Ribellarsi

23 Capítulo XXIII


Notas iniciais
Hey, Hey Joaninhas! Chegando mais um capítulo quentinho e cheio de emoções! Fiquei extremamente feliz com os comentários e eles tiveram grande participação na minha motivação para eu fazer esse capítulo. Beijão joaninhas!

A casa se encontrava em uma grande movimentação, pela manhã Anthony chegou com os empregados e fez as devidas apresentações. Os seguranças Lucca e Alessandro, Leandro e Heitor, iriam trabalhar em duplas e serão do posto da “portaria”, uma dupla irá trabalhar no turno diurno e outra no noturno. Dante e Nina serão os seguranças das crianças disfarçados de babá e motorista. Telma irá auxiliar Eleonora em seus afazeres, ela possui 45 anos, tem curso de enfermeira e sabe atirar, já seu marido Luigi um senhor 50 anos irá trabalhar na jardinagem, mas é um dos mais antigos empregados e seguranças de Anthony. Austin é o chefe da segurança e possui a mesma idade que Luigi. Fui totalmente contra a palhaçada deles usarem uniformes conforme seus cargos de empregados domésticos, todos ficaram agradecidos por poderem se vestir como sempre, roupas pretas, discretas e confortáveis.

Anthony resolveu levar as crianças na escola e depois as meninas voltaram com os seguranças e Matteo foi para a empresa. O almoço foi divino com Telma e Eleonora na cozinha estávamos perdidos, já aproveitei e avisei sobre o jantar com Emmett e Rose, pedi para que caprichassem na sobremesa. Estava deitada quando lembrei que Jasper já teria voltado de sua viajem e aproveitei para convidar ele também.

“Jantar na minha casa nova hoje as 20 hrs, Rose e Emmett já sabem o endereço! B”.

“Levarei o vinho! J”

As crianças estavam agitadas por receberem visitas e estavam quase me deixando louca. Quando Matteo entrou pela porta e atrás dele veio Anthony, eu simplesmente sai correndo e abracei ele, primeiro ele ficou sem reação depois retribuiu o abraço.

— O que houve mia donna? – perguntou beijando meus cabelos.

— Teus filhos! – falei chorosa e ele riu. – Eles estão agitados além do normal, é muita novidade, os seguranças e os empregados, além do jantar com Rose e Emmett que convidei Jasper.

— Um jantar e eu não fui convidado? – falou se fingindo de magoado.

— Não se faça de rogado, pois não precisa de convites. Essa família e essa casa são tuas. – disse me agarrando mais a ele, eu já estava morrendo de saudades dele e das nossas picuinhas.

— Onde estão as crianças? – foi ele pronunciar as palavras que escutei o grito de Pietro e o choro de Julia. Anthony me soltou e saiu correndo, subindo os degraus de dois em dois. Infelizmente demorei mais tempo para chegar no quarto de Julia onde estavam todos e até Matteo e Nessie.

— O que aconteceu? – Julia estava no colo do pai e chorava de forma silenciosa, Pietro estava encostado na parede e tremia visivelmente. Matteo e Nessie estavam tão perdidos quanto eu, pelas suas caras de susto.

— Pietro não me segurou. – Julia falava em meio ao choro.

— Esse garoto é um irresponsável. – Anthony rugiu e eu tive que fechar meus olhos para não me botar nele.

— Nessie pega a tua irmã e leva ela para o teu quarto agora, Matteo tira o teu padrinho da minha frente antes que eu faça uma besteira. – falei de forma fria e cortante.

— Não acredito que irá proteger esse moleque! – gritou.

— Não admito que grites dentro da minha casa Cullen! – rugi – Não admito que fale com o MEU filho desta maneira e quero que tu se retire agora mesmo deste cômodo. – gritei fazendo ele me olhar chocado. Matteo agarrou o braço do padrinho e o levou para o inferno se fosse possível, Nessie já tinha saído com Julia. – Querido.. – Chamei e ele se retraiu ainda mais. – Ei amorzinho, sou eu a mamãe.. – falei de forma delicada me sentando no chão e chamando ele suavemente com as mãos. – Vem no colinho da mamãe príncipe, vamos conversar.

