Notas iniciais
Mas gente o.o eu fui entrar aqui pra ver se tava tudo em ordem na fic e vi que não tinha postado tudo (inclusive o capítulo anterior tava postado errado e eu só fui arrumar agora -q) Desculpa, pessoal kk Enfim.... Esse capítulo é parte integrante da história, mas..... bem.... >////> AVISO! Este capítulo contém sexo explícito sem sentimentos envolvidos, palavras de baixo calão, menções a makoharu e a sourin, "kinks", dentre outras coisas. Mas, bem, se vocês estão por aqui acho que não se incomodam com um pouco de smut, né? >.>

Alguns minutos atrás

Makoto foi em direção aos elevadores. Ele preferia ignorar as lágrimas de frustração que lhe vinham aos olhos quando ele pensava que ele tinha, mais uma vez consentido em deixar o cara por quem estava apaixonado dormir com outra pessoa.

Tipo, literalmente.

Caramba, quem faz isso?

Ele não tinha nenhum tipo de orgulho ou amor-próprio? Certamente Haru iria entender se ele chegasse e falasse que sim, ele se sentia desconfortável em deixar Rin passar a noite no quarto deles em seu lugar.

No entanto...

“Makoto...” Ele lembrou do rosto de Haru quando ele viera lhe pedir aquilo. Aquilo poderia ser insensível, mas Haru definitivamente não queria machucá-lo.

Era só que...

Haru estava passando por problemas... E não era Makoto quem ele queria que o confortasse.

Mako bufou e secou o rosto, puxando o celular e indo atrás do contato que precisava.

“Qual é o n° do quarto de vocês? ”

Ele teclou. Então mandou outra mensagem.

“É o Makoto. ”

A resposta demorou poucos, porém longos segundos.

“1315”

E, em seguida:

“Aconteceu alguma coisa? ”

Makoto apertou os lábios.

“Alguma coisa. Pfvr não saia daí. ”

Ele digitou apressado, então enfiou o celular no bolso do moletom e entrou no elevador. Ele olhou para o painel de botões e apertou o número 13. Sua perna balançava de nervosismo.

No fundo, ele não sabia direito o que é que iria fazer.

Num último pensamento antes de seguir seu caminho, ele passou uma mensagem para Haru: “não se preocupe comigo hoje. Nos vemos de manhã”

Ele virou à direita no corredor assim que saiu, indo até o quarto indicado. Seu coração acelerava a cada passo e Mako sentiu as pontas dos dedos geladas quando levantou o pulso para bater na porta. Toc-toc-toc.

A porta se abriu de imediato e Mako se repreendeu por ficar surpreso com a visão.

Yamazaki Sousuke estava nu da cintura para cima, o peito largo e os braços fortes chamando a atenção. Mako sentiu o rosto corar, mas entrou no quarto.

Sousuke fechou a porta e sentou na cama. Makoto ficou de pé, ainda com o tique na perna. Eles ficaram sem se falar, olhando de vez em quando um na direção do outro como que para checar que não tinham ido embora, mas nunca olhando ao mesmo tempo.

— Haru e Rin estão—

— Trepando, eu sei.

— Credo! Eu ia dizer “no nosso quarto”! – Ele olhou para Sousuke, nervoso.

Sousuke apoiou a mão direita atrás de si no colchão, olhando para o outro rapaz e parecendo frustrantemente menos surpreso do que Mako esperava.

— Dá na mesma.

Mako cruzou os braços, olhando para o lado meio aborrecido.

— Apague as luzes.

— Hã? Por quê?

— Só apague as malditas luzes! – Mako respondeu. Então ele se calou, meio assustado por ter levantado o tom da voz daquele jeito. Seu rosto estava vermelho.

Sousuke o encarou por um instante, depois se levantou e foi apagar as luzes. As cortinas do quarto estavam fechadas, então tudo ficou bastante escuro mesmo. Sousuke se perguntou qual era o significado daquilo, virando-se para onde Mako estava.

Então ele foi surpreendido quando o outro lhe beijou nos lábios. De forma nada discreta, deva-se dizer. Sousuke o empurrou para longe.

— O que está fazendo?

Ele recebeu de volta um tapa na face e olhou para Makoto – para o pouco que podia ver do rosto dele – chocado com aquela reação.

Mako segurou os pulsos de Sousuke e apoiou a cabeça no peito dele. Sousuke percebeu então que ele não estava nada bem.

