Notas iniciais
Oii gente! Enfim um capítulo novinho pra vocês rsrs Ah, eu não to verificando isso direito, mas peço desculpas se os capítulos tiverem ficando cada um com uma formatação diferente... É que o meu pc é bugado, então eu costumo postar pelo cel... As eventuais marcações com asterisco no texto serão explicadas nas notas finais. Enfim, boa leitura =)

–

– Alô.

– Mako. Preciso falar com você.

Minutos depois, Tachibana Makoto já subia para a casa vizinha à sua, onde o melhor amigo o esperava. Haru abriu a porta e puxou o rapaz para dentro, levando-o até o quarto, onde sentaram de frente um para o outro.

– Eu e o Rin.... – Haru falou, antes que o outro pudesse perguntar. – Nos beijamos.

De primeira, a ficha não caiu. Então Mako ficou boquiaberto.

– O quê?! Quando? Onde? O que aconteceu?

– Eu.... Encontrei com ele ontem. – Haru confessou, com o rosto ficando vermelho. – E.... Não consegui ficar sem falar para ele. Por sinal, ele te chamou também, não foi?

Makoto riu, desconcertado.

– Eu não iria sair só com vocês dois, só iria segurar vela. Vocês precisavam de um pouco de privacidade, então não tinha por que eu ir. – Ele fitou Haruka. – Eu disse que ia ajudar. Nesse caso, o melhor jeito de fazer isso era não fazer nada. E parece que deu certo.

Aqueles olhos profundamente azuis devolveram-lhe o olhar e Mako viu neles gratidão e.... Timidez, talvez?

– Obrigado. – Disse Haru. – Por ser um amigo tão bom.

Mako abriu um sorriso meio triste.

– É o mínimo que eu poderia fazer.

– Mako... Você está bem?

O maior desviou os olhos. É claro que Haru conseguiria ver que que algo estava errado. Ele o conhecia melhor do que qualquer um. Mas falar a verdade apenas complicaria tudo. Haru já havia feito sua escolha.

– Só sinto um pouquinho de inveja por ter alguém que goste de você. – Ele desconversou. Não era totalmente mentira. – Fico feliz por vocês dois. Então, o que foi que rolou? Ele se declarou também?

Haru estendeu a mão e puxou o golfinho de pelúcia de Rin, que estava jogado na cama, para então abraçá-lo, antes de responder:

– Não exatamente. Mas.... Nós estamos namorando.

– Rin te pediu em namoro?! Não consigo ver isso acontecendo. – Mako falou, levantando uma sobrancelha.

– Eu.... Posso ter forçado a barra um pouco.

– Ele deve gostar muito de você, para ter conseguido convencer aquele teimoso.

Haru corou por completo. Era bom ter Mako para o ouvir, mas ainda tinha um pouco de vergonha de falar de tudo. Ele tentou responder, mas só gaguejou sílabas soltas. O maior riu, então perguntou:

– Foi o Rin quem te deu?

Ele apontava para a pelúcia. Haru olhou do golfinho para o amigo, então confirmou com a cabeça, com um sorrisinho.

– Imaginei que sim.... – Mako suspirou, fechando os olhos por um instante. Quando os abriu, o sorriso em seu rosto era mais verdadeiro. – Você o ama de verdade, né?

Haru não respondeu. Não importava o quanto pensasse a respeito, ainda era estranho admitir para o melhor amigo que estava namorando com Rin. Agradeceu por Mako não pedir mais detalhes, pois não saberia como falar do que sentiu quando beijou Rin. O desejo que sentiu quando enfim sentiu os lábios dele contra sua pele.... A felicidade que sentiu quando Rin aceitara que namorassem.... Se eles eram um casal, queria dizer que podiam fazer mais disso de beijar e..... Outras coisas....

– Não precisa responder, foi uma pergunta retórica. – Mako comentou, tirando-o de seu rápido devaneio. – Dá pra ver que está feliz em estar com ele. Quando vão se encontrar de novo?

