Risk.
5 Capítulo IV – Revelações.
Casa de Libra – Santuário, Grécia. 14h45, Terça-feira.
Shiryu acordou na cama da Casa de Libra, estava completamente destruído. Todos os músculos de seu corpo doíam, seu nariz estava trancado, sua garganta ardendo, a cabeça rodava, sentia-se enjoado. Havia saído com Hyoga na noite passada, foram a um bar, e por motivos quaisquer, beberam excessivamente. Não só isso, também haviam feito sexo. Não fazia ideia de como chegara naquela praia, muito menos de como chegara em casa. Hyoga estava de moto, mas dirigir alcoolizado daquele jeito... Seria possível? Tudo parecia picotado em sua memória. Lembrou-se do tal Pó de Diamante e ficou pensando no que deveria ser aquilo. Boa coisa não era, mas talvez descobrisse depois. No momento só precisava de um daqueles kits ressaca.
Sentiu cheiro de café vindo da cozinha, estranhou, pois estava morando ali sozinho. Levantou-se para ver quem mais estava lá. Caminhou até a cozinha, parando na porta ao avistar alguém familiar.
– Bom dia. Está melhor, Shiryu? – Mu perguntou calmamente, enquanto terminava de preparar o café, e continuou a falar. – Tomei a liberdade de lhe preparar um café, imaginei que iria gostar. – Puxou uma cadeira, oferecendo-a para o chinês sentar-se, colocou a caneca com o líquido escuro na mesa. – Aliás, adorei essas canecas que tem aqui, essa de tigrinho é muito bonitinha! – Disse rindo, tentando descontrair o ambiente.
Shiryu estranhou a cena. O que o Cavaleiro de Áries estava fazendo em sua cozinha? Que horas deveriam ser? Por que ele estava lhe oferecendo café? Que coisa! Odiava não estar a par da situação, nem se lembrar de nada.
– O que você está fazendo aqui? – O libriano falou tentando parecer calmo, enquanto sentava-se a mesa. – E eu acho essas canecas terríveis. – Pegou a caneca e ficou a olhando com desdém, antes de sorver um gole do líquido escuro, e terrivelmente amargo.
– Não se lembra do que houve noite passada? – O ariano disse com seu típico sorriso calmo no rosto, acabando por responder a própria pergunta. – Bom, eu havia dito que iria passar aqui mais tarde para ver como iam as coisas, e eu passei, mas você não estava em casa. – Pegou um pacote de biscoito salgado de dentro do armário, abrindo-o cuidadosamente. – Eu estava na minha casa quando ouvi um barulho alto de moto e acordei, olhei pela janela, mas a pessoa já havia saído. Obviamente, a pessoa que deveria ter estado contigo, então fui até a sua casa ver como você estava, e não me pergunte o porquê. – Parou de falar, comendo um biscoito, oferecendo o pacote para o chinês, que pegou um e colocou na boca vagarosamente.
O ariano então prosseguiu com seu monólogo. – Eu bati na porta, você não atendeu e eu vi que ela estava aberta, empurrei-a um pouco e te vi jogado no sofá. – Comeu mais um biscoito, observando a face sem expressão do moreno, que provavelmente deveria estar tentando absorver os fatos. – Você estava desmaiado, sem camisa, esfolado e imundo. Não iria te largar daquele jeito, lhe dei um banho, fiz alguns curativos e o coloquei na cama. Achei que fosse demorar mais para acordar... – Pausou um pouco e suspirou, voltando a falar logo depois. – Quem estava contigo, Shiryu? Fiquei preocupado.
O Cavaleiro de Dragão tentava compreender aquilo tudo, lembrar-se direito do que havia acontecido na noite passada. Estava atordoado, mas resolveu responder a pergunta do tibetano que estava em sua frente.
– Eu estava com o Hyoga, desculpe-me por ter lhe dado trabalho. – Disse baixo, envergonhado. Estava há apenas um dia no Santuário e já arranjara problemas suficientes para um mês.
– Não precisa se desculpar. É só tomar mais cuidado... Se o Dohko lhe visse naquele estado pós-morte em que você se encontrava, com certeza você seria pó de estrela agora. – Mu o respondeu em um tom divertido, logo recobrou a compostura, advertindo o mais novo. – Espero que isso não se repita, garoto. Você sabe que não deveria estar por aí se embebedando ou se drogando, você é um cavaleiro, deve agir como tal. Pelo menos tente manter sua compostura. – Suspirou, ajeitando os cabelos.
– E-eu realmente sinto muito. Isso nunca mais irá acontecer, eu juro. Desculpe-me mesmo. – O chinês disse, visivelmente embaraçado.
– Menos mal. Tente comer um pouco e tome isso. – Entregou-lhe um pacotinho com alguns remédios para dor e para o estômago. – Ainda é cedo, melhor descansar mais um pouco, eu vou sair, tenho trabalho a fazer.
