Rise of the Guardians 2 - Spirits of Halloween
9 Capítulo 9: Same City, New Problems
Notas iniciais
Não tardou muito para que todos os guardiões se reunissem e fossem até a pequena cidade onde conheceram Jamie e as outras crianças que os ajudaram a derrotar Breu. Mesmo estando machucada, Fada insistiu em ir e, mesmo sob protestos dos outros três, os quatro Guardiões estavam todos ali.
– Jamie! – Jack chamou, indo até a casa do menino.
Jack entrou no quarto do garoto pela janela, mas o cômodo estava vazio e extremamente bagunçado. Já haviam pegado o menino. Jack voltou rapidamente até onde os companheiros estavam.
– E então? – Norte pergunta.
– Ele sumiu. – Jack responde, abaixando a cabeça.
– Espera... – Fada começa, olhando para algo atrás do espírito do inverno. – Aquele não é o Jamie?
Todos os Guardiões se viram e encontram um aterrorizado Jamie olhando para eles, em especial para Jack. O espírito do inverno voa até ele, mas o garoto foge dele gritando.
– Mas o que...? – Jack ia perguntar, mas é interrompido pelo barulho de uma risada.
Sentada no telhado da casa do garoto estava uma sorridente Jacky gargalhando ruidosamente.
– Jacky?! – Ele exclama.
– Olá. – Ela cumprimenta, ainda rindo.
– O que fez com o garoto? – Coelhão pergunta.
– Não parece óbvio? – Ela pergunta, desaparecendo ao terminar de falar.
Os Guardiões começam a olhar em volta, procurando-a. Mas o que encontram é uma imagem peculiar. Dois Jacks. Mas isso não dura muito, pois um deles começa a se transformar novamente em Jacky.
– Aí está sua resposta. – Ela fala, levantando voo.
– Volta aqui! – Jack grita, alçando voo para segui-la em seguida.
Fada, Coelhão e Norte se preparavam para fazer o mesmo quando de repente um monte de areia negra. Este logo se desfaz, revelando Jennete e Breu.
– Não, não, não. – Jenn fala, balançando levemente a cabeça.
Todos assumem posições de batalha e a luta começa entre o Medo e os Guardiões.
Mais distante dali...
– Jacky! – Jack chama.
Depois de tomar certa distância dos guardiões, Jacky para, virando-se e olhando o Espírito do Inverno.
– Vamos começar a brincadeira. – Ela sorri e uma luz negra surge em sua mão esquerda.
A luz vai tomando forma até virar um cajado exatamente como o de Jack, mas ao invés de ter um tom azulado, é completamente preto.
– Jacky, não. – Jack pede ao ver a intenção dela.
Jacky simplesmente não escuta e avança para ele, levantando o cajado para dar um golpe. O espírito do inverno se defende usando o próprio cajado. Assim que vê a falha da manobra, Jacky se afasta e usa o cajado para lançar em Jack algumas bolas de fogo. Jack usa o gelo para impedi-las.
– Jacky, para com isso. – Ele pede.
– Por que eu faria isso? – Ela questiona, avançando para ele em seguida. – A diversão só está começando!
Quando Jack ia defender o golpe que ela estava prestes a dar, a garota simplesmente some e em seguida Jack sente algo muito forte bater em suas costas. Jacky observa sorridente o espírito do inverno cair no chão.
Sem esperar que Jack se levantasse, ela usa o cajado para jogar nele algumas bolas de fogo. Ele desvia de algumas, mas uma delas atinge de raspão seu braço, deixando uma feia queimadura.
Jacky gargalha ruidosamente ao ver a expressão de dor no rosto do espírito do inverno e Jack levanta a cabeça para olhá-la. Seu olhar era decidido.
– Se você não consegue sozinha, — Ele fala, mas baixo o suficiente para ela não ouvir. – Eu vou ter que fazer algo a respeito.
