Rise up
2 Capitulo 2
Um ano e meio se passou desde de callie e Sofia foram pra ny, as coisas no andar da ortopedia não eram la muito convincentes, o novo chefe não era digamos um substituto a altura de callie Torres.
— eu não aguento mais esse idiota — wilson jogou as palavras para edwards junto com o iPad em cima no balcão sem se importar que podesse quebrar.
— ele me odeia e se recusa a me ensinar olha eu sei que isso é horrível mas todos os dias eu fico esperando a doutora Torres entrar por aquela porta me dizendo pra segui-la aff — disse Wilson apontando pra porta.
— mesmo que pra isso ela precise levar um pé na bunda da penny ai que ódio — esbravejava com as mãos na cabeça.
— calma garota se controla por que esse não é seu único problema — Edwards disse apontando pra Alex que vinha na direção onde estavam.
— ai meu Deus tchau não preciso de mais estresse por hj — disse saindo o mais rápido que pode.
— viu arizona Edwards? alex disse olhando pra Jo já longe.
— ela estava na sala de reuniões acho que está falando com a filha — Steff disse e deu de ombros.
Alex saiu em direção a sala de reuniões e encontrou uma arizona totalmente pensativa e longe da realidade.
— ei robbins falava com a Sofia? — Alex perguntou vendo o computador com uma chamada encerrada no Skype.
— sim — arizona disse em um sorriso não muito convincente da alegria.
— E pq essa cara? — Alex disse tentando decifrar aquele olhar.
— eu sinto falta dela só isso — arizona disse sem graça.
— oh sim claro eu sei que não quer falar sobre isso e não vou fazer o conselheiro então vou fingir que não sei que "dela " não significa apenas sofia.
— Alex — arizona disse em um tom de repreensão.
— tudo bem não tá mais aqui quem falou, mas você precisa sair se divertir conhecer novas pessoas, isso vai te fazer bem, ou você pode pegar o primeiro vôo pra ny socar a cara da penny e pegar sua garota de volta — Alex disse tinha um sorriso satisfeito no rosto.
— olha sinceramente você é um idiota — arizona disse se levantando e saindo da sala sem olhar pra trás.
No caminho até a pediatria arizona esbarrou com uma linda mulher que caminhava olhando o iPad.
— oh meu Deus me desculpe eu.. eu — arizona gaguejava enquanto pegava rapidamente o iPad que havia caíu no chão.
— não tudo bem tudo bem — a mulher sorria sem tirar os olhos de arizona que já estava sem graça pelo incidente e agora não sabia o que dizer com o olhar interessado daquela bela mulher.
— meu nome é Foster, Josephine Foster, mas pode me chamar de joss — e estendeu a mão com empatia.
— oh meu Deus me desculpe robbins, arizona robbins — disse apertando firme a mão e sem graça por ter demorado a se desprender do olhar que compartilhavam e estender a mão de volta.
— então arizona posso te chamar de arizona não é? — disse com um sorriso encantador.
— oh sim claro com certeza — arizona se martirizada pelo nervoso que a deixava sem jeito diante daquela mulher.
— tudo bem então o que quer q eu faça? — perguntou segurando o iPad próximo ao peito com um sorriso curioso.
— o q.. que eu não — arizona não entendia mais nada.
— eu sou sua residente hoje — disse levando clareza a mente de arizona.
— oh meu Deus me desculpa claro eu... eu nunca tinha te visto antes — arizona não se importava mais com os olhares da moça.
— eu fui transferida e ainda não tivemos a oportunidade de se esbarrar — joss dizia com referência a minutos antes.
— oh claro — arizona sorria sem graça.
— eu preciso que revise meus pôs operatórios e de o máximo de altas que puder a emergência ta um caos e precisamos de leitos.
— é pra já — joss fez um sinal de continência e logo saiu dando um último sorriso olhando novamente pra arizona.
— Eu vi o que eu acho que vi mesmo ou foi coisa da minha cabeça? — april se aproximou de arizona que ainda sorria olhando pra nada em específico.
