RinHaru Project
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Naquele momento, Haru e Rin estavam num encontro.
Makoto não sabia onde. Ele também não sabia quanto tempo duraria e definitivamente não queria saber o que estava acontecendo entre os dois.
Naquela manhã, Haru lhe disse que não viria mais à sua casa jogar videogame naquele dia. Logo depois do treino, ele teria um compromisso.
— Um... Compromisso? Faltam poucas semanas para o campeonato municipal, o que é tão importante a ponto de te distrair disso? – Mako brincou.
Haru ficou em silêncio e desviou o olhar.
— Ei... – Makoto insistiu. – Parece.... Que tem algo te perturbando.
— Eu vou me encontrar com o Rin.
Haru falou em voz baixa, como se com vergonha. Imediatamente, Mako entendeu.
E ele se sentiu péssimo. Ingênuo por ter pensado que Haru realmente poderia ser seu. Idiota por pensar que Rin conseguiria deixar Haru ir embora de verdade. Insignificante...
Seu interior pareceu se revirar, não reagindo muito bem ao que ouvira, mas ele abriu o sorriso meigo de sempre:
— Ah. Entendo. Então ele finalmente desistiu de se fazer de difícil. – E riu de brincadeira.
Haru ainda parecia envergonhado. Ele focou o olhar no amigo.
— Você... – A voz dele morreu e ele recomeçou a frase. – Eu disse que iria pensar. Eu fiz isso. Mesmo. Mas...
— Não precisa se desculpar. – Mako o interrompeu. – Você ainda o ama. O melhor que tem a fazer é ir atrás dele, mesmo.
Haru sustentou o olhar, lendo a expressão do amigo. Makoto era sempre assim. Ele o apoiaria em qualquer coisa que fizesse Haru feliz. Ele lhe estenderia a mão, mesmo sem Haru pedir. Mesmo que os olhos de Haru não estivessem direcionados a ele.
Haru soltou o ar e abraçou Mako. Ele sabia que Makoto sempre estaria ao seu lado. Ele era importante.
Mako sentiu o coração se apertar. Ter Haruka o abraçando doía mais do que ele queria admitir. Ele sabia que Haru nunca faria algo com o intuito de machucá-lo, mas era horrível essa sensação de estar tão perto da linha de chegada e ser parado por uma parede invisível. Ele estava próximo de Haru. Tão próximo quanto poderia. Mas nunca poderia avançar mais do que isso. E era por isso que doía.
Não houve mais palavras. Haru não conseguia pensar em mais nada para dizer e Mako não iria forçá-lo. Ele também não tinha nada mais o que dizer.
E agora ele estava novamente sozinho em seu quarto. Agradecia de todo o coração que os irmãos mais novos estivessem na festa de um colega da escola e que, portanto, ele fosse o único em casa. Pela janela, ele percebia a noite chegar devagar, deixando o quarto em uma penumbra que até que combinava bem com seu estado de espírito.
Mas Haru estava feliz.
Makoto sorriu.
E uma lágrima escorreu por seu rosto.
***
Rin caminhava a passos lentos. Ao seu lado, Haru o acompanhava, esperando que ele falasse alguma coisa. O céu estava escurecendo aos poucos enquanto eles caminhavam aparentemente sem rumo pela cidade. O silêncio estava insuportável. Então Rin parou de andar, segurando a mão de Haru para que ele fizesse o mesmo, mas a soltando logo em seguida.
— Me desculpa... – Ele falou. – Eu.... Não deveria ter demorado tanto.
Haru olhou para ele, se surpreendendo com o quanto estava nervoso por estar com Rin outra vez. Ele suavemente assentiu.
— .... Acho que você não foi o único culpado.
— Você não tinha que correr atrás de mim.
— Claro que tinha. – Ele se aproximou de Rin. – Eu te amo. Farei o que for preciso para ficar com você.
Rin perdeu o fôlego, sentindo o coração acelerar, ao ouvir a declaração espontânea de Haruka. Ele desviou o olhar, envergonhado.
“Droga... Será que ele nunca se incomoda de falar coisas constrangedoras em voz alta? ”, Rin pensou.
A mão de Haru procurou a sua, e então a levou aos lábios do moreno.
