Right Next To You
16 Right Next To You (Parte 2)
Notas iniciais
obrigada por terem que aguentar a chata aqui, aguentar minhas mancadas e pelo tempo sem postar.
obrigada por TUDO.
xoxo, isadora :)
1 semana depois
Olhei mais uma vez para meu vestido. Não, isto não está certo. Que diabos eu estou fazendo? Mas tudo bem. Respirei fundo e a bateram na porta pela 5ª vez.
– Senhorita Bones? Já posso maquiá-la? – disse a voz do outro lado da porta
– É claro... – fui até a porta e destranquei.
Depois de todo o processo, observei meu vestido novamente. Parecia até o meu bolo. Me vesti e coloquei a presilha no meu cabelo. Faltava apenas 30 minutos para me casar.
Outra batida na porta.
– Bells, é a Jully. Posso entrar?
– Sim, a porta está aberta.
– Você está tão linda – Jully ficou me olhando com cara de boba
– Obrigada – respondi baixinho, e fitei o chão.
– Bells, você tem certeza de que quer fazer isso?
– Sinceramente? Eu não sei. – suspirei, encarando a barra do vestido. O celular de Jully tocou.
– Elas chegaram. – Jully leu a mensagem e guardou o celular na bolsa. Suspirei de alívio. Havia muito tempo que não via as outras amigas.
Depois de jogar conversa fora, alguém bateu na porta. Jully saiu correndo e abriu.
– Bitches! Que saudade! – Jéssica foi logo abraçando Jully, e as mesmas davam pulinhos de alegria. Sorri com aquilo. Apesar de ser mais ligada à Ju, elas também estavam do meu lado nos piores e nos melhores momentos, indo pra minha casa com potes de sorvete, brigadeiro e aqueles filmes bregas. Eu as amava como minhas irmãs – Bella! Esqueceu meu número, é? – Ela veio à minha direção e me deu um abraço forte – Olha pra você... Tá tão linda – seus olhos estavam lacrimejando. Meu sorriso saiu um pouco forçado, mas mesmo assim eu estava feliz com a visita delas. Olhei pra Jully, que estava recebendo uma série de abraços e broncas de Maiara, Aline e Meissa. Todas elas me abraçaram e colocamos as fofocas em dia.
– Bells, você ta bem? – Meissa me olhou, seguida pelos outros olhares preocupados de Mai, Aline e Ju. Respirei fundo antes de responder
– Ahn... é... estou sim – minha última resposta foi muito rápida.
– Não, você não ta. O que houve? – Maiara se sentou do meu lado e pôs a mão no meu ombro.
– É que... – segurei uma lágrima que teimava escapar – Eu não estou segura... é isso. Não sei se o que eu estou fazendo é certo, se casar com o Don é certo. Ele salvou minha vida, e de alguma forma tenho que recompensar. Uma parte de mim grita pra que eu saia correndo daqui agora, e outra me diz para me acalmar que talvez isso possa dar certo – falei de uma vez. Senti que dessa vez a lágrima escapou. Limpei-a com as costas da minha mão.
– Tem outro homem envolvido nisso, né? – Aline me lançou um olhar desconfiado. Quando ia responder, Jully me interrompeu.
– Tem sim. Justin Bieber. O amor da vida dela. O pai das duas pessoinhas que ela chama de “vida”, aquele que mexeu com os sentimentos dela naquele verão no Rio. Aquele que mexeu com os sentimentos dela de novo após 5 anos, e que ainda mexe. Aquele que ela nunca vai deixar de amar – Meus músculos não tinham reação. Eu estava em estado de choque, como todo mundo – Desculpa Isabella, mas eu tive que falar.
– Jully, você sabe o que ele fez. Eu repeti isso mil vezes pra você, mas você não me escuta de jeito nenhum – finalmente consegui falar.
– Quem não me escuta é você. Tentei te falar uma coisa, mas você nunca me dava ouvidos.
– E o que seria essa coisa?
– Bom, eu passei a semana toda tentando te dizer. Meu prazo já acabou.
– O quê...?
– Olha, isso não vem ao caso, ok? – o celular dela tocou de novo – O Chaz ta me chamando. Aquele amigo dele, o Ryan, chegou com a namorada Ina. Eu tenho que ir.
– Jully...
– Bitches, não querem vir comigo? – Elas se levantaram e seguiram Jully. Lançaram-me um olhar que significava “boa sorte” e fecharam a porta.
