Right Now
1 The Beginning
Notas iniciais
Londres, Inglaterra
POV Isabelly Campbell
Estava no meu quarto junto com a minha prima Maya vendo Titanic pela milionésima vez. Maya ficou falando em como o Leonardo DiCaprio é lindo e outras coisas, enquanto eu apenas ignorava. Fiquei pensando em alguma estratégia para voltar a colocar o meu plano de procurar o meu pai em prática e eu teria que aproveitar que a minha mãe está viajando à negócios.
Minha mãe não gostava quando eu perguntava sobre o meu pai, vez ou outra ela soltava algumas coisas em relação a ele mas não era algo que me ajudasse em minhas buscas, mas teve algo que ela me disse que me chamou atenção foi o fato dela ter sido uma ex-agente da S.H.I.E.L.D e em uma de suas missões, ela conheceu meu pai.
Depois disso tentei fazê-la falar mais alguma coisa mas não consegui e acabei desistindo. Agora eu tento descobrir informações sobre meu pai por conta própria e às vezes com uma ajudinha de Maya.
— ISABELLY JULIET CAMPBELL VOCÊ TÁ SURDA OU O QUE ?! – Maya berrou no meu ouvido.
— Cacete, antes não estava mas agora você ferrou com a minha audição! – ironizei.
— Há há, como você é dramática – Maya murmurou.
— Muito obrigada pelo elogio, mas agora fala o que você quer pestinha ? – perguntei.
— Queria saber em que planeta você estava, porque na Terra é que não era!
— Depois a dramática sou eu – falei revirando os olhos — E eu só estava pensando como a gente vai descobrir mais pistas, já que eu não consegui nenhuma informação pelos dados da SHIELD! – assim que terminei de falar Maya me encarou boquiaberta.
— Espera aí, quando foi que você recorreu a possibilidade pegar alguma informação na SHIELD?! Tenho certeza que não é algo que se encontre na esquina!
— Claro que não, acho que eu ia bater de porta em porta até achar a SHIELD?! Eu consegui entrar no sistema da SHIELD. – falei dando de ombros.
— O que ?! Como? – ela perguntava incrédula.
— Ué, só precisei hackear o sistema deles, foi bem simples!
— Simples ?! Garota você é maluca! E se eles descobrirem, se eles souberem que foi você e achar aonde a gente mora? E pior, eles podem achar que eu te ajudei – ela falou e arregalou os olhos — EU SOU MUITO NOVA PARA MORRER ISA!
— Deixa de ser exagerada! Não vai acontecer nada com a gente. – falei calmamente.
— Não? O que você fez ? – ela me olhou feio.
— Eu apenas usei um programa que eu criei que ele muda de IP, ou seja, toda vez que eles procurarem vai dá erro! – falei sorrindo e pude ver que Maya ficou aliviada.
— Você é um gênio!
— Eu sei.
Ficamos conversando e vendo TV um bom tempo. Quando anoiteceu pedimos uma pizza e Maya foi para o quarto dela enquanto eu fui para o meu banheiro me ajeitar para dormir e assim que sai coloquei meu pijama e me joguei na minha cama.
Não sei o que é pior, acordar com o despertador tocando ou com o som de mensagem chegando!
Peguei o meu celular que estava em cima do meu criado-mudo para ver o tipo de mensagem que eu tinha recebido. Era umas 6:00, tinha que me levantar pra ir para a escola. Estava atrasada mas mesmo assim peguei meu celular para ver a tal mensagem . Era da minha mãe, que dizia que ira atrasar a volta dela da "viagem".
Fiquei triste mas achei melhor deixar pra lá, me arrumei correndo e desci as escadas.
Maya já estava me esperando na cozinha. Assim que eu cheguei na cozinha não conseguir esconder minha cara de decepção, então logo ela percebeu e me perguntou:
— O que foi Isa?? Tá tudo bem com você? – perguntou preocupada
Estava pensando em contar sobre a mensagem para ela mas achei melhor não, ela estava feliz nessa manhã e também é muito apegada à minha mãe, sei que se eu dizer pra Maya que a mamãe vai estender mais a viagem ela vai ficar chetada.
— Nada não, só estou um pouco cansada — falei e sorri forçado
— Tem certeza disso? — Maya perguntou.
— Tenho sim Maya, não aconteceu nada comigo — falei encerrando logo esse assunto — Agora é melhor a gente ir logo se não vamos chegar atrasadas na escola
Pegamos as nossas mochilas que estavam no sofá e fomos pra escola.
(...)
*Narrador*
A menina Isabelly pensou que esse seria um dia como qualquer outro dia, pensou que faria as mesmas coisas que costuma fazer. Pensou que seria mais um dia comum na escola, que também seria um dia em que procuraria pistas sobre o seu pai e novamente não iria encontrar nada.
Mal sabe ela que o dia que ela encontraria seu pai estaria prestes a chegar. Bastaria apenas a permissão de sua mãe para o tal encontro. Sua mãe, Rose, sempre pensava se de fato era o certo a se fazer, se valeria apena o risco. Rose sabia que sua filha poderia ficar decepcionada quando descobrisse que esse tempo todo ela se lembrava quem era o pai de Isa e que ela foi enganada, pensando que realmente fora apenas um caso de uma noite.
Mas isso está prestes a mudar...
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