— A Julia caiu mamãe.. – falou em meio a um soluço. Eu já sentia minhas lagrimas escorrendo pelo meu rosto e isso era o que menos me preocupava agora.

— Eu sei querido, mas isso acontece. – falei de forma sutil – vem no colinho da mamãe, vem! – e graças aos céus ele veio e se jogou contra mim. – Mamãe sabe que foi sem querer, calma paixão.

— Ela se desequilibrou da cama e eu não consegui segurar a mão dela. – ele falava fungando.

— Vocês estavam pulando na cama, é isso? – ele concordou com a cabeça. – Ok príncipe, foi sem querer, poderia ter sido você a cair. É por isso que eu não gosto que vocês pulem na cama, entendeu? – mais uma vez ele concordou, o choro foi diminuindo ele só fungava e tremia. – Tenta se acalmar meu amor, mamãe já disse que está tudo bem. – abracei ele e fiquei nos embalando com o movimento do meu corpo. – Que tal irmos ver como a Juju está? – ele me olhou e sorriu. Fomos até o quarto de Nessie que estava deitada com a minha arteira. – Olha quem veio ver a Juju.. – falei chamando a atenção para nós. Julia se levantou rapidamente da cama e veio correndo abraçar o irmão, Nessie sorria de forma plena com a cena. – Princesa entende agora o motivo da mamãe não deixar vocês pularem na cama?

— Sim, mamãe.. – falou de cabeça baixa segurando a mão do irmão. – Não foi culpa do Pietro.

— Não foi culpa de nenhum de vocês, mas eu espero que não pulem mais na cama, pois na próxima vez com alguém machucado ou não ambos irão ficar de castigo. Entendido?

— Sim! – os dois responderam juntos.

— Ótimo agora vão brincar de quebra cabeça na sala como os anjinhos que são até as visitas chegarem. – eles riram e saíram correndo. Suspirei e me joguei na cama ao lado de Nessie.

— Quer que eu fale com o papai? – ela não merecia estar no meio dessa confusão.

— Não amor, pode deixar que eu dou conta do teu pai. – falei suavemente. – Onde ele está?

— Matteo arrastou ele para o jardim.

— Ótimo fique com os teus irmãos na sala e não deixe eles verem minha amigável conversa com o teu pai. – falei sorrindo diabolicamente. Cheguei no jardim e Anthony estava descontando sua frustrações em meus empregados, Nina e Dante tinham as cabeças baixas assim como Matteo e os outros alguns passos mais afastados. Quando fui me aproximando os empregados foram me notando, mas ninguém conhecia meu temperamento ainda, apenas Eleonora e essa tinha os olhos arregalados em minha direção.

— Edward Anthony Masen Cullen! – meu rugido sobressaiu seus xingamentos. Matteo deu um passo para trás e foi para o lado de Eleonora, os outros me olhavam apavorados, como se eu fosse uma louca. – Como você ousa a xingar os MEUS empregados! – falei de forma cortante.

— Bella.. – Eleonora tento intervir, mas não permiti.

— Não defenda esse verme imundo Eleonora, pois você não viu como ele tratou Pietro minutos atrás. – falei sem olhar para ela, mas de forma mais amigável. – Quem você pensa que é Cullen? – cuspi o sobrenome com deboche e desprezo, no fundo ouvi pessoas ofegando. – Acha que só porque é uma porra de um mafioso manda e faz as merdas que bem entende na minha casa e sai numa boa? – estalei minha língua em deboche. – Se esqueceste que quem manda nossa porra sou eu! – gritei dando um passo para frente e fazendo o mesmo recuar um. – Eu AINDA, escute bem AINDA, sou a porra da mulher de um filho da puta de mafioso e ah meu querido eu acabo contigo rapidinho. – falei dando mais um passo e ele recuou outro.

— Senhora.. – Eleonora tentou mais uma vez.