– Muito obrigado, Mu. Devo-te mais uma. – Disse, enquanto lia a embalagem de um dos remédios que lhe foram dados.
– Não se preocupe, qualquer dia você me paga. – O tibetano respondeu rindo, logo em seguida desaparecendo do local usando seu teletransporte.
Observou a casa, mais uma vez vazia, então olhou para o pacote, não sentia fome, comeu apenas mais dois biscoitos e tomou menos da metade da caneca de café, sentia ânsia, parecia que iria vomitar a qualquer momento. Dissolveu o pacotinho de remédio em um copo de água, bebeu e voltou para a cama. Havia extrapolado os limites dessa vez, precisava urgentemente se deitar.
~
Com muito sacrifício, Hyoga havia conseguido deixar o chinês em casa, e com a sorte de não ter sido visto por ninguém, não saberia o que dizer se alguém o visse carregando o corpo do chinês naquele estado. Seria no mínimo muito constrangedor, e provavelmente lhe renderia muitos problemas. Chegou a seu apartamento algum tempo depois, tomou um banho e caiu na cama, rolando um pouco antes de pegar no sono.
Duas horas depois, Hyoga acordou, estava com uma dor de cabeça infernal e sentia seu estômago arder. Parecia que um vórtex interdimensional havia sido aberto em sua barriga, e ele sugaria qualquer coisa que passasse pela frente. Comeu um macarrão instantâneo e um copo de suco de maracujá e foi se vestir. Não estava mais com sono. Olhou-se no espelho enquanto se arrumava, havia emagrecido um pouco. Deveria se lembrar de melhorar sua alimentação, mas não agora. Havia coisas mais importantes a serem feitas. Terminou de se vestir e saiu.
De moto, seguiu pelas ruas pouco movimentadas, dirigia-se para uma residência mais afastada do centro. Parou em frente de um enorme portão de metal, era uma casa luxuosa, cercada por um gramado perfeitamente cortado e verde, algumas flores exóticas decoravam-no. A casa em si, era praticamente inteira de um vidro escuro espelhado, era possível ver um céu negro refletido nela a qualquer hora do dia. Hyoga apresentou-se na entrada, conhecido pelos funcionários, entrou tranquilamente. Atravessou o hall de entrada, o piso de toda a casa era mármore, a decoração era discreta, mas impecável. Entrou em uma sala grande e clara, havia uma poltrona de couro branca, que estava virada para uma porta de vidro – atravessando-a, era possível chegar a mais um jardim, onde havia uma piscina em forma de lago, com uma cachoeira artificial, aquele lugar era muito calmo e bonito, parecia até um pedaço dos Elíseos.
– Bom dia, Mestre Cristal.
– Bom dia, Alexei. O que faz aqui tão cedo, meu jovem? – Cristal disse sério, sem se virar de sua poltrona, lia alguns papéis que pareciam importantes.
– Vim ver como o senhor estava, e ver se poderia pegar mais um pouco do produto.
– De novo? Já é a segunda vez essa semana. Não acha que está exagerando? Eu me preocupo contigo, você sabe. – Respondeu, largando os papéis em cima de uma pequena mesa de vidro ao seu lado, virando a poltrona na direção do Cavaleiro de Cisne. Ele vestia um elegante terno preto, os cabelos brancos cuidadosamente penteados para trás, era tão impecável quanto a casa.
– Eu sei, é que... Bem, tive alguns problemas, eu iria pegar com o Seiya, mas ele sumiu, faz alguns dias que não tenho notícias dele, então eu vim pegar direto contigo. – Hyoga estava um pouco nervoso, mas não deixou transparecer. Continuava em pé, olhando para a expressão séria de seu mestre.
– É? Também não o vi mais. – Cristal comentou, enlaçando os dedos de suas mãos e cruzando as pernas, olhando fixamente para seu pupilo. – Fale com o guarda da última sala do corredor, mas será a última vez essa semana. Você precisa se controlar mais. – Mudou sua expressão, dando um leve sorriso. – Deixe o dinheiro com o guarda e depois vá procurar o Seiya. Não que eu me importe, mas aquele moleque já está começando a me irritar. Não confio nele, está me dando prejuízos.
– Pode deixar, Mestre. Até breve. – Disse Hyoga, retirando-se da sala.
Após fazer o que tinha que fazer, o russo parou num café, pediu um cappuccino, sentando-se numa mesa afastada. Pegou o celular e discou o número do Cavaleiro de Pégaso. Chamou insistentemente, mas o resultado era sempre o mesmo; caixa postal. Tentou mais algumas vezes em decorrer de minutos, mas nada. Desistiu. Teria que passar na casa de Seiya mais tarde.
