Ribellarsi
10 Capítulo X
Notas iniciais
Fazia meia hora que eu me encontrava ligando para Rosalie que não atendia o maldito celular, desisti e resolvi ligar para Jacob.
– Buongiorno, gostosa! – Saldou. – O que devo a honra da sua ligação tão cedo, não faz duas horas que deixei a sua casa.
– Buongiorno, Jack! Estou te ligando, pois faz meia hora que tentando falar com Rosalie e ela não atende. – falei irritada. – Ela saiu logo depois de você e eu me esqueci de pegar o nome, endereço ou qualquer informação que eu poderia usar para chegar na obstetra hoje. Só sei que é no primeiro horário da tarde.
– Eu realmente não sei onde a loira pode estar hoje, talvez no fórum! Deve estar em alguma audiência, por isso não atende. Liga para o Emmet, ele sabe tudo da agenda dela. – Ligar para meu irmão estava na última opção da minha lista. – Não seja rebelde Isabella, vocês terão que se entender. Gostosa, é só uma ligação para o paspalho do teu irmão! – Ele tinha razão e eu odiava ele por isso.
– Eu não tenho o número do Emmett! – Fiz birra jogando minha última cartada.
– Não seja por isso, te mandarei agora mesmo por mensagem. – falou rindo.
– Você não poderia ligar para ele e depois me ligar? Poxa, eu sou tua melhor amiga e você deveria me fazer feliz. – falei fazendo manha e escutando ele gargalhar ao fundo.
– Por Dio, Isabella. Você não tem mais idade para isso, já é mãe de duas principessas e tem que aprender a lidar com o teu irmão. Não seja a adolescente rebelde fazendo birra, seja a mulher rebelde enfrentando todos e mandando todos se fuderem. – gargalhei da sua forma de me incentivar e puxar minha orelha. Jacob era único!
– Me manda a porra do número do Emmett logo. – quando percebi o que falei tapei minha boca. – Vocês são péssimas companhias, fazia anos que não pronunciava essa palavra em voz alta. Minha conta agradece por Julia estar dormindo e não escutar! – Falei exasperada e Jacob ria no fundo.
– Liga logo para ele e não enrola Isabella. Mande um beijo para a pequena monstrinha. – disse finalizando.
Era agora ou nunca! Eu não era do tipo que gostava de brigar com meu irmão e estava morrendo de medo da nossa conversa acabar em discussão como com Alice. A mensagem com o número chegou e não pensei muito, apenas liguei.
– McCarty. – Uau, ele era importante agora e usava o nome de solteira da mamãe. Quase ri com esse pensamento infantil, mas era tão estranho escutar ele atendando o telefone assim.
– Olá, Emmett! – tentei fazer a minha voz mais angelical.
– Isabella, o que deseja? – ei, ei, ei. Resposta errada! Eu não era uma cliente para ele me tratar assim, mas já que ele queria assim, assim seria.
– Desejo contratar seus serviços, Sr. McCarty. – Uma ideia me passou na cabeça. – Não me importo com os honorários que deseje cobrar, desde que seja justo, e nem aceito que me faça um favor de graça. Quero os teus serviços como qualquer outra pessoa. – ele ficou em silêncio, eu apostava a minha grana que ele não esperava por isso. É irmãozinho não vou ficar fazendo birra e chamando tua atenção, vou apenas jogar o teu jogo.
– Claro Isabella, podemos marcar uma hora no meu escritório para acertamos os detalhes e falar sobre o serviço. – Pude notar que ele ficou desconcertado e perdido. Era óbvio, eu podia ser terrível com todos, mas sempre fui amável com ele e pela primeira vez estava tratando ele como qualquer outro. Touché!
– Não será necessário contato pessoal para lidarmos com isso. – fui o mais fria possível. – O que desejo é bem simples, dar entrada nos documentos de cidadania italiana para minha filha, fazer um inventario de todos os meus bens nacionais e internacionais, um testamento, analisar meu contrato com a Stra. Alice Cullen, romper minha sociedade com a mesma e lhe vender minha parte. O último e mais importante.. – agora seria a parte difícil. – Necessito que entre com uma medida de proteção em meu e nome das minhas filhas, contra duas pessoas, o caso deu início no Brasil, em São Paulo e passou por várias cidades. Acredito que não será problema conseguir acesso aos arquivos se entrar com uma medida aqui em Roma. Por enquanto acredito que seja isso, Sr. McCarty! – falei suspirando. – Alguma dúvida?