— Não quero mais ter que ficar esperando você voltar. Sou egoísta o bastante pra não te deixar mais sair do meu lado, então... Eu não vou mais te deixar fugir.
Rin ruborizou, franzindo os lábios, enquanto um sorriso bobo surgia sem sua permissão. Ele queria que Haru não conseguisse conquistá-lo tão fácil... Mas já aceitara que era assim que as coisas eram. E ele também não queria mais ir embora.
— Você sabe que eu sempre volto. – Disse.
— Mesmo assim. Foi você quem disse isso, se lembra? Nós pertencemos um ao outro.
Deixando de lá quaisquer traços remanescentes de vergonha, Rin abraçou Haru. Um abraço que os dois aguardavam há bastante tempo, que significava que tinham certeza que não se separariam mais.
Independentemente do que acontecesse, eles não poderiam mais deixar um ao outro.
— Então fique sempre comigo... – Rin sussurrou no ouvido de Haru.
O moreno o abraçou mais forte, enormemente feliz.
— Rin, seu idiota...
O ruivo riu e afastou ligeiramente o abraço para poder olhar nos olhos profundamente azuis do outro.
— Estamos namorando de novo? – Rin perguntou, com um sorriso meio sem-graça.
Haruka deixou um sorriso delinear sua própria boca, para então aproximá-la da de Rin, selando um beijo.
— Sim.
Rin deu um riso meio nervoso, com um sorriso de lado.
— Não vai mais me deixar ir embora, hã?
— Nunca.
Rin escondeu o rosto junto ao pescoço de Haru.
— Pare de falar tão diretamente coisas que me deixam nervoso!
Haru afagou seus cabelos.
— Mas você na verdade gosta quando falo algumas coisas, não é?
Rin fez um muxoxo e não respondeu, mas sorria secretamente.
Podia ser que ele se arrependesse por isso depois. Ele continuaria tendo que se desdobrar para poder por todas as partes de sua vida em ordem.... Mas não tinha importância. Só Haru tinha importância. E eles estavam juntos.
“Haru”, pensou. “Eu nunca mais vou te deixar. ”
***
Sousuke deu um murro na parede.
Já faziam mais de três horas que Rin saíra do dormitório. Tudo bem, amanhã não teriam aula, não é como se ele tivesse obrigação de voltar cedo... Só que Sousuke sabia porque ele havia saído.
Era por causa de Nanase.
Rin nem precisava lhe falar isso. Ele não levara nada além das roupas do corpo, então não planejava dormir em outro lugar nem nada assim. E parecia ansioso o bastante para que ele soubesse que não se tratava de uma saída entre amigos.
Nanase passara à sua frente.
Ele levantou os olhos para o teto padronizado do quarto.
O que mais poderia ter feito? Era ele quem sempre estava ao lado de Rin, era para ele que Rin contava tudo, era ele que mostrava sempre, em tudo o que fazia, que Rin era a prioridade, que era tudo por causa dele.
— Droga! – Soltou entredentes, passando uma mão pelos cabelos escuros.
O pequeno relógio em cima da mesa movimentou outro ponteiro, como que concordando com os pensamentos do rapaz. Ele encarou fixo o objeto, em sua impaciência, não sabendo mais para onde olhar, perdido em pensamentos.
Rin não o escolhera.
Ele viera até aqui por nada, então?
Independente do quanto o amasse, Rin não correspondia aos seus sentimentos.
Mas se não fosse Rin... Sousuke não sabia se poderia haver outra pessoa no mundo que tivesse aquela coisa única que havia em Rin.
E, como se não bastasse, havia a dor e a humilhação de ter perdido.
Sousuke sempre preferira nadar sozinho porque não queria ter que confiar em outras pessoas, que poderiam facilmente arruinar tudo. Mas, desta vez, ele agira por conta própria e ainda assim perdera. Ele, por sua própria incapacidade, perdera.
E essa não era uma competição que ele poderia simplesmente repetir se treinasse.
Ele não era esse tipo de pessoa, afinal.
Outros cinco, dez minutos se passavam. Meio se arrastando, meio saltando os intervalos enquanto Sousuke deixava-se devanear. Ele esperara anos para que Rin voltasse para o Japão. Depois mais alguns meses para poder reencontrá-lo propriamente. E agora se impacientava com cada minuto a mais em que ele não estava ao seu lado.