~
Era uma tarde típica de verão grego, o Santuário como sempre, estava pacato, com exceção dos jovens que treinavam para um dia tornarem-se cavaleiros. Milo, Cavaleiro de Ouro de Escorpião dirigia-se à Casa de Peixes, uma visita típica ao amigo, Aphrodite. Precisava conversar, desde que os Cavaleiros de Ouro foram ressuscitados – dois ou três meses atrás –, tinha milhares de coisas em sua cabeça e coração, pensamentos e sentimentos que estavam a ponto de explodir.
No caminho, obviamente, passou pela Casa de Aquário; Camus não havia voltado. Era provável que estivesse vivo, mas obviamente não queria estar no Santuário. E Milo sentia saudade de Camus. Sentia muito a sua falta.
Suspirou, bateu a porta de Aphrodite, uma de suas criadas o atendeu, cumprimentou-o cordialmente e fez com que se sentasse. O Cavaleiro de Peixes estava em seu banho de beleza, mas não demoraria a vir recebê-lo. Milo riu, era quase adorável o modo como Aphrodite cuidava de sua aparência, apesar de ele exagerar, o escorpiano achava engraçado.
O sueco adentrou a sala com uma máscara facial e uma toalha enrolada nos longos cabelos cor de mar. Ah, é praticamente uma diva., pensou Milo. Logo que avistou o amigo, correu para dar-lhe um abraço, tomando cuidado para não sujá-lo com seu creme facial.
– Que isso? – Perguntou o grego.
– Estou hidratando a pele de meu rosto, você sabe que é a mais sensível, não sabe? – Respondeu, como esta fosse uma informação indispensável para a vida de todos. Milo sorriu, mas não disse nada. Esta sim era uma atitude suspeita. – Você não está falante hoje... E o que é esse sorriso triste?! – Disse, enquanto com as mãos, tentava fazer um sorriso no rosto do escorpiano.
– Passei pela Casa de Aquário... – Milo segurou as mãos do amigo. – O que você acha que aconteceu com ele?
– Com o Camus? Como poderia saber ou achar algo? O Camus sempre foi misterioso e distante. – Respondeu o sueco, parecia um pouco indignado. – Você deveria tentar esquecê-lo. – Sugeriu, como se fosse algo simples.
– Como eu poderia fazer algo assim? E se eu pedisse para você esquecer o Deathmask?
– Estou junto do Deathmask, desde que sei dessa sua paixão pelo Camus.
Milo pareceu um tanto transtornado. – O que você acha, acabo afastando todos os homens de quem gosto, ou sei lá, nada deveria ter dado certo?
– Você escolhe errado, tanto o Camus, quanto o Kanon. – Então sorriu. – Mas isso não é culpa sua.
Ele pareceu rir, mas não estava animado. O pisciano pediu um drink, e algo para beliscar enquanto continuava sua conversa com o Cavaleiro de Escorpião. Enquanto isso foi tirar a máscara facial, e colocar uma roupa que não fosse um robe. Voltou rapidamente para a sala, já com os cabelos soltos, estavam meio úmidos, mas brilhantes, com várias ondas.
– Você deveria continuar sua vida, independente disso, você sabe. – Ele falou, enquanto levava a taça à boca, bebeu um gole. – Ah, isso está bom. Prove!
Milo provou um gole, então continuaram a conversa. Logo, Aphrodite conseguiu desviar o assunto, conversava sobre coisas banais, rapidamente, o escorpiano voltou a falar como normalmente falava; muito. Estava novamente animado.
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Shiryu continuava deitado, mesmo sem sentir um pingo de sono, não tinha vontade de fazer nada, a não ser ficar deitado, estava repassando os fatos em sua mente, mas tudo continuava confuso.
Ouviu baterem-lhe a porta insistentemente, com certo esforço, levantou-se e foi abri-la.
– Nossa! Você. – Shiryu disse, olhando para o homem que estava parado em sua porta, com sua habitual cara fechada.
– Sim, eu mesmo. Poderia me emprestar uma xícara de açúcar, Shiryu? – Pediu Deathmask, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Shiryu ficou olhando para ele, espantado. Era algo, no mínimo, bizarro, o grandioso e cruel Cavaleiro de Câncer, vindo lhe pedir açúcar. Achava que ele nem ao mesmo comia coisas doces, amargo do jeito que era.
– Desculpe-me, é que eu estou fazendo um bolo pro Aphrodite e o açúcar acabou. Aldebaran não está em casa, ninguém faz ideia do paradeiro do Saga, e o Shaka, além de não comer açúcar, não abre a porta para mim. Aquela Barbie aguada... – Explicou-se, resmungando o xingamento ao Cavaleiro de Virgem, de modo que o libriano não o ouvisse, de qualquer modo, ele ouviu, apenas disfarçou uma risada.
