Notas iniciais
Oiii gente! Sentiram minha falta? *-* quero agradecer pelos comentários no outro cap, obrigada por me ajudarem a decidir kk olha, eu vou ser sincera, eu to ficando meio sem tempo pra escrever por causa da faculdade, mas vou teve continuar postando com a mesma frequência, porque eu amo vocês e amo essa história XD Espero que gostem do capítulo ;)

Haruka se assustou ao ouvir o toque do celular. Na tela, aparecia o nome de Matsuoka Rin. Ele já sabia que ele deveria ter voltado na véspera, mas preferira esperar que o amigo lhe ligasse, já que era ele quem havia sugerido de saírem. Ele pegou rápido o celular e atendeu.

– Alô.

– Oi, Haru. Então.... Eu já estou em Iwatobi e pensei que, se você quisesse, a gente poderia se encontrar...

– Legal. – Apesar de sentir o coração acelerar, Haru conseguia manter a voz constante como de costume. – Para onde vamos?

– É-é..... Qualquer canto. Para onde quer ir?

– Hmm... Podíamos ir ao parque, perto do colégio Iwatobi...

– Por mim, tudo bem. – Rin respondeu, animado. – Às duas, então?

– Ok.

A ligação foi finalizada e Haru se jogou na cama. Ia sair com Rin. Tá, ele provavelmente chamaria os outros também, mas tudo bem. Iriam se ver, isso já era o suficiente para melhorar seu ânimo. Ele olhou de relance para um canto do quarto, onde um pacote vermelho ainda fechado parecia esperar seu dono.

Na hora marcada, Haru estava no parque, segurando o dito pacote. Ele caminhou por uns minutos à procura de Rin, até que ouviu a voz do amigo. Ele se virou. Rin estava.... Incrível. Haru sabia que não tinha nada diferente nele, então supôs que era a saudade, mas tudo o que ele queria naquele momento era correr em sua direção e abraçá-lo.

– Oi. – Rin falou, sorrindo. Haru pensou que ele parecia um pouco sem jeito.... – Finalmente. Pensei que aquela viagem nunca fosse terminar.

– Senti sua falta. – Haru deixou escapar, se arrependendo logo em seguida. E se Rin achasse, corretamente, que ele estava, bem, flertando e se assustasse? Ele viu que as bochechas de Rin ficaram um pouco vermelhas. – Digo, é mais animado quando você está aqui.

Rin deu um sorriso malandro, tentando esquecer que estava corando só por ouvir Haru falar algumas palavras.

– Como foi que sobreviveu sem mim nos últimos anos? – Falou em tom de brincadeira.

A expressão de Haruka se fechou e Rin percebeu que havia falado uma grande besteira. Ele se aproximou um passo e falou em voz baixa, olhando para o chão.

– Sabe.... Lá na Austrália era bem solitário sem você.... Você.... Não foi o único a se sentir.... Incompleto....

Ele levantou os olhos e viu Haru, o observando fixamente. Aqueles olhos pareciam querer lê-lo por inteiro. Rin recuou rapidamente, desviando o olhar.

– ... Nagisa, Rei e Mako não puderam vir? – Haru perguntou.

– Tsc. Todos estavam cheios de desculpas.... – Ele olhou para o amigo, reunindo todas as suas forças. – Mas.... Pelo menos você está aqui. Eu.... Queria te ver....

Haru sorriu.

– Eu também queria te ver.

Ele se aproximou de Rin e lhe entregou o pacote de presente. Rin o olhou surpreso.

– Seu presente de Natal. – Haru explicou.

Rin pegou o embrulho, que não tinha uma forma definida. Ele foi até um banco a poucos metros de onde estavam e se sentou para, então, abrir o presente. Haru sentou-se ao seu lado. O que saiu do pacote foi um tubarão de pelúcia. Rin deu risada.

