Rise Of The Hogwarts Guardians
11 Passeando Na Biblioteca
Notas iniciais
Algumas semanas depois…
Está chegando o Natal. É a época em que os alunos poderão voltar para casa ver seus entes queridos depois de tantas semanas em Hogwarts, e, por ser inverno, também é a época que Elsa tanto adora, não só por ter neve que lembra tanto a sua infância como também o gelo pode omitir seus poderes, camuflando junto a neve do local. Porém, ocorreu tantas coisas que desanimou os bruxos. Depois da petrificação de Rapunzel, triplicou o número de alunos trouxas petrificados, e isso deixou a diretora desanimada. Encheu a enfermaria de tantos alunos que precisou ocupar a Sala de Poções, e a matéria agora é dada no Grande Salão para as quatro casas juntas. Costumam ter na primeira aula do dia para desocupá-la na sequência. E ainda não foi terminada o remédio para curar os alunos.
No momento, os cinco estavam na biblioteca, procurando sobre algo relacionado às trevas. Jack tem a suspeita sobre a professora Elphaba, e gostaria de pesquisar sobre qual feitiço das trevas possa estar envolvida.
—Não há nada aqui!- Anna disse, depois de verificar vários livros de feitiços. Ela estava entediada e não entendia a curiosidade do albino.
—Tem que haver!- Jack exclamou revoltado por não achar nenhum livro que ajudasse.
—Vamos descansar!...- Soluço disse sentando numa cadeira, depois da fracassada procura por um livro de feitiços. -...Não dá para procurar.
—Concordo com o lufano fofoqueiro.- Merida suspirou exausta, também sentando numa cadeira próxima a do moreno.
—Dá pra parar de me chamar assim!?- Reclamou.
—Não!- Respondeu com um sorriso.
—Vamos prestar atenção no que é importante!- Jack mandou, e assim fez os dois calarem.
Elsa viu como Jack está se importando com os acontecimentos desde que Rapunzel foi petrificada, e isso, de alguma forma, deixou-a chateada. Porém, não sabe o motivo.
—Bem, parece que não está aqui…- Disse a corvina, devolvendo o livro para o seu lugar. -...E eu creio que não encontraremos aqui.
—Então onde encontraremos!?- Jack questionou, olhando nos olhos da loura. Isso causou um frio na espinha de tão intimidada.
Elsa não conseguiu pensar com o albino encarando-a, então apenas ficou imobilizada. Por sorte, Soluço pensou, e logo respondeu animado:
—Vamos na sessão reservada!
Todos os quatro encararam o lufano como se fosse um idiota, enquanto que ele apenas sorria com a ideia que planejou.
—Desculpe dizer isso, Soluço…- Anna disse, tentando não parecer indelicada. -...Mas esqueceu que não podemos ir na sessão reversada. Não podemos por ela ser… Reservada!
—Mas podemos usar a capa de invisibilidade!- Sussurrou para os amigos.
—Que capa!?- Jack, Merida e Anna questionaram em voz alta, olhando de forma duvidosa para o moreno, enquanto que Elsa lembrou do livro que Soluço tinha pego com a ajuda da aluno da casa dele.
Soluço fez sinal com o dedo indicador na boca, indicando para os alunos se calarem.
—Acompanhem-me, meus amigos.- Finalizou, indicando para os amigos seguirem o lufano para fora da biblioteca.
…
Soluço guiou seus quatro amigos até o Salão Comunal da Lufa-Lufa, perto do reservatório de poções da escola. O lufano pediu para que os quatro tampassem os ouvidos para poder falar a senha, e assim foi feito. Quando adentraram no simples salão, encontraram uma loira de cabelo até o ombro e olhos cor de mel sentada no sofá de forma relaxada e lendo um livro sobre criaturas mágicas. Ela parecia fascinada no livro, e não deixava esconder o sorriso de animação a cada página que lia. Isso deixou Jack confuso e encantado, pois parecia uma criança alegre lendo um livro, a qual considera algo incrivelmente chato.
—Annabeth*?- Soluço chamou.
A lufana encarou o colega e casa e deu um grande sorriso para ele, e depois ficou iluminada quando viu os amigos do moreno. Fechou o livro e se arrumou no sofá para parecer mais apresentável para os estranhos.
—Oi, Soluço!...- Respondeu ao chamado de forma simpática. -...Esses são os seus amigos?
—Sim…- Respondeu. -...Elsa, Anna, Merida e Jack.- Apontou para cada um conforme falava os nomes.
—Prazer!- Os quatro cumprimentaram em uníssono, sorrindo.
