Ritmo, Amor e Partituras - EM HIATUS
1 Capítulo 1 - Prólogo
Notas iniciais
Capítulo 1 – Prólogo
Narração Sakura On
Eu sempre achei que a mudança era uma coisa boa. Bom, pelos menos até agora.
Eu morava junto com meu pai no East Harlen em Nova Iorque, minha mãe faleceu há dois anos atrás em um trágico acidente de carro, ela era brasileira e veio morar no EUA quando completou 19 anos de idade. O sonho dela era ser bailarina, ela sempre sonhou em brilhar na Broadway. Mas infelizmente as coisas não saíram exatamente como ela esperava.
O sonho americano se tornou um terrível pesadelo, sem trabalho, dinheiro e lugar para morar minha mãe chegou a passar por necessidades durante muito tempo. Mas por sorte ela acabou conhecendo o dono de um famoso bar em Nova Iorque, ele ofereceu trabalho a minha mãe como balaria e ela aceitou, e foi exatamente no trabalho que ela conheceu o meu pai.
Meu pai Kizashi Haruno vem de uma das famílias mais tradicionais de Nova Iorque, ele sempre teve tudo o que quis na vida, dinheiro, mulheres, mordomias, mas isso acabou quando ele conheceu a minha mãe. Meu pai sempre diz que foi amor à primeira vista, quando ele a viu dançando no palco daquele bar ele se apaixonou, e não demorou muito para eles se conhecerem melhor e começarem a namorar, mas só havia um problema nessa história toda: a família do meu pai.
Os meus avós não gostaram da minha mãe porque ela era brasileira e pobre, eles eram muito preconceituosos e foram contra o namoro deles, eles até mesmo ameaçam deserdar o meu pai caso ele sevasse o namoro a diante, mas logo minha mãe descobriu que estava grávida e meu pai teve que tomar uma seria decisão: ser deserdado ou assumir a minha paternidade. No fim ele decidiu assumir a minha paternidade e ficou ao lado de minha mãe, meus avos cumpriram a promessas e deserdaram o meu pai. Nossa vida sempre foi dura desde então, mas apenas dos problemas nós éramos uma família feliz.
Mas agora tudo estava mudando, minha mãe havia falecido, eu e meu pai ficamos sozinhos, e nossa situação financeira não era das melhores, e pra piorar a situação meus avós resolveram aparecer em nossas vidas de repente. Pela primeira vez em 17 anos minha avó Yuka veio nós procurar, ela disse que meu avô estava muito doente e que eles precisavam da nossa ajuda, ela pediu desculpas por ter “abandonado” o meu pai quando eu nasci, e disse que eles estavam muito arrependidos do que fizeram, mas pra mim essa história toda era pura ladainha, eles nunca se interessaram em me conhecer antes, aquilo tudo era fingimento, eles só vieram nos procurar porque precisavam de nós. Mas no final das contas minha avó acabou convencendo o meu pai, ele concordou em assumir os negócios da família até o meu avô se recuperar da doença, e agora nós vamos nos mudar para o Central Park um dos bairros mais chiques de Nova Iorque. Enfim, eu odeio mudanças.
–Filha, já terminou de arrumar suas coisas? – meu pai perguntou aparecendo na porta do meu quarto.
–Sim, já terminei! – respondi desanimada fechando a última mala.
Meu pai suspirou e se aproximou de mim e me abraçando de forma carinhosa.
–Filha, eu sei que você não está nada contente com essa mudança, mas pense pelo lado bom, nós vamos nos mudar desse bairro perigoso para um lugar melhor, você vai poder estudar em um dos melhores colégios da cidade, e com o dinheiro que seu avô prometeu eu vou conseguir pagar todas as nossas dividas. Você sabe que eu sempre quis sair desse lugar e dar uma educação melhor pra você, não sabe? – meu pai perguntou ainda me abraçando.
–Eu sei disso pai, mas nós precisamos mesmo nos mudar? Nós somos do subúrbio não sei o que vamos fazer naquele bairro chique cheio de gente fresca!? E você acha mesmo necessário que eu mude de colégio? Eu estou no último ano do ensino médio eu poderia terminar os estudos aqui mesmo no bairro, não quero ficar longe dos meus amigos! – resmunguei chateada.
