Ribellarsi

19 Capítulo XIX


Notas iniciais
Joaninhas, Feliz Natal!!! Esse capítulo é um presentinho de Natal, mais uma semana irei conseguir voltar a postar na mesma frequência de antes. Espero que este natal esteja sendo cheio de paz, amor e felicidades na família de vocês, lembrem-se que família são aquelas pessoas que nos acolhem e nos amam e não quem nos coloca no mundo. Beijos de luz no coração de vocês!

Estávamos parados dentro do carro em frente ao orfanato, eu agradecia por Emmett ter uma caminhonete de sete lugares e eu estava cogitando a ideia que iria precisar de uma também.

— Eu espero que vocês cheguem de coração aberto dentro desse ambiente e que antes de julgar pensem que vocês poderiam estar no lugar dessas crianças. – falei olhando para todos. – Agora iremos descer e vocês podem passear pelo pátio que eu irei falar com a diretora. – desci do carro com todos me seguindo. As crianças tinham uma cara de apreensão e Rose e Emmett angústia. Ao chegarmos na entrada do prédio me dirijo a recepcionista.

— Boa tarde, gostaria de falar com a diretora! – falo sorrindo. A menina me olha dos pés à cabeça e revira os olhos.

— Tua mãe irá matar essa garota. – escutei Rose sussurrando para Nessie.

— Infelizmente o horário de visitas não é hoje e a agenda da diretora está lotada nas próximas semanas. – falou arrogantemente.

— Eu solicito que pegues o telefone e ligue para a Sra. Geovana e diga que quem solicita sua presença nesse exato momento não é ninguém mais nem menos que Isabella Masen, esposa de Anthony Masen! – falei de forma fria e cortante, sem abrir espaços para questionamentos. Escutei cinco pessoas fazendo “Bó” atrás de mim e me limitei a revirar meus olhos. – Espero que não tenhas que repetir! – me dirigi a moça que estava pálida com os olhos arregalados me olhando. Ela agarrou o telefone e rapidamente falou com a diretora, em seguida me direcionou pelo caminho.

— Gostaria que levasse eles até onde estão as crianças enquanto converso com a Sra. Geovana. – falei quando paramos em frente a porta que dava acesso a sala da diretora. A recepcionista que me neguei a saber o nome assentiu rapidamente e se virou levando o restante consigo. Suspirei e coloquei minha máscara de frieza enquanto batia na porta que foi rapidamente aberta.

— Que surpresa Sra. Masen! – falou com o excessivo puxa-saquismo na voz. Revirei meus olhos. – A que devo a honra da sua visita?

— É um prazer conhecer-te Geovana, mas serei rápida e direta. Não faço o tipo que gosta de enrolação. – disse deixando a mulher surpresa.

— Claro, como a senhora desejar. – disse se sentando atrás de sua mesa.

— Vim buscar Pietro e espero que isso não se torne uma complicação! – A mulher tinha seus olhos arregalados.

— Vejamos senhora Masen, tenho ordens expressas do senhor Masen para que ninguém adotasse o menino. – falou quase gaguejando. Aff, mulher deprimente! Isso tudo era medo de Anthony? Por Dio, deveria ter medo de mim.

– Vejamos Geonava, acho que não entendeste que não estou pedindo permissões ou entrando com um pedido de adoção. Pietro é legalmente meu, se quiser posso providenciar um exame de DNA. – falei de forma fria. Não seria trabalhoso conseguir o exame, mas eu esperava que não fosse necessário.

— A senhora se incomodaria de me esperar no pátio enquanto resolvo algumas burocracias? – perguntou cheia de dedos e eu sabia qual era a burocracia e ela tinha nome e sobrenome. Anthony Masen!

— Obviamente que não! – falei me retirando e seguindo a voz das crianças. Eu já sabia como lidar com Edward Cullen, por isso estava com o celular em mãos esperando a ligação furiosa dele.

O pátio estava cheio de crianças de diversas idades, possuía vários parquinhos de brinquedos, cama elástica e piscina de bolinha. Algumas crianças estavam sentadas no chão embaixo das árvores e outras nas mesinhas que tinham espalhadas pelo jardim. Varri o lugar com meus olhos e achei Nessie, Julia e Matteo brincando com várias crianças. Procurei por Rose e Emmett que estavam escorados em uma parede observando tudo, cheguei perto e vi os olhos de ambos brilhando para as crianças.

— São lindos né? – falei de forma suave dirigindo meu olhar para as crianças.

— Eles são maravilhosos, Bella. – Rose estava derretida e entregue aquelas crianças.