—Igualmente!...- Disse a lufana contente, mas depois ficou confusa. -...Soluço, não tinha mais um amigo ou amiga com vocês?
—Então, é isso que queremos chegar…- Respondeu o moreno, indo direto ao assunto. -...Minha amiga é aquela que curava as pessoas petrificadas.
—É verdade…- Annabeth pareceu se lembrar. -...Ela foi petrificada também. Eu esqueci. Desculpe-me!
—Está bem. Mas eu gostaria que nos ajudassem.
—Claro.- Respondeu prontamente.
—Poderia empresta a capa do Harry Potter para nós?- Pediu, um pouco envergonhado por novamente exigir disso para a colega.
A lufana sorriu.
—É claro que sim. Eu irei pedir para o neto dele hoje, e amanhã eu entrego a vocês.
Os cinco sorriram animados com o fato de ter dado certo.
—Muto obrigado, Annabeth! Não sei como te agradecer!- Soluço disse.
—Disponha. Eu ficou feliz em ajudar. E também, adorei o livro que me indicou. Obrigada!- Apontou para o livro que segurava.
—Não precisa agradecer. Adeus!
—Adeus!
Assim, os cinco saíram do salão, felizes por conseguir a capa.
—Aquela Annabeth é simpática.- Comentou Anna.
—E ela vai conseguir para nós a capa do Harry Potter…- Merida disse animada. -...Imagine andar por aí e ninguém ver. Você pode fazer várias brincadeiras e ninguém te acusará. Deve ser muito legal ser invisível.
—Eu não diria isso.- Jack disse em voz baixa, lembrando da época em que viveu como um espírito sem ser visto. Por falar em voz baixa, ninguém ouviu seu comentário.
…
Os cinco decidiram caminhar até a enfermaria para visitar a amiga corvina.
—E será que a sua amiga Annabeth vai visitar a família dela no Natal?- Anna perguntou para o Soluço.
—Creio que não, e ela não é bem amiga. Apenas conversamos sobre criaturas mágicas…- Respondeu. -...E vocês? Vão visitar suas famílias?
—Meus pais me deram permissão para passar o Natal aqui. Foi difícil para o meu pai convencer a minha mãe a me deixar ficar, mas disse na carta de conseguiu.- Merida respondeu feliz.
—Eu ficarei aqui sem nenhum problema.- Jack respondeu.
—Eu gostaria de ficar aqui, mas não sei se meus pais vão aceitar.- Anna disse.
Elsa gostaria de voltar para o reino o mais rápido possível para evitar as coisas que aconteceram os últimos meses em que esteve. Deixou escapar os seus poderes, e isso fez Soluço descobrir. Pelo menos ele está guardando o segredo da loura.
—Eu acho melhor passarmos o Natal em casa, Anna.- Elsa disse para convencer a pequena irmã que é melhor voltar.
—Você acha?
—Tenho certeza.
—Então…- Pensou. -...Mandarei uma carta falando que vamos passar o Natal com eles.
—Esperem…- Merida chamou as meninas. -...Por que não esperem até depois de amanhã para mandarem a carta? Gostaria que todos fossem para a sessão reservada da biblioteca. Não seria legal?
—Você sabe que só uma pessoa pode usar aquela capa, não sabe?- Soluço perguntou para Merida, para lembrá-la do uso da capa caso tenha esquecido.
—Mesmo assim, é melhor todos nós.
—Mas só apenas um pode entrar na sessão reservada.- Jack disse.
—Mas depois discutiremos isso todos juntos, caso tenhamos encontrado o livro que precisamos.
Os quatro pensaram sobre o que a ruiva valente dissera. Jack, Soluço e Anna concordaram, porém Elsa se manteve relutante quanto a isso. Porém, viu que não podia discordar da maioria.
—Está bem. Vamos resolver o assunto do livro e depois mandaremos a carta.
Os quatro ficaram felizes.
—E você, Soluço? Vai passar o Natal com a família?- Anna chamou o moreno.
—Meu pai mandou uma carta falando que eu devia ficar aqui, para aproveitar o ambiente escolar o máximo possível, mesmo sem as aulas.
Enfim chegaram na enfermaria e encontraram a cama da loira. Aproximaram de Rapunzel e, mesmo que ela não sinta ou ouve seus amigos, eles ainda cumprimentaram-na.