– Por que eu, Isabella? – Perguntou em um sussurro.
– Porque apesar de tudo, você é o melhor advogado que eu conheço! – dessa vez falei de forma suave. – Não quero brigas, eu e a minha família precisamos de paz. Não quero te forçar a ter contato comigo, mas preciso do melhor advogado. Por isso, estou contratando teus serviços de advogado e não pedindo conselhos como meu irmão. – fui sincera.
– Se você tivesse pedido meus conselhos como irmão, talvez agora não precisasse dos meus serviços como advogado. Você consegue entender isso? – Sim, eu entendia e sabia que ele tinha razão em cada palavra. – Você não imagina o quanto isso me deixa furioso. – Ah, eu imaginava sim ursão!
– Você está coberto de razão. – falei me encostando no batente da porta do meu quarto e olhando uma Julia dormir. – Só o dia que você tiver filhos você irá entender minhas ações, irmão! – falei murmurando. Ele ficou mudo também por alguns minutos, até que resolvi falar. – Sabe de Rosalie? Estou ligando para ela, mas a mesma não me atende. – resolvi aproveitar que a tensão tinha diminuído para saber o que eu queria. Não me julguem, cada um joga com as armas que possui.
– Ela tem uma audiência do povo contra o estado hoje e pelo que falei com o secretário dela, ela irá passar o dia trancada no tribunal. – Emmett falou contrariado. – Precisa de algo especifico? – Fiquei surpresa, mas resolvi baixar minha guarda.
– Ela marcou uma obstetra para mim, mas não deixou nenhuma informação para eu poder chegar até lá ou descobrir onde é. – falei suspirando.
– Entendo, vou ligar para o secretario dela e ver se o mesmo sabe de algo e te aviso. – falou finalizando a ligação. Ok, então né!
Andei até a minha pequena menina esperta e me deitei ao seu lado, puxei ela para os meus braços e comecei a encher dela de beijos. Rapidamente minha bambina estava acordando e rindo lindamente para mim. Dio, como eu amava essa criança! Fiz ela ir ao banheiro escovar os dentes e depois tomar banho, desta vez a pequena encrenqueira bateu pé para tomar banho de banheira. Coloquei a mesma a encher e coloquei meus sais de banho. Eu amava aquele cheiro, era uma mistura de flores, frutas vermelhas e um toque de baunilha. Esse cheiro trazia a sensação de tranquilidade. Terminei de arrumar tudo e coloquei uma Julia que já se encontrava correndo pelada pelo quarto na banheira no mesmo momento que meu celular voltou a tocar. Voltei ao quarto para pegar e quase escorreguei no tapete. Meu coração perdeu uma batida pelo medo que percorreu meu corpo.
– Alô – Atendi ofegante.
– Está tudo bem, Isabella? – ah, Emmett!
– Sim, estava colocando Julia no banho e voltei rápido para atender o telefone e quase cai. –Meu coração ainda estava agitado com a possibilidade de eu ter caído.
– Por Dio! – Rugiu baixo. – Você tem que se cuidar! – Era só o que me faltava agora.
– Por Dio, digo eu. Menos Emmett! – Bufamos ao mesmo tempo.
– Teu obstetra é na clínica Doctors in Italy, na Via Frattina, 48.
– Certo, obrigada Sr. Mc... – ele não me deixou terminar.
– Passo as 13:00 para pegar vocês, estejam prontas! – e como se fosse simples ele desligou na minha cara. Fiquei parada mais alguns segundos tentando absorver o que ele disse. Eu estava começando a me sentir exausta, todos os dias eram novas emoções, novas descobertas, revelando fatos. Porra, eu estava grávida e parecia que ninguém ligava para isso! Ok, eu sou forte e odeio que me tratem como incapaz, mas eu estava cansada dessa montanha russa de emoções e nenhuma calmaria. Eu estava muitíssimo preocupada com Mia, isso poderia afetar ela diretamente.
Me sentei no chão do banheiro e fiquei cuidando Julia brincar na banheira, ela ria e falava consigo mesmo. Aquela tranquilidade dela, aquela inocência que tanto tentaram arruinar continuava ali e não tinha nada que me dava mais satisfação do que ver ela assim, brilhando. Isso me fez lembrar de uma pessoa e meu coração se apertou de saudades.
