Notas iniciais
Hoje, aniversário de um mês da Fic, vou postar o capítulo final e o epílogo. Espero que gostem e boa leitura!

As lembranças acabavam ali e logo os Guardiões se viram novamente no Palácio dos Dentes. Os cinco olharam solidários para o Espírito do Halloween, que desviou o olhar.

– Eu sinto muito. – Jack Frost foi o primeiro a se pronunciar.

Jacky assentiu silenciosamente, mas não voltou a olhar para os companheiros. Na tentativa de descontrair o clima, Coelhão resmungou:

– Mais um Jack para me atormentar? – Questionou.

Jacky deu um sorriso fraco e sem vida, mas se virou para os outros.

– Ele não vai ser um problema. – Respondeu. – Eu, Jennete e Breu o prendemos há muito tempo.

Os Guardiões assentiram. Jack se aproximou da garota, mas esta se distanciou e começou a caminhar para longe do grupo. O Espírito do Inverno começou a segui-la.

– É difícil para ela. – Norte comentou assim que os dois se distanciaram.

Os demais concordaram silenciosamente e começaram uma conversa.

Há alguns metros dali, Jacky havia parado na sacada do Palácio que tinha vista para o pôr do sol.

– Jacky? – Jack chamou.

Ela nada respondeu, apenas continuou fitando as nuvens, inexpressiva.

– Não devia ter nos mostrado aquilo. – O albino falou, aproximando-se e ficando ao lado dela.

– Não é isso. – Ela se apressou em responder. – É só que... Rever aquilo me lembrou de que eu não tenho mais família. Meu pai está trancafiado e eu mesma fiz isso. Mamãe morreu há muito tempo e Jennete... – Não terminou a frase.

Jack assentiu e segurou a mão dela sobre a alça de ferro da abóbora que novamente estava presente ali. Com isso, o Espírito do Halloween olhou para ele.

– Você tem a nós. – Jack falou. – Sandy, Fada, Norte, até o Coelhão. Nós consideramos você parte da família.

Jacky se permitiu a um mínimo sorriso, porém ainda não havia esquecido sua tristeza. Desviou o olhar e voltou a fitar o céu sem realmente parecer ver alguma coisa.

– Tem mais alguma coisa. – Jack percebeu.

– Você me conhece bem apesar de fazer pouco tempo que nos encontramos pela primeira vez. – Ela respondeu.

– O que é? – O albino questionou.

Ela balançou a cabeça e nada disse.

– Jacky, confie em mim. – Jack pediu.

Ela novamente olhou para ele. Um sorriso nasceu em seus lábios assim que olhou nos olhos do Guardião da Diversão, porém logo morreu quando começou a falar.

– Você me perguntou o que aconteceu antes. Quando eu estive com a Jennete naquela clareira. A mesma em que encontrei meu pai pela primeira vez. – Jacky começou.

– E? – Ele encorajou.

– Há certas coisas, certas pessoas, que eu não posso me transformar sem que haja um preço. – Ela explicou. – Lá, eu me transformei no meu pai.

– Por quê?

– Não sei bem. – Confessou. – Eu estava tão irritada com ela. E eu sempre soube que ele é a única coisa que assusta ela. Eu... – Não terminou a frase.

– Disse que tem um preço. Qual?

Jacky se virou para ele e pôs uma das mãos em cima do olho que agora estava preto. Jack assentiu e a abraçou. Os dois permaneceram desse jeito por um longo tempo e o Espírito do Halloween foi a primeira a se distanciar.

– Vamos fazer isso do começo, certo? – Pediu.

Jack sorriu para ela e concordou com um aceno da cabeça.

– Contanto que fiquemos juntos.

– E estaremos?

– Sempre. – Foi tudo o que o albino respondeu, mas foi o suficiente para fazer nascer no rosto pálido e levemente cinzento da garota um sorriso verdadeiramente feliz.

Jack passou o braço pelos ombros dela e os dois foram caminhando juntos pelo Palácio.

Notas finais
Pequeno, eu sei, mas fazer o que? Daqui a pouco posto o Epílogo, então por favor comentem.