—É uma pena ela ter perdido jogo de Quadribol. Você foi incrível!- Jack disse para Elsa, se referindo ao jogo que teve entre a Corvinal e a Lufa-Lufa. Como Elsa era a apanhadora, seu objetivo foi apanhar o Pomo de Ouro, e isso aconteceu 10 minutos após começar o jogo. Manejou a vassoura muito bem para um primeiro ano e pegou o Pomo em extrema rapidez. Até parecia o próprio Potter.
O comentário do albino fez a loura corar levemente. Sente-se estranha quando é elogiada.
—Eu gostaria que estivesse conosco.- Anna comentou triste, acariciando a nuca da amiga corvina.
Anna então viu algo brilhando pela gola do uniforme da loira, e ficou curiosa. Retirou de lá um brinco dourado com uma pedra de esmeralda de 6 pontos**. Achou estranho, já que Rapunzel não costuma andar com acessórios. E não foi só a ruivinha que achou estranho.
—O que é isso?- Elsa perguntou.
—Isso é um brinco.- Anna respondeu.
—E a Rapunzel usa brinco?- Merida questionou.
—Não.- A loura respondeu, curiosa pelo acessório estar com a colega de quarto.
Jack pegou o brinco das mãos da ruivinha e olhou curiosamente o objeto. Nunca viu alguém usando-o, nem mesmo a Engel, que é a pessoa que mais usa acessórios como esse em Hogwarts.
—Que estranho!- Comentou em voz baixa.
…
No dia seguinte…
—Aqui está!...- Disse Annabeth, entregando a capa de invisibilidade para o Soluço, que estava em seu quarto na Lufa-Lufa -...Mas tomem cuidado! Não vai querer ser pego. E guarde-o bem.
—Está bem. Muito obrigado!- Soluço agradeceu, e esperou a lufana sair para esconder embaixo de seu cobertor. Nessa hora, Kristoff, seu colega de quarto, entrou.
Kristoff pareceu confuso pela primeira vez. Muitas vezes, o loiro costuma ser quieto e quase nunca duvida de algo, mas depois de ver a colega do terceiro ano sair de seu quarto, não pôde deixar de perguntar:
—O que a Jackson estava fazendo aqui?
Soluço pensou um pouco, procurando um jeito de responder de forma convincente.
—Ela me perguntou sobre minha amiga petrificada. Sabe a Rapunzel?
Kristoff assentiu, e isso fez Soluço pensar que conseguiu enganar o louro, mas errou.
—E o que a famosa capa do Harry Potter tem a ver com isso?
Soluço arregalou os olhos, assustado. Kristoff riu. Era a primeira vez que o moreno o viu rir desde de o início do ano letivo.
—C-como você...
—Eu imagino que isso não seja da minha conta…- Kristoff interrompeu-o, sorrindo. -...Não se preocupe, eu não contarei para ninguém.
—Não?!- Soluço perguntou surpreso.
—Não, mas eu gostaria que não envolvessem em problemas com você e seus amigos, principalmente com a Arendelle ruiva. E eu só vim aqui pegar meus livros…- Disse pegando os livros. -...Estou indo para a biblioteca. Adeus!
Foi até a porta, mas ainda de sair, o louro disse ainda virado para a porta:
—E será que poderia pedir para os seus amigos pararem de vigiar a entrada do salão? Está ficando ridículo!
E assim saiu, deixando Soluço surpreso no quarto sem o que falar. Ficou curioso com o fato de Kristoff ser importar com ele e, principalmente, com a “Arendelle ruiva”. Mas esqueceu isso e, finalmente, saiu do Salão Comunal, encontrando com seus amigos.
—O que houve, Soluço?- Jack perguntou.
—Como assim?- Soluço questionou.
—Seu colega de quarto passou por aqui e disse para termos cuidado, e disse encarando a Anna. Aconteceu alguma coisa?
Soluço franziu o cenho, e encarou a ruivinha, que estava encarando o louro lufano de costas, enquanto que ele caminhava rumo à biblioteca.
—Nada que eu saiba…- Respondeu, e logo lembrou. -...Ah! Quem vai procurar o livro no biblioteca?
—Eu!- Merida levantou a mão, disposta a procurar o livro, porém ela realmente só queria usar a capa.
—Tudo bem, mas espere anoitecer que você vai procurar, por segurança.
—Está bem!
…
Via-se um luminária sendo segurada por um mão flutuante. Era a mão de Merida, coberta pela capa de invisibilidade. Caminhava de forma cuidadosa, pois essa hora da noite, o inspetor costuma vigiar os locais da escola, e é capaz de encontrá-lo na biblioteca. Pelo menos, Merida vigiava o local para ver se o inspetor também não estava por lá. Assim que chegou na porta da sessão, com muito cuidado, abaixou a luminária e mexeu na maçaneta. Ao abrir, pegou a luminária, entrou na sessão e fechou a porta com cuidado.