Fiquei pensando naqueles dias que passei ao lado de Justin. Dei um sorriso involuntário lembrando daquela noite na mansão abandonada. Alguém bateu na porta, me tirando do transe. Resmunguei um “ah, qual é” e fui marchando em direção à porta.
– Ah, Clarisse – dei espaço para que minha irmã entrasse.
– Ainda ta brava comigo? – disse ela, fazendo beicinho e forçando uma cara de choro.
– E como não estaria? Era pra vocês estar aqui em Nova Iorque 2 semanas atrás, ok? 2 semanas. E onde a boneca estava? Ah sim, fazendo um tour pela Disney.
– Ah, aí já não é culpa minha. Eu liguei pro seu apartamento e NINGUÉM atendeu. Tentei me comunicar com você de todas as formas, e até pensei em tentar sinal de fumaça. Aí aproveitei, poxa.
– Tá, tudo bem.
– Só vim aqui ver como você está antes de ir pra igreja. E você ta linda... sua monstra.
– Eu também te amo, Clarisse. – disse, abraçando-a.
– Te cuida, ok? E tenta não tropeçar nos próprios pés.
– Pode deixar.
Deixei a porta aberta, caso algum infeliz quisesse entrar. Uma mulher baixinha me avisou de que o carro havia chegado. Calcei meus sapatos, respirei fundo e deixei que a porta do quarto batesse atrás de mim.
POV Justin
Estava andando pela Times Square, esperando a qualquer momento a ligação de Jully ou Chaz. Observei os casais de turistas se abraçando, e isso me deu uma saudade enorme do abraço de Isabella e do seu perfume doce. Meu celular tocou e atendi rapidamente, em meio ao desesperado.
– Alô?
– Bieber? É a Jully. Onde você ta?
– Aqui na Times Square. O que tá acontecendo?
– Eu estou aqui na porta da igreja e pelo o que eu saiba, ela já está a caminho. Você tem que cumprir sua parte no plano agora – ela deu ênfase na última palavra.
– Tá, mas eu estou sem carro, ou se esqueceu de que você iria me buscar.
– É, mas agora não dá tempo. – fiquei em silêncio por um tempo, e ela sabia o que significava: Reprovação – Dá um jeito de chegar aqui, ok? Andando, de bicicleta, skate, tapete voador... qualquer coisa. Só tenta estar aqui em 20 minutos, porque você sabe como é o trânsito aqui né?
– OK. Até daqui a pouco.
– Até – o telefone ficou mudo e eu tinha que me apressar, afinal, estava correndo contra o tempo.
Por ali passavam muitas charretes, e como havia ninguém cuidado de uma, resolvi desamarrar um cavalo e seguir até a igreja. E obrigada Caitlin, por me fazer ter uma relação amigável com os cavalos.
Olhei para trás e vi que o dono da charrete resmungava alguma coisa. Dei de ombros e o cavalo começou a correr.
As pessoas paravam para me olhar, outras me filmavam com seus celulares e até repórteres estavam me perseguindo. Depois de um tempo, consegui avistar a igreja e o carro onde Isabella provavelmente estaria. A vi descendo do carro e ajeitando a barra do vestido. No mesmo instante, seu olhar encontrou com o meu, e sua respiração parecia descompassada.
Desci do cavalo e fui correndo ao encontro dela.
– O que você ta fazendo aqui? – ela disse baixinho.
– Nós temos muito que conversar.
– Justin... Eu vou me casar agora, se me der licença – ela disse, se virando para a porta da igreja, mas agarrei seu braço de leve.
– Não, você não vai. – Aproximei-me mais e pude sentir que ela estava ofegante – Isabella Bones, eu te amo mais do que tudo. Amo seu sorriso, seus olhos, sua voz, eu amo tudo em você. Eu sei que ninguém é perfeito e que todo mundo comete erros, e eu mais do que ninguém sei que sou o campeão em mancadas, mas o pior de todos os meus erros seria deixar você entrar por aquela porta.
Mais pessoas se aproximavam para ver a cena, e Isabella deixou uma lágrima escapar. Limpei-a com a ponta dos dedos e segurei sua cintura.
– Vem comigo – sussurrei.
