Rival Schools 3: Dark Nightmare

2 Capítulo 1 - O Funeral de um "Amado" Vilão


Casa dos Ichimonji, 12:00.

Enquanto Raizo acertava os últimos detalhes do funeral de Hyo Imawano, Batsu, e sua mãe, Shizuku, se aprontavam para a ocasião. Batsu usava um enorme casaco preto, com calças também pretas. Shizuku usava um longo vestido negro, e um chapéu com um véu transparente, e cabelo preso por um coque.

Mas Batsu ainda estava com uma dúvida. E quando Raizo terminou a ligação, ele perguntou?

— Pai, realmente precisamos fazer isso?

— Por que a pergunta?

— Bem, Hyo nunca foi exatamente a pessoa mais honrada do Japão...

— E...

— Você consegue dormir com o fato de que está providenciando o funeral de um cara que te fez lavagem cerebral, sequestrou e maltratou mamãe, tentou dominar o Japão, e ainda incendiou o seu colégio?

— Você está esquecendo de uma coisa, Batsu. Ser frio com quem te faz mal não lhe torna exatamente melhor que o dito-cujo. Sua mãe te falou sobre isso diversas vezes.

— Mas...

— Ele é seu primo, Batsu. E também o meu sobrinho. E como eu sou atualmente o líder do clã Imawano, eu preciso tomar as devidas providências para que ele descanse em paz no outro mundo...

— Eu sei, pai. Eu sei que tenho que esquecer, mas toda hora que isso me vem à cabeça, me sinto como se estivesse enjoado, com um embrulho no estômago.

— Entendo. Veja as coisas pelo lado bom, filho. Kyosuke não aparece há dias. Como hoje será o dia da procissão funerária de seu irmão, pode ser que ele dê as caras hoje. Você e sua amiga Hinata não querem tanto encontrá-lo?

— Sim, pai. Acho que você tem razão.

— Falando na Hinata, como ela está?

— Ela está melhorando do trauma daquele dia conturbado, pai. Espero que eu possa ver o sorriso dela de novo. Ela correu risco de vida por duas vezes, a mais iminente, nas mãos do Hyo. Achei que eu ía...

— Perdê-la?

— Depois a gente fala mais sobre isso, pai.

— Ótimo. Se você estiver pensando em buscar a sua amiga, seja rápido. O clã Imawano não estará sozinho na procissão. Hideo Shimazu e Kyoko Minazuki também estarão lá para compartilhar seus pêsames.

— Sim.

— Filho — Shizuku gritou — vê se não se atrasa para o início da procissão! Vamos sair em meia-hora!

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Batsu saiu em disparada em direção à casa de Hinata. Quando chegou lá para buscá-la teve uma surpresa:

— Oi, corredor.

— NATSU?

Batsu ficou surpreso ao ver a melhor amiga de Hinata sem o tradicional uniforme de vôlei. Natsu Ayuhara estava vestindo um longo vestido cinza, para acompanhar sua amiga no funeral.

— Qual é a pressa? Parece que quer tirar a Hina da forca...

— Não, Natsu. Eu só vim avisar que a procissão começa em meia-hora. Não posso me atrasar, senão...

— Senão o que?

— Só posso dizer que as consequências serão terríveis...

Enquanto falavam, Hinata saiu de casa...

— Oi, Batsu.

— Hina!!!

Hinata também estava sem seu uniforme escolar habitual. Ela usava um vestido preto, que valorizava muito seu corpo magro, e revelava uma Hinata em plena transformação. Estava elegante, discretamente linda.

— Nossa, Hina. Você está...

— NATSU, COMO VAI, AMIGONA!!!???

— QUE BOM TE VER, HINA!!!

— Bonita eu diria, se ela pudesse me ouvir... — completou um Batsu completamente ignorado. Sabia que não podia competir com Natsu pela atenção de Hinata.

Batsu teve de esperar por 10 minutos para que a conversa das amigas esfriar um pouco, mas sem ter sucesso, se viu obrigado a interromper...

— Garotas, eu sei que a conversa de vocês tá muito boa, mas se eu não voltar em 10 minutos, meus pais vão me dar uma enoooorrrme surra! Vamos logo. Vocês conversam no caminho...

# Batsu leva uma forte bolada na cara enquanto falava. #

— Isso é para você aprender a não ser tão indelicado. Já não basta eu ter que ouvir as asneiras do Shoma todo santo dia! — replica Natsu

— Calma, gente. — disse Hinata — Não vamos começar a brigar agora...

— Só queria escapar de uma OUTRA surra do meu pai. Mas pelo visto não vai dar.