Andou cuidadosamente sobre as estantes de livros misteriosos. Chegou na ala de livros sobre as trevas, que era o tipo de livros que Jack andou procurando. Deu uma observada geral sobre os livros, até que encontrou um livro deixado na mesa, que deixou Merida curiosa.
“Alguém deve ter lido o livro recentemente…”, pensou, retirando a capa do corpo observando para ver se não tinha ninguém passeando pelo local e pegando o livro. “...Talvez seja esse!”
Abriu cuidadosamente, revelando uma pequena luz que diminuía de intensidade com o tempo até sumir toda a luz. Assim, conseguia ler o livro, que tinha dois parágrafos interessantes:
—”Todas as pessoas possuem trevas e luz dentro delas. Quando um raio de luz aparecer, a sombra sempre estará atrás dele, até mesmo nas pessoas mais iluminadas. Há pessoas que querem seu lado iluminado, porém também há pessoas que querem seu lado sombrio. Porém é tudo questão de escolha, apenas depende qual seria a sua melhor imagem.
Por isso, aconselho a não esconder sua imagem sombria nem sua imagem. Pode ser muito útil para nós, principalmente seu lado escondido.”
Merida achou estranho os parágrafos, principalmente o segundo.
“‘Útil para nós’? Útil para quem!?”
Procurou o nome do escritor do livro, mas não achou. Apenas o título ‘Escuridão Dentro da Luz’. Ela encontrou também métodos curiosos de expor o lado obscuro das pessoas, como concentrar em algo terrível em suas vidas.
Merida escondeu o livro numa sacola que trouxe com ela, pois mesmo não sendo um livro de feitiços, pareceu o melhor entre os livros que achou. Porém a ruiva terá que devolver o livro no dia seguinte, senão as pessoas vão perceber que o livro sumiu.
Quando pegou a capa e a luminária, pronta para sair, ouviu vozes se aproximando.
—E o que você fará depois que todos forem petrificados?
—Farei o que for necessário.
Eram vozes de duas mulheres: Regina Mills e Elphaba.
Merida deu passos largos e escondeu a luminária para dentro da capa, acelerando para sair. Conseguiu sair, mesmo com dificuldade por esconder a luminária. Por sorte, a luz da Lua ajudou um pouco, embora precisou de muito cuidado para sair sem fazer barulho. Porém, antes de sair, Merida escutou Elphaba perguntar:
—Onde está o livro?
…
Merida correu com a capa a cobrindo até o Salão Comunal da Grifinória. Porém, antes de entrar, viu a diretora sair do salão, junto a Anna, vestidas com suas camisolas. Minerva saiu na frente e virou para a ruivinha, para na porta da entrada do salão.
—Assim que você encontrar a senhorita DunBroch, diz a ela que eu quero ter uma conversa.
Anna assentiu envergonhada, vendo a Minerva sair e sumir no breu do corredor. Merida removeu a capa assim que a diretora sumiu, assustando a ruivinha que não sabia da presença da amiga.
—Merida!- Sussurrou de forma exclamativa para não chamar atenção. Poderia aparecer o inspetor na hora.
—O que houve?
Anna suspirou.
—Minerva viu que você não estava na cama, e ela quer você na sala dela pela manhã.
Merida desanimou.
—Que Merlin me acude!
…
No dia seguinte…
Jack, Soluço, Esa e Anna esperaram Merida, que estava conversando seriamente com a diretora McGonagall em sua sala. Os quatro aproximaram suas orelhas na porta da sala, tentando ouvir o diálogo. Enquanto que a ruiva valente ficava nervosa com a seriedade da Minerva, sentada de forma culta em sua cadeira.
—Eu fui visitar o seu dormitório ontem à noite e não a encontrei em sua cama. Então eu quero saber, Merida DunBroch, onde a senhorita estava?
Merida engoliu em seco e pensou na resposta.
—Eu precisei ir ao banheiro, diretora.
—E não tem banheiro no seu dormitório?
Merida ficou nervosa e ficou com as bochechas levemente rosadas.
—E-eu…
Minerva então concluiu:
—Se não vai me contar onde esteve, terei que entregar uma carta para seus pais sobre seu comportamento. Isso pode levar à expulsão, mocinha.
Merida se desesperou.
—Não!
—Então irá me contar?
A ruiva congelou. Ela sabe que não pode contar.
—Não.
—Então farei isso.
Os quatro, que escutaram a conversa do lado de fora, não gostaram de ouvir a conversa. Principalmente o moreno.