– Não sei. – Respondeu, com sinceridade. – As aulas começam daqui a só dois dias.

– Bom, eu diria que ainda dá tempo. – Mako falou se levantando. – Porque não liga para ele? Se encontraram no início das férias, bem que poderiam se ver no final também, não?

– .....

– Não fique com essa cara de morto. – Mako bagunçou o cabelo do amigo, o que o irritou. – Você quer vê-lo, não quer? Aproveite a chance que tem.

Haru se levantou, enquanto Mako ia em direção à porta.

– Olha, eu tenho que ir agora. – O maior falou, antes que o outro pudesse responder qualquer coisa. – Prometi à minha mãe que estaria em casa para ajudar com o jantar hoje.

– Tá bem.

– Até logo, Haru! E boa sorte!

Mako era sempre tão cheio de energia.... Haru suspirou. Ele até fazia parecer que era fácil chamar alguém para um encontro.

“- Oi, Rin! Sabe, como estamos namorando, pensei que poderíamos ir ao cinema juntos!

– Claro, Haru! Depois poderíamos jantar à luz de velas naquele restaurante chique no centro, eu pago!

– Oh, você é tão fofo!

– Você que é, querido! ”

..................

Isso nunca iria acontecer.

Era mais provável ser algo do tipo:

“- Rin. Vamos sair juntos.

– O QUÊ?! Não pense que vou fazer coisas melosas com você em público!

– Mas estamos juntos.

– V-v-v-você é estranho! Nem venha tentar fazer coisas pervertidas comigo!”

Haru abaixou a cabeça, se sentindo derrotado. Tinha arranjado o namorado mais complicado da face da Terra. Não duvidava que Rin lhe desse um tapa se ele ousasse lhe dar flores ou algo do tipo.

Mas Rin é quem havia tomado a iniciativa do beijo na véspera, não? E ele disse que tinha gostado, e aceitado que eles namorassem. Isso queria dizer que Haru poderia não ser completamente rejeitado se tentasse fazer alguma coisa.... Talvez Rin só estivesse inseguro de seus sentimentos antes e não quisesse arriscar que Haru não o correspondesse.... Ok, isso era ridículo e nada a ver com o Rin que conhecia. Então.... Aaaahhhhhhh!!!! Por que Rin tinha que ser tão imprevisível?????

Haruka olhou para o brinquedo, que ainda estava em suas mãos, e fez uma careta de raiva. Em seguida o abraçou de novo.

– Isso é culpa sua, por ser tão irresistível.... – Sussurrou, pensando em sua voz alcançando os ouvidos de Rin.

***

Domingo. Último dia das férias de inverno. Rin não tinha exatamente um problema com o último período letivo, já que ele era relativamente bem curto, mas essas férias lhe pareceram tristemente curtas, agora que chegavam ao fim. Ele havia finalmente conseguido fazer Nitori arrumar sua bagunça, já que ambos estavam de volta ao quarto. No momento, o ruivo estava deitado na cama enquanto o menor lhe enchia de perguntas sobre sua viagem no feriado. Desde a competição de natação no final do ano anterior, Rin havia decidido ser mais legal com ele, mas.... O garoto às vezes ainda era bem irritante. Então ele agradeceu mentalmente quando ouviu o celular tocar, interrompendo a conversa com o colega de quarto. Ele atendeu sem mal olhar para a tela, saindo do quarto, enquanto indicava isso a Nitori.

– Alô.

– Rin. – A voz de Haru o recebeu do outro lado da linha. – Está ocupado?

Ele se surpreendeu um pouco. Não estava esperando uma ligação de Haru. Desde o dia do beijo haviam se falado apenas por mensagem, e nunca sobre nada romântico ou sexual.

– Haru? Oi. Eu.... Não sabia que ia ligar....

– Não pensei que precisasse avisar quando te ligo.