— Estávamos conversando sobre vir uma vez por semana e ficar uma tarde brincando com eles. – disse Emmett.

– Acho linda a atitude de vocês, parabéns! – Eu terminei de falar e meu celular começou a tocar. – Olá Edward! – disse de forma irônica me afastando deles.

– O que você pensa que está fazendo? – rugiu do outro lado. – Você está brincando com fogo, Isabella. – gritou. – Ele não é teu filho e você não ousaria falsificar um exame de DNA por causa desse moleque. – eu queria estar na frente dele para poder bater nele como fiz com a Alice nesse momento. Respirei fundo para me controlar e agir de forma calculada conforme o meu plano.

– Oh, sim, eu estou ótima e você como está? Sim, claro, as crianças estão muito bem. Mandarei lembranças sim, pode deixar! – falei de forma irônica e escutei algo se quebrando do outro lado.

– Não seja irônica comigo, donna! – falou de forma baixa e ameaçadora. Sério que ele achava que eu sentia medo dele?

– Edward Cullen, o negócio vai ser o seguinte: Você irá ligar para a maldita diretora e autorizar que como mãe de Pietro ele vá embora comigo, ou, ligarei para aquele meu amigo bonitão jornalista, marcarei um jantar com ele e durante o jantar irei deixar escapar que somos casados, a forma como nos casamos, que você teve um filho fora do casamento com uma prostituta e que me abandonou grávida em um momento tão delicado como este, talvez no final do jantar ainda seja consolada pelos seus braços fortes e quentes. Um belíssimo escândalo para a família Cullen amanhã na primeira capa do principal jornal de Roma e da Itália, o que acha? – mantive minha voz baixa e letal.

– Você não seria capaz! – eu conseguia detectar o tom cético na sua voz.

– De dormir com o jornalista bonitão ou jogar toda a verdade na mídia? – perguntei rindo.

– Isabella! – ele rugiu ao mesmo tempo que escutei outra coisa se quebrar.

– Não brinque comigo Edward Cullen, pois você irá perder feio! – falei.

– Como você possui tanta certeza, Sra. Masen? – perguntou ironicamente por eu ter me apresentado assim.

– Pois eu não tenho nada a perder e principalmente por não ter respeito algum por Edward Cullen e por sua família. – falei de maneira cortante. Ouvi um suspiro do outro lado da linha, eu sabia que ele não aguentava mais isso, ele nunca aguentava uma guerra contra mim!

– Irei autorizar a saída do garoto e espero que tu cumpras sua palavra ou amanhã um jornalista aparecerá morto por tocar suas mãos imundas na minha mulher. – falou furioso. Ignorei totalmente e desliguei o telefone sorrindo triunfante!

Observei o ambiente e vi um garotinho de cabelos cobres um tom mais claro, quase dava para dizer que eram ruivos ao sol. Meu coração acelerou e antes mesmo de ter certeza já sabia que aquele era Pietro. Não consegui evitar o sorriso, pois Pietro era exatamente tudo que eu não esperava. Ele ria e corria com as outras crianças, ele parecia feliz e alegre. Outras crianças e ele faziam uma roda na volta de Nessie e Matteo que pegavam um por vez e giravam no ar os segurando apenas pelos braços. Não consegui controlar minhas pernas, elas se moviam sozinhas e me guiavam para aquele pequeno emaranhado cobre, tão bagunçado e revoltado quanto o do pai. As crianças da sua volta já tinham me notado, mas ele estava tão elétrico e eufórico que ficava pulando no mesmo lugar com as mãos para cima e gritando “minha vez”. Foi impossível não rir da cena. Eu nunca fui muito delicada e sutil com as palavras, mas sempre fui sincera e nunca tive problemas com as minhas filhas quanto a isso. Nessie e Matteo me olhavam de maneira estranha.

– Pietro? – chamei de maneira suave e quando aquele pequeno homenzinho se virou para mim eu achei que iria desmaiar diante das lindas esmeraldas que me fitavam. Ele era todo Anthony, Dio!

– Olá, moça bonita. – falou sorrindo e o maldito DNA se mostrava presente até no sorriso do garoto. Foi impossível conter um suspiro.

– Você gostaria de brincar comigo? – fiz os olhos pidões de Julia e acho que funcionou, pois ele entortou suavemente a cabeça para a direita e riu de mim concordando com a cabeça.

– Claro que sim moça bonita. – disse me estendendo as mãozinhas. Peguei sua mão e deixei ele me guiar até embaixo de uma árvore onde tinha vários brinquedos do chão.

