ela deixaria para depois.

Grissom partiu em disparada para casa já que não encontrou a namorada no laboratório. Achava que Sara deveria ter ido para lá e queria esclarecer as coisas com ela.

A chave gira na porta. Grissom entra devagar, como se tivesse medo do que encontraria. A luz do abajur está acesa, iluminando discretamente a sala. Estranhou o silêncio que só foi quebrado pela janela que bateu devido o vento. Hank estava com a babá e só deveriam pega-lo de manhã. Foi ao quarto e encontrou o vestido azul da morena cuidadosamente pendurado na cadeira.

Sara não está lá. Nem dormindo, nem esperando.

Grissom foi até a sala e viu uma caixa de presente com seu nome em cima da mesa de centro. Abriu e encontrou uma camisa de beisebol do Chicago Bulls e um cordão com um pingente de um cavalo. Com isso mais o vestido na cadeira ele se lembra do compromisso que havia marcado há dias com Sara. Desesperado correu para o quarto e ao abrir o guarda roupa viu seu mundo desabar. Não havia mais nenhum vestígio de Sara Sidle ali e tudo por culpa dele. A única coisa é um envelope com seu nome, em letras firmes:

“Gil”

Ele o abre com as mãos trêmulas. Dentro, um pequeno bilhete, escrito à mão:

“Fiz as malas. Preciso de ar. Preciso de tempo. Preciso de mim. — Sara.”

Ele fecha os olhos. A dor é súbita, mas justa.

GG: Meu Deus do céu como eu pude esquecer nosso aniversário de namoro?! Ela deve ter ficado me esperando lá no restaurante. Para piorar me encontra dormindo com Heather... deve estar pensando o pior de mim. Preciso falar com ela, não posso perde-la.

Enquanto Grissom via o que suas ações resultaram, Sara continuava a investigação. Estava analisando algumas coisas com Wendy quando Catherine entrou.

CW: Como você está Sara??

SS: Estou bem Cath!!

CW: Foi bom ver aquela cena pra você desencantar e partir pra luta, curtir a vida...

SS: Cath temos novidades no caso!!

A loira voltou ao modo profissional ouvindo as meninas e depois saiu para pegar uns papeis.

Sara estava tentando focar nos relatórios, mas cada palavra que lera parecia borrar com o peso da memória. Wendy notou a tensão.

Wendy: — Você quer conversar?

SS: — Não agora. Só preciso terminar isso.

Wendy: — Só te digo uma coisa, Sara. Ninguém no laboratório acredita que você é “só uma subordinada” pra ele.

Sara a olhou, séria.

Antes que Wendy pudesse falar algo mais, Catherine entrou com novas informações.

CW: — Temos um avanço. Aqui estão as analises.

SS: — Temos algo concreto então.

Enquanto isso...

Grissom caminhava pelo estacionamento do laboratório com passos pesados. Voltar em casa e não encontrar as coisas de Sara o havia despedaçado. Seu orgulho científico sempre foi seu escudo, mas agora ele percebia: estava emocionalmente despreparado para lidar com a mulher que amava. E mesmo assim... ainda a amava. Lembrou de um pedaço da conversa com Heather.

FLASHBACK — Noite anterior

Heather servia dois cafés na varanda de sua mansão.

LH: — Eu nunca te pedi pra escolher, Gil. Só queria alguém que me ouvisse.

GG: — Eu sei. Só que... isso não vai acabar bem.

LH: — Talvez não. Mas eu preciso lutar pela minha neta. Zoe morreu e com ela morreu uma parte de mim. Ele me tirou a única família que restava.

GG: — Eu vou falar com ele.

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As meninas tinham então uma pista quente e quando Catherine e Wendy iam saindo da sala, Grissom chegou.

CW: Temos novidades, mas Sara vai te colocar a par.

O supervisor entrou receoso. Grissom ficou ali parado. Só a olhava sem falar nada. Sara ficou firme, mas suas mãos tremiam levemente, mesmo que tentasse parecer forte. Pegou um dos papeis, respirou fundo

O silêncio foi quebrado por ela.

SS: Achamos um suspeito no caso e...

GG: Sara, ela só confia em mim.

SS: Tudo bem, isso não me interessa mais, aliás nada que refere-se na sua questão pessoal me interessa mais. Não temos mais nada. Somos exatamente o que você sempre quis... supervisor e subordinada.

GG: SARA!!!

SS: O que?

GG: Não aconteceu nada, não é o que você esta pensando.

SS: Grissom você nem queira saber o que estou pensando. Sabe, queria muito ver sua reação se fosse você me encontrar com outro homem do mesmo jeito que lhe encontrei com Heather. Qual seria sua reação ao me encontrar com Greg desse jeito?

GG: Nem brinque com uma coisa dessas Sara. Sabe muito bem que ficaria com ódio principalmente porque Greg tem uma queda por você.

SS: Então você sabe como estou!!

Grissom não conseguiu pronunciar nada.

SS: Olha, foi difícil ver, mas isso era evidente que um dia iria acontecer e se tornar público. Heather sempre foi muito presente na sua vida e quem estava sobrando nesta história era eu. Nosso relacionamento acabou, você é um homem livre, então Grissom faça o que tiver que fazer, só por favor me deixe em paz.

A morena saiu rapidamente e o supervisor notou que a coisa estava num nível pior do que ele imaginava, com Sara tirando conclusões absurdas, mas por hora não havia conversa, então resolveu conversar com ela depois com mais calma. Partiu para terminar o assunto que havia descoberto durante a noite que passou com Heather. A Dominatrix confessou que ela tinha uma neta e que o ex marido não a deixava chegar perto da criança por esta ter escondida Zoe dele. ( filha deles que faleceu) O entomologista foi ao encontro do homem para poder convence-lo do contrario.

Grissom bate à porta com firmeza. Um homem com postura defensiva, o encara.

EX: — O que quer?

GG: — Só cinco minutos. É sobre sua neta.

EX: — Se foi a Heather que te mandou aqui, pode ir embora.

GG: — Não estou aqui como advogado dela. Estou aqui como um homem que conhece a dor de perder quem se ama.

O ex-marido hesita. Grissom continua:

GG: — Eu sei o que aconteceu com Zoe. Eu sei que Heather errou, mas... vocês dois perderam uma filha. E agora essa criança cresce sem a avó. Você acha que isso é justiça?

Silêncio. O homem baixa os olhos.

A equipe conseguiu solucionar o caso de Heather e antes de ir, Sara foi ajudar Nick e Warrick a terminarem o caso deles.

NS: Sarinha vou até lhe pagar o café.

WB: Vou levar essas coisas para o laboratório e esperar o Nick abrir a mão. Adoro uma refeição grátis.

Caíram na risada e a dupla foi terminar tudo. Os dois amigos estavam perto do carro quando uma forte explosão aconteceu, causando uma espessa nuvem de poeira no local.

NS: Sara!!! Sara cadê você??

Notas finais
O que aconteceu com Sara?