“.... Seu grosso. Se vamos ficar juntos, pelo menos poderia ser mais gentil…”

– Enfim. – Haru continuou, após um resmungo de Rin. – Queria saber se está fazendo algo importante agora.

– É.... Não. – Onde ele queria chegar? – As aulas e os treinos voltam amanhã, então estou só relaxando antes de voltar à rotina....

– Pode sair da Samezuka por algumas horas?

– Agora?

– É, Rin. Agora.

O ruivo abriu a porta do quarto de novo e, sem desligar o telefone, pegou o agasalho da Academia Samezuka e jogou por cima da camiseta fina preta que usava.

– Matsuoka-senpai, vai sair? – Nitori perguntou.

– Vou. Não fique me esperando.

Ele saiu de novo e trouxe o celular novamente ao encontro da orelha, enquanto andava até a saída.

– O que é isso? Quer me encontrar em algum lugar? Sabe que não posso voltar tarde demais, não pretendo chegar na primeira aula do bimestre cheio de olheiras.

– Prometo que não vai se atrasar. Só vou te roubar por pouco tempo.

– Tsc. Você é impossível. Enfim, onde você está?

Rin abriu a porta que dava para o pátio da academia. Do outro lado deste, o portão de saída, aberto, e uma silhueta bastante reconhecível, de pele alva e cabelos negros. O ruivo desligou o celular e caminhou até lá.

Haru sorriu discretamente quando Rin se aproximou. Tinha achado melhor não tentar mandar nenhuma mensagem de texto, após repassar tantas possíveis e desastrosas sequências delas que poderiam ocorrer se o fizesse. Seria mais fácil só ir até o local e raptar Rin. E poderia ser divertido fazer isso.

Rin já tinha entendido pelo telefonema que Haru queria encontrar-se com ele, mas não esperava que ele tivesse ido até ali. A casa dele não era, tipo, do outro lado da cidade? Ele queria ter se arrumado melhor, mas não tinha tanto tempo a gastar.... E ele também estava um pouco ansioso pelo reencontro. Haru estendeu a mão para ele.

– O que pensa que está fazendo?!

– Ué. Nós estamos namorando, não é? – Haru o olhou, não indicando que mudaria de ideia. Mas também sua expressão não indicava nada. – Namorados fazem isso.

Rin olhou ao redor. Não havia mais ninguém por perto. Sem olhar para o rosto de Haru, para que este não visse o rubor em seu rosto, ele segurou sua mão.

– Não pode ficar fazendo essas coisas onde todo mundo pode ver....

Haru o fez ficar de frente a ele.

– Se quiser, podemos ir para um lugar mais privado.

Rin o olhou, em um misto de espanto, fúria e constrangimento.

– Qual é o problema com você? Não fica envergonhado de ficar sugerindo que façamos.... Essas coisas? Somos dois homens!

Haru suspirou e afastou o cabelo do rosto, para então dar um selinho rápido em Rin. É claro que ele sabia qual seria a reação do ruivo, mas do jeito que a coisa ia, parecia que nunca iriam avançar nada em sua relação.

– Eu não tenho vergonha de fazer nada com você, Rin. – Haru falou, prendendo o olhar no namorado. E acrescentou, com um sorrisinho brincalhão. – Pensei que você tivesse dito no outro dia que queria fazer isso de novo.

– É-é claro que eu queria.... – Rin, falou, desviando-se do olhar hipnótico de Haru. – Digo, quero. Mas.... Não é legal que todos descubram e fiquem falando da gente.

– Até parece que fui eu quem vivi alguns anos fora do Japão*....

– Isso não quer dizer nada! E..... Você.... – Ele completou, mais para si mesmo. – Me deixa nervoso....

Sem nenhum aviso, Haru o abraçou. Tendo sido surpreendido, Rin o empurrou. Não é que não gostasse de estar com Haruka, mas.... Não estava acostumado com aquele tipo de contato entre os dois. Haru franziu o cenho.

– Você vai me acompanhar ou não?