Quer dizer, ele mal conhecia Makoto, mas aquilo... Mako parecia à beira de uma crise! Como se tivesse guardado tanta coisa por tanto tempo que agora simplesmente não dava mais para conter o que sentia.

— Eu sou.... – Makoto falou, com a voz trêmula, confirmando as suspeitas de Sousuke. – Uma opção tão ruim assim, que não sirvo nem de substituto para ninguém...?

Sousuke sentiu aquela frase lhe atingindo como uma adaga no coração.

Ele abraçou Makoto.

— Desculpe. Eu não—

— Eu entendo. – Mako o cortou, com a voz estranhamente impassível. – …Podemos começar de novo?

Sousuke assentiu.

— Uhum.

Makoto ergueu a cabeça e, dessa vez, Sousuke respondeu beijando sua boca ardentemente. Ele segurou o rosto de Mako com as duas mãos, como se temesse que ele sumisse. As línguas se emaranharam sem nenhum cuidado, vez por outra saindo para lamber lábios alheios ou apenas para continuar beijando com as bocas abertas. Sousuke mordeu o lábio inferior de Makoto e este resfolegou, se agarrando aos cabelos negros do outro.

— ...Tá tudo bem se... – Sousuke pensou um pouco, incerto se deveria pedir mesmo aquilo. — ...Eu não te chamar pelo nome...?

Mako assentiu prontamente.

— Tá... Eu também não vou estar pensando em você, de qualquer forma. – Ele deu um beijo profundo em Sousuke. – Por que acha que eu pedi que apagasse as luzes?

Sousuke murmurou algo que significava que ele compreendia. Então ele deslizou as mãos para baixo pelas costas de Makoto, até estar segurando sua bunda. Mako soltou um gritinho de surpresa.

— P-Pega. – Ele disse, então. – Faça o que quiser...

“Haru...” Ele deixou em seus pensamentos.

E Sousuke foi em frente. Apertou com mais força as nádegas dele, depois buscou o cós de sua calça e embrenhou uma mão para dentro, para segurar a bunda de Mako por baixo das roupas.

Makoto arranhou as costas de Sousuke com as unhas curtas, fazendo o maior estremecer e soltar um riso.

“Ahh, Rin...”

Sousuke trouxe as mãos de volta, indo para o busto de Mako e arrancando longe o casaco que ele usava. Mako entendeu o sinal e retirou rapidamente a camisa que usava por baixo. Então seus troncos se tocaram, e ambos pareceram surpresos da melhor das maneiras por sentirem o calor corporal um do outro.

Suas bocas não paravam de se beijar. Era o que os impedia de chamar os nomes de outras pessoas, enquanto iam se perdendo cada um em suas próprias fantasias. Suas mãos tocavam todo lugar, meio os fazendo se abraçar, meio acariciando braços e costas. Seus pés se moveram a esmo conforme a inclinação das costas de um ou do outro pedia, até que Mako bateu com as costas no móvel de madeira grudado na parede. Sousuke rapidamente jogou para longe quaisquer coisas que estivessem ali em cima e segurou Makoto pelas pernas, para o pôr sentado no lugar, ao lado da televisão.

Mako enlaçou as pernas ao redor da cintura de Sousuke e passou os dedos por seus cabelos escuros, enquanto este inclinava o rosto para beijar seu peito descoberto. Mako soltou um suspiro longo e as mãos de Sousuke seguraram uma perna sua e a lateral de seu corpo. Sua língua passou por seu peito, seguida de seus dentes.

— Aaaahh!!! – Mako não conseguiu evitar. Ele jogou a cabeça para trás e sentiu a boca de Sousuke alcançar seu mamilo. Ele abaixou o rosto para o outro, com um sorriso empolgado. – Vem... Me chupa...

Sousuke não precisava que ele pedisse duas vezes. Ele fez movimentos de sucção, certo de que deixaria marcas ali. Seus dedos moveram-se até a calça de Mako e encararam o desafio de abrir o zíper sem enxergar. Meio trabalhoso, mas Makoto certamente não estava preocupado com isso. O mais baixo gemeu mais alto quando Sousuke passou a ponta da língua pelo mamilo já sensível dele, para então toma-lo todo na boca e chupar com vontade de novo.

— Hm... – Sousuke suspirou em voz baixa. Então deu um risinho. – Você é tão leviano...

Makoto fincou as unhas outra vez nas costas de Sousuke, puxando-o mais para perto com as pernas. Sua calça agora aberta fez com que ele sentisse um pouco mais do que esperava.

— Me devora.... – Ele falou.