–Eu sei que é difícil pra você querida, mas você vai se adaptar com o tempo. Nós já conversamos sobre isso, você poderá vir visitar seus amigos aqui no bairro sempre que quiser, mas terá que mudar de colégio, vai ficar muito longe pra você vir estudar aqui, além disso, sua avó já fez sua matricula no Elite School – meu pai falou tentando me convencer.
–Está bem papai não vou mais insistir nesse assunto! Já vi que você não vai mudar de ideia mesmo! – resmunguei emburrada.
–Ei não fique chateada filha, você vai se adaptar no novo colégio eu tenho certeza, você vai gostar de lá! – meu pai disse.
–E como sabe disso? – perguntei cruzando os braços.
–Digo isso porque já estudei lá há muitos anos atrás, o colégio é legal, você vai gostar!- meu pai disse e eu fiz uma careta.
–Não faça essa cara menina e anda logo termine de arrumar suas coisas que o caminhão da mudança já deve estar chegando! – meu pai disse bagunçando os meus cabelos róseos.
–Ei! – resmunguei irritada ajeitando o meu cabelo bagunçado, meu pai riu e saindo do meu quarto.
Bufei irritada e voltai a encaixotar meus pertences nas caixas. Suspirei tristemente ao pegar um porta-retrato com uma foto minha com a minha mãe, eu sentia tantas saudades dela, nós éramos boas amigas.
–Eu sinto a sua falta mamãe! – sussurrei baixinho abraçando o porta-retrato.
–SAKURAAA! – Ino gritou me dando um grande susto fazendo-me quase derrubar o porta-retrato no chão.
–Não acredito que você vai mesmo embora! – Ino disse ao entrar ao entrar no meu quarto.
–Nem eu! – respondi me jogando de costas na cama.
–Vou sentir sua falta! – Ino disse se sentando ao meu lado na cama.
–Eu também! Mas prometo que vamos continuar nós vendo, vamos continuar com os ensaios da banda todas as terças e quintas à tarde! – eu disse me sentando na cama ao seu lado.
Ino sorriu e me abraçou. Nesse instante ouvimos batidas na porta do quarto e nos afastamos.
–Atrapalhamos alguma coisa? – Sai perguntou.
–Vocês nunca atrapalham, venham aqui me dar um abraço! – pedi manhosa.
Meu amigos Lee, Sai e Kiba se aproximaram me dando um longo abraço comunitário.
–SAKURA, O CAMINHÃO DA MUDANÇA CHEGOU!- meu pai gritou lá de baixo.
Separamos-nos do abraço e nós olhamos tristemente.
–Chegou a hora! – Ino disse chateada.
–Sim! – confirmei também triste.
– Venha Sakura, nós vamos te ajudar a levar as coisas até o caminhão! – Lee disse me estendendo a sua mão.
–Obrigada Lee! – agradeci aceitado a ajuda.
Nós descermos as coisas até o caminhão da mudança, que logo ficou cheio, suspirei ao ver meu pai trancar a porta de casa e vir até mim.
–Sakura, está na hora de irmos! – meu pai anunciou.
Acenei com a cabeça e olhei para meus amigos. Todos estavam tristes e cabisbaixos.
–Ei, porque estão com essa cara de enterro? Isso não é um adeus! – eu disse me aproximando deles.
–Vamos sentir sua falta Sakura, principalmente no colégio! – Ino disse.
–Eu sei, eu também vocês sentir a falta de vocês! Mas vamos continuar nos vendo todas as terças e quintas, não se esqueçam que temos ensaio da banda! – eu disse tentado os animar.
–Nós não vamos nos esquecer! – Kiba garantiu.
–Eu acho bom mesmo! – respondi os abraçando novamente.
Logo meu pai começou a buzinar do carro avisando que estávamos atrasados e tínhamos que ir. Afastei-me de meus amigos, eles me olhavam tristemente.
–Tchau pessoal nós vemos em breve! – garanti.
–Tchau Sakura! – eles acenavam um tchau com as mãos.
Entrei no carro e coloquei o cinto de segurança, meu pai me olhou contristando colocando uma de suas mãos em meus ombros em sinal de apoio, logo em seguida ele deu partida no carro e saiu, fiquei olhando através dos vidros do carro tudo ficando para trás, minha casa, meus amigos a minha vida, só espero que as coisas nessa nova casa não sejam tão diferente do que estou acostumada.
