Risos e Amor

14 A Rosa. Capítulo Final


Notas iniciais
E chegou ao fim. Obrigada quem acompanhou, favoritou, comentou. Um agradecimento especial à "gercisales" que foi quem me incentivou a escrever uma fic família. E a "SmoakCassi" por me inspirar com seus comentários "Divos", e à todos que me impulsionaram a escrever mais e melhor. Obrigada. O capítulo ficou um pouco grande, mas como eu já tinha falado que esse seria o último, não quis dividir. Curtam e comentem!

Era domingo. Cativante. Ensolarado. Uma promessa preguiçosa de um dia relaxado em família.

Dessa vez Felicity foi a primeira a acordar, estava disposta a cozinhar. Afinal, não seria assim tão difícil fazer panquecas. Seria?

Mavi já estava desperta, depois de fazer toda a higiene na pequena, amamentou, trocou e a levou até a cozinha.

— Hoje, nós vamos cozinhar para o papai! — Felicity dizia entre sorrisos e indecisão para o bebê.

Era impressão sua ou Mavi fez uma pequena ruguinha de preocupação entre os olhos? Impressão, a filha não saberia o quão ruim ela era na cozinha. Saberia?

Separou os ingredientes, a receita e mãos à obra.

Bate ovos aqui, mistura farinha ali, e tudo parecia estar saindo como dizia a receita. Ufa! Felicity quase batia palmas de felicidades.

Einstein apareceu alegre e saltitante na cozinha. Oliver devia estar bem cansado, continuava dormindo.

Mavi e suas sempre bolhinhas gosmentas estava perdida em seu próprio mundo de bebê, alheia a tudo.



Oliver acordou meio desorientado, há muito tempo que ele não tinha aquele pesadelo em que se encontrava na ilha. O suor molhando seu corpo.

Respirou profundamente tentando se livrar desse sonho ruim. Tomou banho, colocou uma bermuda e estava pronto, sem camisa que era assim que Felicity gostava, apesar de suas cicatrizes, ela dizia que elas contavam uma história, de garra, coragem e determinação. Ela o amava apesar de suas imperfeições no corpo e na alma.

A poucos passos de chegar a cozinha ele sentiu um cheiro delicioso lhe invadir as narinas, o estômago roncou alto, estava com muita fome. O que será que Felicity havia pedido para o café da manhã?

Na porta da cozinha parou entre surpreso e admirado. Felicity cozinhando e sem fumaças e bombeiros? Inacreditável.

Quase gargalhou alto com a cena. Beijou a filha, acariciando sua cabecinha. E abraçou a esposa por trás, beijando o pescoço, ela virou capturando sua boca em um beijo doce, mordiscou-lhe sensualmente seu lábio inferior e depois o acalmou com uma lambidinha curadora. Ele gemeu baixinho com o movimento da língua da esposa em seus lábios.

— Bom dia!

— Bom dia! Cheiro gostoso, sem fumaças hoje? — Felicity o encarou de cara feia. Será que ele nunca iria esquecer daquele incidente? Ele revirou os olhos de modo engraçado.

— Resolvi fazer panquecas, acho que tá dando certo! — Falou entre esperançosa e receosa.

— Acho que tá dando super certo se avaliarmos pelo cheiro. — Ollie aspirou com força o aroma, quase salivando.

Ela virou com a espátula na mão, apontando pra ele.

— Mesmo se não ficar bom, você vai provar Oliver. — Era uma intimação quase irritada.

Ele entortou a boca, segurando o riso.

— Sim Senhora vou provar! — Ele quase bateu continência em resposta.

E a desarmou com um beijo.

Era completamente uma rotina familiar. Felicity terminou de fazer as panquecas. E para sua surpresa, ficaram deliciosas. Felicity queria gargalhar com o resultado. Oliver preparou o café e o suco de laranja. Mavi apenas agitava as mãozinhas desajeitadamente e Einstein corria pela cozinha aos pulos por um pedaço de qualquer coisa pra comer.

A vida em família era maravilhosa.


Entre risos e amor passaram o café da manhã inteiro se completando com a presença um do outro, eram risos altos, até mesmo Mavi arriscou uns sorrisinhos bobos e curiosos, Einstein latia entusiasmado.

Em certo momento, Oliver e Felicity se olharam e com as mãos unidas trocaram declarações apaixonadas em um convite mudo de união eterna. Compartilhando sorrisos e lágrimas. Corpo e coração. Alma e emoção. Compartilhando a vida.