Sousuke deu um risinho e sua boca foi para o pescoço de Mako, mordendo-o com força. Mako gritou, mas não foi exatamente um grito de reclamação. Na verdade, a cada vez que Sousuke chupava, mordia e roçava os dentes pela curva de seu pescoço, Makoto se agarrava mais firmemente a ele.

Foi a vez de Mako tentar abrir a calça do outro, enquanto lutava para manter a mente no lugar, mesmo com a boca de Sousuke a cruzar todo o caminho de um ombro seu ao outro, e de cima a baixo do pescoço. Mako conseguiu, e então enfiou a mão dentro da cueca do mais alto, tocando seu membro.

Sousuke soltou uma respiração pesada que fez os pelos de Makoto todos se arrepiarem. Era a primeira vez que outra pessoa lhe tocava, e parecia que tinham lhe dado um choque diretamente na alma.

— Não pare... – Ele murmurou com a voz grave, mordiscando a clavícula de Makoto. – Toca uma pra mim, vai...

Makoto obedeceu, mesmo com a estranheza que era para ele masturbar outra pessoa que não ele mesmo. Ele sentiu seu corpo inteiro ficando mais quente e soltou um suspiro mais agudo do que o planejado quando Sousuke chupou a lateral de seu pescoço sem aviso prévio e então deslizou a língua até sua língua, a lambendo e mordiscando.

Os olhos de Makoto se reviraram. Céus, aquela sensação...

— Porra....

Sousuke deu um risinho.

— Você sabe falar coisas “para maiores”, é?

Makoto prendeu a cintura de Sousuke mais firmemente com suas pernas e rebolou um pouco para incitá-lo.

— Posso saber fazer mais do que falar. – Ele disse, com os olhos verdes presos provocativamente nos do outro.

Sousuke o olhou, espantado, então abriu um sorriso de lado, exalando malícia na direção do mais baixo. Ele deu um riso curto e segurou as pernas de Makoto, novamente o suspendendo, para então leva-lo até a cama.

Os dois rapazes praticamente despencaram no colchão, aos beijos, com as mãos incapazes de se afastarem dos corpos um do outro. Makoto gemeu por entre o beijo conforme Sousuke puxava a calça e a cueca dele mais para baixo.

— Me mostra, então. – Ele disse. – O que você pode fazer.

O rosto de Mako corou, mas era um tipo novo de vergonha. Ele estava se despindo em muito mais sentidos do que apenas o físico e, mesmo assim... Ele não tinha vontade de se esconder. Tinha vontade de deixar todos os seus desejos escrachados, para que o outro os pegasse e fizesse o que quisesse com eles. Com ele.

Mako empurrou o que restava da calça para longe com os pés. Então ele levantou os braços acima da cabeça e moveu as pernas meio de lado, um dos joelhos meio por cima do outro. Seu olhar era de puro desejo.

Sousuke respirou fundo, sentindo o coração acelerar incontrolavelmente. Ele se debruçou sobre o corpo de Makoto lentamente, as mãos espalmadas no colchão de cada lado da cabeça dele. Ele inclinou o rosto para beijarem-se ardentemente conforme ele abaixava o corpo e esfregava os membros dos dois apenas com o movimento dos quadris.

Ele desceu uma das mãos pelo tronco de Mako, concentrando-se na sensação da pele masculina nua em frente a si. Ele estava quente. Seu corpo definido era rígido na parte do abdômen e onde a ossatura revelava seus contornos por baixo da pele clara. Sousuke passou as mãos pelas nádegas dele, e Makoto levantou o quadril para que ele o pudesse sentir melhor.

Um levantar de sobrancelhas foi a mais deliciosa das provocações.

Sousuke lambeu os lábios inconscientemente e então fez Makoto se virar de bruços, segurando sua cintura. Ele não reclamou. Pelo contrário, soltou um murmúrio de contentação enquanto sentia os lábios do maior tocarem a base de suas costas e desceram para sua bunda.

— ...À sua disposição... – Makoto falou, num tom de provocação.

A adrenalina que ele sentia não podia ser posta em palavras ou medida com números. Makoto nunca fora do tipo de sair e ficar com outras pessoas. Suas maiores fantasias ele guardava para si mesmo e mais ninguém. Mas.... Não queria dizer que ele não tinha interesse em fazer coisas bem pouco dignas de um moço de família.

Para Sousuke, pouco importava quais fossem as motivações do outro. Mas ele estava gostando das provocações. Ele passou os lábios, dentes e dedos pelas nádegas de Makoto, querendo curtir cada instante daquilo e cada centímetro daquela carne.