— Eu já avisei Eleonora! – dessa vez fui ríspida.

— Você se esquece que foi você mesmo que me ensinou a atirar e que minha mira é melhor de que a de muitos homens, Cullen? – rugi furiosa. – Eu fiz uma pergunta MERDA! – gritei.

— Não! – falou sério, mas baixo.

— Então como você ousa entrar nas minhas terras, sobre o meu teto e gritar com o MEU filho? – falei de forma irônica enquanto andava em círculos na sua volta. Anthony estava ereto e eu poderia dizer que até a respiração tinha trancado. – Nina a sua arma agora! – exigi e como uma boa entendedora de quem essa no comando ali, ela rapidamente me deu sua arma. – Sabe quanto tempo eu não pratico tiro ao alvo, Cullen?

— Por Dio, Isabella! Larga essa arma. – eu vi ele tremer e recuar um passo, assim como todo o restante. O único corajoso que deu um passo à frente foi Matteo.

— Madrinha, as crianças estão na sala e podem te ver com uma arma a qualquer momento. Pense na Mia também! – falou de forma suave se aproximando. Respirei fundo, travei a arma e lhe entreguei. Nesse instante ouvi várias lufadas de respirações sendo soltas.

— Matteo, entre a ajude Nessie com as crianças. – falei suavemente. Pelo canto de olho observei Anthony se afastando. – Mais um passo Cullen, eu recupero a arma e meu primeiro tiro será na tua bunda. – O mesmo travou no lugar.

— Vou entrar e por favor nada de tentar matar o padrinho! – Falou me dando um beijo na testa e saindo rindo, todos olhavam para ele como se fosse louco.

— Passione...

— Não ouse Cullen, pois por mim você estaria em um caixão agora. – falei de forma mortal. – Sabe o que Anthony fez Eleonora?

— Não Bella...

— Então eu irei contar... – falei fazendo uma pausa dramática, digna de óscar. – As crianças, Juju e Peitro, como os incríveis pestinhas que são estavam brincando de pular na cama, em uma cama de solteiro Eleonora. Quantas vezes já tínhamos falado para eles não brincarem daquela forma que poderiam se machucar?

— No mínimo duas vezes ao dia. – respondeu e pude sentir o riso na sua frase.

— Acredita que meus anjinhos nos desobedeceram e foram brincar e Juju acabou se desequilibrando e caindo SOZINHA? – eu ia narrando como se fosse um diálogo com Eleonora, mas meus olhos estavam cravados em Anthony.

— Ela está bem? – agora tinha preocupação em sua voz. – Pietro se machucou?

— Claro que estão bem, foi apenas um belo susto para aprenderem a não fazer outra vez. – falei suavemente. – Só que Juju se assustou e abriu o berreiro e com a queda da irmã Pietro quase teve uma crise de pânico, mas é claro que o paizão do ano foi acudir a Julia e apedrejar Pietro. – falei rugindo, dando um passo à frente e ele recuando outro. – Ele chamou o próprio filho de moleque, disse que Pietro era irresponsável. Disse o homem de 28 anos que uma criança de 4 anos é irresponsável, o cara que renega o filho sangue do seu sangue. Eu tenho nojo de você Cullen, eu tenho pena da Dn. Esme que sempre fez de tudo para criar seres humanos dignos e de caráter. – falei cuspindo as palavras. – Eu quero você longe DOS MEUS FILHOS.

— Eles são meus filhos também! – rugiu dando um passo à frente.

— Não, Nessie é filha de Charlie, Julia é provavelmente filha de James e Mia eu não faço e nem quero saber quem é o pai dela. – falei gritando e fazendo todos ficarem chocados. Provavelmente pensaram que eu tive milhões de homens em minha cama, mas estava pouco me importando com a opinião dos meus funcionários. – O único que é teu filho tu renegas por ser filho de uma prostituta, como a vida é engraçada né. – disse debochada. – O filho de uma ex prostituta renegando o seu filho por ser de uma também. – falei de forma murmurada que só ele ouvisse, estávamos cara a cara.