— Como você consegue apanhar tantas vezes de um homem que você já venceu antes? — pergunta Natsu.

— Venci uma vírgula, com a ajuda da Hina e do Kyosuke. E sempre que eu me atraso, cometo gafes ou tiro notas baixas, minha mãe até ajuda meu pai a me bater. Aí não tem herói que aguente...

— Batsu, você continua o mesmo de sempre. — completou uma risonha Hinata.

— E quanto aos seus colegas da Gorin, Natsu? Eles também vêm? — pergunta Batsu

— Para minha infelicidade, só aquele infeliz do Shoma!! O Roberto foi passar as férias com os seus parentes do Brasil, o Nagare está treinando para uma competição, e quanto à Momo... sorte dela estar de férias do outro lado do Japão, porque se ela aparecesse...

— Já deu para entender. — disse Hinata — Vamos logo. Não quero ver o Batsu de olho roxo e galo na cabeça hoje.

Eles continuam caminhando até chegar à casa dos Ichimonji, de onde sairá a procissão. Chegando lá, eles vêem dois velhos conhecidos: Shoma Sawamura, astro do baseball de Gorin, e Boman Delgado, um conhecido aprendiz de teologia, estudante da Pacific HS.

— BOMAN?! O que você está fazendo aqui? — diz um Batsu surpreso.

— Oi, Batsu. Como vocês vão? Eu vim aqui acompanhar a procissão. Quero ver como os japoneses em geral fazem para enterrar os mortos. Vou acompanhar o funeral, e gravá-lo em vídeo para mostrar ao Roy e à Tiffany...

— Falando neles, como os dois estão, Boman? — pergunta Hinata.

— O Roy está ajudando o pai dele com um novo caso da Interpol. E a Tiffany está fazendo um curso de inverno para melhorar nos estudos. E mesmo que ela pudesse aparecer, ela não iria. Você sabe, síndrome de quase-morte. Ela ainda não engoliu o que aconteceu na Justice HS.

"Ela não é a única..." — pensaram Batsu e Hinata, sem saberem que pensavam no momento a mesma coisa.

— Quanto ao Roy, ele só vem amanhã. O pai dele acha que a morte do Hyo pode ajudar a chegar à organização criminosa que está por trás disso tudo...

Durante essa conversa, duas amigas chegadas de Hinata chegam para também acompanhar a procissão: Iincho (Chair Person) e Ran Hibiki. Shoma está conversando com Natsu.

— O que você faz aqui, imbecil? — provoca Natsu.

— Não começa, machona! — devolve Shoma — Eu vim acompanhar a procissão e compartilhar os pêsames com o Batsu...

— Não acho que seja só isso... Você não é da família.

— É verdade. Eu também queria ver se o Kyosuke aparecia hoje. Eu precisava falar com ele...

— Shoma? Por que você quer tanto falar com o Kyosuke?

— Eu queria falar com ele que eu sei como ele se sente.

— Shoma? Você está bem? — Natsu não estava acostumada com o Shoma falando coisas sábias.

— Eu sei como ele se sente em relação ao que aconteceu com o Hyo. Eu queria dizer a ele, se ele aparecer, que não importa o que ele faça, nada vai trazer o irmão dele de volta. Experiência própria. Por acaso , tudo o que eu fiz no passado para trazer os culpados pela contusão do meu irmão à justica fez meu irmão melhorar por milagre? Não! Foi milagre divino meu irmão estar vivo e bem hoje. Mas Hyo está morto. Nada que o Kyosuke fizer vai trazê-lo à vida. Tudo o que o Kyosuke tem que fazer agora é seguir sua própria vida.

Natsu ficou surpreendida. Nunca vira Shoma munido de tanta sabedoria. Era um dia realmente atípico.

Enquanto isso, Raizo estava conversando com seus amigos e funcionários do corpo docente da Justice HS, Hideo Shimazu e Kyoko Minazuki. O assunto também era Hyo Imawano.

— É dificil ver um aluno morrer desse jeito. — refletiu Hideo

— Ainda mais envolto em trevas, como Hyo estava. Toda vez que um aluno morre na escuridão, um professor se sente vazio. — refletiu Kyoko

— E o agravante de tudo isso é que ele era meu sobrinho. — completou Raizo — Eu queria tanto que ele crescesse longe das trevas ministradas pelo meu irmão, Mugen, mas Hyo preferiu a escuridão perto de seu pai, do que a luz longe dele. E ainda quase mergulhou Kyosuke junto com ele.

— Mas o Kyosuke ainda pode se perder nessa mesma escuridão. — introduziu Hayato Nekketsu, professor da Taiyo HS, e amigo de Raizo. — Kyosuke desapareceu há dias e ninguém tem idéia de onde ele possa estar.