Quando a água começou a esfriar, retirei ela e fomos até meu closet escolher uma roupa para ela. Peguei uma calcinha e duas meia-calça, uma preta n° 60 e outra de lã grosa, entreguei para a mesma ir vestindo. Eu morria de medo dela passar frio. Peguei uma blusa branca de manga comprida térmica, uma segunda pele de lã branca e um vestido bordô de veludo molhado rodado na cintura com um cinto preto grosso de veludo com vários estras, fui colocando as peças sobre o divã que ficava no meio do meu closet e ela ia se vestindo. Eu gostava disso nela, tínhamos os mesmos gostos e era raro quando ela não gostava de alguma roupa que eu escolhia para ela vestir. Peguei um conjunto de cachecol, luva e touca preta, peguei o sobretudo branco dela, era tão macio que parecia algodão e deixei separado para colocar somente quando fossemos sair.
– Acho que está tudo separado, pode escolher um sapato, mas algo quente e fechado, principessa. – ela concordou com a cabeça e eu fui fazer nosso almoço. Fiz um molho de nata com iscas de filé e deixei a massa cozinhando em fogo baixo enquanto iria tomar meu banho. Cheguei no quarto e Julia estava jogada na cama falando ao telefone. Revirei meus olhos, por Dio! Anthony estava ontem aqui e só foi embora depois que ela dormiu. – Vou tomar meu banho, não chegue perto da cozinha, certo? A porta do banheiro vai ficar aberta! – Ela concordou com a cabeça e voltou a falar com ele. Resolvi que daria privacidade a eles e não iria ficar escutando a conversa.
Depois de tomar meu banho e hidratar bem o meu corpo e principalmente minha barriga, fui ao closet. Eu precisava comprar roupas urgente! Coloquei uma meia calça preta, uma blusa térmica preta que ficou justíssima em mim, um vestido jeans de lavagem escura que começava a ficar rodado do busto para baixo. Tive que deixar os botões do decote aberto ou não iria caber. Dio, eu estava gorda! Senti meus olhos se enxerem de lagrimas e fui até Julia que continuava no maldito telefone. Anthony não trabalhava não? Rapidamente ela se sentou quando me viu e franziu a testa, sua boquinha abriu em um “O” no mesmo momento que senti duas lagrimas desceram pela minha bochecha.
– Espera Tony! – Falou rápido me analisando. – Mamãe? – me chamou com receio. Será que eu estava tão feia assim? Senti meus olhos ficarem embaçados. – O que houve, mamãe? Não chora, não! Xiu Anthony! Para de falar e deixar eu falar com a mamãe, mas que coisa! – Aquilo foi tão engraçado que quando eu vi estava rindo e chorando. Eu não conseguia controlar. – Ai, meu Deus, mamãe! Ou você ri ou você chora!
– Eu estou tão gorda, bebê! – me joguei na cama ao lado dela e comecei a chorar. Escutei ela suspirar e afagar meu cabelo, me senti uma criança.
– Hormônios Tony, hormônios. – Ela riu de algo que ele falou e eu queria matar ele. Olhei torto para ela e ela se calou tentando prender o riso. – Mamãe, você não está gorda, você só está gravida da Mia, lembra? Você está linda! Você é a mamãe mais bonita do mundo, Anthony disse que você continua muito gostosa. – ela disse fazendo careta e eu fiquei vermelha. – O que seria gostosa, Anthony? – Rá essa eu queria ver! – Hmmm – ela me olhava e fazia careta. – Então quando um garoto me chamar de gostosa é algo legal? – Não aguentei e soltei uma sonora gargalhada, eu até imaginava a cara ele e o surto que estava tendo se enrolando com as palavras. – Ué, mas você chamou a mamãe de gostosa! – Já vi que isso iria durar. – Não é justo, não! – ela disse emburrada. Queria ver ele lidar com a menina rebelde agora! Deixei que ele se virasse sozinho e voltei para me arrumar. Peguei um blusão soltinho que fica quase tapando a minha bunda e coloquei por cima do vestido, a gola do blusão era caída e volumosa. Até que ficou muito bonito, depois coloquei um cinto para deixar mais sofisticado e minhas botas montarias de cano longo, deixei meu sobretudo e minhas luvas juntos com as da Julia e voltei para a cozinha. Encontrei uma Julia emburrada sentada no sofá da sala.
– O que houve querida? – Apostava vinte euros que tinha Anthony no meio.
– Anthony Masen! – falou como se aquilo explicasse tudo e realmente explicava. Nessas horas porque Jacob e Rosalie não estão aqui para eu ficar vinte euros mais rica! Mordi meu lábio para não rir dela chamando ele pelo nome e sobrenome.
