Ribellarsi

4 Capítulo IV


Notas iniciais
Hey, flores do meu jardim! Quero mandar um beijão para PEPE SWAN CULLEN que favoritou a fanfiction e agradecer aos comentários da DAMA DE FERRO WHITLOCK, AMANDO, PEPE SWAN CULLEN, LEH, STEFANY CERQUEIRA E DREAMY GIRL! Tem vinte pessoas acompanhando a história, mas só recebi seis comentários até agora.. Assim vocês vão fazer eu pensar que não estão gostando! Esse capítulo irá começar a mostrar a personalidade de Isabella e mais alguns mistérios ficarão pelo ar.

Emmett foi o primeiro a sair do abraço, Rosalie ainda se encontrava toda boba olhando para Julia e fazendo carinho em seus cabelos. Movi meus olhos e encontrei meu irmão me fitando, eu não sabia o que se passava na cabeça dele, muito menos conseguia decifrar o que aqueles lindos olhos chocolates estavam querendo me dizer. Um silencio desconfortável se instalou entre nós e percebi Rose fazendo caretas para Emmett que apenas deu de ombros e ficou fitando o chão. Eu sabia que a possibilidade de não ser bem recebida era grande, mas não imaginei que fosse doer tanto a indiferença do meu irmão. Eu não era de baixar a cabeça para ninguém e não seria agora que as coisas mudariam, pode se passar vinte anos, mas a minha essência continuaria a mesma. Suspirei profundamente e me concentrei em Rose.

— Agradeço que tenham vindo nos receber, não tinha certeza se teu número continuava o mesmo e se tu ainda quisesses me ver. – soltei uma risada um tanto quanto irônica e continuei. – Sei que não vou ser bem-vinda por todos e nem voltei esperando abraços e flores. Apenas achei justo te avisar que estava voltando para casa, depois de tantos anos sem notícias. – Dei meu melhor sorriso de “está tudo bem”, para deixar ela confortável.

— Bella, por Deus, não fale bobagens... – Não deixei Rose terminar, eu sabia quais seriam suas palavras e não me importava. Ambas sabíamos que eu estava certa e que ela estava quase comento o fígado de Emmett por seu comportamento, ela só queria aliviar a tensão com palavras, mas isso não iria acontecer. Eu seria forte pelas minhas garotas.

— Rosalie! Relaxa loira, estou bem, na verdade nós estamos bem. – Falei rindo e mascarando meu desconforto. – Agora loira, tenho duas meninas que necessitam de cama e comida. Agradeço novamente por ter vindo por mim e a única coisa que posso te prometer no momento é que amanhã ainda estarei em Roma, no entanto preciso pegar um táxi e ir para o meu apartamento. – Rose me olhava emburrada e Emmett continuava fingindo que eu não estava ali.

— Não, eu e o Emmett levamos vocês! – Olhei para o meu irmão e vi que ele ficou desconfortável. Eu não conseguia lhe culpar, a culpa era minha e eu merecia sua indiferença.

— Não Loira, amanhã você passa lá em casa e conversamos, sei que tenho muito o que explicar. Só que nesse momento eu irei pegar um táxi e ir para meu apartamento. – Quando proferi tais palavras lembrei de algo muito importante. – Emmett? – Quase ri da cara de surpresa que ele fez. – Por acaso tu ainda estás morando no apartamento? Qualquer coisa posso ficar em um hotel. – Ele me analisou e um sorriso triste se formou nos seus lábios.

— Não Isabella, eu e Rosalie estamos morando juntos a mais de quatro anos. – Aquilo foi um soco no meu estomago. O quanto eu havia perdido da vida das pessoas que eu mais amo? Concordei com a cabeça e me dirigi a Rosalie.

— Espero que um dia todos vocês entendam minhas atitudes e possam me perdoar. – Seus olhos brilharam pelas lagrimas e ela me abraçou, um braço torto, visto que Julia ainda se encontrava em meu colo. Depois de recomposta, arrumei Julia e me despedi. Sai caminhando sem olhar para trás! Encontrei um táxi na saída do aeroporto, entrei, ajustei Julia que já estava quase dormindo e lhe passei o meu endereço.