—eu não sei do que está falando — arizona encerrou o sorriso e disse ainda olhando pro lugar onde joss estava segundos antes.
— a nova residente, você mal consegue disfarçar o sorriso — april disse provocando.
— ela é muito bonita e lógico que eu reparei isso — arizona balançava a cabeça e os ombros com uma certo nervosismo.
— ta bom claro — april duvidava da veracidade daquelas palavras.
— ei você pare com isso ela é minha residente — arizona disse repreedendo
— eu não disse nada, SÓ acho ela bonita e você tabém achou, e me parece ser uma boa pessoa — deu de ombros.
— e além do mais voce precisa conhecer novas pessoa precisa se divertir, precisa começar de novo, callie ja fez isso — a ultima frase pegou arizona desprevenida de argumentos.
— você é segunda pessoa que me diz isso hoje.
— talvez porque seja o certo a fazer — april disse esfregando a mão nos ombros de arizona deixando uma arizona ainda mais pensativa.
— talvez você tenha razão, talvez eu preciso recomeçar — arizona disse mais para si do que a april, deu um sorriso amarelo e logo as duas voltaram aos seu afazeres.
O dia foi cheio e várias complicações cirúrgicas, arizona não conseguia disfarçar as trocas de olhares e os sorrisos ao perceber joss totalmente interessada na pediatra.
— quer beber alguma coisa depois daqui? — joss perguntou se aproximando do balcão onde arizona terminada de assinar alguns papéis.
— eu.. eu não sei se vai dar isso ainda vai demorar um pouco eu.. -arizona se enrolava cada vez mais.
— ei tudo bem eu entendo, mas se mudar de ideia eu so vou trocar de roupa e posso te esperar se quiser — joss disse mordendo os lábios o que deixou arizona totalmente ligada.
— eu vou terminar isso mas prometo pensar — arizona se esforçou pra conseguir juntar as palavras sem gaguejar.
— ok não vou mentir, vou torcer por isso — joss saiu tirando as luvas da mão e sorrindo sobre os ombros.
— você devia ir — arizona deu um pulo ao ouvir a voz de Alex que surgiu do nada.
— ooh meu deus de onde você surgiu, vai me matar do coração — arizona segurava o peito podendo sentir os batimentos acelerados.
— desculpa não queria te assustar mas ainda acho que devia ir e se divertir, e além do mais ela é super atraente não devia deixa- la escapar.
— eu não sei tenho que terminar isso e.. — disse pegando novamente os papéis.
— E o que? eu termino isso pra você e não tem outra desculpa que eu sei — Alex disse tomando os papéis de arizona.
— você tem razão eu não tenho, quer saber eu vou mesmo, é eu vou, vou la e vou me divertir eu tenho esse direito não é mesmo — disse tomando confiança.
— é isso ai assim que se fala — obrigado de verdade você é meu melhor amigo, obrigado por se preocupar e me ajudar — arizona disse em um sorriso de covinhas que fez alex sorrir orgulhoso.
Arizona abraçou Alex em busca de coragem que logo retribuiu.
— ei, agora vai, para com essa melação e vai curtir a noite garota — arizona se desprendeu e sorriu novamente caminhando em direção a sala dos médicos.
— so não minta pra você mesmo robbins — Alex sussurrou vendo arizona partir e não pode evitar a preocupação com a amiga.
Joss estava passando pela porta principal quando ouviu seu nome e não conseguiu conter o sorriso quando se deu conta de onde vinha.
— eu quase não acredito no que estou vendo — disse em um grande sorriso.
— me desculpa eu fui uma idiota, aquilo nem precisa ser feito hoje e você foi incrível o dia todo — arizona não conseguia encontrar mais desculpas.
— ei parece ate que você me deu um fora, você está aqui não está, agora vamos não precisamos perder tempo com isso — joss disse e pegou a mão de arizona e as duas caminhavam pra fora do hospital.
