Rivalidade... e amor?
1 Rivalidade... e amor?
Notas iniciais
Depois de ter perdido o Grande Festival e ter se separado de Ash e Brock, May estava levando Max para casa, para que ele ficasse com seus pais.
Dessa forma, ela poderia ficar só e pensar, não só em como se tornar uma coordenadora melhor, mas também sobre seus sentimentos. Sobre o que ela realmente sentia por um certo coordenador de cabelos e olhos verdes, que tinha um Roselia como Pokémon (que ele logo fez evoluir para Roserade), um garoto um pouco mais velho, com 14 anos, comparados aos 12 anos dela.
O que ela mais gosta nele é que ele sempre quer fazer o melhor, mais perfeito que antes. Ele é muito bom nisso. É o melhor coordenador que já viu. É por isso que ele gosta de humilhar May, dizendo que ela ainda tem muito a melhorar para alcançá-lo. O garoto, chamado Drew, gosta de provocá-la, fazendo May se irritar. Mas nunca diz a May por que dá a ela as flores que ela mais gosta. Suas favoritas. Mas por quê? Por que ele faz isso?
Antes ele era só um rival para ela e ainda é um rival, mas se tornou seu amigo ao dar flores, para lhe dar sorte e protegê-la das armações de Harley (que quer trapacear com ela e humilhá-la) e agora... May pensa nele o tempo todo, sonha em encontrá-lo em Johto, para onde ele disse que iria competir... e, bem no fundo do seu coração, deseja que ele a ame. Porque pensa em beijá-lo, dizer que ele é seu rival, mas que sente uma certa atração por ele, pois ele é um ótimo coordenador, é bonito, se preocupa com ela, e lhe dá flores. Só se dá flores a quem você se importa muito. A quem você ama.
E por isso ela chega à conclusão de que ele pode sim gostar dela. Mas que ela o ama, agora tem certeza. Porque agora que o tempo passou, ela percebeu que o ama, não como amigo, mas como algo a mais. Percebeu que vive novas emoções. Novos sentimentos. Como o amor.
Então May se inscreveu para o primeiro torneio que viu em Johto. E esperou que Drew fizesse o mesmo. Que ele tivesse se inscrito para o mesmo torneio. E que ele também quisesse encontrá-la. E então ela diria que o amava.
Por sorte ou destino, ele apareceu. Mas ela ficou muito envergonhada. Muito mesmo. E se ele não a amasse? E se ela estivesse imaginando coisas?
Mesmo muito envergonhada, May resolveu falar com ele. Viu que ele lhe trazia uma flor. Ela resolveu começou:
– Oi Drew, tudo bem com você? Tem algo que eu queria... que eu queria... te dizer ...
– Fale logo, não enrole — disse Drew.
– Se você não me interromper, eu falo! — disse May — Então... eu queria te dizer que eu... te amo! Não sei se você também gosta de mim, mas eu não podia...
Antes que terminasse a frase, Drew se aproximou dela e a beijou. Um beijo longo que tirou um enorme peso de seu coração. E May, aliviada, retribuiu com outro beijo, ficando ainda mais vermelha.
Depois de recuperar o fôlego, May perguntou por que ele a tinha beijado. Ele disse que a amava e percebia que ela ficava muito vermelha perto dele, mas não sabia se era vergonha por achar que ele gostava dela e ela não gostava dele, ou se ela tinha vergonha de dizer que o amava.
Por isso ele não disse antes. Porque não sabia o que ela sentia por ele. Mas agora tudo estava resolvido, agora que podiam demonstrar claramente seus sentimentos.
May e Drew passaram a namorar, mas isso não os impedia de serem rivais e amigos, além de não impedir as brigas típicas entre eles também.
Afinal era o jeito de eles demonstrarem que se amavam.
May e Drew, após vários anos, viajaram pelo mundo todo juntos, se tornando ótimos coordenadores e até top coordenadores e acabaram se casando, sendo felizes e treinando Pokémon como sempre.
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