Rio Xtra 2 3º Temporada
10 Leah
Notas iniciais
A noite cai, e uma tempestade também, os 3 personagens tinham que levar aquela arara e eles terminaram parando no refugio de Roberto, Eduardo coloca ela em uma madeira levantada.
Eduardo: Então... pode interroga-la quando acordar?
Roberto: Eu ou ela acordar?
Eduardo: Você está louco? Quando ela acordar! Eu tenho coisa para fazer.
Eduardo se vira para a entrada.
Eduardo: Eu tenho que ver o meu neto.
Roberto: Eduardo-
Eduardo: É uma ordem.
Agrez: Calma.
Agrez entra no refugio.
Eduardo: Criança-
Agrez: Eu ajudarei o Roberto, ok?
Eduardo: Ok, mas é para esperar ela acordar.
Ele não temia a tempestade e saiu do refugio assim mesmo, Roberto encarou a arara no chão de sua casa.
Agrez: Então parceiro?
Roberto: Ele mudou um pouco, e é verdade aquilo?
Agrez: O que?
Roberto: Que foi atacado por uma espécie desconhecida.
Agrez olha seriamente.
Agrez: Sim.
Agrez tenta esquecer o que sofreu e muda logo de assunto.
Agrez: Pode dormir, cara.
Roberto: Ta bom, fica de olho.
Muito tempo depois, ainda caindo uma tempestade sobre a tribo, a arara começa a se mexer e murmurar um pouco. Agrez, quase caindo no sono e encostado na madeira se vira para ela ,voa até Roberto e acorda ele.
Agrez: Roberto, ela tá acordando.
Ela acaba acordando de vez e erguendo a cabeça, os dois olham para ela sem muito o que fazer ,no pensamento deles. Agrez pousa e Roberto sai de uma das 12 tocas, a arara se levanta, seus olhos eram de cor cinza.
?: Alguém pode me explicar onde estou?
Antes de Agrez poder falar qualquer coisa, Roberto da um passo a frente dele e já sai falando.
Roberto: Na minha nobre casa natural...
Agrez entra na frente dele.
Agrez: Deixa pra lá.
?: E aonde é lá fora?
Agrez: Espere um minuto, madame, você não pode perguntar nada.
Roberto empurra Agrez de seu caminho.
Roberto: Eu fui designado para te interrogar.
?: ...
A arara encara ele com o cenho franzido, ela então se vira e sai voando na tempestade. Roberto e Agrez vão atrás dela.
Roberto: Se é assim que quer jogar...
Eles a seguem pela tribo, até ela resolver subir até as nuvens.
?: Para de me seguir.
Ela rosna para ele.
Roberto: Não, espere!
Agrez: Parem, esta muito forte!!!
Agrez reduz a velocidade até parar, Roberto segue ela até adentrarem ambos nas nuvens negras.
Agrez: Beto!
Ela grita.
Agrez: Beto, sai daí meu. Anda.
Agrez vê um deles saindo das nuvens e voando em direção a mata fechada, Agrez segue e voa entre as árvores.
Agrez: Anda, cadê você?
Ele então para de voar e observa em volta.
Agrez: Está dando agonia...
Agrez sente um vento forte bater nas suas costas, ele se vira e bate com a beleza da ararinha azul bem pálido.
?: Fica longe!
Ela tenta empurrar Agrez, ele defende e segura as garras dela.
Agrez: Pare... calma, por favor.
?: Ok, fala logo...
Agrez: Por favor, vamos conversar com mais calma.
Os 2 pousam em galhos de uma árvore segura da chuva.
?: Tem o meu tempo.
Agrez: Certo. Meu nome é Agrez, qual é o seu?
?: Eu sou Leah.
Agrez: Ok, da onde você é e o que faz aqui?
Leah: Venho de Nova Orleans, eu não quis causar problemas, eu vim por que parecia que a floresta me chamava. Eu sei que é aqui que eu devia estar. Eu consegui fugir de um laboratório.
Agrez: Humano?
Leah: Yep.
Agrez: Te encontraram desmaiada no perímetro da tribo.
Leah: Uma revoada de pássaros violeta me atacou!
Agrez: Pássaros violeta... essa não.
Leah abaixa para descansar, Agrez a acompanha.
Leah: Sim...
Agrez: Elas também me atacaram.
Leah: Por quê fizeram isso?
Ela diz meio chateada.
Agrez: São territoriais, Leah.
Leah: Desculpe-me pela perseguição, eu achei que tinham me sequestrado.
Agrez: Hehe... está ok.
Leah: Foi muito louco.
Ela diz quase rindo.
Agrez: Leah, se for viver aqui, será em nossa tribo.
Leah: Vocês me aceitam aqui?
Agrez: Sim, eu vou te apresentar ao meu avô, ele é o líder da tribo.
Leah: Tubo bem, eu te sigo.
Um enorme galho se desprende do tronco e cai em direção a eles.
Agrez: Cuidado!
Leah pula em Agrez e o empurra do equilíbrio do galho em que estavam.
Agrez: Ei!
Os 2 galhos se colidem e ambos caem. Leah e Agrez caem em uma porção de galhos de outra árvore enquanto os 2 batem no chão da floresta, a tempestade estava se movendo para outro lugar e o tempo abrindo.
Leah: Huh? Agrez!
Ela percebeu uma coisa: ela estava justamente em cima dele, sua asa estava logo acima da dele também, Agrez sem querer segura a asa de Leah.
Leah: Agrez?
Agrez levanta a cabeça.
Agrez: Tô vivo.
Leah: Que ótimo , aquele...
A luz da Lua acaba iluminando a floresta e naquele instante, Leah acaba refletindo a luz com as suas penas e brilhando naturalmente, ela nota isso ao olhar sua asa e Agrez arregala os olhos.
Leah: ... galho ...
Agrez: Mas o que é isso?
Agrez solta a asa dela e se apoia.
Leah: Ai... cara... é que eu fui cobaia de testes. Eu fui geneticamente modificada por drogas que usaram em mim, Agrez.
Ela olha tentando se esquecer do quanto sofreu.
Agrez: Isso é muito louco, Leah. Você é única, você é especial!
Leah: Agrez... eu nem...
Agrez: Nem diga, vamos ter que manter isso em segredo.
Leah: Claro.
Ela da um sorriso e Agrez concorda, mais tarde, na tribo, os 2 pousam em um pomar do domínio, Eduardo e Roberto os localizam e se dirigem até eles.
Eduardo: Agrez, onde você e a jovenzinha estavam?
Agrez: Por aí, quando me separei do Beto, ela me encontrou e me falou tudo que tinha para falar.
Roberto: Não... você sumiu...
Agrez: Cara, você também.
Eduardo: Não importa. Minha jovem, venha, vou lhe mostrar a tribo.
Eduardo sai voando e Leah o acompanha.
Roberto: Eae, o que aconteceu com ela para termos encontrado ela daquele jeito?
Agrez: Não vou falar muito disso. Ela sofreu muito...
Roberto: E aí?
Agrez: As aves violeta a atacaram.
Roberto e Agrez voam.
Roberto: Vou acompanhar os 2.
Agrez: Claro, fazer o que?
FIM
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