“Acho que alguma parte de mim resolveu que já passou do limite”, pensou.
Sousuke respirou fundo e foi sentar-se em sua cama.
O que acontece depois que se perde o jogo?
***
— Tem certeza disso? – Haru perguntou outra vez.
— Droga, Haru, eu tenho! – Rin olhou para ele e segurou seu rosto com as mãos, nem ligando para o quão nervoso estava em falar isso. – Eu disse que não quero mais perder nem um minuto que possamos ter!
Haru o beijou apaixonadamente e o olhou fundo em seus olhos.
— Eu não quero que você.... Se precipite. Você é muito impulsivo.
Rin fez um muxoxo.
— Eu já gastei tempo demais pensando nisso, então não ache que estou fazendo algo por impulso.
Haru pode ouvir o coração acelerar e um curto sorriso esboçou-se em seus lábios.
— Você.... Tem pensado.... Em nós dois?
Rin suspirou e então se jogou nos braços do, outra vez, namorado.
— É claro, seu idiota. – Ele abraçou o moreno apertado, com um desejo saudoso de o sentir próximo a si. – Ou vai dizer que você não?
— Nos últimos meses... – Haruka falou, com o rosto encaixado entre o ombro e o pescoço de Rin. – A única coisa em que eu pensava era em te reconquistar.
Rin riu.
— E não na natação?
— Fora isso.
Outro riso. Então Rin disse, em voz baixa:
— Você nunca precisaria me reconquistar. Porque você nunca chegou a me perder.
— Eu pensei que talvez tivesse.
— Idiota...
Haru afastou o rosto para poder olhar nos olhos rubros de Rin, que deu um riso sem graça. Os dois estavam ansiosos, mas.... Isso não tinha importância. Haruka o beijou. As luzes da casa de Haru ainda estavam apagadas. Não queriam fazer nada que perturbasse aquele sentimento de intimidade que tinham naquele momento.
— Rin... Vamos...
O ruivo concordou e, após outro beijo apaixonado, seguiu o outro até o quarto. Ele se sentou na cama e começou a tirar a camisa, mas Haru parou suas mãos. Rin o olhou confuso.
— Deixe.... Eu fazer isso. – Haru disse, a voz meio tímida. Mesmo só com a luz da lua iluminando o quarto, Rin notou que o rapaz estava corado, então abriu um meio sorriso sedutor.
— Como quiser.
Haru sorriu e se sentou na cama também, ao lado dele. Delicadamente, deixou suas mãos deslizarem pela pele clara de Rin. Ele deslizou a camisa do ruivo totalmente para cima, explorando seu corpo com as pontas dos dedos.
Rin deixou escapar um suspiro. O toque de Haru era tão bom.... Mas ficava meio angustiado pelo meio-prazer da antecipação por mais. Ele também, enfiou as mãos por baixo da blusa de Haru, retribuindo o que ele fizera. Ele correu as mãos pelas costas do moreno, o trazendo para junto de si quando os dois já estavam com os troncos desnudos.
— Rin... – Haru sussurrou, abraçando-o de volta.
— Eu sei que é a primeira vez, mas.... Eu quero de verdade poder fazer tudo com você.
Ele foi interrompido quando Haru o jogou de costas na cama. O moreno o olhou, devorando-o com os olhos. A expressão de desejo nele, que quase nunca nem transparecia seus sentimentos, apenas fez o coração de Rin acelerar. Ele conseguia alcançar uma parte de Haru que, sabia, ninguém mais conseguiria.
Rin sorriu, confiante e puxou o rosto do namorado para um beijo intenso. Era bom se sentir vitorioso. Haru sempre fora um ideal a ser alcançado. Ele era imbatível. Ele era fascinante. Desde o começo, e até agora.
Mas ele o alcançara.
Haru levou as mãos até a calça de Rin, indo desabotoá-la. Rin suspirou com o arrepio causado pelo contato das mãos de Haru próximas à sua virilha, mas não o parou. Ele dissera que não iria parar. E, por mais que isso o assustasse um pouco, ele não queria parar. Ele levantou o quadril, permitindo que a calça e a cueca fossem retiradas.