– Obrigado, Haru! – Ele agradeceu, sorrindo. Ele apontou para os pequeninos dentes do brinquedo. – Fácil ver porque pensou em mim.

Haru sorriu genuinamente. Rin ficava lindo quando sorria daquele jeito. O ruivo pegou a mochila que trouxera nas costas e, antes de guardar o tubarão nela, para sua surpresa, Rin tirou de lá um pacote de presente preso com uma fita azul e o entregou para Haru.

– Pode chamar isso de coincidência... – Rin comentou enquanto Haru abria seu próprio presente. – Bem, feliz Natal, Haru!

– Bobo, você já me deu feliz Natal... – Então ele viu o que era. Uma pelúcia também, só que a sua era um golfinho. Na mesma hora, Haru abraçou o bichinho.

– G-gostou tanto assim?

Haru olhou para ele e fez que sim com a cabeça, o que fez o outro abrir um sorriso. Os olhares dos dois se encontraram mais uma vez e o moreno sabia que não aguentaria ficar daquele jeito por muito tempo. Rin era maravilhoso, mas ele queria mais do que apenas uma amizade.

Rin teve que admitir, pela primeira vez, que realmente estava apaixonado por Haru. Ver o amigo sorrir por causa de algo que ele havia lhe dado.... E ele mesmo estava imensamente feliz por seu presente. Queria poder desfrutar de mais momentos como esse com Haruka....

Haru virou para a frente de novo, quebrando o contato visual.

– Tem.... Um café novo que abriu perto daqui. Hoje está meio frio, então eu pensei que podíamos ir lá....

– Sim! Claro! – Rin tentou não parecer ansioso demais, mas não conseguiu.

Haru levantou, segurando a pelúcia nos braços como uma criança e Rin o acompanhou, pondo a mochila nas costas. A cafeteria era na rua paralela à saída principal do parque. Eles entraram no estabelecimento e escolheram uma das mesas no canto. O lugar estava meio vazio, possivelmente por estar perto do feriado do ano novo, ou só pela hostilidade do clima, mas era bem aconchegante. Rin pediu um cappuccino e Haru pediu um pedaço de bolo, que vieram logo em seguida.

Nos primeiros minutos, os garotos não trocaram nem olhares nem palavras. O ruivo sabia que se isso acontecesse, ele começaria a delirar de novo. Droga! Por que Haru tinha que estar tão.... Atraente? Gou havia pensado em coisas que ele poderia falar, no caso de querer se declarar.... Mas isso era uma péssima ideia! Com certeza não falaria que gostava de Haru!

– Rin? – O moreno perguntou, levantando os olhos para ele. – Tá tudo bem? Você tá meio estranho...

Já era. Rin havia perdido a batalha interna contra seus sentimentos no momento em que ouviu a voz do amigo. Ele o encarou, sabendo que deveria estar parecendo um tolo apaixonado. “Fale alguma coisa, idiota! ”, pensou. Haru já percebera que estava acontecendo alguma coisa, a única saída que ele tinha era responder logo e esperar conseguir despistá-lo.

– Não vou te obrigar a me falar se não quiser. – Haru disse, com um suspiro, voltando a se concentrar em seu prato.

“Porcaria! Apenas me dê algum tempo para pensar! ”, Rin pensou. Ele se levantou.

– .... É..... Eu vou no banheiro!

– Tá.

Haruka observou o amigo sair. Rin estava estranho a tarde inteira. No que será que estaria pensando? Poderia ele também estar.... Apaixonado? Haru podia ouvir o próprio coração, de tão nervoso. Queria muito falar tudo para Rin. Não aguentava continuar fingindo estar normal (lê-se indiferente) com ele. Ainda apreensivo com a possibilidade de ser horrivelmente rejeitado, ele se levantou e foi atrás de Rin.