Jack alça voo assim que termina de falar e lança no sorridente espírito de Halloween alguns raios de gelo. Transportando-se, Jacky desvia de todos e arremessa mais algumas bolas de fogo no espírito do inverno.
– Finalmente isso está ficando interessante. – Ela diz quando Jack desvia de todas as bolas de fogo.
Ignorando o comentário da menina, Jack parte para cima dela e, sem nenhuma intervenção da parte dela, ele a derruba no chão. Jack se levanta e fica de pé, apontando o cajado para o espírito de Halloween.
Jacky estava caída no chão e o cabelo cobria seu rosto. Ela rapidamente o tira e Jack fica em choque ao ver que os olhos não eram mais pretos. Eram os olhos laranja-vibrantes que em tão pouco tempo ele passara a gostar.
– J-Jack? – Ela gagueja um pouco.
Jack lança um sorriso de pura felicidade a ela e abaixa o cajado, estendendo a mão em seguida para ajudá-la a levantar.
Antes que ele perceba, ela simplesmente some e em menos de um segundo o Guardião da Diversão encontra-se nocauteado no chão. Jacky sorri ao ver a cena e em seguida os olhos voltam a ser pretos.
– Não se pode acreditar em tudo o que vê. – Ela fala. – Principalmente se a pessoa consegue mudar de aparência.
Jacky solta um risinho baixo e satisfeito. Em seguida, ela segura o moletom de Jack, levantando voo em seguida. Assim ela parte, segurando o espírito do inverno, até onde os outros ainda lutavam.
Mais a frente...
– Está ficando fora de forma, Norte? – Breu pergunta sarcasticamente ao derrubar o Papai Noel no chão. – Ou é apenas o medo que as crianças agora têm de você que está te enfraquecendo?
– Ora, seu... – Norte se levanta e tenta atacar Breu com as duas grossas espadas.
Sem dificuldade alguma, Breu desvia do golpe e tira as armas de Norte usando areia do pesadelo.
– Que falta faz o Sandy. – Norte fala baixo o suficiente para que, mesmo estando perto, Breu não ouvir.
A alguns metros dali...
– Então, é tudo o que vocês têm? – Jennete questiona, gargalhando em seguida.
– Cale a boca, sua traidora. – Coelhão arremessa nela o bumerangue.
Jennete nem ao menos saiu do lugar e quando parecia que o bumerangue iria acertá-la, ela simplesmente o segura e apertando a mão em torno da arma do Coelho da Páscoa, ela o parte em dois.
– Sinto muito pelo seu brinquedinho. – Ela fala, fazendo uma cara de boazinha, mas voltando à expressão normal em seguida. – Não. Na verdade, eu não sinto.
Sem poder voar, Fada corre até a garota, mas antes que possa lhe dar um soco, Jenn segura seu braço do mesmo modo que havia feito com o bumerangue de Coelhão.
– É realmente muito irritante essa sua mania de interromper o assunto alheio. – Ela diz, fazendo uma cara de reprovação e jogando a Fada no chão, perto do Coelho.
– Onde está aquele idiota gelado quando precisamos dele? – Coelhão pergunta, ajudando a Fada a levantar.
– Bem aqui. – Escutam uma conhecida voz.
Antes que possam se virar para ver quem era, ambos veem Jack cair inconsciente no chão. Coelhão e Fada correm para socorrê-lo e Jacky vai para o lado da irmã, ignorando completamente os Guardiões.
– Bom trabalho. – Jennete elogia.
– Que seja. – Jacky revira os olhos e suspira. – Foi extremamente entediante.
– Então tenho uma surpresa para você. – Jennete sorri e aponta para a torre de relógio da cidade no mesmo momento em que ele dá uma badalada para meia noite.
– Finalmente é Halloween. – Jacky dá um sorriso maligno. – Vamos nos preparar. – Ela diz à irmã. – Hoje é dia de assustar.
Nisso as duas simplesmente somem.
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