Narração Sakura Off
Narração Sasuke On
Acordei com o sol da manhã invadido o quarto, minha cabeça latejava de dor, e eu não tinha a mínima vontade de abrir os olhos, revirei-me na cama enquanto resmungava palavras sem sentido, eu procurava uma posição confortável para voltar a dormir quando de repente sinto mãos gélidas tocarem o meu peito nu, abri meus os olhos assustado e encarei a pessoa deitada ao meu lado na cama.
–Karin?! – falei assustado ao vê-la.
–Oi meu amor, dormiu bem? – ela perguntou.
–Puta que pariu, o que você tá fazendo na minha cama? – perguntei irritado me afastando dela.
–Bem... na verdade essa não é a sua cama! – ela respondeu.
Só então percebi que eu não estava no meu quarto. Era um quarto desconhecido, estava uma verdadeira bagunça alí, tinha varias roupas espalhadas pelo chão, bitucas de cigarros e garrafas de cerveja pelo cantos.
–O que aconteceu aqui? – perguntei confuso sentido a minha cabeça latejar de dor.
–Você não se lembra de nada? – Karin perguntou.
–Não! – respondi coçando a nuca. Minha cabeça doía muito, eu estava com uma tremenda resaca.
–Também você bebeu tanto ontem que não me admira não se lembrar de nada! – Karin respondeu.
–Onde nós estamos? – perguntei confuso.
–Em um dos quartos da casa do Neji! – ela respondeu.
–Nós transamos? – perguntei ao notar que estava vestindo somente com uma cueca Box preta.
–Não! Infelizmente você estava bêbado demais para fazer qualquer coisa! Você mal conseguia parar em pé, então eu trouxe pra cá e tirei suas roupas! – Karin respondeu.
–Você tirou minhas roupas? – perguntei abismado.
–Sim, mas foi só isso que fizemos, lamentavelmente! – ela disse passando as das unhas pelos meus ombros.
–Graças a Deus! – respirei aliviado.
–O que você disse? – ela perguntou nervosa.
–Nada!Eu preciso ir embora! – respondi me levantando da cama.
–Mas, Sasuke-kun, ainda está cedo, não vá fique aqui comigo! Se você ficar, prometo que vai valer a pena! Nós vamos nós divertir muito, você vai ver! – Karin disse me agarrando pelo pescoço.
–Me larga Karin, eu tenho que ir! – eu disse tirando as mãos dela do redor do meu pescoço.
–Ah Sasuke-kun, porque você sempre faz isso?! Toda vez você me rejeita! Qual é o problema? Eu não sou boa o suficiente pra você? – Karin perguntou irritada cruzando os braços abaixo dos seios.
Dei uma rápida olhada nela, Karin vestia uma camisola transparente, ela fazia uma posse na tentativa de parecer sexy.
–Já que perguntou Karin, não você não é! Eu já fiquei com você uma vez e nem foi grande coisa, além disso, você sabe que eu não sou homem de ficar duas vezes com a mesma mulher! – eu disse enquanto me vestia.
–Olha, que eu ainda faço você mudar de ideia! – Karin disse convencida se aproximado pronta para me tocar.
–Eu acho que não! – respondi me afastando dela. Estando vestido sai do quarto a deixando sozinha.
Sai caminhando pela casa do Neji, as empregadas limpavam a casa depois da bagunça que fizemos ontem, eu procurava uma saída mais próxima, pois tinha certeza Karin viria atrás de mim outra vez, ela é obsecada por mim, completamente maluca, de todas do meu fã clube ela era a pior, vivia me perseguindo pelos lugares e tentando me agarrar, quando encontrei a porta de saída sai praticamente da casa, logo encontrei minha moto estacionada na calçada, logo Karin apareceu correndo atrás de mim, montei na minha moto rapidamente dei partida e sai cantando pneu enquanto Karin corria atrás da moto chamando o meu nome. Respirei aliviado quando percebi que ela ficou pra trás. Karin é uma maníaca, às vezes ela me persegue tanto que chega a dar medo, não que não estivesse acostumado com garotas me perseguindo, afinal eu era o cara mais lindo e popular do colégio, todas as garotas me queriam, mas isso não significa que eu queria todas elas.
Segui dirigindo com tranquilidade pelo bairro, quando virei o quarteirão da minha casa percebi que tinha um caminhão de mudança estacionado em frente à casa dos velhos Harunos, será que eles haviam se mudado? Bom, só espero que os novos vizinhos não sejam tão chatos e não reclamem das festas que eu e Itachi dávamos quando nossos pais não estavam.