Matsuoka se trancou em um dos boxes do pequeno banheiro da cafeteria. Por que estava agindo daquela forma? Ele pensou que não fosse ter problema em se encontrar com Haru, mas tudo que ele fazia o deixava mais nervoso. Ele respirou fundo. Haru era um cara. E ele também. Aquilo não estava direito. Nunca daria certo. Ele saiu do boxe e lavou o rosto. Deveria estar apenas confundindo seus sentimentos.

– Rin?

O rapaz ruivo se virou, deparando-se com Haruka, que acabara de entrar no banheiro.

– Rin.... Aconteceu alguma coisa? – Haru perguntou, se aproximando.

Rin enxugou o rosto com a manga da blusa e se virou de costas para o amigo.

– Não. – Respondeu, mal-humorado.

Haru foi em sua direção.

– Rin.... Eu não quero que minta pra mim.... Mas já disse que não vou insistir que fale comigo. – Ele disse, pondo a mão no ombro do amigo. – No entanto, eu tenho algo para te falar.

O ruivo se virou, ficando de frente para Haruka. Ele sentia o coração acelerado. Sabia que estava à beira da loucura, com Haru estando tão próximo daquele jeito dele. O rapaz levou sua própria mão ao ombro, na intenção de retirar a do outro e impedir o contato físico entre os dois. Haru deixou a mão deslizar pelo braço de Rin, demorando-se em sua mão. Rin competia internamente novamente. Queria que Haru não se afastasse, queria que ele o tocasse.... Mas não podia deixar isso acontecer! Seu corpo o estava traindo!

Haru tinha o olhar fixo no rosto de Rin. Os olhos vermelhos pareciam ansiosos, porém temerosos. Ele pensou se aquilo não o faria odiá-lo, caso suas suspeitas estivessem erradas. Mas agora não tinha mais como voltar atrás.

– Eu.... Você me faz sentir algo completamente diferente.... – Haru começou. – Eu penso em você o tempo todo.... Eu preciso de você, Rin. Não aguento mais guardar isso dentro de mim.

Rin arregalou os olhos. O que aquele garoto estúpido estava fazendo? Queria fazê-lo perder a razão completamente? Ele não tinha o direito de zombar dele daquela forma! Rin tentou desvencilhar-se de Haruka, com uma expressão enfurecida.

– O que pensa que está fazendo, falando essas coisas?!

Antes que Rin pudesse escapar, Haru pôs uma mão de cada lado de sua cabeça, prendendo-o contra a parede. Seu rosto ficou sério, não se importando com a frustração do outro. Ele continuou:

– Rin, só cale a boca! Caramba, eu falo sério! Pare de ser tão impaciente e preste atenção no que eu to falando. Rin.... Eu te amo.

As palavras acertaram Rin em cheio. Ele fitou os olhos azuis em frente aos seus e não viu nada além de sinceridade neles. Ele sentiu como se todo o resto do mundo deixasse de existir. Então Haru deu um passo para trás, tirando as mãos da parede. O que ele estava fazendo agora? Ia só jogar a bomba e ir embora?

– Haru....

O moreno olhou para ele. Rin pensou em falar alguma coisa, mas as palavras não encontravam o caminho de saída de dentro dele. Então ele se aproximou de Haru. Oh, Deus, ele ia se arrepender tanto disso depois...

Haru não ia forçar Rin a retribuir seus sentimentos. Ele sabia que não funcionava assim quando se tratava dele.... Mas aí ele viu o amigo se aproximando dele. Rin levantou o olhar para ele, e aquilo bastou para que Haru tivesse sua resposta. Hesitantemente, o ruivo pegou as mãos do outro e as colocou ao redor da própria cintura, num abraço. Ele passou os braços pelo pescoço de Haru e, enfim, sorriu para ele. Seu rosto estava completamente vermelho de vergonha. As mãos de Rin estavam geladas, provavelmente devido ao nervosismo dele. Ele aproximou o rosto do de Haru e beijou sua boca.