Haru não esperou uma resposta. Ele começou a andar, fazendo Rin o seguir. Na esquina, o moreno fez sinal para um ônibus e os dois entraram.

– Você não me falou para onde vamos, idiota.

– Para a minha casa.

Rin arregalou os olhos.

– Está falando sério?

Haru fez que sim com a cabeça.

– Você prefere que tenhamos privacidade, não é? – Ele disse, encarando o ruivo. – E eu não consegui pensar em mais nada que poderíamos fazer....

Rin suspirou e se apoiou na janela do ônibus, olhando para o lado de fora. Ele sentiu a mão de Haru procurando pela sua, mas dessa vez não reclamou. Permitiu-se um sorriso. Não importava que as ações do outro o deixassem tímido e sem palavras.... No fundo, gostava daquela sensação de conforto que passara a sentir ao lado dele.

Poucos minutos depois, os garotos desceram do veículo. Haru os guiou no curto caminho que faltava até sua casa. Rin o acompanhava com o rosto corado e as mãos suando frio. Ele estava indo para a casa de Haru. E eles.... Estavam namorando. Ele tinha receio do que o moreno planejava que fizessem lá.

Haru abriu a porta e eles entraram. Rin não lembrava de já ter visitado a casa de Haru quando estava no fundamental, além de que era provavelmente a primeira vez que ficavam inteiramente sozinhos em um lugar. Isso lhe deu um frio na barriga e ele se censurou por essa reação. Ele olhou para Haru, que o observava da porta, também com o rosto corado.

– E-então, o que vamos fazer? – Rin balbuciou, tentando não parecer tão nervoso.

Haru se aproximou dele.

– O que você quer fazer?

– Tentando ser um bom anfitrião?

Rin não sabia se Haru tinha consciência do quão sexy ele estava sendo. Já era bastante difícil manter o controle quando estavam juntos, mas estando sozinhos, com Haru falando daquele jeito com ele....

– Não tem perigo de seus pais chegarem? – Rin perguntou, tentando mudar o foco.

– Não moro com meus pais. – Haru respondeu, mas, para a surpresa do ruivo, desviou o olhar em seguida. – Quer beber alguma coisa?

Rin observou o namorado ir até a cozinha e o seguiu.

– Ahn.... Não, to bem.

Haru deu de ombros.

– Não precisa ficar tão tenso assim. – Ele se virou. – Não vamos fazer nada que você não queira. Eu.... Eu não sei direito como....

Rin compreendeu o que Haru estava querendo lhe dizer e, de repente, se sentiu um pouco mal por estar apenas dificultando tudo.

– Olha.... Sinto muito.... – Rin desculpou-se, dando um passo na direção dele. – Eu também não sei o que fazer.... – Ele olhou fixamente nos olhos de Haruka. – Eu não quero te machucar de novo. Você é importante pra mim.

Rin deu um sorriso de lado e segurou a mão do namorado. Haru sorriu de volta e lentamente aproximou seus lábios dos de Rin. Este não tentou lhe parar. Em vez disso, diminuiu ainda mais o espaço entre seus corpos e correspondeu o beijo.

Haru sentiu a língua de Rin pedir passagem em sua boca e a concedeu, sem hesitar. O moreno pôs as mãos na bancada da pia, atrás de si, à procura de um apoio, enquanto o outro inclinava o corpo contra o seu. As mãos de Rin seguraram sua cintura, enquanto ele aprofundava o beijo, demonstrando a intensidade da paixão que sentia.

– Rin.... – Haru sussurrou quando enfim se separaram brevemente do beijo, pondo uma das mãos em seu rosto. – Você.... Quer que eu te mostre o quarto?

Rin devolveu-lhe um sorriso safado.

– Adoraria.

Haru o levou por um corredor até chegarem ao quarto, enquanto o rapaz lhe beijava a parte visível do pescoço. Ele se sentou na cama e tirou a camisa com um único movimento. Rin fez uma careta.