— Não diga isso, Hayato! — reprimiu Kyoko — Quer que o mal venha para seu próprio aluno?

— Eu não desejo isso. Só queria dizer a realidade. É muito difícil ver um irmão morrer. Eu vi os olhos do Kyosuke no momento em que Hyo morreu, e eram olhos de desespero e dor.

— Precisamos encerrar a conversa. — disse Raizo — o sacerdote está esperando. Vamos fazer a procissão até o túmulo dos Imawano.

Dito isso, todos começaram a seguir o sacerdote.

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Enquanto isso, na entrada de um fliperama próximo...

— HEHEHEHEHE... É hoje que eu limpo aquele noob... diz um loiro de cabelo arrepiado à espreita, atrás de um poste...

— Eiji...

— SEU IDIOTA!! EIJI É A TUA PANÇA, GAN!! MEU NOME DE GUERRA É EDGE!! E-D-G-E!! QUANTAS VEZES TENHO QUE DIZER ISSO?

— Desculpa, Ei... Edge. Só queria pedir dinheiro emprestado para comprar cachorro-quente. — disse um faminto Gan Isurugi.

— Já vou avisando que NÃO TENHO!

— Então porque você está na porta de um fliperama?

— Não te interessa, gordo.

— Ei, isso que ouvi foi tlintar de moedas? Edge. Que história é essa de negar cachorro-quente pro teu chapa?

— Sinto muito, cara, mas o dinheiro de hoje é sagrado. Vou usar todo meu conhecimento de jogos eletrônicos para limpar as calças de um certo Batsu Ichimonji. Virou costume. Adoro vencer ele nesses jogos.

— Olha, Edge, hoje você vai esperar o Batsu sentado. Ele não vai aparecer.

— Para de mentir, Gan! O que no mundo o faria não aparecer aqui hoje?

— A procissão funerária do Hyo Imawano, Edge. Eu também vou para lá ver se o Kyosuke dá as caras hoje. Você sabe, ele era meu colega no clube de sumô...

— PORCARIA!! Por que você não me avisou antes? Eu ia ficar que nem biruta doida esperando ele aparecer. Tá legal. Compra os teus cachorros-quentes. Se o Grande Mestre Daigo estivesse aqui, eu ia ter coisa melhor para fazer hoje, pode apostar!

— Valeu, Edge! A Akira vai estar esperando a gente por lá, se você quiser aparecer.

— Tchau, Gan!

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Enquanto isso, no alojamento do internato Seijyun HS...

— Zaki, o que você acha desta roupa para eu ir na procissão? — perguntou Akira.

Akira Kazama estava vestindo um casaco preto e uma calça jeans azul, muito diferente da jaqueta de motoqueira que ela costumava vestir, seja normalmente, ou amarrada na cintura.

— Eu acho que você está bonita, Akira. — respondeu Zaki enquanto treinava suas habilidades em um Mokujin, um boneco de treinamento com vários braços. — Mas eu nunca fui muito ligada em moda. É melhor você perguntar para a Yurika.

— Está bem, Zaki.

Akira procura Yurika em todas as dependências do internato até encontrá-la na sala de artes musicais. Desde o incidente que matou Hyo, Yurika passou a morar na casa de uma amiga de Daigo Kazama, para evitar qualquer abordagem por parte de seu irmão foragido, Kurow Kirishima.

— Yurika-chan, o que você acha desta roupa para eu ir para a procissão?

— A roupa está ótima, Akira-chan!! Além do casaco ser muito bonito, combina muito com você!

— Obrigada, amiga! Estava querendo muito ver se a roupa estava boa. A propósito, você quer ir comigo para o funeral do Hyo Imawano?

— Desculpa, amiga, mas não é necessário ser uma expert em etiqueta para perceber que não fica bem eu aparecer por lá.

— Como assim, Yurika?

— Você sabe o que houve há alguns dias atrás. De uma forma ou de outra, eu participei do plano do meu irmão, de destruição do clã Imawano. Se eu aparecer por lá, Raizo pensará que eu estou debochando do morto, e do resto do clã...

— Mas você foi forçada por seu irmão a fazer essas coisas. Eles deviam entender isso.

— Mas eles não vão se lembrar disso na hora do funeral. Eu participei do plano de extermínio dos Imawano, e é disso que eles vão me acusar se eu for burra o bastante para dar as caras por lá. Por que você acha que a Momo foi tirar férias em um lugar bem distante de Aoharu?

— Eu compreendo, Yurika. É melhor você não ir mesmo. Vou perguntar à Zaki se ela quer ir.

