Notas iniciais
Essa é a minha primeira fic, e eu sou um pouco sonhadora e romântica, espero que agrade ao gosto de vocês leitoras!

Eu corro, corro para o mais longe, possível de tudo que me lembre ele, de tudo que me lembre o que eu acabei de ver, dele e dela, da cena estúpida que acabei de ver! Como eu posso ser tão idiota ao ponto de ter acreditado nele?Tenho vontade de chorar, chorar até que não restem mais lágrimas, mas não irei fazer isso, não por ele, ele não merece as minhas lágrimas, nunca mereceu! Meu celular toca, interrompendo meus pensamentos! É ele, claro que é ele! Eu deveria atender? Será que ele me viu? Será que ele vai fingir que nada aconteceu?

– Alo? – Digo seca, assim que atendo, espero uma boa explicação para tudo que aconteceu!

– Onde você está?

– Não interessa! O que você quer?

– Calma amor, estou só perguntando, quero te ver, te explicar tudo! – ótimo, ele tinha me visto – Não é nada do que você esta pensando Jenny! Eu te am… – Desligo antes que ele termine aquela frase que nesse momento não quero ouvir! Desligo o celular para que ninguém me incomode mais, e taco ele dentro da bolsinha preta com caveirinhas que eu estou carregando.

Continuo andando e resolvo andar pela praia, nessa hora do da o pôr-do-sol esta sempre lindo. Minha mãe poderia estar comigo, ela poderia me ajudar agora, ela saberia o que fazer, ela sempre me ajudou, mas agora ela não pode mais, depois do acidente, oh, interrompo imediatamente esses pensamentos, ficar relembrando e me prender a isso não iria ajudar, não mesmo!

Não tendo mais pra onde ir, voltarei para casa, onde moro com minha avó Magguie Westfall, e meu irmão mais novo Tyler Westfall, que é apenas um ano mais novo que eu e se comporta como o mais velho, ele sempre se preocupa, ele é sempre aquele com quem eu posso contar, é como se ele fosse o irmão mais velho e super protetor e eu a mais nova chata e insegura.

Assim que passo pelo portão da cerca da minha casa, paro involuntariamente, paralisada com o que vejo, fiquei sem fala… Como ele teve coragem de aparecer aqui depois de tudo? E ainda com uma caixa de chocolates – o meu preferido lógico – e um buque de tulipas vermelhas? Ele é muito cara de pau mesmo! Quando ele percebe que eu o estou observando abre de leve um sorriso maroto no canto dos lábios, o que me fez revirar os olhos.

– Oi, esta tudo bem com você? Parece triste, andou chorando? – Raymond disse antes que eu desse meia volta e corresse para a praia, e bom, essa era uma ótima opção no momento! Eu não vou responder, não mesmo, ele sabe que eu não estou bem, e sabe mais ainda que eu não choro desde… Bom… Desde quando minha mãe morreu – Fala comigo Jenny, não suporto te ver desse jeito, não foi minha culpa, nada daquilo foi, você conhece a Val, e me conhece, acha mesmo que eu faria algo assim com você? Sabe muito bem que eu não a suporto, e nunca te trairia muito menos com ela. Há quanto tempo estamos juntos? Acha mesmo que eu faria isso? Como pode duvidar assim de mim, duvidar do que eu sinto por você desse jeito Jane? – Eu agora o olhava com culpa, como eu pude duvidar? Ele esta certo, não foi ele, eu tenho certeza disso agora, ele fala a verdade nunca mentiu pra mim, e além do mais seus olhos me dizem tudo! E eu conheço bem aquela vadia, sei de tudo que ela é capaz pra me atingir… Ele ficou sério, esperando por uma resposta minha, que eu sei que não vou conseguir dizer, não depois de tudo isso e ele percebe isso e logo e seguida seu rosto fecha, fica escuro e triste, eu resolvo falar alguma coisa, mas ainda não sei o que, desisto de falar quando vejo uma lágrima rolando pela maça do rosto de Ray, que logo foi secada pela mão forte e macia dele.