A noite estava divertida e as duas ja tinham bebido vários drinks, joss era uma ótima companhia e arizona por um instante esquecera de tudo ao seu redor, joss se levantou pra pegar mais uma rodada de tequila quando arizona pode perceber seu celular tocar e sorrir ao perceber o nome no visor.
— oi meu amor ja sentiu saudades de novo? — arizona atendeu com uma voz doce.
— não mamãe, quer dizer também, rsrsr mas eu achei um desenho antigo.
— oh sim como é o desenho?
— sou eu você e mamãe -arizona sorriu era típico de Sofia desenhar isso.
— mas eu não sei quem é o bebezinho no colo da mamãe — sofia disse e arizona engoliu seco as palavras da filha.
— acho que pode ser um irmãozinho eu posse ter um irmãozinho mamãe? aquela pergunta fez todas as lembranças e tentativas de um irmãozinho pra Sofia que callie e Arizona não conseguiram sucesso virem a toca, seus olhos já estavam cheios de lágrimas ao lembrar de sua perda e de callie que não podia mais ter filhos devido ao acidente que quase tirou a vida dela e de sofia.
— meu amor eu.. eu.. eu não sei se podemos te dar um irmãozinho -arizona reuniu toda força que restava.
—ohhh eu queria um irmãozinho, mas mamãe disse que eu posso ter um cachorrinho foi por isso que eu te liguei eu vou ter um cachorrinho mamãe — a empolgação da filha deu a arizona um alívio ao nó formado na garganta.
— que legal meu amor, mas você precisa ser uma boa garota e cuidar direitinho dele.
— eu vou ser mamãe.
— oh linda eu sei, mas está tarde não era pra estar dormindo?
— eu não acho que eu precise dormir agora mamãe.
— porque meu amor? onde está a mamãe? -Arizona disse e se preocupou com o silêncio da filha.
—sofia meu amor Sofia.
— eu tenho que ir, mamãe ta me chamando te amo mamãe.
— Sofia meu... eu tbm te amo — arizona sussurrou ao ouvir o telefone apitar o fim da chamada.
— quem era? joss perguntou curiosa.
— oh minha filha, sofia, ela tem sete anos está preste a completar oito — arizona disse com orgulho evidente.
— nossa você tem uma filha que legal — joss disse forçando uma animação.
— algum problema? — arizona perguntou com um tom de descaso
— não claro que não, eu acho lindo ser mãe mas, não é pra mim.
— não quer ser mãe?
— não — disse um tanto seca o que deixou arizona um pouco sem graça.
—mas então onde estávamos — joss se aproximou de arizona depositando um beijo quente em seus lábios.
— mas não estavamos em lugar algum — arizona disse surpresa com a atitude.
— é eu sei, mas se dependesse de você nunca íamos chegar — um sorriso meio malicioso se formou no rosto de Josephine.
Arizona sorriu sem jeito e resolveu esquecer a preocupação com a filha, talves callie a estava chamando pra dormir e ela precisava se focar já que tinha decidido se divertir.
joss se achegou mais perto de arizona o que a mesma não impediu que fosse feito.
— acho que precisamos sair daqui e procurar um lugar mais reservado — joss dizia dando pequenos beijos no pescoço de arizona.
— eu acho que você tem razão. arizona disse tomando mais um gole não só de tequila mas de coragem.
As duas saíram pra fora do bar e arizona estava prestes a pedir um táxi quando foi surpreendida com um beijo avassalador em seus lábios, ela não resistiu e correspondeu se deixando levar por aqueles lábios macios, o beijo foi encerrado e arizona sorriu para o que acabara de acontecer.
— você tem um sorriso super mágico sabia? essas palavras foram suficiente pra arizona encerrar o sorriso e engolir seco.
Sua expressão mudou de um instante pro outro e a cena daquelas palavras dita por callie tomou conta de seus pensamentos ´´ ela é uma medica incrível e tem um sorriso super magico´´ repetia varias vezes em sua mente.
— arizona — joss a tirou do transe.