Haru viu o namorado totalmente sem roupas e, por um momento, suas ações travaram. Rin era... Incrível.... Quantas vezes já pensara isso? Bem, tanto faz, não é como se ele fosse deixar de pensar isso. Rin o olhou, confuso por ter parado.
— .... Algum problema?
Haru negou com a cabeça, então disse, olhando nos olhos do outro.
— Rin... Eu te amo.
Rin corou e desviou o olhar.
— .... Não fale isso quando estou... Assim... – Ele murmurou.
Haru então começou a tirar sua própria calça. Rin ficou ainda mais envergonhado. Ele não tinha certeza se deveria realmente ficar animado em ver Haru sem nenhuma peça de roupa.
“Idiota.... Eu já deveria estar preparado”, pensou, se censurando.
— Será que.... – Haru falou. – Assim é mais fácil? Quer dizer, se eu também estiver sem roupas você não precisa ter tanta vergonha, não é?
Rin olhou para os olhos do moreno, ainda corado.
— Tch. Isso.... Não é um problema...
— Alguma coisa ainda é?
— .... Acho que não.
— Você não parece tão certo disso.
— Droga... – Ele hesitou em responder, então riu em falso. – Estou nervoso demais.
Haru aproximou o rosto, mas o beijo que se seguiu foi bem mais delicado do que Rin esperava.
— Eu também.
— Eu não quero que nada esteja.... Errado.
— Ei. – Haru franziu um pouco as sobrancelhas. – Entre nós.... Está tudo certo, né? A gente.... Vai fazer estar tudo certo.
Rin soltou um riso.
— Essa atitude não combina com você.
— Ficar com você combina comigo.
— Pare com isso! – Rin reclamou, novamente envergonhado. – Ou será que você não quer que... A gente vá até o fim?
Haru segurou os pulsos de Rin, o prendendo na cama, abaixo de si.
— Eu quero você. Mas não quero fazer nada que vá te machucar de novo.
“Seriam tipos beeem diferentes de dor”, Rin pensou, de brincadeira.
— Eu disse que quero, não disse?
Haru pareceu que ia falar algo, mas se perdeu no olhar do ruivo e deixou para lá. Eles se beijaram, e isso foi um consentimento do que os dois queriam. Estavam ambos cansados de tantas incertezas. Se iam ficar juntos, queriam poder fazer isso completamente.
Rin passou os braços ao redor do tronco de Haru, trazendo-o para perto de si. O calor dos dois corpos juntos o animou com mais facilidade do que ele esperava. Ele soltou um suspiro rompendo o beijo quando sentiu suas partes íntimas em contato.
Haru desceu uma de suas mãos até suas ereções, tocando a si e a Rin ao mesmo tempo. Rin engoliu um gemido, mas Haru percebeu, genuinamente feliz em ver como o outro já estava aproveitando. Hesitando um pouco, Rin levou uma de suas mãos até a de Haru, ajudando-o a se masturbarem juntos.
— Ahhhn...
— Rin... Ah... Espera.... Não vamos.... Ainda...
O ruivo o ignorou. Era... O sexo de Haru... Junto do seu... E, ah! Isso era bom...
Ele levou sua boca até o pescoço do moreno. Haru quase perdeu a noção completa do que acontecia. Deus, como Rin conseguia fazer aquilo...? E ele era virgem?! Era bom demais para conseguir manter a sanidade no lugar.
Rin deu um risinho suave junto ao pescoço dele, o que fez os pelos de Haru se arrepiarem, antes de fincar os dentes nele. Haru soltou um gemido quando ele o fez, mas não reclamou. Ele sabia que já estava chegando ao limite, com a mão de Rin ainda junto à sua em suas ereções.
Estar com Rin era como estar afundando na água. Cada parte de seu corpo estava imersa naquilo e ele não conseguia se focar em nenhuma outra coisa. E, apesar de se sentir sufocado, não se importaria de apenas continuar ali. Rin, com toda a sua turbulência, lhe trazia uma estranha sensação de paz. Haru iniciou um novo beijo. Ele queria se afogar no amor do outro.
Rin já não se importava mais em se conter. Ele estava com Haru.... Queria dar tudo de si.... Queria ir até o limite! Então, em um canto de sua mente, um pensamento lhe brotou...