Foram longos trinta minutos até a 6 via Condotti, o taxista parou em frente à entrada do prédio. Pelos Deuses, que saudade que eu estava disso! Paguei o taxista e desci com Julia em meu colo, sorri quando vi as vitrines da PRADA e da Gucci bem iluminadas. Era um luxo morar na rua da moda de Roma e eu me dava a esse luxo. Fazendo malabarismo com Julia em meu colo e minha bolsa, caminhei até os elevadores. Cumprimentei o sr. Lorenzo, nosso porteiro desde que comprei o apartamento. Quase ri da cara pálida do mesmo ao me ver, parecia que estava vendo um fantasma, também não era para menos eu simplesmente sumi de Roma e reapareço do nada, no meio da noite, gravida e com uma criança em meus braços.

Rapidamente, Lorenzo, se recuperou do susto e veio ao meu encontro me dando boas vindas, perguntando se eu desejava algo e chamando o elevador. Lhe sorri e neguei, dizendo que era ótimo estar de volta. Assim que o elevador chegou, entrei e agradeci pela ajuda ao sr. Lorenzo.

Quando sai da caixa metálica no último andar, olhei para as únicas duas portas de madeira que se encontravam no andar e fui andando até a minha, abri minha bolsa e fui tateando até achar a chave. Nesse meio tempo, escutei o barulho do elevador chegando, mas simplesmente não dei muita importância. Estava ficando irritada por não achar as malditas chaves. O elevador chegou e se foi, percebia que tinha alguém além de mim no corredor, no entanto pouco estava me importando. Até escutar aquela voz grave e que possui o poder de me arrepiar dos pés à cabeça.

– Cazzo! Non è possibile... – Ofeguei baixinho com a rouquidão de sua voz. Eu não tinha coragem de olhar para trás, eu só queria as malditas chaves e correr para dentro do meu apartamento. Porém, essa não seria eu. Coloquei meu melhor sorriso irônico e me virei para ele.

– Buona notte, Anthony! – Sim, só eu tinha a coragem de chamar Edward pelo nome do meio. Ele me analisava, parecia não acreditar no que estava vendo. Anthony deu dois passos para frente e depois recuou um, ele fixou seus olhos em Julia, depois na minha barriga e enfim no meu rosto. Estava começando a me irritar com essas atitudes e questionar se todos teriam a mesma reação que Emmett, pelo jeito sim. Suspirei revirando meus olhos e troquei de lado Julia. Ela estava pesada e Mia estava começando a ficar agitada. Não entendia o choque de todos. Porra! Tudo bem que eu sempre fui a rebelde sem causa, mas nunca fui irresponsável. Não é como se eu nunca tivesse sonhado em ter filhos e construir minha família ao contrario dele.

— Andiamo, Anthony! Tu já tiveste reações melhores. – Ele abriu a boca chocado e rapidamente se recuperou do susto. Vestiu uma máscara de gelo que durante toda minha vida ele só tinha usado com estranhos e cruzou os braços sobre o peito. Bingo! Ele iria me tratar como uma estranha. Que os jogos comecem, então!

— Devo perguntar quando voltaste ou quando irá embora? Melhor, quais são as chances de avisar alguém na próxima vez para ambas situações? – Mais um soco em meu estomago em menos de duas horas. Suspirei e lhe virei as costas, voltei a me concentrar em achar a maldita chave.

— Sabe, Anthony.. – Ele me cortou.

— Edward, ninguém mais me chama de Anthony! – Respondeu sério e visivelmente irritado.

— Como eu estava dizendo, Anthony, eu cometi muitos erros, mas não irei aceitar ser tratada com tanta hostilidade. – Ignorei sua interrupção e ainda frisei o nome pelo qual sempre lhe chamei. – Não faço a mínima ideia do que veio fazer aqui e como ficou sabendo que eu cheguei, mas tenho coisas mais importantes para fazer, por exemplo, lidar com as minhas garotas. – Soltei um gritinho de vitória no momento em que terminei de proferir as palavras e encontrei as minhas chaves. – Grazie, mio Dio! – Abri a porta e estava prestes a entrar no meu apartamento quando uma voz para lá de sensual me vez virar com tudo.