O clima continuou de amor, o domingo envolvendo em seu torpor preguiçoso, a família reunida na sala, conversavam e brincavam animadamente, Mavi adormeceu entre bocejos e ruídos, Einstein já roncava em meio as almofadas, Oliver levou a filha ao seu quarto, admirando mais uma vez aquela criança, sua criança. Sua.

Felicity estava na sala quieta, suspirava o clima feliz quando Oliver chegou de mansinho, envolvendo seu corpo em um abraço apertado e sussurrando em seu ouvido algo de uma rosa e uma cama. Felicity franziu o cenho, curiosa e excitada.

Seguiram para o quarto naquela tarde de domingo, no apartamento o silêncio rompia pelos cantos enquanto a luz do entardecer entrava pelas frestas das cortinas, aquecendo o lar com seus raios luminosos.

O quarto estava na penumbra, Felicity emudeceu ao ver na cama uma rosa que prometia paixão com suas pétalas escarlate. Virou-se para o Oliver sem entender nada e arfou quando leu em seus olhos a sedução prometida, que brilhava em suas retinas.

Ollie usava apenas a bermuda, os músculos do peito a mostra, Felicity vestia uma vestido solto de verão. No quarto, apenas uma luz perto da cabeceira iluminava o ambiente, criando um clima de sedução, romantismo e sexo.

Ele a fez sentar na cama, despiu seu vestido e sua lingerie entre beijos molhados pelo corpo, pegou a rosa, e acariciou seu pescoço com as pétalas aveludadas, arrepiando e instigando.

Prometendo. Desejando.

Felicity entreabriu os lábios, sorvendo o gemido ao ser acariciada com a leveza da flor. A rosa beijou-lhe os lábios, roçando as pétalas suavemente sobre a maciez de sua boca, com os olhos fechados, ela inalava o perfume delicado. Seduzida e excitada.

Ele começou a trilhar a rosa por suas costas, fazendo-a arquear de desejo incontido, morder os lábios de prazer pelo toque suave da flor, gemeu baixinho quando Oliver contornou a flor por seus seios, rodeando seus mamilos, enquanto usava a boca para deixar beijos e mordidas em seu pescoço e orelha. Ele a deitou de costas na cama, os cabelos espalhados no travesseiro como seda brilhante. Ela queria tocar, sentir e beijar o homem que a estava torturando de prazer com uma única rosa, mas ele a impediu sussurrando seus desejos e tudo o que queria fazer com ela, o tom de voz era sexualmente malicioso. Felicity enrubesceu e estremeceu com as palavras dele. Ollie estava excitando-a também com palavras, seduzindo e escrevendo em seu corpo seus desejos como se fosse um poeta. Seu amante poeta. Seu marido.

A rosa continuou seu trajeto, como se beijasse sua pele, Ollie passou pela barriga, brincou com o umbigo, ela fechou os olhos ansiando por mais, degustando as sensações que se acumulavam em redemoinhos em seu corpo inquieto, sentia a umidade escorrer em suas coxas, e a rosa foi descendo, descendo... foi apenas um roçar lento, suave em seu clitóris, fazendo-a arquejar em soluços abafados, os mamilos ficaram rijos, ansiosos. Felicity conteve a respiração, ofegava e arqueava o corpo pedindo por mais. Ollie deixou a rosa dançar em círculos sobre aquele pequeno centro de prazer, sua feminilidade pulsava, mas Felicity queria mais, ele deslizou a rosa por toda a extensão de seu sexo, as pétalas absorvendo sua umidade como se fosse a brisa da primavera, convidativa e refrescante. Ela gritou, ele rugiu... os olhos brilhando de prazer, seu corpo latejava, a bermuda estava apertada, sua ereção era um volume grande demarcando a roupa. A rosa ia deixando um rastro de excitação e com uma das mãos, ele a tocava, brincando com os mamilos sensíveis, inclinou a cabeça e beijou-a com sofreguidão, as línguas dançando juntas, saboreando o gosto doce e molhado de suas bocas ávidas. Mas Felicity queria mais, queria ser preenchida por ele de modo íntimo e sem pudor. O corpo convulsionava por mais dele, mais de Oliver.