—Não! Ela não vai ser expulsa!
—O que faremos, então?- Anna perguntou.
Soluço pensou sobre isso, e assim que concluiu, abriu a porta da sala da diretora, surpreendendo Minerva, Merida e os três amigos que escutaram a conversa.
—O que você fez!?- Jack perguntou em voz baixa para que a diretora não escutasse. Ficou bravo com o moreno.
—Não importa isso, e sim o que farei.
Caminhou até chegar ao lado da ruiva valente, deixando seus amigos confusos.
—Senhor Haddock! Que surpresa ver vocês e seus amigos aqui…- Minerva disse. -...Espero que não estavam escutando a nossa conversa.
—Na verdade, estávamos sim…- Disse Soluço seriamente, e a revelação deixou os amigos mais bravos com ele. -...Mas só estávamos escutando por preocupação. Não queremos que a Merida seja expulsa. Por favor, não mande a carta para os pais dela.- Pediu.
Minerva encarou os três que estavam ao lado da porta, que lentamente aproximaram de Merida e Soluço.
—Vocês também?
—Sim.- Responderam envergonhados e bravos com o moreno.
—Mas devem saber que a senhorita DunBroch desrespeitou a regra de não andar pela escola durante a noite.
Anna pensou, e então disse com coragem:
—Não foi só ela!
Todos se viraram para a ruivinha.
—Como assim, senhorita Arendelle?- Minerva perguntou.
—Eu também estava fora durante a noite.
Os quatro ficaram surpresos com a atitude de Anna. Minerva ficou curiosa.
—Então também estava?- Arqueou a sobrancelha.
Então Soluço exclamou:
—E não foi só ela. Eu também estava fora.
—Sim…- Jack disse. -...E eu também.
E então faltou apenas a Elsa, e todos miraram os olhos para ela. Isso deixou-a constrangida e se manteve calado por poucos segundos. Ela viu que todos estavam fazendo isso não só por Merida, mas também por Rapunzel, a qual fez Merida pegar o livro e acabar na diretoria.
—E eu também estava.- Declarou, deixando os amigo, principalmente a sua irmã, contentes.
Com todos revelando que estavam fora, Minerva não soube o que dizer. Mandar cartas para os pais, arriscando a matrícula de cada um, faria um grande caso, considerando que seriam 5 alunos a perder a bolsa da escola.
—Nós podemos fazer qualquer coisa…- Soluço disse, sendo totalmente sincera em suas palavras. -...Mas por favor, não mande cartas para os nossos pais, principalmente de Merida.
Merida sorriu de lado, vendo que o moreno, embora as brigas, ainda se importa com a ruiva.
—Tudo bem. Não mandarei cartas para os seus pais…- Declarou Minerva, e isso deixou os cinco felizes e relaxados. -...Mas terão que pagar pelo que fizeram.
—E o que seria?- Perguntou Merida.
Minerva pensou.
—Vão passar a noite na Floresta Proibida e ajudar o guarda-caças da escola.
—E quem é?- Perguntou Jack.
Foi quando apareceu, na porta da sala,um homem incrivelmente alto, provavelmente uns 3 ou 4 metros de altura. Possui olhos negros, cabelos até o ombro e escuros, porém já podia ver alguns fios brancos, e também uma barba escura que cobria a boca e em volta dela. Ele usava um manto marrom, calças escuras e um par de botas pretas.
—Me chamou, diretora?- Ele perguntou, curioso por saber qual seria o pedido desta vez.
—Sim, Hagrid. Eles cinco…- Apontou para os alunos. -...Vão te acompanhar toda a noite quando for para a Floresta Proibida até voltar as aulas.
Isso fez os cinco ficarem surpresos,principalmente Elsa.
—Eu ia mandar uma carta para meus pais dizendo que visitaria eles, diretora.- Elsa disse.
—Me desculpe, senhorita Arendelle, mas você descumpriu uma regra. No próximo ano, a senhorita visita.
Elsa, mesmo que decepcionada, acabou aceitando a ordem de Minerva.
Os quatro ficaram envergonhados, principalmente Merida, pelo ocorrido.
—Desculpe, Elsa.- Sussurrou no ouvido dela.
—Tudo bem…- Respondeu em sussurro também. -...Foi por um bom motivo.
Merida sorriu, fazendo Elsa sorrir também. Mesmo tendo seus problemas, era necessário ajudar os amigos. Agora, é só esperar a noite chegar para que os cinco fossem visitar Hagrid e irem até a Floresta Proibida.
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