– Sabe, nunca vou entender como faz isso.... – Ele disse, se sentando ao lado do rapaz. Seus olhos focaram o presente que ele dera de Natal e ele sorriu. – Bom saber que gostou assim dele....

– Eu te disse naquele dia, bobo. – Haru respondeu, com um sorrisinho. Ele puxou Rin para perto pela gola da camisa dele.

Rin estremeceu diante do toque de Haru. Enquanto uma das mãos de Haru segurava-o em um novo beijo, a outra enfiou-se por debaixo de sua camisa, passando a explorar seu torso. Ele retirou o agasalho e a camisa desajeitadamente, ansiando por mais daquele toque. Ele nunca imaginara que estaria aproveitando tanto assim um beijo.... Mas provavelmente era porque era com Haru.... Tinha algo nele que tornava tudo melhor. Apesar de o rapaz se mover com certa calma e de se dizer inexperiente, Haru tinha em suas ações uma intensidade única, que enchiam Rin de luxúria.

O moreno separou os lábios dos dois e levou os seus à pele do pescoço, trilhando com beijos a região. Rin sentiu um arrepio delicioso quando Haru resolveu passar a língua pela base do pescoço dele. A respiração quente e a antecipação por mais contato com aqueles lábios o incitavam, enquanto Haru passava pela extensão da clavícula, até seu ombro.

Antes que percebesse, Rin estava deitado de costas na cama, com Haru continuando a excitá-lo com suaves toques pelo seu corpo. A mão esquerda do moreno partiu de sua cintura e passou pelos músculos definidos da barriga de Rin, subindo gradativamente. Ele queria ser completamente possuído por Haru, não queria deixá-lo ir embora nunca mais. Ele puxou a cabeça do outro para junto da sua, beijando-o apaixonadamente. Por que continuaria fugindo se Haru podia lhe transportar para um momento tão sublime?

Haru então deslizou as pontas dos dedos por um dos mamilos de Rin. Não esperando por aquilo, Rin se assustou e resfolegou, acabando por morder o lábio inferior de Haru, que o beijava. Este separou suas bocas, mas começou a exibir um sorriso, enquanto encarava seus olhos rubros. Ele continuou a brincar com o mamilo do ruivo, o que fez este suspirar baixinho.

Rin cobriu os olhos com um braço. Era deveras vergonhoso ser observado enquanto estava sendo tocado daquela forma por outro homem.... A princípio, Rin pensou em afastar a mão de Haru, mas estaria mentindo se dissesse que aquilo não era.... Bom. Ele destampou os olhos, aproveitando a sensação do corpo de Haru em cima do dele.

Haru sentia o corpo de Rin reagir ao seu toque. Os mamilos dele ficaram mais rígidos após serem estimulados. Isso significava que ele estava gostando, certo? Ele desejava Rin, mais do que pensava que faria, mas queria ter certeza de que o estava agradando. Ele voltou a beijar o corpo do ruivo, logo trocando o que fazia com os dedos por sua língua. Haru levantou o olhar para fitar namorado. Ele estava tão lindo.... O rosto corado, os olhos semicerrados, a boca aberta num gemido de prazer.... Haru sentiu uma pulsação dentro de sua calça. Em pouco tempo não aguentaria mais.... Queria tornar-se um com Rin.... Ele chupou o peito do namorado, deixando marcas roxas aqui e ali.

– Ahh.... Ha-haru! – Rin gemeu, mais alto do que esperava.

Haruka apoiou as mãos ao lado de seu rosto e beijou-lhe os lábios outra vez. Rin o abraçou, acariciando suas costas nuas. Ele já estava bem excitado com tudo aquilo. Será que Haru estava gostando como ele? Rin o abraçou e mudou de posição, pondo Haru embaixo de si. O moreno não deu sinais de incômodo com a mudança de posição. Rin observou seu corpo, nu da cintura para cima. Quantas vezes já vira aquele corpo, sem que de fato visse o que via agora? Ele era incrível. Sem um defeito. A pele macia, quente, que ele sentia agora ao percorrer sua extensão com as mãos.... Haru era....

