Notas iniciais
Meu nindinhos e luiz paulo lindao essa povizinha eh legal. Nao pensem porque o personagem tem meu nome não. *-* Uhu to sem assunto mas quero escrever nessa cassanga lalalalala Hakuna Matata! Boa leitura galeguinha* gente boa ^-^

A biblioteca estava vazia, provavelmente por dois motivos: o festival e a falta de internet, que já durava uma semana. Na recepção nem havia sinal da moça que cuidava da biblioteca. Então decidi olhar em cada ala.

Romances, ficção científica, aventura, drama, história. E lá estava ela, cheguei mais perto e a cutuquei de leve.

— Me desculpe, achei que você nem iria vir — falou a moça de seus vinte sete anos, seu nome era Lisbeth — seu trabalho está ao lado do computador, o professor já o corrigiu. — concluiu sorrindo.

Assenti a cabeça, como um pedido de obrigado, sei que foi falta de educação, mas não falo. Não que sou muda, e sim porque acho desnecessário ficar jogando palavras ao vento.

Olhei por cima do balcão e vi o trabalho, peguei-o e comecei a folheá-lo.

— Não — sussurrei.

Meu irmão teve a plena capacidade de mudar meu trabalho, para o tema "táticas de dota", passei as folhas compulsivamente, até a conclusão, onde estaria a nota. Recebi um décimo por criatividade, ou seja, meus planos de sumir nas férias daqui já eram, vou ter que fazer recuperação.

Rasguei as folhas e joguei no chão.

Comecei a caminhar sem rumo, com a intenção de me acalmar. Na entrada da faculdade parei e me sentei na grama, peguei uma caderneta antiga e comecei a escrever.

A caderneta não era bem um diário, na realidade era só um objeto onde anotava coisas interessantes, que provavelmente me esqueceria. Mas não coisas do tipo: Quem ganhou o Oscar?

— Amanda — entoou uma voz feminina.

Ergui minha cabeça, era Juliana, a mesma tinha um cabelo longo mel, olhos castanhos, pele levemente bronzeada, alta, magra, rosto fino, com o nariz afilado e os lábios bem desenhados.

— O que o Trajano fez contigo?

Gesticulei as mãos em um sentido de algo típico. Ela me olhou e riu.

— Já sabe que fará dupla com ele, durante o festival?

Neguei com a cabeça.

— Tenho dó de você.

— Não tenha — falei quase sussurrando.

— Por quê?

Respirei fundo e respondi.

— Quem ainda acredita que o passado voltará é ele — foi em partes estranho fazia dias que não ouvia minha voz — mas não o culpo, por um lado todos nós queremos voltar naquele tempo, tirando você.

Juliana se sentou ao meu lado, prendeu o cabelo em um coque improvisado e se pronunciou.

— Sempre quis viver como pessoas normais, quando criança brincar em vez de treinar e agora tenho essa oportunidade.

— O treinamento afeta cada pessoa de maneira diferente.

Na verdade o treinamento é diferente para cada um. Alguns tem um treinamento duro e doloroso, cheios de perdas, outros tem ele de forma simples, prática, com mais táticas e análises, como é o caso da Júh, mas tem pessoas que já o acham difícil, como ela.

— Por isso és assim? — indagou Juliana interessada na conversa.

Refleti um pouco sobre isso, na realidade nunca tinha parado para pensar nisso.

— Depende, creio que não.

— Você gostava de ser guardião?

— Nunca parei pra pensar nisso.

Juliana estranhou minha afirmação provavelmente deveria estar pensando que estou mentindo, mas não.

— Sério?

Afirmei com a cabeça e sorri. Nunca gostei de conversas que exigiam emoções e seriedade, já que nunca fui do grupo dominado por emoções, só por razões.

— A quanto tempo você não se relaciona com as pessoas ao seu redor?

Como sempre, agora iria começar a sessão de psicoterapia.

— Nunca.

— Por isso pensas dessa maneira, não sabes trabalhar em grupo.

— É para os fracos isso.

— Não, é para os espertos — afirmou a mesma, encostando a cabeça no tronco da árvore.

— Então deixe-me com minha ignorância — entoei com tédio.

— Você é idêntica ao seu irmão, só não percebe isso.

— O que te faz pensar que não precebo esse fato? — indaguei já cansada de ficar jogando minhas palavras ao vento.

Ela apenas riu do que falei, e depois aprofundou-se em um terrível silêncio. E como isso não faz o gênero dela, logo estranhei e fiquei curiosa para saber o que se passava naquela mente. Mas me recusava a perguntar o que ela pensava.

— Santa ignorância a minha — murmurei de modo inaudível.

— O que foi? — perguntou a jovem, como ela podia saber o que falei?

Gesticulei a cabeça em um sinal vazio.

— Vamos para o dormitório, temos que organizar as coisas para o festival — falou Juliana se levantando do chão.

Concordei com a cabeça e a segui.

O caminho para meu quarto, foi silêncioso de minha parte, enquato as pessoas ao meu redor gritavam, riam e conversavam, cada um com o seu grupo.

Meu quarto era o de número 314, extremamente organizado em algumas coisas e bagunçado em outras.

Ninguém dividia os quartos, já que só tinha cerca de 800 alunos na faculdade, o que era ótimo, pois nunca tenho sorte quando vou dividir algo com outro ser.

Sentei-me na cama de solteiro e olhei para uma caixa que ficava ao lado do guarda-roupa. Fazia uns anos que eu não abria, ela continha minhas armas e vestias de treinamento e junto com elas, lembranças um pouco amargas, mas agradeço por elas, pois formularam meu caráter.

Concordo com o pensamento que fala que a dor é uma maneira de sabermos que estamos vivos. Não que eu seje masoquista ou coisa e tal, sou apenas realista em relação ao mundo.

Suspirei e criei coragem me erguendo, peguei a caixa e a pús na cama e a abri. Estava como a havia deixado anos atrás, as vestias limpas e dobradas e minha coleção de facas e adagas que usava, continuavam perfeitas.

Notas finais
Obrigado por leram meus nindinhos. Mereço reviews? *-*( to com carinha de cachorro sem dono pedindo reviews T.T)