— Santa merda! Quem é a ragazza que alugou o apartamento da Bella, Edward? – Eu não só ri, como também gargalhei e corri para os braços fortes de Jacob. – Cazzo! É tu mesmo, Bella? – Sai do abraço desengonçado de Jacob, rindo e chorando ao mesmo tempo. Meus hormônios iriam acabar comigo e eu já previa serias dores de cabeça por causa da boca suja dessa gente na frente de Julia.

— Sim, Jacob, eu voltei! – Sorri, naquele momento sorri o meu sorriso verdadeiro para o meu melhor amigo. Jacob me puxou para seus braços e me apertava como se eu fosse fugir ou evaporar dos seus braços. Ele riu, mas riu tão alto que acabou acordando uma Julia sonolenta.

— Mamãe? – Sua voz não passou de um sussurro, mas foi o bastante para que o silencio se instalasse no local. – Onde estamos, mamãe? – Me questionou olhando para todos os lados e coçando seus olhinhos. Quando ela percebeu Jacob na minha frente com os braços ainda em minha volta, ela se retraiu em meu colo e escondeu seu rosto em meu pescoço. Suspirei e me afastei de Jacob, com um olhar de desculpas. Ele apenas deu de ombros e ficou encarando encantado a minha menina.

— Principessa, acabamos de chegar no meu apartamento. – ela vendo que não tinha mais ninguém com as mãos próximas de nós se endireitou em meu colo e me fitou.

— Cadê a Tia Rose e o Tio Emmett? – Anthony que até então se encontrava calado apenas observando tudo, levantou uma sobrancelha em questionamento e eu apenas me limitei a revirar meus olhos para ele, enquanto via seus punhos se fecharem com força. Rá, te peguei ragazzo!

— Eles foram para a casa deles, principessa. – ela assentiu e começou a analisar Jacob e depois Anthony. Logo me olhou com os olhos brilhando em curiosidade e eu me limitei a assentir e suspirar longamente. – Passione, estes são Jacob e Edward, mais alguns amigos meus. Eles estão nas fotos também, lembra? – Ela assentiu sorridente.

— Olá Jacob, mamãe disse que você é o melhor amigo que uma garota poderia ter. – Jacob soltou uma estrondosa gargalhada, enquanto eu me encontrava em choque e Anthony revirava os olhos tentando esconder um sorriso torto que quase surgia. Queridinho, ninguém é imune ao charme da minha garota esperta. – Você poderia ser meu melhor amigo também, igual como é da mamãe? – Eu não acreditava que ela estava se abrindo assim, eu me encontrava em êxtase.

— Se você me prometer não ter metade da rebeldia que tua mãe tem, eu prometo ser teu melhor amigo. – Jacob propostos nos fazendo sorrir.

— Mamãe disse que eu sou uma garota muito esperta e a Vick dizia que meu gênio era igual ao da mamãe. – ela falou dando de ombros. Novamente o silencio se instalou e quando eu percebi as perguntas nos olhos de Anthony e Jacob, me limitei a negar com a cabeça. Esse não era o momento, principalmente com Julia presente. Para tentar suavizar o clima Jacob brinca com ela.

— Então estou em uma grande encrenca com duas ragazze rebeldes de melhores amigas. – Julia sorriu lindamente e concordou com a cabeça. Depois seus olhos migraram de Jacob para Anthony e ela vez uma careta para ele. Não faço ideia do que Anthony imaginou que fosse a careta de Julia, mas rapidamente endireitou sua postura e ficou analisando a mesma.

Um analisava o outro de uma forma perturbadora, Jacob me olhava tentando não rir e eu já estava ficando saturada e com dor em minhas costas. Quando eu já estava no meu limite Julia resolveu quebrar o silencio.

— O nome dele não é Edward, mamãe. Esse é o Anthony! – Falou de forma repreendedora, levantando o queixo e empinando o nariz, como se eu tivesse feito algo muito feio. Jacob apenas riu e balançou a cabeça em negação me olhando, quase lhe mandei meu lindíssimo dedo do meio em resposta, mas me policiei e lhe dei a língua. Infantil? Talvez!

— Muito bem, garota esperta, mas estamos em desvantagem por aqui. Meu nome é Edward Anthony Masen Cullen, mas prefiro que me chamem por Edward. Agora você já sabe meu nome, só que eu não sei o seu ainda. – Anthony falou chegando mais perto de nós. Muito rápido Anthony, muito rápido. Foi eu contar um, dois, três.. E ela se encolheu em meu colo e começou a tremer. Rapidamente Anthony me olhou chocado e talvez magoado? Não, bobagem da minha cabeça. Suspirei profundamente mais uma vez naquela noite e resolvi que por hoje já tinham acontecido coisas para um mês inteiro na vida de Julia.