— Pois fique sabendo que EU NÃO VOU!!

— Zaki? Há quanto tempo você está aqui? — perguntou Akira

— Tempo bastante. E eu não vou porque não curto muito funerais. São um excelente ninho para a hipocrisia!

— Como você pode ser tão cruel, Zaki? — pergunta Yurika

— Porque por mais maldades que um idiota como o Hyo possa cometer, é só ele morrer que ele vira um santo! Eu não tenho nenhum motivo real para chorar a morte dele. Por mim ele já foi tarde!

— Zaki, eu não estou indo chorar a morte do Hyo, só estou indo confortar os meus amigos. Por mim eu teria menos motivos para ir do que você. Mas eu tenho amigos que se importam. E vou confortá-los. Kyosuke está sofrendo muito com a morte dele. O Gan tem me perguntado todo dia por ele.

— Entendo. Me desculpa, Akira. Só queria dizer o que estava sentindo.

— Não tem problema. Vou encontrar o Gan no fliperama. Ele ficou de tentar convencer o Edge a ir também. Pelo que eu o conheço, ele deve estar esperando o Batsu até agora para desafiá-lo para uma partida nesses jogos.

— Tudo bem. — disse Zaki — mande lembranças aos rapazes por mim.

— Akira — chamou Yurika — eu vou com você outro dia ao cemitério. Quero evitar confusões com os Imawano.

— Beleza. — concluiu Akira — A gente marca outro dia. Até mais tarde, garotas!!!

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De volta à procissão:

Todos os presentes já tinham chegado ao túmulo dos Imawano. Havia chegado a hora de um importante ritual nipônico: Os ossos de Hyo Imawano estavam todos em uma tigela com hashis, e os parentes do falecido, ou seja, Raizo, Shizuku, Batsu, e Kyosuke, se ele aparecesse, passariam os ossos de Hyo uns para os outros, fazendo o ritual até que todos os membros do clã tivessem recebido todos os ossos. O ritual devia acontecer logo, mas Raizo pediu para o sacerdote esperar um pouco mais de tempo. Ainda esperava que Kyosuke aparecesse para o ritual funerário do seu irmão. Mas se passaram 30 minutos, e Kyosuke não aparecera. O sacerdote disse que não podia esperar mais. Raizo compreendeu, e permitiu que o sacerdote iniciasse o ritual.

— Eu não entendo. — pensou Batsu — O que há de errado? Por que o Kyosuke não apareceu? Ele idolatrava o irmão, apesar de tudo. Tinha certeza de que era a desculpa perfeita para ele aparecer.

Mas era tarde demais. O ritual terminara. Agora, se iniciaria outro ritual, os restos de Hyo seriam enterrados abaixo da pedra memorial dos Imawano, e todos os presentes ofereceriam arroz naquele dia , e os parentes ofereceriam arroz ao falecido em todos os dias de Higan (Equivalente ao feriado de Finados no Brasil).

— Kyosuke... — refletia Raizo — Eu compreendo o que você deve estar passando. Eu senti a mesma tristeza quando vi meu irmão Mugen morrer na minha frente... mas você precisa seguir a sua própria vida. Não pode morrer junto com o seu irmão. Mas fique tranquilo. Sua família o estará esperando de braços abertos.

A procissão funerária terminara. E Kyosuke não aparecera. Decepcionados, todos foram embora do cemitério da família Imawano. Um amigo, sem dúvida, estava muito abatido com tudo aquilo.

Mas, durante a noite uma sombra apareceu na pedra memorial.

Era Kyosuke Kagami. Ele havia esperado todo mundo sair do cemitério para dar seu último adeus a seu irmão...

— Irmão... como é difícil te perder...

Kyosuke se lembrou dos bons momentos que havia passado com o seu irmão na infância. Gostavam muito de brincar juntos. Eram inseparáveis. A única coisa que os havia separado era a ideologia. Hyo seguiu a mesma ideologia do pai, de que o Japão só mudaria para melhor através do poder. Por um certo tempo, Kyosuke seguira cegamente os planos do seu irmão, chegando até mesmo a sequestrar a mãe de seu primo, Batsu, para que seu irmão tivesse um trunfo na manga, caso Raizo acordasse da lavagem cerebral. Mas percebera que seu irmão estava indo longe demais quando ele disse que teria que matar a todos os invasores da sua base, a biblioteca da Justice High School, pois Batsu, Hinata, e todos os seus aliados frustrariam todos os seus planos de tornar o Japão um lugar melhor para se viver, e que se falhassem, seriam perseguidos até serem assassinados pela D.S.O. — DARKSIDE SOCIETY ORGANIZATION. Não gostara daquilo, definitivamente. Por aquele motivo, quando Hyo mais precisava de sua ajuda, Kyosuke disse que não seguiria mais o irmão para um abismo sem fim. Acreditava em um outro caminho para se alcancar a paz no Japão, e nunca havia se manifestado para não enfurecê-lo. Estava arrependido por ter enganado seus amigos tão torpemente. E ajudou Batsu, Hinata, Roy, Tiffany e Boman a derrotarem o seu próprio irmão.