– Do que você gosta de brincar? – perguntei tentando sondar o terreno.

– Qualquer coisa. – deu de ombros.

– Você estuda? – perguntei suavemente, ele tinha uma fonética perfeita para uma criança de quatro anos.

– Sim, vem uma moça todos os dias aqui me ensinar tudinho. – Suspirei, eu apostava minha conta bancária que isso tinha dedo de Anthony.

– Você gosta de morar aqui? – perguntei

– Tanto faz, as crianças são legais e as vezes aparecem outras pessoas para brincar conosco, mas eu nunca poderei ir embora. – disse olhando em meus olhos.

– Se eu te desse a escolha de ir comigo ou ficar aqui, qual você gostaria? – falei temendo sua resposta.

– E se eu não gostar de ficar contigo e quiser voltar? – era uma possibilidade e eu morria de medo disso acontecer.

– Eu te traria de volta se essa fosse a tua vontade. – mesmo se não fosse a minha.

– Seria tipo um passeio? – perguntou confuso.

– Seria a tentativa de você morar na minha casa, com os meus outros filhos e ser meu filho também. Caso você não goste, eu irei respeitar se quiser voltar para cá. – falei mesmo odiando essa possibilidade.

– Você tem mais filhos? – perguntou de olhos arregalados e olhou para a minha barriga.

– Oh, sim! Eu tenho a Mia que está na minha barriga. – falei tocando na mesma. – Nessie que estava brincando contigo e Matteo que é meu afilhado e mora conosco. – Apontei para ambos que continuavam brincando com as crianças. Sobre Matteo ser meu afilhado foi a melhor forma que consegui pensar para tentar explicar a confusão familiar. – E tem a Julia que estava correndo agora pouco com as outras crianças. – corri meus olhos pelo pátio e achei ela no escorregador. – lá ela. – falei apontando e ele concordou com a cabeça.

– Você tem muitos filhos, por que mais eu? – sua pergunta inteligente me pegou de surpresa. Sorri e ousei levar minha mão aos seus cabelos e afaga-los.

– Pois eu tenho muitas princesas e nenhum príncipe em meu castelo. – falei rindo de maneira suave.

– E o Matteo? – perguntou curioso e sorrindo.

– Ele é o cavalheiro guardião do castelo das princesas. – falei rindo e ele riu junto. Senti que éramos observados e olhei para a porta que dava acesso a entrada do reformatório. Anthony estava parado observando tudo, me senti ameaçada e em um ato de proteção puxei Pietro para os meus braços sem desgrudar meus olhos de Anthony. Pietro ainda bem não estranhou meu surto e correspondeu o abraço se agarrando em meu pescoço, Anthony baixou a cabeça e levemente sacudiu a mesma em concordância. Era uma batalha perdida e ele sabia disso! Levantei com Pietro em meus braços e fui em direção a Emmett e Rose que conversavam com outras crianças.

– Emmett! Rose! – chamei fazendo ambos me olharem sorrindo e maravilhados para Pietro. – Esse é o Pietro e ele será o príncipe do meu castelo. – falei rindo e piscando para eles. – Meu príncipe, esses serão os teus tios. – Pietro que se mostrou envergonhado apenas balançou a mãozinha cumprimentando eles.

– Dio mio! Ele é igual ao.. – cortei Rose.

– A um príncipe, eu sei Rose! – falei de forma sutil fazendo uma careta.

– Um legitimo príncipe! – concordou. Emmett só ria de nós, é um paspalho.

– E aí garotão, preparado para tomar conta de um palácio cheio de princesas? – disse rindo e nos fazendo rir junto.

– Eu serei apenas o príncipe da moça bonita, o Matteo que é o guardião do castelo. – falou arrancando risada de nós.

– Certo, meu pequeno príncipe, está na hora de conhecer as princesas e o nosso guardião. – falei fazendo cócegas em sua barriga e arrancando gargalhadas dele. Foi tudo muito rápido em um momento estava de frente para Rose e Emmett e no outro ambos levantaram voando e ficando ao meu lado. Me virei e vi Anthony se aproximando, mas parou ao ver a atitude de meu irmão e Rosalie.

– Papai! – Gritou uma Julia elétrica e afoita correndo na direção dele que se abaixava para pegar ela no colo. Nessie e Matteo ao verem toda a movimentação se aproximaram, Matteo veio na minha direção depois de cumprimentar o padrinho com um aceno de cabeça, Nessie parou ao lado do pai e analisava Pietro e depois Anthony. Ela me olhou em um pedido mudo para que eu negasse a realidade. Apenas dei de ombros.