— Haru... – Outro suspiro pesado. – Nós vamos.... Você sabe....
— ... O quê...?
— Fazer.... De verdade....
Haru, de alguma forma entendeu, e afastou sua mão dos membros deles.
— A... Hmm... Penetração? – Falou, meio sem jeito. Rin apertou os lábios e assentiu. – Você entende que.... Com dois caras...
— Eu sei. – Rin respondeu rápido, mas ele parecia meio ansioso demais com isso.
Haru se afastou um pouco do corpo dele, mas foi apenas para descer até sua genitália.
— Ei, Haru, o quê? Aaahhhhhhnnnn!
Haru lambeu demoradamente o membro do outro, enquanto suas mãos passeavam pelas pernas de Rin. Este abafou outro gemido com o punho. Então a boca de Haru se moveu mais para baixo, em direção ao seu ânus, deixando sua mão no membro de Rin. O ruivo arqueou as costas sentindo a língua de Haru estimulá-lo.
— Quando foi... – Um gemido escapou por seus lábios, que formavam um sorrisinho sarcástico. – .... Que eu faria esse papel?
Haru levantou o olhar para ele.
— Você não parece realmente que quer que eu pare...
Rin estalou a língua e se calou. Estaria mentindo se dissesse que não estava gostando. De repente, ele sentiu algo ser introduzido em si. Ele abaixou o olhar. Aparentemente, Haru enfiara um dedo dentro dele...
— Não faça essa cara... – Haru falou. – Eu disse que não queria te machucar mais.
Haru pôs mais um dedo dentro dele. Rin gemeu baixinho. Aquilo era meio... Incômodo. Mas não era realmente ruim.... Os dedos de Haru se movimentaram.
— .... Desconfortável? – Haruka perguntou.
— .... Um pouco.... – Ele respondeu, não querendo olhar para o moreno. Ele mordeu os lábios para impedir outro gemido de se fazer ouvir.
Haru pôs um introduziu mais um dedo. Rin respirou fundo, se acostumando um pouco. Aquilo era tão estranho.... Admitir que aquilo estava bom seria ainda mais.... Então ele sentiu Haru retirar os dedos. Ele suspirou, uma parte de si reclamando. Ele olhou para o namorado.
Os profundos olhos azuis de Haru se focalizaram nele e Rin sentiu o próprio coração acelerar. Haru levantou da cama e pegou algo em um móvel ali atrás. Ele pegou o pacotinho quadrado e o abriu, tirando uma camisinha. Rin ruborizou, mas não tinha palavras. Ele apenas observou Haru deslizar o material por seu próprio pênis já ereto.
— Ei.... Haru.... – Seu coração batia tão alto que ele podia ouví-lo. Ele encarou o volume de Haru. A ansiedade ultrapassara quaisquer limites aceitáveis. – E-Espere!
Haru suspirou e olhou para ele.
— Rin.... Sério que mudou de ideia agora?
Rin deu um sorriso de nervosismo, as palavras lhe fugindo.
— Eu.... Errhh.... Isso.... Vai dar.... Certo, mesmo?
Haruka olhou para ele e aproximou seus rostos para um beijo. Rin não conseguiu resistir. Era tão bom ter Haru perto dele. Então o moreno separou-os um pouco, olhando em seus olhos. Assim como o de Rin, o coração de Haru mal se aguentava no peito.
Era tão estranho estar tão agitado assim. Rin era intenso demais.... Mesmo que ele hesitasse, mesmo que se fizesse difícil, mesmo que às vezes fosse difícil de verdade.... Ele era tudo o que Haru poderia querer.... E Haru já não conseguia mais aguentar ficar sem ele.
Rin sentiu Haru entrar dentro de si. Desta vez, o volume o fez gritar de dor. Haru olhou para ele e entrelaçou suas mãos. Rin trincou os dentes. Doía, mas ele não ia chorar ou impedir Haru. Fora ele quem pedira para que fizessem isso.
— Haru.... Ahhhnnn....
— Rin.... – Ele se segurava muito para não se movimentar de forma a causar mais dor para o namorado. – Você está bem?