Ele se interrompeu ao perceber que apenas a mão direita estava parada no peito do namorado. A outra havia escorregado até.... Mais embaixo. Mesmo por cima da calça, Rin podia sentir a ereção de Haruka.

Com o rosto ficando vermelho em um instante e uma expressão apavorada, Rin puxou a mão para longe e afastou-se de Haru, quase caindo da cama.

– Ahhhh! Desculpe! Eu não devia.... Eu! Quero dizer.... Eu acho que eu tenho que ir!

Haru o observou confuso, enquanto Rin pegava a camisa e o casaco jogados no chão e os vestia. Rin tentava não o olhar nos olhos, morto de vergonha e se atrapalhando todo ao passar os braços com pressa pelas mangas da blusa.

– Rin? – Haru chamou, ainda na cama. – Eu.... Fiz alguma coisa?

– Quê? Ahn.... Não! Quer dizer, sim! Digo, nós dois, isso não é certo!

Os últimos vestígios de sorriso no rosto de Haru se extinguiram. Rin não pareceu notar.

– Você.... Não quer fazer isso.... Comigo.... Não é? – Haru falou, inexpressivo. Rin finalmente o olhou novamente. – Porque.... Eu sou um homem.

Rin engoliu as palavras que estavam prestes a sair. Ele estava certo afinal, não estava? Se fosse uma garota, Rin poderia ter seguido em frente sem receio de ferir seu orgulho.

No entanto.... Ele duvidava muito que garota alguma pudesse o fazer se sentir tão bem quanto Haru fizera. Ele nunca havia sentido tanto prazer até então. Ele não queria parar, mesmo que Haru fosse um garoto. Mas.... Como.... Eles fariam aquilo?

– .... Eu.... – Rin começou, após alguns instantes de silêncio e de rearranjo de palavras. – Gosto de você. Mesmo. Mas.... Entre dois caras.... Não é direito....

– Então você não quer. Você não quer que a gente faça s---

– Eu não disse que não quero! – Rin interrompeu. – Quem é que não está escutando agora? Só que.... Não é tão simples assim....

Ele se sentou novamente na cama e beijou Haru.

– Eu.... Tava gostando muito.... Mas eu nunca fiz isso....

Haru segurou sua mão e olhou em seus olhos.

– Rin. Não tem problema se não.... Está pronto ainda.

– Não fale comigo como se eu fosse uma menininha virgem com o primeiro namorado!

– Você.... Já transou com alguém?

Rin se apavorou de novo.

– E-e-eu, b-bem.... N-na verdade.... – Ele olhou com uma expressão de raiva para Haru. – Não. Você já, por acaso?

– Lógico que não. Pensei já ter dito que nunca tinha ficado com ninguém. – Haru disse, com naturalidade. – Mas então não estou errado em achar que está inseguro?

Rin ficou de costas para ele.

– Eu.... Não estou a fim de falar sobre isso agora!

Haru suspirou.

– Tá bem. Mas.... Estamos bem, não estamos?

Rin revirou os olhos.

– Estamos. – Ele jogou um olhar sedutor para o moreno. – Está ficando sentimental, “amor”....

Mesmo sabendo que era uma brincadeira, Haru não pode evitar de corar ao ouvir Rin chamá-lo assim. Ele sorriu e abraçou Rin, que ainda estava de costas para ele na cama.

– Quando quiser.... Conversar....

Rin o olhou, fingindo irritação, mas com um sorrisinho travesso.

– Você só está louco pra dormir comigo, admita.

– Estou.

“Ok, essa foi BEM direta! “, Rin pensou. Ele podia ouvir seu coração acelerar novamente. Haru segurou uma de suas mãos e a levou até os lábios.

– Que cavalheiro. – Rin debochou. – É bom mesmo ser assim, após falar coisas tão pervertidas comigo....