– Tem certeza que Julia é a tua filha mais nova, Anthony Masen? – Anthony se virou para ela e por um instante senti pena dele.

– Nessie! – Chamei docemente. – Este não é o momento! Pietro é novo na nossa família e não iremos querer assustar ele, certo? – ela me olhava incrédula, mas acatou meu pedido. – Pietro será o príncipe do nosso castelo, principesse. Meu príncipe essa é Nessie, nossa princesa mais velha e rebelde. – falei arrancando uma risada dela que se aproximava de nós com Matteo. – E aquela é a Julia, que até Mia nascer será a princesa mais nova do nosso reino. – Julia sorriu e abanou para Pietro que fez o mesmo que ela.

– Pietro vem comigo? – pediu Nessie manhosa.

– Quero o colo da moça bonita, desculpa. – falou de forma fofa me fazendo sorrir ainda mais se fosse possível.

– Tudo bem, quando eu tinha o teu tamanho eu não trocava o colo dela pelo de ninguém, eu te entendo. – Falou dando de ombros e se abraçando a Matteo que beijou sua testa rindo.

– Vinte euros na minha mão agora Emmett! – Guinchou uma Rosalie feliz da vida olhando para os adolescentes.

– Renesmee! Se solte imediatamente de Matteo. – falou Anthony furioso. Errado, Anthony! Muito errado.

– Você não é o meu pai para me dar ordens. – falou de forma petulante fazendo ele recuar um passo chocado.

– Nessie! – Guinchou uma Julia chocada.

– Pode ficar com ele todo para você Julia, duvido que quando tenha idade para entender o que está acontecendo aqui irá querer ele como pai ainda. Você é exatamente como Charlie e ainda bem que temos mamãe para nos salvar! – falou cuspindo as palavras nele. Ele me olhou e seus olhos transbordavam dor. Eu não queria ver ele sofrendo, mas ela falou exatamente o que eu falaria.

– Renesmee, querida, por favor! – pedi em suplicia.

– Tudo bem, mamãe! Tio Emmett me empresta a chave do carro? Iremos esperar vocês lá se não houver problemas. – Emmett sorriu e jogou as chaves para Matteo. Nessie foi até Anthony e arrancou Julia de seu colo.

– Quer que eu volte, Bella? – perguntou Matteo.

– Não querido, fique com as meninas. – ele concordou e passou por nós me dando um beijo na testa e bagunçando o cabelo de Pietro que riu da brincadeira. Observei eles se afastarem e me virei para Anthony que ainda me observava.

– O que deseja Edward? – perguntei cordialmente, por causa de Pietro. Emmett permanecia calado e parecia que iria bater no seu amigo a qualquer momento. Rosalie parecia que estava vendo o melhor show da vida dela, pois tinha seus olhos brilhando.

– Eu tinha que vir assinar alguns papeis para que você pudesse levar o.. – ele engoliu em seco e eu ergui uma sobrancelha em desafio. – Pietro. – falou murmurando. O pequeno garoto ao escutar seu nome se virou para o pai, sorriu e abanou a mãozinha em um “olá”.

– Se você já assinou e está tudo resolvido pode ir embora. – falei olhando para o meu garoto que me olhou sorrindo também e me deu um beijo no queixo. Foi impossível não olhar para Anthony, ele fazia a mesma coisa quando éramos adolescentes e namorávamos. Ele me olhou e engoliu em seco. – O que acha de irmos buscar as tuas coisas príncipe?

– Sim, moça bonita! – falou abraçando meu pescoço. Dei as costas para eles e estava me retirando quando escutei ele chamando meu nome, me virei e fiquei lhe encarando esperando que continuasse.

– Eu gostaria de conversar contigo!

– Edward Cullen, quando você achar o Anthony Masen no meio dessa imensidão de hipocrisia, diga a ele que estarei aberta para uma conversa com ele. Até lá cuidado para não ter que assinar um pedido de divórcio no lugar dele e quando ele voltar avisa que ele vai ter que trabalhar duro para recuperar todas as coisas dele que você fez questão de perde e jogar fora. – falei dando as costas novamente. – O que você gostaria de fazer primeiro depois de sairmos daqui meu pequeno príncipe? – Pietro desatou a falar animado e conseguindo me levar junto na sua animação, me fazendo esquecer momentaneamente da dor que meu coração sentiu ao dar as costas ao homem que eu amava, depois de uma ameaça velada.

Notas finais
Qual será a reação de Anthony a partir de agora, o que vocês acham?