No pulmão e na paz

A cor que satisfaz

Criadora do suave farfalhar

Causadora da serenidade no olhar

Presente em todo lado

Do horizonte, muitas vezes, o retrato falado

Num grito de liberdade solto a plenos pulmões

De um aventureiro que da tranquilidade tira os grilhões

O que se esconde em cada país

Mas, pra quem quiser, exibe sua formosura milenar

Enquanto, silenciosamente, nos mostra a raiz

Ao guardar, em seu secreto coração, aquilo que é secular

A expressão simples da natureza

A sorte no meio da incerteza

A semente tímida que nasce no chão

O suspiro de um mundo em combustão

A adição delicada na comida

Da economia a cor escolhida

Entre certezas e incertezas

De ambas a culminante

Num grito de vida inebriante

Ou na inspiração profunda de clareza

Possui o poder do frescor envolvente

Capaz de combater o calor que, sufocante, tudo torna quente

Constantemente, presente

Em nossa existência, importante

Por ignorância e ganância, ausente

Arrancado do berço forçadamente

Independente de se com sua presença insistente concorde

Todos a sua ausência terão as consequências

Pois seu frescor guarda um poderoso lorde

Que arrancado do chão devolverá na mesma moeda com discreta eficiência

Mesmo que com os corais divida o poder, é ele, ainda, o poderoso verde.