– Querida talvez ele.. – Ela nem deixou eu tentar apaziguar a situação, ela estava uma ferinha. Ah, minha garota rebelde!
– Não, mamãe! Ele disse que acabaria com todos os meninos que me chamassem de gostosa e que nenhum menino poderia chegar perto de mim. – Eu deveria estar ficando vermelha de tanto que segurava a vontade de rir. – Não ria! Ele não pode fazer isso. Eu fiquei tão, mas tão brava com ele que eu disse que nunca mais iria falar com ele e desliguei o telefone na cara dele. – me olhou de canto de olhos e com as bochechas corada por sua atitude. Ok, que ele era irritante e super protetor, eu mesmo já tinha feito o mesmo com ele, mas ela era uma criança ainda e não poderia ter essas atitudes.
– Você sabe que o que fez foi extremamente errado, certo? Ele deve estar muito chateado contigo, sendo que ele só estava cuidando de você, esse jeito super protetor dele significa que ele gosta de você, principessa. – ela me olhou com os olhos brilhando de lágrimas e um olhar arrependido. – Mais tarde vocês conversam e você pede desculpas. – era difícil para ela outra pessoa lhe dando ordens e querendo comandar sua vida, eu entendia Sempre fomos só nós e vick pouco se metia quando era assuntos sérios.
– Vamos almoçar que teu tio logo vem nos buscar. – coloquei os pratos na bancada americana e tirei a massa do fogo, misturei ao molho e nos servimos. Durante o almoço conversamos sobre o médico e expliquei a ela onde iriamos e o que iriamos fazer. Estávamos terminando de colocar os sobretudo e o interfone tocou. Peguei minha bolsa e descemos, ao chegar na portaria Emmett estava conversando com Sr. Lourenzo. Cumprimentei Sr. Lourenzo com um aceno e me dirigi a Emmett.
– Obrigada por vir nos buscar, mas não era necessário. – ele revirou os olhos para mim, beijou minha testa coisa que me deixou muito surpresa e sem reação, se abaixou na minha frente ficando na altura de Julia.
– E ai, baixinha? – revirei meus olhos para Emmett.
– Oi tio Emmett, cadê a tia Rose? – Perguntou olhando através de Emmett para ver se achava Rosalie. – Por que você não veio dormir aqui em casa ontem? – Mordi meu lábio em expectativa pela resposta também.
– Eu estava trabalhando ontem, mas na próxima vez venho junto com a tia Rosalie. – Se saiu bem dessa ragazzo! – E a Rose não veio, pois está trabalhando. Portanto, hoje seremos só nós, ok? – ela maneou a cabeça em concordância sorrindo e acenou para Sr. Lourenzo. – Vamos, ragazza e bambina!
O caminho até a clínica foi suave, poucas palavras foram ditas e o clima estava leve. Chegamos na recepção, apresentei meu nome e meus documentos para recepcionista, paguei a consulta e ficamos aguardando eu ser chamada. Emmett e Julia ficavam olhando para as mulheres que tinham umas barrigas enormes, depois olhavam para a minha barriga e se encaravam fazendo umas caretas engraçadas. Quando a enfermeira chamou meu nome ambos levantaram primeiro que eu e saíram andando, por Dio! A enfermeira me olhou e eu apenas dei de ombros, entrei na sala e Julia estava sentada em uma cadeira com Emmett em pé atrás dela, me sentei na vazia ao seu lado e cumprimentei o doutor.
– Então Srta. Swan, o que lhe traz aqui hoje? – Por Dio, não tinha pergunta mais idiota do que essa. Vai ver que eu fui em um obstetra pedir uma tomografia do meu cérebro. Revirei meus olhos e narrei que eu morava no Brasil, me mudei fazia dois dias para Roma, tinha sofrido fortes emoções e um pequena dor na minha barriga e depois um desmaio. Falei das vitaminas, alimentação e todo blá blá blá. – Irei pedir alguns exames só para ter certeza que está tudo certo, os exames você irá me trazer na próxima consulta e vamos fazer um ultrassom agora. Pode ir ao banheiro se trocar e depois pode deitar na maca. – Me troquei e coloquei uma camisola rosa chá muito fofa com um shortinho que não escondia nada, cadê as roupas largas e horrendas? Me dirigi até a maca e me deitei.