— Não ouse Edward! – Escutei o rugido de Emmett e notei que a mão dele estava no ar.

— Bate! – gritei

— Isabella chega! – escutei Rosalie pedir.

— Bate se tu és bem homem! – rugi outra vez indo para cima dele.

— Chega vocês dois! – quando eu escutei a voz melodiosa dela fiquei sem ação e as lagrimas começaram a escorrer pelos meus olhos ao perceber o que eu estava fazendo. Ignorei a todos e me retirei, passei reto pelas crianças e me tranquei em meu quarto. Eram apenas 17:00 hrs, me joguei na cama e o choro veio na mesma intensidade que os chutes de Mia aumentaram. Eu devo ter pego no sono, pois acordei com batidas em minha porta, quando olhei no relógio já eram 20:00 hrs.

— Bella abra a porta! – pediu sutilmente. Eu acho que não tinha algo no mundo que eu negasse para ela, pois mesmo morrendo de vergonha por saber que ela presenciou a nossa cena não consegui me conter e acabei abrindo a porta. – Querida! – falou me abraçando. Como uma pessoa pode ficar mais bonita a cada ano?

— Esme! – falei de forma sofrida.

— Já passou, querida! – falou afagando meus cabelos. – Rosalie me contou tudo e eu mesmo já coloquei Anthony na linha, filha. – falou de forma segura. – Eu conheci os meus netos, Bella. Como Renesmee está grande e cada vez mais uma cópia fiel tua. – falou rindo. – Julia é uma graça uma mistura tua e de Victória, mas pelo que Rose me contou a gênio é igual apenas ao teu. – foi impossível não rir com ela. – E Pietro, Dio mio! É Anthony esculpido. Que poder a genética dessa família!

— Ele é um príncipe, um amor, na verdade todos são! – disse rindo.

— O que acha de se arrumar e descermos, Carlisle está louco para te ver e Jasper já deve ter chego. – falou me arrastando para o banheiro.

— Como vocês pararam aqui? – perguntei enquanto tomava banho.

— Já sabíamos do teu retorno por Anthony e Alice, mas estávamos dando um tempo para vocês. Afinal foram seis anos querida e não seis meses fora.

— Achei que vocês estavam viajando pelo Alasca.

— Não, estou em momento de desintoxicação da família de Carlisle e ele também. – disse rindo e me fazendo rir junto. – Uma semana já foi o suficiente em meio a tanto veneno. Enfim, ontem Rose nos ligou e falou do jantar, deu a ideia de fazermos uma surpresa para vocês e as crianças.

— Só que foram vocês que tiveram a surpresa! – falei envergonhada e fui ao closet vestir uma roupa leve e confortável, coloquei uma meia calça preta, um vestido amarelo de mangas longas e uma bota preta de montaria.

— E que surpresa, além de uma verdadeira briga de marido e mulher da máfia, descobrimos que vocês são casados, que Anthony tinha um filho, e sobre Julia e Mia. Foi bem impactante se assim posso dizer. – ela era a mulher mais maravilhosa do mundo. – Além do que você fica melhor do que eu segurando uma arma, meu amor! Me bateu uma nostalgia dessa época minha e de Carlisle.

— Só você mesmo, Esme, para conseguir digerir as coisas com tanta naturalidade! – falei colocando brincos e passando um batom mate nos lábios.

— Anos de prática querida! – falou mexendo em meus cabelos. – Como sempre linda, agora vamos. – Descemos a escada e estavam todos na sala, Rose com Pietro em seu colo, Emmett com Julia, Nessie e Matteo estavam jogados em um canto olhando o que passava na televisão, Carlisle e Jasper estavam conversando e tomando uma taça de vinho próximos a lareira que alguém fez a gloria de ascender. Anthony estava de costas olhando pelas janelas a escuridão noturna. – Olha só quem eu encontrei! – Esme anunciou.

— Mamãe! – Pietro e Julia gritaram juntos, mas não saíram do colo dos tios.