Rin focou o olhar nele e segurou firme suas mãos, assentindo de leve. Haru curvou o corpo sobre ele, o envolvendo num abraço e o trazendo para um beijo.
Demoraram apenas uns curtos instantes para que a respiração de Rin ficasse mais estável e Haru começasse a se mover. Rin entreabriu os lábios e gemeu baixinho. Haru deu um sorriso discreto, que o ruivo respondeu com um risinho e um olhar provocador, apesar do rosto corado.
— Não precisa se conter tanto. – Ele mordeu os lábios para esconder outro gemido, sem querer conseguindo ser mais sexy. Haru sentiu suas bochechas corarem também. – Pensei que desse conta de tomar o controle.
Haru se apossou dos lábios de Rin, que circundou seu pescoço com os braços, unindo-os tanto quanto conseguia. Ele sentia as estocadas de Haru, mas já não doía tanto. E ele ia gradativamente aceitando mais do prazer dos movimentos deles.
Haru segurou as pernas de Rin, levantando os quadris do ruivo e facilitando sua movimentação. Rin gemeu alto, deixando que um sorriso satisfeito se desenhasse em seu rosto quando sentiu Haru atingir um ponto sensível dentro dele.
— Aaahhh.... Hnnng... – Ele afundou as unhas curtas na pele de Haru por impulso, arranhando suas costas.
Haru não se conteve e gemeu também, sentindo-se dominar pelo prazer. Ele... Estava dentro de Rin. Isso estava acontecendo.
— Rin... Ahh....
Rin jogou a cabeça para trás, não ligando mais para abafar os sons que fazia, sentindo uma nova onda de prazer atravessá-lo quando Haru novamente alcançou sua próstata. Ele sorriu e então olhou para Haru.
— .... Sem palavras? – Implicou.
— Você é incrível....
Rin riu e olhou para o namorado com o olhar mais sensual que pôde. Claro que para Haru ele nem teria que se esforçar muito.
“Rin.... Desde quando você é sexy desse jeito? ”
Haru sentia uma avalanche de sensações, e todas elas lhe confirmavam o quanto ele estava preso ao amor por Rin. O calor do sexo, o timbre da voz de Rin, o cheiro dele, a doce ardência dos arranhões em suas costas....
Mesmo considerando o alívio da quebra de abstinência de quando voltara a nadar, ele nunca sentira tanta necessidade de alguma coisa como sentia necessidade de estar com estar com Rin. E, como num vício, ele queria apenas mais. Queria ultrapassar tudo o que já sentira.... Queria se apressar e afundar logo nessas sensações.... E que ninguém se atrevesse a lhe estender a mão para fora dessa vez.
Ele aumentou a força e a velocidade das estocadas, fazendo Rin gemer alto. Era tão delicioso ouvir aqueles gemidos.... Ele poderia chegar ao seu limite apenas vendo e ouvindo Rin naquele momento.
— Porra.... – Rin praguejou. – Nnngh.... Haru.... Por que não me trouxe aqui antes?
Ele riu e arqueou as costas, suspirando de prazer.
— Idiota.... Eu trouxe.
Rin tomou um beijo dos lábios de Haru e lhe sorriu.
— Deveria ter insistido mais para que eu ficasse.
Ele tinha o rosto corado e seus dentes afiados apareciam nos cantos do sorriso travesso. Haru imaginou que deveria aproveitar, já que provavelmente Rin depois ficaria com vergonha de ter dito essas coisas. O moreno puxou o rosto do outro para o seu e eles trocaram um beijo intensamente apaixonado.
Os dois já achavam difícil conseguirem se controlar. O limite estava próximo demais....
— Rin....
— Eu sei....
Eles se olharam e deram as mãos outra vez. Então permitiram-se chegar ao ápice juntos.
Haru olhou para o namorado, arfando, saindo de dentro dele. Rin respirava pesado e tinha o abdômen coberto por seu próprio sêmen. O ruivo passou a mão pela testa, afastando o cabelo suado do rosto, então deu um sorriso torto. Haru se inclinou até ele e o beijou suavemente.
— .... Eu te amo.... – Rin falou, bem baixinho.
Haru o olhou e, com o olhar surpreso do namorado, Rin desviou os olhos, corado. Haruka sorriu para ele mesmo assim.
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