Estacionei minha moto na garagem e entrei em casa, assim que passei pela porta de entrada minha mãe me deu um belo susto.
–Isso são horas de chegar em casa mocinho? – ela perguntou com braços cruzados enquanto batia os pés freneticamente nos chão.
–Foi mal a demora mãe! – respondi fechando a porta de casa.
–Sasuke, você passou mais uma noite fora, sabe o quanto eu fiquei preocupada?! Sorte o seu pai não estar aqui, ou ele te daria uma bronca daquelas! – minha mãe falou preocupada.
–Tá, tá, eu já sei, me desculpa ok?! – falei a abraçando.
–Aff que horror, você está fedendo a cerveja menino! Não acredito que veio dirigindo nesse estado! – ela disse me afastando de perto dela.
Revirei os olhos e minha mãe se virou para janela espiando alguma coisa do lado de fora.
–Tá fazendo o quê dona Mikoto? – perguntei próximo ouvido dela a assustando dessa vez.
–Ai garoto, não me assuste desse jeito! – ela reclamou colocando as mãos sobre o peito e eu ri. Logo ela voltou a espiar pela janela.
–O que tanto espia pela janela heim? – perguntei curioso.
–Estou tentando descobrir quem são os novos vizinhos! – ela respondeu ainda espiando a casa ao lado.
–Deixa de ser curiosa mulher! – falei e ela me olhou feio.
–Pro banho já! – ela disse nervosa apontando para o banheiro.
–Ok,eu já vou sua curiosa! – falei.
–SASUKE UCHIHA EU DISSE JÁ PRO BANHO! – ela gritou vindo em minha direção, subi as escadas correndo e me tranquei no quarto, minha mãe ficava assustadora quando ficava nervosa.
Fui tomar um banho pra relaxar e tirar um pouco de resaca da noite passada. Depois de tomar um banho logo e relaxante me joguei na cama e liguei para o Dobe do Naruto.
–FALA TEME! – Naruto atendeu o telefone já gritando no meu ouvido.
–Não grita seu dobe! – reclamei irritado.
–Xiiii pelo jeito alguém ainda está de resaca! – ele falou rindo e eu bufei de irritação.
–Naruto, o que aconteceu a noite passada? – perguntei.
–Cara, você não se lembra?! Nós fomos à festa na casa do Neji, estava cheio de gatinhas e muita cerveja! – ele respondeu.
–Hm! – murmurei em resposta.
–O que houve com você depois da festa? Nós te procuramos em tudo quanté canto mas não te encontramos em lugar nenhum!- Naruto falou.
–Esse é o problema, eu não me lembro de quase nada da noite passada! – respondi me deitando na cama.
–Hum.... eu te disse pra não experimentar aquela “parada”, eu bem que te avisei! – Naruto disse.
–É cara, você estava certo, aquela “parada” não é nada legal – eu disse.
–Ainda bem que se deu conta disso, mas diz ai amanhã vai o rolar o campeonato de vídeo game na sua casa? – Naruto perguntou.
–Mas é claro que sim! Acha que eu vou perder a chance de te vencer de novo?! – perguntei em deboche.
–Dessa vez eu quero revanche, nós vemos amanhã então! – Naruto disse em despedida.
–Falou cara, Até amanhã! Tchau! – desliguei meu celular.
Ajeitei meu travessei e procurei uma posição confortável para tirar um cochilo, eu estava super cansado e com uma tremenda ressaca, espero acordar melhor mais tarde pois tenho coisas importantes pra fazer.
Narração Sasuke Off
Narração Sakura On
Despedir-me de meus amigos foi com certeza o mais difícil da mudança, embora eu soubesse que continuaríamos nos vendo, eu sentia que tudo seria bem diferente no colégio sem eles por perto, eu estava odiando o fato de ter de passar a frequentar aulas com um bando de riquinhos mimados.
–Ei filha, está tudo bem? – meu pai perguntou me tirando do transe em que estava.
–Sim. Vai demorar muito para chegarmos? — perguntei impaciente.
–Não, já estamos quase chagando! – ele respondeu sem tirar os olhos da estrada.
Ajeitei-me no banco do carro e fiquei olhando a paisagem do lado de fora, rapidamente o cenário mudou e as casas velhas e mal cuidadas foram substituídas por lindas mansões com enormes gramados e belos jardins, mas o que mais me chamou a atenção era que as enormes casa e mansões não tinham portões nem muros, será que essa gente não tem medo de ser assaltada?