— Cunhada, eu acho que vou roubar o Pietro e levar ele para casa. – Rose disse rindo.

— Jamais! – Esme se meteu. – Neto meu não vai ser levado embora coisa nenhuma, vai dar um jeito de fazer Emmett se mexer e vão providenciar um bambino.

— Minha irmã tem tantos que não custa dividir conosco. – Emmett tinha que dar o ar da graça.

— Emmett! – falei tentando conter o riso.

— Mia Bella, quanto tempo filha! – Carliesle veio me abraçar. Dio, eles têm aquele abraço de lar.

— Alguns aninhos! – falei sem jeito.

— Nunca mais faça isso ou colocarei nosso mundo atrás de você, garota! – com meias palavras entendi o seu recado, na próxima à máfia iria no inferno atrás de mim.

— Vamos Carlisle, largue essa mulher! – Jasper se pronunciou. – Deixe eu me aproveitar dela um pouco também, já que agora com toda essa penca de filhos minhas chances realmente se resumiram a zero.

— Jasper, meu querido irmão, desculpe ferir teus sentimentos, mas vou lhe contar um segredo... – Rosalie fez sua famosa pausa dramática. – Você nunca teve chances com Isabella Swan Masen!

— OH NÃO! Fui iludido esses anos todos, vivendo um grande amor sozinho! – A risada foi geral da interpretação dos gêmeos. Tive a sensação de ver até Anthony sorrir de canto. Me joguei nos braços de Jasper e aproveitei o carinho paternal que ele tinha para me dar. – É bom ter você de volta ao lar, ragazza.

— É bom estar de volta em casa! – falei sorrindo.

— A comida está servida Bella. – Eleonora anunciou.

— Então vamos ao propósito da noite, pois depois do espetáculo que tivemos estou louco de fome.

— Emmett! – Rosalie rugiu, mas aquela causa ali era uma causa perdida.

— Deixa o menino Rose! – Rose olhou para Esme chocada.

— Esme, de menino Emmett não tem absolutamente mais nada! – Justificou.

— É obvio que tem! – Nessie se pronunciou.

— O que? – perguntou a loira.

— O cérebro ué! – falou como se fosse obvio e dando de ombros.

—Renesmee! – Guinchei – Rose e Emmett são teus padrinhos, olha o respeito. Agora vamos comer!

O jantar foi maravilhoso, a lasanha estava uma delícia, todos conversavam em sintonia, as crianças se saíram super bem, não houve brigas entre eles e Anthony se manteve calado todo o jantar o que eu agradeci aos céus. Liberei para que Eleonora servisse a sobremesa que seria “Tiramisù”. Estávamos todos conversando sobre coisas aleatórias quando Julia resolveu se pronunciar.

— Mamãe, alguém pode trocar de pai? – o silêncio foi instantâneo.

— Você pode ter mais de um pai ou mãe, você sabe disso. – falei tentando entender onde ela queria chegar. Nessie parecia que já tinha entendido, pois tinha os olhos e os punhos fechados.

— Não mamãe, por exemplo, se uma criança não quer mais ser filho daquela pessoa e quer ser de outra ela pode?

— Olha meu amor, eu acredito que se os pais estiverem de acordo pode sim! – Nessie abriu os olhos nesse momento e negou com a cabeça, foi o aviso que minha resposta estava errada.

— Julia, não acha melhor falarmos sobre isso depois? – Nessie tentou intervir.

— Capaz, está tudo bem. – falou dando de ombros. – Viu Pietro eu te falei, agora você só tem que falar. – disse incentivando o mais novo. Naquele momento eu entendi e acredito que boa parte da mesa também, mas nem todos estavam por dentro do assunto.

— O que a pequena miniatura Masen tem a nos dizer? – falou rindo, mas pela cara de todos ele viu que não seria boa coisa.

— Anthony você se importa que o tio Emmett seja meu pai? – disse dando de ombros. – Você não me quis e o tio Emmett é muito legal e me quer, assim como a tia Rose que pode ser outra mãe minha. Julia disse que ela também tem duas mães. – falou mexendo as mãozinhas no ar.

