Notas iniciais
EU NÃO MORRI, JURO! Tenho motivos: 1- Minha semana de provas tinha chegado, não tive tempo de escrever 2 - Minha criatividade foi embora, não tive ideias. 3- Esse capítulo foi escrito durante um mês, não é uma pérola, mas eu consegui acabá-lo. 4- Eu fiquei meio desmotivada. *** ~ALERTA DE NOVO PERSONAGEM~

No momento que acordo, minha cabeça volta a doer, como sempre doía após uma visão.

Sinto os pingos caírem das pontas negras de meu cabelo em minha perna e percebo que estou encharcada, da cabeça aos pés. Tento me levantar da cadeira, porém não consigo me mover e, sem entender o porquê, ergo a cabeça olhando em volta a procura do que me prende.

Para a minha surpresa, em um canto da sala, duas figuras conversam, próximas a uma porta. Uma delas segura um balde que pinga no chão e tenho certeza de que foi aquela figura que jogou água em mim.

Uma das pessoas, aquela que se encontra do outro lado da porta, percebe que estou acordada e vem em minha direção. A medida que ambas se aproximam, consigo ver melhor suas características e percebo que ambos são homens vestidos de preto.

– Hora de acordar, passarinho. — o loiro da esquerda diz, colocando sua mão ressecada embaixo de meu queixo. — Seria uma pena machucar um rostinho tão bonito.

Eu realmente gostaria de levar isso no elogio.

– Vamos. — ele diz empurrando seu parceiro no ombro, como uma brincadeira.

Os dois se retiram me deixando completamente sozinha com meus pensamentos.

Eu não conseguia esquecer Carollyn, afinal ela realmente era uma pessoa e, bem no fundo, ela me era familiar, no entanto, por mais que tentasse, não conseguia me
lembrar de nada. Espere...Eu não me lembro de nada.

Então eu percebo: nada sobre Lorien estava na minha mente. Não lembrava de meus pais, a nave, nada. Malcolm me dissera que viemos para cá após a estação espacial em que nos escondíamos foi invadida, mas foram pelo menos três anos da minha vida lá, acima de todas as pessoas, me lembraria. Além disso, Malcolm mencionou Seattle que foi há cinco anos atrás, mas eu não me lembro de ter onze anos, até onde sei, meu primeiro pesadelo de Precognição foi com a mesma idade que tenho agora. O que diabos aconteceu comigo? ARGH! Me frusta não saber de alguma coisa e como Scott diria, eu sou capaz de matar alguém para saber da verdade, claro que ele só estava brincando, mas eu não.

Scott! Será que ele está aqui? Considerando que ele também é um Garde, talvez o tenham capturado, mas não posso arriscar chamá-lo, seria fraco da minha parte e eu não sou fraca.

Estou tão imersa em meus pensamentos que quase não percebo o grunhido do outro lado da sala escura.

– Olá. — minha voz está trêmula e percebo que minha garganta está seca.

O grunhido para e algo se mexe.

– Ei! Eu estou falando com você. — exclamo.

Novamente algo se mexe nas sombras.

– Onde estamos? — pergunto. — E quem é você?

Eu provavelmente pareço uma louca, insistindo em conversar em algo que provavelmente é só minha imaginação.

– Albert. — a voz responde, uma voz rouca e fraca.

– O que?

– Meu nome.

– Ah. — assinto com a cabeça — Por que você está aqui?

– Eu gostaria de saber seu nome, também, sabe, eu estou com um saco de batatas na minha cabeça, como sei que você não é um deles.

– Eu sou uma garota. — digo como se fosse óbvio e, de fato, é.

– Eles têm mulheres.

– Eu tenho dezesseis. — justifico.

– Eu também. — ele diz.

Nossa, Harley, conversa fantástica!

– Quanto tempo você está aqui? — pergunto

– Um ano, mas do que gostaria. Na verdade uma hora já é mais do que gostaria, mas você está aqui há mais dias, não? Eu vi eles te trazerem com sua Cepan, uma ruiva.

Lucy! Espera um segundo, se eles acham que Lucy é minha Cepan provavelmente Scott não está aqui e muito menos Malcolm, me pergunto se estão bem, afinal podem ter sido confundido com humanos, espero também que Lucy não esteja morta, como poderia explicar isso para Scott? Ele nunca me perdoaria, nem eu me perdoaria.

Nesse momento eu desejaria que ele pudesse estar aqui, ao meu lado, segurando minha mão e fazendo alguma piada para mascarar a tensão, eu provavelmente iria rir, mesmo que o tentasse fazê-lo baixo.

Eu me permito um pequeno sorriso só de pensar nele, eu sinto falta de ambos, Scott e Malcolm.

– Fantasma? — ouço a voz de Albert.

– Fantasma?

– Você não me disse seu nome.

– Eu não vou dizer.

– Não confia em mim?

– Eu só não quero que ouçam. — digo ao perceber uma luz vermelha no canto de meu olho. — Talvez te dissesse, mas não sou idiota.

Dessa vez me viro para a câmera, com certa dificuldade, mas ainda assim tendo certeza de que possam ver meus olhos.

– Deveriam tentar outra coisa.

A porta é escancarada e os dois homens de antes entram. Um deles agarra a cadeira de Albert.

– Você tentou, talvez hoje possa comer alguma coisa. — diz ao arrastá-lo para fora do cômodo.

O outro, loiro que havia me "elogiado" mais cedo, me dá um soco no rosto. Sinto a lateral da cabeça latejar, mas ainda consigo forças para encará-lo nos olhos, novamente outro soco, dessa vez do outro lado. As lágrimas estão começando a se formar, mas consigo segurá-las e voltar a encará-lo. Sinto o gosto de sangue em minha boca, a algo pingar em minha calça.

A mão áspera do homem pega meu queixo, usando seu dedão para limpar o sangue que está escorrendo.

– Continua tão bonita. — sorri de modo malicioso e me sinto obrigada a me afastar.

Seus braços me envolvem e ele retira as amarras que prendem minha mão. Rapidamente tento me defender, lançando meu punho em seu rosto, no entanto o loiro o agarra rindo. Habilmente, ele torce meu braço, chutando minha perna enquanto estou de costas e eu caio no chão.

– Não resista, ficará bem pior para você, passarinho.

Ouço um apito em minha cabeça e a sala começa a girar, estou adormecendo, mas não quero adormecer, não tenho ideia do que ele poderá fazer comigo.

Porém, meu cérebro e meu corpo não me obedecem e tudo fica preto.

Notas finais
Por favor comentem, os comentários me motivam a escrever nem que seja um simples "Gostei" ou "Posta mais", sério tudo isso me ajuda. Kisses Sammy