Rin desistira de pensar racionalmente. Seu corpo necessitava do de Haru. Queria ser possuído completamente por aquela sensação inebriante. Já tinha ficado com outras pessoas, mas nunca sentira tanta paixão quanto sentia agora por Haru. Quando seus lábios se encontraram, ele teve certeza que não adiantaria ficar negando o que sentia por ele, o melhor que faria era se entregar. Ele abriu a boca, aprofundando o beijo e permitindo que suas línguas se tocassem. Era estranho pensar que estava beijando um homem, que estava sentindo desejo por ele.... Mas era a verdade. Ele passou uma das mãos pelos cabelos negros do companheiro, ouvindo-o soltar um pequeno suspiro. Isso o divertiu.

Haru estava absolutamente nas nuvens. A boca de Rin tinha gosto de chocolate e ele parecia experiente no que fazia com ela. Seus corpos se encaixavam perfeitamente. Rin rompeu o beijo e moveu os lábios até o lóbulo da orelha de Haru. Este sentiu um arrepio de prazer atravessar-lhe o corpo inteiro.

– Ahh.... Rin... – Haru gemeu. Estava ficando bastante excitado.

A voz do moreno apenas fez Rin querer seguir em frente. Ele fez uma trilha de beijos pelo pescoço de Haru e passou a chupá-lo. Ele sentiu as mãos do outro passando sensualmente por suas costas, até que desceram para sua bunda. Rin se surpreendeu com o toque e afastou a boca, olhando Haru nos olhos. Este sorriu gentilmente e trouxe uma das mãos para puxar o rosto de Rin para outro beijo apaixonado. Rin se sentia derreter com o calor causado pelo toque de Haru. Já mal aguentava continuar com todas as peças de roupa.

Os garotos ouviram um barulho de alguém vindo em direção ao banheiro e Rin afastou rápido o corpo de Haru. Logo em seguida, um senhor entrou, não prestando muita atenção neles. Haruka estava corado e ofegante. Ele olhou para o ruivo à sua frente e fez um sinal para que voltassem para a mesa. Em um instante, já haviam pago, pego suas coisas e saíam da cafeteria.

– Então.... – Rin começou, enquanto caminhavam. – Você gosta de mim desse jeito...

– É. E você também.

Rin desviou o olhar, ruborizando.

– Bem, eu.... – Ele se interrompeu, depois falou mais baixo. – Nunca fiquei com um garoto.

– Eu.... Nunca fiquei com ninguém.

– É? Bem.... Você.... Foi muito bem....

Haru olhou para ele. Rin estava tentando ser fofo?

– Bem, agora a gente vai... – Rin voltou a falar. – Continuar fazendo isso?

– Rin, está pedindo pra namorar comigo?

Ele parou de andar antes de responder e se virou para Haru.

– Tá, eu gostei muito de ficar com você. Se você quiser, podemos... Ahn.... Nos encontrar de novo e tal....

O moreno franziu o cenho.

– Não quero só ficar com você. Eu gosto de você de verdade.

– Eu não namoro.

– Não posso dizer que eu namore.

Rin suspirou. Aquele idiota do Haru estava fazendo seu coração acelerar de novo. Ele tomou a mão do garoto a sua frente.

– Tá legal! Nanase Haruka, a partir de agora, eu e você somos namorados. – Ele sorriu sedutor e completou. – Isso quer dizer que você pertence a mim. Em troca... É.... Tá, eu também vou.... Ser seu. É isso.

Haru sorriu, corando, e abraçou o, agora, namorado. Rin não conseguiu evitar sorrir com o gesto e retribuiu o abraço. A única coisa que existia na mente de cada um era o outro, e aquilo era sublime. Naquele momento, tudo estava perfeito.

Notas finais
Não, povo, a fic não ta perto de acabar! Ainda tem muita história pela frente XD além do mais, o mundo yaoi prova q o casal pode já ter feito tudo e ainda ter história para temporadas e temporadas de anime kkkk Até a próxima ;)