– Você também estava gostando. – Haru implicou, sorrindo.

– Não vem ao caso. – Rin brincou, se levantando. Ele apanhou o celular no bolso e verificou o horário. – E eu tenho que ir mesmo.

– Tá....

– Não me venha com essa cara! Não posso morar aqui!

– .....

– Não. Não posso.

– Me liga depois. – Haru pediu, se levantando da cama. Rin lhe deu um beijo na bochecha.

– Eu te mando uma mensagem. – Prometeu. – Eu tenho colega de quarto, lembra? Se Nitori me pegar falando no telefone coisas bonitinhas com alguém, não vai me deixar em paz até que eu conte quem é.

– E você não iria querer contar quem é....

– Não fale assim. Não quero todo mundo sabendo da minha vida pessoal.

Haru o acompanhou até a porta.

– Obrigado por ter vindo até aqui.

– Não foi nada. – Rin se deixou perder no olhar azul profundo de Haruka.

Haru sorriu plenamente. Rin se espantou, depois sorriu também. Ele abraçou o namorado e sussurrou em seu ouvido.

– Foi bom estar com você. Só com você.

Haru se sentia a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. Ele envolveu Rin com seus braços também, apreciando cada mínima sensação. A brisa suave que passava pela porta aberta e bagunçava os cabelos dos dois. O cheiro de Rin, não de perfume, mas o aroma que seu próprio corpo exalava. O formato bem feito de seu corpo. As batidas do coração dele, se confundindo com as do seu.

– Tem certeza que não quer que eu te acompanhe? Já está escurecendo.

Rin desviou os olhos, ruborizando.

– Não precisa disso.... Posso voltar sozinho....

Haruka sabia que ele provavelmente só não queria que o vissem chegando de noite na Samezuka acompanhado. Não ia contestar. Rin podia ter a privacidade que quisesse.

– Ok. A gente se vê.

– Aham. Boa volta às aulas.

– Pra você também.

Rin roubou um beijo de Haru. Ele saiu da casa, com um sorriso enchendo o seu rosto, e acenou para o outro. Haru o observou, atônito, da soleira da porta. Rin.... Ele era o seu namorado. A ficha finalmente tinha caído e Haru nunca se sentira tão feliz. Ele fechou a porta e foi tomar um banho antes de jantar e se aprontar para dormir.

Duas horas depois, ouviu o celular tocando.

“Durma bem ;)

– Rin”

Ele sorriu e foi para cama.

“Boa noite. Eu te amo.

– Haru”

Notas finais
Gente, foi a primeira vez que eu escrevi algo próximo de lemon, sinto muito se não tiver prestado kk Ah, desculpem se tá muito difícil de entender o Rin... É que ele gosta mesmo do Haru, mas nunca teve nenhum tipo de relação sexual antes, muito menos com um cara, então ele fica se desesperando kkkkk Mais uma coisa, eu não vou invalidar os acontecimentos da segunda temporada, mas queria saber se vocês acham que fica melhor adaptar alguns diálogos (yaoizar descaradamente as cenas do anime kkk) ou... Sei lá, só transcrever igual o original se for necessário? Tipo, em ambos os casos eu vou ficar trabalhando com cenas novas (óbvio, né? -.-), só queria saber no caso de precisar de flashback ou algo assim. =P deu pra entender? kkkkkk EXTRAS: - No Japão, é um tabu demonstrar afeto publicamente. Não só com homossexuais, casais não costumam, por exemplo, se beijar em público. Como o Rin morou quatro anos fora, ele deveria ser quem não liga para esses tabus, mas o Haru não é muito de se importar com convenções sociais também rsrs - Lá, o ano letivo vai de abril a março (super diferente do ocidente kk), então eles tem três períodos letivos, com férias intercaladas: de abril a julho, de setembro a dezembro e de janeiro a março... É mais ou menos isso... Só pra caso alguém não saiba, pra ajudar a se orientar kk