—o que foi? fiz alguma coisa errada? — joss perguntou preocupada com a reação de arizona.
— não eu.. não.. você nao fez nada errado eu é quem fiz.
— do que você está falando? — joss estava mais confusa.
— não podemos fazer isso joss, eu não consigo fazer isso — arizona disse se afastando.
— mas porque? o que houve? estava tudo tão bem até agora — joss disse levantando as mãos entre as duas.
— a verdade é que eu não quero fazer isso me desculpe — arizona terminou de dizer quando um táxi parou, caminhou alguns passos de costas.
— me desculpe você é incrível mas eu não consigo — arizona entrou no táxi e deixou uma Josephine totalmente confusa e estática vendo o táxi partir.
— pra onde senhorita? — o motorista perguntou simpatico.
— hospital grey's + sloan por favor — arizona segurava as lágrimas pra não desabar ali mesmo na frente do motorista.
O percursso foi feito em silencio total, ao chegarem arizona pagou o motorista e desceu o mais rápido que conseguiu, andava rapido pelos corredores a procura de um rosto que pudesse encontrar alívio, arizona agradeceu de todas as formas quando avistou Alex sozinho próximo ao berçário.
— ei o que você está fazendo aqui, não era pra estar se divertindo? — alex disse encerrando o sorriso ao ver o estado da amiga.
— eu não consigo Alex, eu estou mentindo pra mim mesma, eu não consigo e o pior é que nem sei se quero -arizona despejava as palavras como se fossem toneladas de concretos saindo de suas costas.
— eu fico procurando ela em todas as mulheres que tento me relacionar e quando eu acho alguma semelhança eu fico assustada porque não quero que ninguém tome o espaço dela- arizona já não se importava com as lágrimas nem a altura de sua voz em frente a um alex totalmente estático.
— eu não consigo seguir em frente Alex, eu não consigo dar espaço a outra pessoa.
Alex tentava encontrar algo pra dizer mas não conseguia formular nenhuma palavra de consolo.
— você ainda ama callie — Alex disse tentando não parecer tão obvio.
— eu nunca deixei de amar — arizona disse em um fio de voz antes de ser tomada pelos braços confortantes de Alex que era a única coisa que conseguiu fazer pra acalmar a amiga.
Passos largos seguidos por pequenos passos rápidos percorriam o grande saguão de embarque do aeroporto de Los Angeles, ao se aproximar da atendente que lhe deu um sorriso seguido de um boa noite muito simpático a morena alta de cabelos curtos muito bem vestida e extremamente linda lhe devolveu o boa noite com a um tom um pouco mais sério mas sem ser arrogante e lhe entregou os documentos necessários para o check-in.
-calliope ephigenia Torres certo? — perguntou a atendente encantada com a beleza Latina de callie.
—sim — a resposta que mais soava como uma pergunta fez callie olhar pra pequena Sofia que olhava para mãe sem entender o que estava acontecendo, a atendente devolveu os documentos a callie e finalizou.
—boa viagem senhorita torres.
—obrigada — suspirou com um sorriso fraco e pensativo.
Callie segurou firme a mão da filha e seguiu para o corredor de embarque quando sentiu Sofia balançar sua mão a procura de atenção.
— mamãe aonde estamos indo? — perguntou seguindo callie com os olhos vendo ela se abaixar pra ficar do mesmo tamanho que a filha.
—estamos indo pra casa meu amor — respondeu com um sorriso que escondia sua angústia e insegurança sobre aquilo, "estamos indo pra casa " callie repetiu em seu consciente se levantando e erguendo a cabeça para o grande corredor.
— de onde nunca devíamos ter saído -callie disse em um sussuro aliviado enquanto caminhavam até o embarque.
Ela não conseguia deixar de pensar em como seria de agora pra frente como sua vida havia mudado tanto e o que faria pra reacender a antiga callie que ela não sabia como havia deixado de ser, mas ela precisava tentar, queria respostas para aquelas perguntas e principalmente soluções para o verdadeiro novo recomeço.
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