— Então garotos, essa garota esperta é a Julia, e como já está tarde iremos entrar para descansar. Adeus! – Virei minhas costas sem esperar por respostas e entrei no apartamento batendo a porta e trancando a mesma.

Olhei para minha sala e continuava tudo igual, não perdi meu tempo tentando achar possíveis mudanças que as loucas das minhas amigas poderiam ter feito, fui direto para o meu quarto e estava tudo impecável e limpo, amanhã teria que agradecer a Rose. Coloquei uma Julia mais calma na cama e fui tirando suas roupas enquanto a mesma ia observando os detalhes do meu quarto. Rapidamente liguei o aquecedor do quarto e do banheiro, tirei minhas roupas e chamei Julia para o banho, era uma rotina nossa tomar banho junto. Visto que ela não deixava ninguém lhe dar banho ou encostar nas suas costas diretamente. Depois do banho fui ao meu closet e peguei uma blusa de manga comprida, um blusão e duas meias para Julia, vesti uma blusa de pijama de flanela e uma calcinha, eu odiava dormir cheia de roupa. Amanhã mesmo iria sair para comprar roupas para ela, puxei as cobertas e o edredom, a coloquei no meio da cama e depois liguei a televisão.

Fui até a cozinha e preparei um sanduíche para cada uma, minha geladeira estava abarrotada de comida, eu precisava urgentemente agradecer Rosalie. Peguei uma garrafa de água mineral e voltei para o quarto para comermos. Após terminar de comer seu sanduíche Julia rapidamente pegou no sono, desliguei a televisão e fiquei observando o céu iluminado de Roma pela sacada do meu quarto.

Não tinha imaginado que ver Anthony depois de tantos anos iria mexer tanto comigo, eu sempre soube que nunca tinha esquecido ele, no entanto achei que já teria conseguido superar ele nesses seis anos longe. Ele continuava o mesmo, petulante e controlador. A mesma marra de dono do mundo e senhor da razão, só que as camisas brancas e a jaqueta de couro tinham sido substituídas pelo terno Armani. Por Deus, homem estava mais quente do que já era!!

Percebendo o rumo que meus pensamentos haviam tomando, pus a me concentrar em coisas realmente importantes. Precisava ver uma escola para Julia, entrar em contato com Jasper e Alice, visitar minha loja, ficar por dentro de tudo que estava acontecendo por lá e voltar a trabalhar. Tinha que recuperar a minha vida, tinha que dar estabilidade e segurança para Julia. E com o pensamento de segurança surgiu a ideia de procurar uma psicóloga infantil para lhe ajudar, queria ver minha garota esperta totalmente feliz e iria fazer o impossível para que isso acontecesse. Elaborando uma lista de coisas que eu precisava fazer e tentando montar uma rotina saudável para nós três, me assustei quando meu celular começou a vibrar.

Peguei meu celular e desbloqueei a tela com uma sobrancelha arqueada. Era uma mensagem de um número de Roma, mas a única pessoa de Roma que tinha meu número era Rose e esse não era o telefone dela. Abri a mensagem ainda desconfiada e quase atirei meu celular na parede depois de ler.

“Precisamos conversar, Isabella, isso ainda não acabou! E.C.”

Eu iria matar Rosalie! Ignorei a mensagem e desliguei meu celular, me agarrei na minha garota. Seriamos nós três, na nossa vida não precisávamos de um homem para complicar as coisas. Eu iria dar conta de tudo!

“Ainda é difícil, mas ela aprendeu que por mais dolorido que seja colocar um fim nos amores também é um ato de amor.

Amor próprio”. (Zack magiezi)

Notas finais
Digam, digam, digam... O que estão achando? Estou em duvidas sobre alguns desfechos da história e a vida dos personagens! Portanto, tudo é possível acontecer. hehehe O que estão achando dessa Isabella? Prevejo muita confusão com Anthony e uma Julia apimentada. 15 comentários e o próximo capitulo que já está pronto será postado, uma troca justa certo? HAHAHA '