— Eu sei que você errou muito no passado, mas eu sempre estive disposto a te perdoar...

Após sua derrota, Hyo reconhecera o progresso de seu irmão como um guerreiro, e disse que ia repensar o seu modo de levar a vida. Mas Hyo mentira. Mentiu tão bem que enganou até a sua própria organização, que enviou Kurow Kirishima com a única missão de assassinar todo o clã Imawano, e tomar o lugar de Hyo como o novo cérebro do plano de dominação do Japão. Mas Hyo fora mais esperto, fingindo perder para Kurow, e fingindo também ser afetado pela lavagem cerebral. Na verdade, Hyo estava usando Kurow como bode expiatório para preparar o seu novo plano de dominação do Japão. Mas perdera o controle do plano, devido ao ódio intenso contido na espada do seu pai. Hyo morrera esmagado por uma viga de sustentação da Justice HS, que estava em chamas. Hyo chamara Kyosuke para lhe dizer as suas últimas palavras, que o marcaram profundamente.

"- Kyosuke, ouça-me. Estou prestes a pagar pelos erros dos meus próprios caminhos. Eu sempre invejei você pelo que você tinha nos olhos, Você sempre viu o mundo de uma maneira muito mais alegre do que eu. Minha última vontade é que você tenha uma vida diferente da minha, Kyosuke. Não há mais esperanças para mim, mas há um baú cheio delas para você, maninho. Viva feliz com suas amizades verdadeiras, Kyosuke. Que seus amigos sejam sua nova família a partir deste dia."

Kyosuke meditava por um longo tempo. Até tomar a seguinte conclusão:

— Sinto muito, irmão, mas eu não posso viver uma nova vida enquanto eu não me livrar totalmente dos resquícios da antiga...

Kyosuke chorava, enquanto balbuciava as palavras para si mesmo

— Esses malditos não vão nos deixar em paz, irmão. Não posso mais ficar perto dos meus amigos. Eu temo que a DARKSIDE SOCIETY ORGANIZATION mande outros assassinos para matá-los por minha causa.

Kyosuke se encheu de ódio enquanto se lembrava da organização maligna que matara seu irmão:

— EU PROMETO QUE TRAREI DESCANSO À SUA ALMA, IRMÃO. EU SÓ VOU DESCANSAR QUANDO EU TRAZER À LUZ O LÍDER SUPREMO DESSA IRMANDADE MALDITA!!! E TER A CABEÇA DELE EM MINHAS MÃOS!!! SÓ ASSIM, EU, MINHA FAMÍLIA E MEUS AMIGOS, PODEREMOS VIVER EM PAZ!!!

Kyosuke ficou ali mais um tempo, e saiu. Mal sabia que em um certo lugar de Aoharu, um ser sinistro planejava novamente a destruição do clã Imawano.

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Em algum lugar de Aoharu...

Criaturas sinistras, saídas de filmes policiais, faziam a guarda de um ser sinistro, que planejava trazer mais maldade à cidade de Aoharu, e ao Japão...

Esse homem era o líder da DARKSIDE SOCIETY ORGANIZATION!

— Eu preciso ter mais cuidado contra o clã Imawano de agora em diante... — refletia a criatura maligna — Mas eu não imaginava que Kurow pudesse ser tão incompetente!

A criatura refletiu mais um pouco e gritou...

— CHAMEM TENCHI!! IMEDIATAMENTE!!

Depois de algum tempo, um ser encapuzado e ruivo disse:

— Chamou, mestre?

— Eu quero a cabeça dos Imawano restantes. O pateta do Kurow pode ter matado Hyo, mas ainda não é suficiente! Enquanto um Imawano estiver respirando, a integridade da nossa irmandade estará ameaçada. Infiltre-se em qualquer escola de Aoharu, e traga-me a cabeça deles. Traga Raizo vivo, se possível.

— Considere o clã Imawano exterminado, mestre...

O que acontecerá agora?

Quem é essa criatura misteriosa?

Será que Kyosuke cairá em si e voltará para casa?

O que o assassino planeja fazer?

Descubra no próximo episódio!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.