— Dio! – Esme ofegou, Carlisle engasgou com o doce, Jasper ficou branco igual a um papel e Rose tinha seus olhos cheios de lagrimas de compaixão e amor. Emmett parecia que tinha perdido o rumo, Nessie chorava silenciosamente e Matteo também. Anthony observava Pietro com milhões de sentimentos passando em seus olhos, mas eu me neguei em tentar decifrar e fiz algo que doeu mais que tudo na minha vida, me levantei, fui até onde Pietro estava e me agachei na frente dele. Eu tinha que engolir a minha dor e pensar no melhor para ele, no que ele queria.

— Príncipe, lembra quando eu fui te buscar no orfanado e tu me perguntou que se não gostasse de morar comigo poderia ir embora? – ele concordou com a cabeça. – Tu tens o direito de escolher ficar onde se sente melhor, mais amado e acolhido, eu te amo mais que tudo nesse mundo assim como amo teus irmãos e tu vai ser eternamente meu filho, mas se tu achas que aqui não está bom, eu te apoiarei e não irei te obrigar a ficar em um lugar onde não se sente amado, se o problema for o Anthony podemos dar um jeito nisso querido, mamãe faz qualquer coisa por você.

— Mas eu amo você mamãe e eu gosto de viver com vocês! – falou como se fosse óbvio.

— Então porque quer ir morar com Rose e Emmett, querido? – Esme questionou com lagrimas escorrendo bela sua bela face.

— A mamãe e o papai vivem brigando por minha causa! – a surpresa foi geral, ofeguei e olhei para Anthony que tinha os olhos arregalados e suas lagrimas começavam a deslizar pelo seu rosto. Julia sorria e assentia para Pietro que não entendia a irmã, Nessie levantou da cadeira e veio até nós e abraçou de forma sufocante Pietro. Rose não sabia se sorria ou chorava. Carlieste, Emmett e Jasper olhavam com admiração para Pietro. – Ai Nessie, está me apertando muito! – falou resmungando e fazendo a mesma soltar ele. – O que houve com ela, Matteo? – perguntou de forma mal-humorada como se Matteo sempre soubesse de tudo.

— Campeão, você acabou de chamar Anthony de pai e nem percebeu! – respondeu rindo e bagunçando os fios rebeldes de Pietro. Pietro arregalou seus olhos e colocou as mãozinhas na boca e ficou encarando Anthony de forma angustiante.

— Cazzo, homem! Toma uma atitude e deixa de ser um stronzo seu miserabile. – Emmett falou dando um tapa nas costas de Anthony e fazendo ele voltar para a realidade.

— 6 euros no meu cofrinho, Tio Emmett! – Julia se pronunciou faceira da vida.

— Por Dio, Isabella! Essa garota não deixar de roubar a gente nem nesses momentos. – disse indignado e eu apenas dei de ombros, me negava a entrar nessas picuinhas em um momento desses. Anthony se levantou da mesa e veio até Pietro.

— Vem comigo, Pepi? – Anthony pediu de forma leve. Fiquei sem entender o apelido, mas depois descobriria. Pietro deu o sorriso torto dos Masen, fazendo Julia rir e Esme ofegar.

— Maldita genética! – Rose resmungou.

— Para onde? – questionou o pai.

— No seu quarto. – respondeu simplesmente.

— Para? – indagou não se dando por vencido.

— Vamos lá campeão, papai precisa conversar com você. – Anthony falou angustiado, deixando TODOS chocados. Pietro que estava em choque apenas concordou com a cabeça, deixando que Anthony lhe pegasse no colo e saísse com ele sozinho. Anthony estava no meio do corredor quando parou e me olhou. – Você também precisa vir! – falou de forma tão suave que minhas pernas ganharam vida própria e saíram em sua direção.

Notas finais
MUUUUUUAH ' Se batermos 400 comentários outro capítulo será entregue a vocês!