Isabella olhou para Jully, Chaz, Ryan e sua namorada, que eu vagamente me lembrava de que se chamava Ina. Eles falaram em uníssono como “vai lá” e acenaram para ela. Bella olhou pra mim e deu um sorriso. Sorri de volta, montei no cavalo e Ryan ajudou-a a subir. Quando estávamos prontos para partir, vi Don na porta da igreja com um olhar incrédulo. Olhei para Jully e gritei
– Agora você sabe o que fazer – feito isso, o cavalo correu mais do que pode.
Levei Bella para o Central Park e expliquei tudo a ela detalhadamente, e que havia descoberto que Don estava ajudando Selena no seu sequestro. Ela suspirava e repetia várias vezes um “nossa”. Coloquei minha mão em seu queixo, fazendo com que olhasse para mim.
– Bells, eu nunca me envolveria com Selena sabendo que iria te perder. Nunca. Eu te amo, e sempre te amei. E ela nunca mais vai atrapalhar.
– E como você tem tanta certeza? – disse ela, me lançando um olhar desconfiado.
– Porque Jully colocou a polícia na cola de Selena
– Uau... Mas, e se os policiais acreditarem nela?
– Jully disse que o telefone de vocês gravou a conversa que você teve com Alice e Arthur. Dá pra escutar Selena no fundo, então, isso é uma prova muito forte.
Bella deu um sorriso, e então me aproximei e a beijei. Ela separou os lábios e então eu parei.
– Droga, quase que eu cometo um erro entrando naquela igreja – ela disse, pensando um pouco no que disse – Não, não que eu não goste de freqüentar lá, mas é que, ah, você entendeu.
– Eu entendi sim, meu amor – disse, dando um sorriso. Ela sorriu de volta – Eu tenho um presente pra você.
– O que é? – ela disse, com os olhos brilhando.
– Eu visitei um amigo meu, Chris Brown, na verdade – dei um sorriso duro e voltei a falar – Ele me ajudou a compor uma música, especialmente pra você.
– Uma... música? Pra mim?
– Sim – Havia um cara que estava tocando violão por lá e pedi o mesmo emprestado. Fui me lembrando das notas rapidamente e comecei a cantar pra ela.
You've got that smile
that only heaven can make
I pray to god everyday
that you keep that smile
You are my dream
There's not a thing I won't do
I'll give my life up for you
Cause you are my dream.
[…]
One day when the sky is falling
I'll be standing right next to you
Right next to you
Nothing will ever come between us
I'll be standing right next to you, right next to you
Dei um sorriso e ela me deu um selinho demorado. Quando recuperei o fôlego, falei:
– Me prometa uma coisa.
– Sim, o que é?
– Que você vai ser minha para sempre, e que nunca, nunca, nunca vai sair de perto de mim.
– Eu prometo – assim que ela terminou de falar, selei nossos lábios novamente. Dessa vez, eu não vou deixá-la partir. Nunca mais.
Chegamos no apartamento de Bells, e havia muita gente lá. Isabella ria por seu vestido estar rasgado e sujo, até que percebeu a cara de preocupação de todos.
– Morreu alguém pra todo mundo estar com essa cara? – Bella tentou fazer uma piada, o que não deu muito certo.
– Apenas ligue a TV – eu e Bells nos entreolhamos e Jully ligou a TV
“Após uma perseguição policial em busca da atriz e cantora Selena Gomez, que está sendo acusada de sequestro, cárcere privado e tortura, o carro da mesma capotou e caiu no mar. De acordo com a equipe de resgate, o corpo de Selena não estava no carro. Daqui a pouco voltaremos com mais informações.”
Bella desligou a TV em estado de choque.
– Mas... e se a Selena estiver morta? – Os olhos dela se enchiam de lágrimas
– Calma Isabella, também não é assim. Ela pode estar viva, mas ninguém tem certeza do que realmente aconteceu. Para de se culpar.
Automaticamente abracei Isabella e ela começou a chorar. Apesar de tudo o que Selena fez, ela não merecia isso.
Passaram-se três dias e não havia nenhum rastro de Selena. Mas a minha vida teria que continuar. Propus a Bella para que morasse comigo. De início ela recusou, falando que não ia deixar a melhor amiga e a irmã morando sozinhas. Disse que elas podiam ir junto. Ela finalmente aceitou, mas Jully protestou dizendo que iria morar com Chaz.
Agora finalmente teria paz, e ficaria pra sempre do lado da minha mulher.
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