Fico totalmente sem reação, eu nunca havia o visto chorar, e muito menos fui a razão disso. E não sabendo como, fico com uma imensa vontade de chorar, mas logo afasto as lágrimas, elas sempre me fizeram mal, abaixei a cabeça afim de tentar afastá-las, mas foi em vão, algumas caíram mas eu consegui impedir que novas caíssem. Limpo as únicas que caíram e olho para Ray, que aparentemente não percebeu nada, ufa.

E antes que mais lágrimas fugitivas caiam, caminho até a porta de minha casa, destrancando-a e trancando-a novamente assim que entro. Não iria conseguir ficar mais um minuto sequer lá fora com ele. Ele murmurou alguma coisa que eu não consegui entender e logo em seguida ouço o barulho de seu carro acelerando mais e mais até virar a rua. Vejo se a barra esta limpa e abro a porta novamente para pegar meus presentes, não iria deixar meus chocolate preferido no chão e para as formigas comerem, é muito desperdiço, solto de leve uma risada abafada. Com os presentinhos já em mão volto a trancar a porta e subo para o meu quarto fechando a porta assim que entro.

Coloco o chocolate e minha bolsa em cima da mesinha de cabeceira, e as flores em um vaso com água onde estava outras flores que eu joguei fora para as novas ficarem. Fui tomar um banho, um banho bem demorado para pensar em tudo que aconteceu e o que eu iria fazer a respeito. Sai do banho e me troquei, coloco um pijama de calor e vou direto para cama. Pego meu chocolate e meu celular, ligo ele e vejo que tem uma ligação perdida, do Ty é claro. Mas eu não peguei o celular para fazer isso, eu ligaria para alguém que iria me ajudar, que iria resolver meus problemas, pelo menos por um tempo isso iria me ajudar né…

– Aloooou? – Ele diz com a voz um pouco rouca do outro lado da linha.

– Oi Nee, te acordei? Ah que saudade que eu estou de você, gordo! Não vem mais visitar a família né seu obeso?! — Digo assim que Neil, meu irmão mais velho e mais chato, atende ao telefone – É ótimo saber que você liga e nos visita as vezes , tinha achado que você morreu! – rio

– Jane? É você?

– Não reconhece mais a minha voz babaca? – Termino de falar e dou risada. É incrível que por mais pesada ou ruim que a situação esteja só de ouvir a voz dele eu melhoro, e posso ser aquela Jane Westfall alegre, legal e fofa de sempre – Claro que sou eu, a Jane né idiota! Bem legal de sua parte esquecer a voz da própria Irmã!

–Meu Deus Jenny, que saudade de você bêbêzinha, desculpe não ter ligado, aparecido, ou dado sinal de vida – ele ri, permaneço séria, ou pelo menos estou tentando parecer

– Não sou mais um bebe querido! Tenho 22 anos se você não sabe! – eu tento de novo parecer séria, mas não consigo, começo a rir feio idiota e ele ri comigo – Você que parece um bebe por ser gordinho e fofinho!

Neil não se parece nada comigo, mas sim com o Tyler. O Ty é alto, um pouco magro e forte, seu cabelo é curto e preto e seus olhos são castanho-claros, ele é chato e ainda não tem namorada rs. O Neil é alto, gordinho, não é muito forte, seu cabelo é loiro e seus olhos também são castanho-claros, ele é fofo e sempre foi um grande irmão me ajudando sempre, o Ty me ajuda também só que ele só começou com isso depois que fez 16. Eu por outro lado sou baixinha, magra e tenho um corpo que vamos dizer… Dá pro gasto... Meu cabelo é ruivo de um vermelho forte, um pouco escuro e natural e meus olhos são verde-acinzentados.