Na verdade, nenhum dos dois estavam se preocupando muito com o outro. Seus pensamentos eram consigo mesmos. Cada um era para o outro apenas o objeto que iria realizar suas fantasias e que o iria transportar para um cenário mais... Livre.

Livre para amarem e desejarem quem quisessem. Livres para não darem a mínima para o estado em que deixariam seus corpos depois daquilo. Eram ambos agora entidades com atenções grandes demais para sequer raciocinarem que estavam em um quarto de hotel com colegas e professores em quartos próximos.

Makoto se agarrou nos lençóis e no travesseiro enquanto Sousuke se movia para dentro dele. Cada movimento a mais do maior lhe era doloroso, mas era tudo o que ele queria. “Que ele me use... Pode me fazer.... Submisso a você”, ele pensou em meio a seus gemidos delongados. As palavras, elas não eram necessárias de serem pronunciadas de fato. O importante era sentir. Era que tudo aquilo fosse tão real quanto ele precisava que fosse.

Sousuke se projetou pela entrada dele, com o calor do momento fazendo o suor escorrer por seu corpo completamente descoberto. Ele segurou os cabelos de Makoto. Com força. Makoto soltou um gemido mais manhoso, empinando a bunda ainda mais.

— Teu cu é tão apertado....

— Fode com mais força... – Mako pediu. Ele provavelmente não estava mais prestando atenção no que dizia ou deixava de dizer em voz alta. – Me deixa todo arregaçado.

Sousuke deu um tapa com força na bunda de Makoto, que se tencionou um pouco mais. O mais alto deu um sorriso, completamente imerso em suas próprias fantasias e se movendo sem hesitação.

— Tão.... Bom... – Ele suspirou com a voz grave. Seus olhos estavam tomados pela luxúria.

Makoto já encontrava dificuldades para respirar direito. Aquilo estava bastante intenso. Ele se sentia vivo. Ele ergueu o rosto, primeiro para a parede à frente, depois na direção do outro rapaz, que lhe dirigiu um olhar desejoso, antes de mais uma estocada mais forte. Ele abriu a boca, inspirando ruidosamente com o rosto completamente corado.

— D-Daddy...!! – Ele soltou. Em seguida, ele sentiu um fogo ainda maior passar por seu corpo, se concentrar em seu ventre e por fim escapar por seu membro ereto.

Os olhos de Sousuke se arregalaram, numa doce surpresa, e ele teve que morder os lábios ao sentir os interiores de Makoto se contraírem ao seu redor. Ele deu um jeito de trocar novamente suas posições, novamente de frente um para o outro. Haviam lágrimas nos olhos de Mako, mas ele não pensou duas vezes em sentar sobre Sousuke.

O maior quase perdeu por completo os sentidos quando os quadris do outro se afundaram sobre seu membro. Makoto apoiou as mãos sobre seu peito, movendo-se vigorosamente. Sousuke olhou para aquilo deslumbrado.

E o mais fantástico era que a penumbra do quarto ainda não os deixava enxergar um ao outro por completo.

— ... Diz... Diz aquilo de novo.... – Sousuke falou.

— Hnnn... – Mako gemeu, então jogou a cabeça para trás. – Daddy! Me come! Me come com força!

Sousuke sentia que não ia mais aguentar. Ele fechou os dedos ao redor do membro de Makoto, o masturbando e ficando feliz de sentir o pré-gozo lhe escorrendo ao tocar na entrada da uretra. Nisso, Mako soltou um gemido mais alto, então Sousuke continuou lhe tocando na ponta. Ele sentia todo o seu corpo se esquentar de antecipação.

— Ah.... Ahh!!! – Sousuke sentiu seu próximo orgasmo chegar de forma incontrolável. – Rin!! Rin!

— H-Haru!!!

Eles gritaram juntos. E também chegaram ao ápice juntos. E, naqueles poucos segundos de prazer extremo, estava tudo certo.

“Com você falando o nome daquela pessoa...”

Até parece que é verdade mesmo.

Isso veio de ambos.

Mas não precisavam falar.

E, também, pararam por aí as coincidências para ambos. Os dois rapazes se desatrelaram um do outro, ofegantes, e deixaram-se cair na cama. Olhando para o teto, os peitos subindo e descendo enquanto retomavam o ritmo do mundo real, o ar frio do quarto finalmente os tocando.

Notas finais
EU NÃO ME ARREPENDO DE NADA! *foge batendo a porta ao sair*