–Chegamos! – meu pai disse estacionando o carro em frente a uma enorme mansão, fiquei de queixo caído, a casa era linda uma das mais bonitas do quarteirão, com exceção da casa ao lado, desci do carro completamente abobada.
–Nós vamos morar aqui? – perguntei perplexa apontando para a mansão.
–Sim! – meu pai respondeu.
–Caramba, e quanta pessoas moram nessa casa? – perguntei.
–Moram os seus avos e agora nós! – meu pai respondeu.
–Serio?! Vão moram quatro pessoas numa casa desse tamanho? – perguntei abismada.
Nesse instante minha avó abriu a porta da casa e veio nós receber.
–Finalmente, vocês chegaram! Vamos entrem o que estão esperando?– ela disse nos chamando pra dentro.
Entramos na enorme mansão e caramba se por fora ela era linda por dentro então nem se fala, era muita ostentação pra uma pessoa só, os moveis todos esbanjavam sofisticação, havia um enorme lustre no ral de entrada, vários quadros pelas paredes lindos vasos de plantas.
–Uau! – não pode deixar de expressar minha admiração.
–Gostou da casa querida? – minha vó perguntou
–Sim! – respondi com indiferença, eu não ia muito com a cara dela.
–Que bom que gostou! Venha comigo eu vou te mostrar onde fica o quarto! – ela disse subindo as escadas até o andar de cima.
Olhei para meu pai e ele fez um gesto para que eu seguisse a velha. Revirei os olhos e subi as escadas com ela. Fomos andando pelo enorme corredor até que paramos em frente a uma porta pintada de banco com os desenhos de flores de cerejeira na porta.
–Pedi que mobiliasse o quarto especialmente pra você, espero que goste!– ela disse e então abriu a porta.
Fiquei de jeito caído quando vi o meu quarto, ele era lindo, as paredes foram pitadas de rosa claro, os moveis eram todos brancos, havia uma cama de casal só pra mim, uma TV Lcd de 42 polegadas, um enorme radio, além de um guarda-roupa gigante e uma mesa de estudos com um notebook.
–Então o que achou do quarto? – minha vó perguntou.
– Isso tudo é pré mim? – perguntei abobada apontando para o quarto a minha frente.
–Sim! – ela respondeu.
Fui andando pelo quarto observando cada detalhe, percebi que em cama havia um violão cor de rosa. Fui até ele completamente surpresa, o pequei em minhas mãos, ele era lindo, era da marca tagima e além de ser elétrico, tinha cordas de aço e afinador embutido, deve ter custado uma fortuna um violão desses.
–Seu pai disse que você toca violão! – minha vó comentou para minha surpresa.
–Sim! — concordei devolvendo o violão em cima da cama.
–Eu achei que ele combina com você, já que parece gostar muito da cor rosa, até seu cabelo é cor de rosa! – ela disse.
–Por que esta fazendo tudo isso? – perguntei desconfiada.
– Tudo isso o quê? – ela perguntou confusa.
–Todos esses presentes e bajulações? O que pretende com isso? – perguntei.
–Ora, não pretendo nada, eu só queria te agradar! – ela respondeu.
–Olha, à senhora pode até enganar o meu pai com toda essa conversa de que estão arrependidos e tudo mais, mas a mim a senhora não engana, se está pensando que pode me comprar com alguns presentinhos se enganou! Eu não quero nada disso! – eu disse para a surpresa da minha avó.
Ela me encarava abismada parecia não acreditar que eu estava recusando todas aquelas coisas de luxo, de repente um sorriso arrogante brotou em seus lábios, ela me encarou de forma soberba finalmente tirando aquela mascara de vovó boazinha.
–Tudo bem, faça o que bem entender com toda essa parafernália menina, isso não é de proveito para mim, só fique longe do meu caminho! – ela disse com arrogância e logo após saiu do quarto me deixando sozinha alí.
Velha idiota eu sabia que ela está fingindo o tempo todo, o pior de tudo era que eu sabia ela estava manipulando o meu pai, depois que conseguisse o que queria de nós ela com certeza nós expulsaria dalí. Bufei irritada me deitando na cama fofinha. Olhei para aquele quarto cheio de luxo e sofisticação, definitivamente aquele não era o meu lugar, tudo o que eu queria era dar o fora daqui, pois se tem uma coisa que eu não suporto é gente fresca e mimada.
Continua...
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