– Meu Deus Jenny, você não mudou nada! – ele diz mas não consigo decifrar o jeito dele neste momento – CARAMBA, EU PRECISO TE VER E CONTAR TODAS AS NOVIDADES!! – ele diz gritando no telefone de repente me fazendo afastar o celular do ouvido e revirar os olhos

– AIMEUDEUSNEIL! Cala boca! Para de gritar menino! – nós rimos – É sobre isso que eu quero falar Nee. Eu preciso de um pequeno favorzinho seu par…

– Ah, só me liga pra pedir favor né! Você não pode me ligar depo… – ele me interrompe

– Neil, cala boca e me escuta, por favor, que saco! – paro e continuo depois que ouço um “ok” dele – Então, babaca, aconteceu muita coisa depois que você foi embora por causa da mor… Vou direto ao assunto, eu preciso de um tempo de tudo e todos aqui, e quero saber se eu posso passar um tempo na sua casa – digo um pouco envergonhada, talvez seja porque estou esperando um “não” ou uma desculpa da parte dele

– E desde quando você precisa pedir? Se liga! – ele ri – Vem quando baixinha?

– Não sou baixinha!! – digo bufando, ele sempre me chama assim, e pra falar a verdade, não gosto nenhum pouco! — Amanhã? Pode ser?

–Já? Eu precisava de mais um tempo sem sua presença pra me preparar, é muita barra morar na mesma casa que você, vamos cominar! – nos rimos feito idiotas – Pode sim, claro. Que horas? Vai vir como? Fala os detalhes, você sabe que eu gosto de tudo bem detalhado e organizado!

– Ata, falou então senhor-oi-eu-sou-bem-organizado! Amanhã te mando uma mensagem dizendo que horas e etc. E, por favor, deixe a casa arrumada e um quarto arrumado pra mim ok? – começo a rir e só paro quando minha barriga começa a doer, e percebo que ele riu o tempo inteiro comigo

– Ok Ok! Então vá dormir, já passa da hora de criança estar na cama, até amanhã bebe, tchau!

– Tchau Nee, até! – finalizo a chamada.

Mando uma mensagem para Ray explicando tudo, e escrevo uma carta para Ty e minha avó, não queria ver nenhum deles antes de ir. Sei que quando chegar ligarei para todos. Então vou dormir, estou cansada e amanhã será um grande e cansativo dia.

Raymond’s POV

Sai da casa dela e fui para a minha, se ela resolvesse me deixar eu morreria por dentro, perderia meu chão, não conseguiria nunca seguir em frente, ou conseguiria mas com muita dor e sofrimento. No caminho permiti que algumas lágrimas caíssem... ótimo além de traidor sou sentimental, uma menininha.

Chego em casa, subo correndo paro o quarto, caio na cama e aproveito para dormir um pouco ou cochilar tanto faz...Acordo com o meu celular apitando – eram mais ou menos 3h30 – ótimo, quem esta me ligando a essa hora?

– Alo? – digo seco atendendo ao telefone... só que ninguém responde, ah legal era trote, que babaca me liga a essa hora? Tem que ter muitos probl... mas espera, não tem ninguém na linha, não é uma ligação é uma mensagem... ótimo, sou retardado também. Reviro os olhos e depois vejo de quem era a mensagem, um sorriso involuntário se abriu em meu rosto, era da Jane. Da minha Jane! Mas aquele sorriso que se abriu agora se fechou, depois de ler a mensagem.

“Oi Ray, tudo bem? Desculpe pelo que aconteceu hoje lá na minha casa, não consegui, as palavras não saíram da minha boca. Eu quero que saiba que eu acredito em você, sempre acreditei, me desculpe de novo se coloquei isso a duvidar! Te mandei essa mensagem pra dizer que vou morar com o Nee por um tempo, pra colocar meus pensamentos em ordem, não tem nada a ver com você, é só que... só que eu preciso de um tempo de tudo, de todos e de nós, não queria te falar isso por uma mensagem, mas Ray, não tenho outra escolha vou ir amanhã à casa de Nee, me desculpe de novo, eu vou voltar prometo que vou, vou voltar pra você se você ainda me quiser quando isso acontecer. Amo você.

Da sua Jane, XOXO”

Não estou acreditando no que acabei de ler, ela não pode ir, não pode me deixar aqui, eu preciso dela, eu não vou conseguir suportar, não vou...