– Espere um pouco, vou dar uma olhada. – O Cavaleiro de Dragão disse, indo para a cozinha procurar o pacote de açúcar, estava no armário. Sem o empenho de procurar uma xícara, ele encheu uma caneca de açúcar.
– Aqui está. – O chinês entregou a caneca para o canceriano, que a ficou olhando e começou a rir.
– Caneca de gatinho? Não sabia que gostava desse tipo de artefato.
– Nem vem, coisa do Dohko isso.
– Bem a cara dele mesmo. Tsc. Depois eu devolvo a caneca, obrigado pela gentileza, Shiryu. – O italiano falou com ironia, se retirando.
– Se precisar de mais alguma coisa, só chamar. – O chinês respondeu no mesmo tom, fechando a porta em seguida.
Deathmask retornou a Casa de Câncer com a caneca de açúcar, ainda não havia começado o bolo – pela falta de açúcar – e já estava atrasado para encontrar-se com Aphrodite, iria para a Casa de Peixes às dezenove horas, levaria o bolo preferido do companheiro, de morangos com chocolate. Iriam assistir à novela e depois fariam mais alguma coisa. Ainda eram dezessete horas, mas duas horas para fazer um bolo era pouco tempo, pelo menos assim pensava o canceriano.
Com agilidade, fez a massa do bolo; pão-de-ló era a mais complicada de lidar, mas particularmente era a que mais gostava. Começou a fazer um dos recheios; ganache e morangos picados, o segundo era uma mistura básica de chocolate branco, leite condensado e creme de leite, novamente com morangos picados. Mais tarde a massa do bolo ficou pronta, e ele a dividiu em três partes, então recheou o bolo. A cobertura era uma camada generosa de chocolate derretido sob uma camada de chantilly e os morangos inteiros para enfeitar.
Incrivelmente, o canceriano conseguiu sujar-se inteiro de todos os ingredientes, além da cozinha, praticamente toda a louça que havia na Casa de Câncer estava suja. Não havia tempo para um banho, muito menos para lavar a louça e limpar a cozinha. Precisava correr, antes que perdesse o início da novela. Apenas trocou de roupa, pegou o bolo e saiu correndo em direção à última das Doze Casas.
Chegando à Casa de Peixes, deu umas três pancadas na porta com extrema violência, como teve de subir vários lances de escada correndo; estava cansado e irritado, consequentemente atrasado para o início da novela. Aphrodite foi atender a porta, abriu-a para o companheiro com um leve sorriso nos lábios, mal tocava nas coisas, havia acabado de fazer as unhas e não desejava estragá-las.
– Angelo! Você está atrasado! – Disse com uma voz manhosa. – Já estava começando a ver a novela com o Milo... – Então lançou um olhar para o bolo, seus olhos por um instante brilharam de emoção, estava perfeito, todo branquinho com aqueles morangos vermelhos, parecia uma verdadeira criação divina. – Ai, que bolo lindo!
O italiano torceu o rosto em uma expressão de ódio que faria qualquer pessoa correr de medo, mas o pisciano apenas pegou o bolo de suas mãos e graciosamente o conduziu pela casa.
– O que ele está fazendo aqui? – Perguntou, visivelmente irritado.
Aphrodite olhou para Milo, então voltou seu olhar para o italiano, sorriu docemente. – Tem chocolate no seu rosto e chantilly no seu cabelo. – Aproximou seu rosto do dele, então lambeu o chocolate. – Não sabia que o bolo era você...
Deathmask ficou com a face avermelhada por alguns instantes, depois voltou a si. – N-não mude de assunto! O que ele está fazendo aqui?
O Cavaleiro de Escorpião estava afundado em um dos sofás vermelhos da casa do sueco, com uma visível expressão de quem começaria a rir a qualquer momento. Deathmask estava vermelho novamente, porém, era de raiva, não queria Milo ali, e era bom que saísse já.
– Você trouxe um bolo... Pff. – Rapidamente levou a mão à boca, se risse do canceriano, era capaz de ter a cabeça usada como enfeite em sua casa. – Veio ver a novela?
– Suma daqui, seu pateta! – Ele levantou a mão, como se fosse mandar o escorpiano para a Colina do Yomotsu.
Aphrodite logo se prostrou a frente do companheiro, como se fosse impedi-lo de aplicar o golpe em Milo, logo o grego aproveitou a oportunidade e saiu correndo, abandonando a Casa de Peixes. O italiano logo se acalmou, não queria ninguém atrapalhando seu programa junto do sueco. Agora eram apenas os dois. Aphrodite o abraçou, selando brevemente seus lábios, então o arrastou para o sofá. Sentaram-se um em cada canto, mas logo Deathmask entrelaçou o corpo do pisciano com os braços. O bolo ficaria para mais tarde, não poderiam perder nem mais um minuto da novela.
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