Emmett tinha Julia em seu colo e ambos olhavam para a tela em expectativa, era uma cena tão linda que só de ver ambos ali comigo já sentia meus olhos se enxerem de lagrimas. Senti o médico subir minha camisola e vi Emmett fechando a cara, eu tinha pena de Rosalie. Logo aquela gosma gelada estava sendo espalhada e me concentrei na telinha, o som tão conhecido do coração de Mia atravessou o ambiente e minhas lagrimas já escoriam de meus olhos, o médico mostrou o desenvolvimento de Mia, seus pezinhos, suas mãozinhas e sua cabecinha. Ele verificou o sexo e disse que Mia se encontrava com 17 cm, seu peso 350g e que eu estava com exatas 23 semanas de gravidez. Olhei para Emmett que tinha o sorriso mais bobão do mundo na cara e duvido que ele tenha escutado algo que o médico tenha dito. Julia se encontrava radiante, ela sempre foi em todas consultas comigo e prestava atenção em tudo que o médico dizia.
– Doutor, mamãe hoje mais cedo ficou maluquinha, uma hora ela chorava e depois ria e dizia que estava gorda! – Dio, Julia me mataria de vergonha, senti todo o sangue do meu corpo ir para as minhas bochechas e escutei Emmett gargalhar e o médico me olhar rindo.
– Isso é normal, Julia, mas sua mãe não precisa se preocupar ela está muito bonita. – Se era possível eu corei mais ainda! O médico estava me cantando ou era delírio meu? Escutei um limpar de garganta e me virei para Emmett que tinha uma sobrancelha arqueada. Ele era absurdo!
– Eu já posso me trocar? – perguntei sorrindo amarelo para o médico que continuava me encarando e ignorando Emmett.
– Claro, irei preparando as requisições dos teus exames. – se virou voltando para sala principal. Suspirei e olhei para Emmett que estava indignado.
– Não seja absurdo Emmett, ele é um ótimo médico! – disse revirando meus olhos.
– Mamãe, tio Emmett, está com ciúmes! – falou como se fosse um segredo, rindo de Emmett. – Depois que Mia nascer, nós poderíamos ter outro bebê né mamãe, só que um menino! – falou sorrindo de orelha a orelha. Preferi ignorar esse assunto e continuar trocando de roupa.
– É obvio que não estou com ciúmes da tua mãe, esse médico que é um stronzo.
– Emmett! – rugi. – Olha a boca perto da Julia! – ralhei.
– Tio Emmett você está me devendo dois euros por ter falado palavra feia. – Falou estendendo a mãozinha.
– Sua filha está querendo me lograr! – falou indignado. Qual o problema dessa gente de perder dinheiro para uma criança?
– Paga o dinheiro da criança e deixa de choradeira, quem mandou falar palavrão na frente dela.
– Mas babaca não é palavrão! – Ai Dio!
– Quatro euros tio! – Julia disse rindo feliz da vida.
– Esse tipo de palavreado não é permitido! Agora paga logo e modere a boca ou irá perder muito mais. Já basta Rosalie e Jacob que deixaram ela quase trinta euros mais rica ontem! – Ele ficou olhando chocado para Julia, mas não discutiu mais e pagou o dinheiro dela. Peguei meus receituários com o médico e sai o mais rápido possível antes que Emmett se botasse no cara. Já estávamos no carro quando vi meu celular vibrando e o nome de Anthony na tela.
– Olá ragazzo! – saldei soltando meu sotaque que ele tanto gostava.
– Me diga que o médico que te atendeu não era homem! – revirei meus olhos!
– Era homem! – me limitei a responder e vi Emmett me cuidando de canto de olho, olhei para janela fingindo que ele não existia.
– Passione, você se esqueceu do NÃO.. – eu ri, era tanta babaquice que chegava a ser fofo.
– Na verdade, eu não me esqueci. O médico era homem, do sexo masculino e tudo mais. – falei. Ele ficou em silêncio. – Vamos lá, deixa de ciúmes bobo ragazzo! Além do que eu sou uma mulher livre e desimpedida. – falei para irritar.
– Tu és minha, donna! Não me provoque passione, pois sabes do que eu sou capaz. – ele suspirou e eu estremeci diante das suas palavras. – Caso você tenha se esquecido durante esses seis anos irei lhe lembrar, somos casados passione! – e foi como ter levado um soco no meu estomago, desliguei o telefone na cara dele e fiquei olhando pela janela a arquitetura Romana. Senti a mão de Emmett pegar a minha e apertar de forma sutil. Virei para ele e ele me olhava com um olhar divertido, ele e Rosalie eram os únicos que sabiam sobre Las Vegas.
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