Jane’s POV

Acordo bem cedo, umas 9h, isso é cedo pra mim, arrumo minhas coisas e desço tomo um café rápido, mando um sms pro Neil dizendo que estarei em sua casa pela noite e que ele não precisava se preocupar com nada, e saio. Tranco a porta e quando me viro vejo Ray encostado na porta do meu carro.

– Oi Jenny, Ia viajar sem se despedir? – Ray pergunta com um sorriso falso nos lábios e com a cara de sono mais linda de todas

– Eu,-eu me despedi, te mandei uma mensagem, olha Ray agradeço você ter vindo aqui, mas eu não vou voltar atrás, já tomei minha decisão não posso... –

– Não vim aqui te impedir, sei que você já decidiu, e eu respeito isso. Vim me despedir, me despedir da mulher que eu amo, Jenny! – Ele me interrompe da forma mais doce e calma possível, da mesma maneira que ele sempre falava comigo. Seus cabelos loiros estão molhados, ele brincava com o seu piercing do lábio inferior, algo que eu sempre achei extremamente sexy. Seus olhos verdes tristes passavam por cada centímetro do meu corpo, talvez para gravar na sua memória, não sei...

– Oh Ray... – começo a falar, mas desisto não sabendo o que dizer, baixo a cabeça e fecho os olhos. Quando os abro novamente Ray esta caminhando lentamente em minha direção, suas tatuagens estavam expostas e seus músculos saltavam embaixo da sua regata branca. Seus jeans estão um pouco caídos mostrando uma pequena parte da sua boxer da CK branca, ele esta com seus tênis de skate, ele com certeza vai direto pra pista daqui, o que não é algo bom porque ele só vai até lá quando esta triste, confuso ou muito bravo. Conforme ele se aproximava eu sentia cada vez mais perto e mais forte o seu perfume, doce e suave, oh, é muito bom sentir seu cheiro.

Fecho os olhos, quero gravar seu cheiro e aquela imagem na minha cabeça, não quero me esquecer dele, de nada que se refere ao Ray, ao meu Raymond Bergano. Ele me envolve em seus em seus braços, aconchego minha cabeça em seu peito e envolvo sua cintura com meus braços. Deixo que algumas poucas lágrimas caiam, Ray percebe, levanta meu queixo na altura de seus olhos e limpa com suas mãos macias aquelas lágrimas fujonas que insistiam em cair. Fecho novamente os olhos, seu toque me deixa em êxtase, é algo tão bom quanto sorvete de creme.

Ele então como se estivesse lendo meus pensamentos encosta seus lábios nos meus, o beijo era calmo, doce e perfeito, não era um beijo urgente como eu achei que seria, esse é como um primeiro-ultimo beijo perfeito, suas mão iam da minha nuca até a minha cintura onde ele segurava com força me puxando cada vez mais para perto, já as minhas brincavam com seu cabelo e seu tórax. Separo nossos lábios a procura de ar, estamos ofegantes, dou um beijo rápido em Ray, o abraço tão forte que poderíamos ter virado um só ali, e entro no carro.

– Vou sentir sua falta! – Ele diz com a cabeça apoiada nos braços que estão apoiados também na janela do motorista.

– Também irei sentir a sua, Ray!

– Eu amo você Jenny, irei te esperar o tempo que for! Fique lá o tempo que quiser, estarei aqui te esperando! – Ele sorri, sorrio de volta e aliso suas bochechas, selando por uma ultima vez nossos lábios, em um beijo demorado, sem línguas, inocente e apaixonado.

– Eu também amo você! Eu vou voltar, prometo! – digo dando partida no carro – Tchau Ray. – digo por ultimo antes de acelerar e ir em direção a Ocala na Florida, onde meu irmão maluco estaria me esperando, onde seria minha nova casa, pelo menos por um tempo, onde eu colocaria todos os meus pensamentos no lugar, onde eu viveria sem problemas... Bom era isso que eu quero, mas não sei o que me aguarda.


Notas finais
E então? Mereço reviews? aaaaaaaaaah comentem e me ajudem a saber se essa historinha é boa mesmo OOEIWOIEOWIEWOIEO
XOXO