A rosa foi esquecida, em desespero Ollie arrancou a bermuda, desnudando seu corpo excitado, expondo sua nudez pecaminosa, seu membro ereto pulsava por saciedade. Ela o fitava com os olhos semicerrados, nos lábios um sorriso de pura tentação, provocando e suplicando. Ele deitou-se de costas, puxando ela pra cima de seu corpo, a posição dando-lhe ampla visão do corpo da esposa, ela encaixou seus quadris em suas coxas musculosas, segurou sua ereção e o guiou, tocando antes a textura aveludada, torturando, ele a olhava com súplica e dor, ela o olhava com malícia. Ele segurou sua cintura, e num movimento rápido e sexy, ela sentou-se sobre ele, tomando toda a sua rigidez em seu interior, por alguns segundos, eles não se moveram, parados saboreavam aquela sensação única de preenchimento, da luxúria crua, dos corações palpitando alto, Ollie mordeu os lábios com força tentando se controlar, olhando os seios dela que imploravam por sua boca, enrijecidos e sensíveis pareciam gritar por sua língua. Com um grito agudo de prazer, começaram a se movimentar juntos, lentamente, sensualmente. Felicity subia e descia, rebolava em sua ereção, os olhos fechados, ele deslizava as mãos por suas costas, seus seios, seu pescoço, os olhos abertos, queria ver quando ela chegasse ao clímax, queria sentir em suas feições o doce momento em que ela gemeria o seu nome, perdida no abismo do prazer. Afogando em seu corpo e submergindo em seus beijos.

Os movimentos foram ficando frenéticos, as penetrações tornado-se profundas, os sussurros erráticos, os gemidos dolorosos. Ela abaixou e beijou a maciez de sua boca, silenciando seu grito, bebendo suas palavras de êxtase, já quase sem fôlego. Atormentados de prazer.

O cabelo dela cobria o rosto dos dois como uma cortina da mais pura seda, brilhava, atiçava, seduzia.

Movimentos, palpitações, gritos e gemidos soavam no silêncio, moldando a nudez de ambos, unindo e separando os corpos em estocadas cada vez mais rápidas e desesperadas, atiçando a chama que crescia, ameaçando queimá-los na ardência do clímax explosivo, desnudando almas e cobrindo corações.

Uma investida mais forte, um gemido mais rouco, um sussurro perdido nos beijos, nas línguas unidas, nos dentes que mordiscavam, gritos ecoando no quarto, peles que se roçavam em deleite e o orgasmo chegou doloroso, esperado, delicioso. Inacreditavelmente ao mesmo tempo, Felicity choramingou, ainda cavalgando lentamente o corpo suado dele, Oliver grunhiu, sentindo seu membro ser acariciado pelas dobras escorregadias dela, devastadoramente exausto e saciado.

Ela tombou o corpo sobre o dele, ainda unidos intimamente, beijando o pescoço, descansou em seus ombros, o corpo ainda estremecendo pelo prazer, o coração travando uma batalha pra se acalmar no peito. Ollie acariciava suas costas, ofegante e feliz. Abriu a boca, respirando profundamente e ruidosamente.

Ela escorregou ao seu lado, desconectando seus corpos, ele a beijou de um modo erótico e intenso, fazendo-a arfar de desejo novamente, Ollie cobriu a nudez de ambos, balbuciou uma declaração quase inaudível, ouvida somente por seus corações.

— Amo você com a mesma delicadeza de uma rosa e com todo o ímpeto de seus espinhos.

Adormeceram entre beijos e promessas, inalando sutilmente o doce sabor da paixão.

Aos pés da cama, a rosa estava a esmo ao chão. Testemunha do prazer e do amor, ainda brilhava com o néctar do corpo dela e com as impressões dos dedos dele.


Suavidade versus força.

O lar é onde seu coração está e o lar deles era ao lado um do outro junto com a filha amada e com o cachorro travesso. Um coração imenso. Um coração dentro de outro coração e de outro coração e de outro coração. Oliver, Felicity, Mavi Alexandra e Einstein, todos formavam um só coração.


Amor versus Amor.

Uma união feliz. Uma família feliz entre risos e amor. Felicidade.

(... ) Onde

fizer seu lar, terei o meu. Porque, sem

você, não há lar. (...)

(Maisey Yates)

* Fim

Notas finais
Bem pessoal, espero não ter decepcionado ninguém com esse final. Foi feliz, foi ousado, foi hot. Comente o que achou. Até a próxima fic. ;D P.S. Espero que tenham gostado da sedução da rosa. Isso foi meu pedido de desculpas por não escrever a cena do chuveiro que você queriam. :D ♡
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!