Ribellarsi

20 Capítulo XX


Notas iniciais
NÃÃO ME MATEM! Milhões de desculpas joaninhas, mas eu tenho boas justificativas. No natal, logo depois de postar o capítulo anterior, estava eu escrevendo outro capítulo quando meu computador se desligou e não ligava por nada nesse mundo. Enfim, queimou a placa mãe e eu não tive grana para comprar um novo ou mandar arrumar o meu not pelo preço que me pediram, mas graça aos deuses um carinha gente boa da cidade meu sogro trabalha é bem barateiro e conseguiu arrumar ele e recuperar meus arquivos. Infelizmente eu só tive grana esse mês para pagar o cara e mandar consertar, acredito que vocês entendem! Estou com muitas coisas atrasadas, tanto da faculdade quanto da história e de outros projetos, por isso peço a paciência de vocês, tentarei manter postando a cada dois dias no máximo, se eu conseguir antes irei postando antes. Irei tentar manter o mesmo ritmo de antes, o único problema é que minhas aulas já retornam na segunda e vai ficar corrido, o bom é que ainda está começando o semestre. Espero que me perdoem, estava morrendo de saudades de vocês e estou fervendo para voltar a escrever. Vocês não desistiram da história, certo? Pois eu não irei desistir, nem dela e nem de conquistar vocês cada vez mais com um novo capítulo. ♥♥♥

Já estava exausta, Rosalie e Pietro estavam deveras animados olhando as casas, eles entravam em todos os cômodos, Rosalie fazia um interrogatório pior do que da polícia para o coitado do consultor. A primeira mais parecia um castelo de tão grande, ela era linda, mas assustadora e eu senti medo de me perder ou perder meus filhos dentro daquele lugar. A segunda era grande, mas não tão grande o que estragava era que ficava a meia hora de Roma. A terceira parecia era um luxo, cinco andares, fica no centro de Roma, mas não tinha pátio e piscina para as crianças. Emmett tinha levado as crianças para a escola e depois foi para o escritório, os três antes de saírem com o tio frisaram a importância de uma piscina e pátio para poderem fazer festas e curtirem com os amigos. Eu merecia algo assim? Não, mas eles tinham razão. Eu preferia festas dadas em minha casa, onde eu tivesse de olho no que acontecia do que na casa de estranhos. A quarta casa tinha me conquistado, ela era ampla, possuía três andares e um porão da largura da casa, o porão era dividido em uma adega enorme, um banheiro, uma lavanderia e uma sala de jogos com mesa de sinuca, mesa de pebolim, um bar, lareira, aquecedor, sofás e televisão, era com o piso e o teto brancos e as paredes cinzas, com apenas uma rosa, dava uma sensação de conforto e harmonia. O primeiro andar era composto por uma cozinha que deixaram meus olhos brilhando, ela era funcional toda branca com os detalhes cinzas, os eletrodomésticos eram todos de inox, nela possuía a porta que dava acesso ao porão e uma abertura em arco que dava para a sala de jantar com uma mesa de vidro quadrada composta por dez cadeiras brancas, o chão era de madeira e o teto de gesso branco, as paredes em cinza, dois armários no estilo cristaleiras de madeira rústicos e uma parede inteira de vidro coberta por uma sutil cortina branca. Na sala de Jantar tinha uma grande porta de vidro que dava acesso a uma pequena sala onde tinha uma entrada para o elevador, dois escritórios, um banheiro, uma biblioteca e um corredor que dava acesso a sala principal. Na sala principal suas paredes eram praticamente todas de vidros e davam acesso a paisagem de todo o jardim e da piscina, ela era ampla com sofás cinzas grandes e confortáveis, um lindíssimo piano de calda longa negro, o piso de madeira, possuía uma lareira de pedra que dava um ar mais rustico ao ambiente e uma televisão de 1o5 polegadas. O segundo andar possuía um grande corredor com oito quartos, todos suítes e com closet, na parede próximo ao elevador tinha uma pequena porta de metal no alto onde se colocavam as roupas e elas caiam direto na lavanderia e a parede do final do corredor era composta por uma enorme janela de vidro que ia do chão até o teto revestida por uma cortina branca suave. No terceiro andar o corredor era menor, possuíam duas suítes, uma academia e uma sala que eu deduzi ser para dança, alongamento ou algo do tipo. O quarto que eu já tinha escolhido como meu dava acesso a um enorme terraço onde tinha uma hidromassagem a céu aberto, três sofás de bambu com almofadas em um tom de azul petróleo. Do terraço eu tinha vista para a entrada de carros da casa, a enorme piscina e ao seu lado um kiosque com uma pequena cozinha e bar, vários conjuntos de cadeira, sofás e mesinhas de centro de bambus. Do outro lado do kiosque tinha um campo de futebol tamanho médio e dois postes de metal em cada lado do campo na sua linha que divida o campo ao meio, eu desconfiava, mas não tinha certeza que aquilo era para colocar uma rede de vôlei.

— É essa, Rosalie! – Falei empolgada.

— Ela é divina, melhor do que eu esperava, mas falta mais uma ainda para olharmos. – Disse olhando a vista.

— Não quero mais olhar, é essa a casa! Ela é tudo o que eu e as crianças precisamos e mais um pouco, fica apenas dez minutos do apartamento e quinze da escola deles. É perfeito! – Falei em êxtase.

— Então vamos fechar o negócio! – Falou animada com Pietro batendo palmas em seu colo.

— Gostou da nossa nova casa, pequeno príncipe? – Perguntei acariciando seus cabelos.

— Ela é tão grandona, moça bonita! – Falou rindo animado.

— Rose, vai com Pietro falar com o moço e diz que iremos ficar com essa que eu já desço. – Ela concordou rindo e saiu com Pietro. Peguei meu celular e vi que tinha uma mensagem de Jasper.

“Bella, gostaria de conversar com você e me desculpar por Alice. Estarei viajando essa semana, mas semana que vem poderíamos nos ver? ”. Respondi rapidamente. “Querido, podemos nos encontrar quando você voltar. Beijo e uma boa viagem”. Respirei fundo, entrei na minha agenda e disquei o seu número de Anthony.

— Aconteceu alguma coisa com as crianças? – A primeira coisa que escutei e me deixou extremamente surpresa. Suspirei!

— Estão todos bem, os mais velhos na escola e eu e Pietro estamos comprando uma casa nova. – Ouvi ele suspirar do outro lado.

— Precisa de dinheiro? – Eu tive que rir da cara dele, até parece que ele não tinha conhecimento da minha conta bancária.

— Não seja idiota Edward, é obvio que não! – Falei irônica.

— Não seja irônica comigo, mia donna! O que você precisa? – Falou de forma sexy fazendo meu útero se contrair. Por Dio, eu precisava dele nesse momento dentro dessa hidromassagem. Respirei fundo acalmando meus hormônios.

— Preciso de uma equipe de segurança, a casa é enorme e o terreno também. Não quero me sentir vulnerável! Outra coisa quero alguém treinado para ser o motorista das crianças, Pietro é muito novo então vai ficar em casa comigo e irei contratar alguém para vir dar aulas para de piano três vezes por semana.

– E a professora que ele tinha? – Falou murmurando. Olha o avanço, estávamos discutindo a educação de Pietro.

— Não sei ainda, ele é muito adulto para uma criança de apenas quatro anos, fala tudo corretamente e isso me assusta. Pietro precisa ser criança, mas posso pensar no caso se tu fizeres questão que ele continue tendo aulas. – Falei obrigando ele a tomar uma atitude a respeito.

— Eu gostaria, mas faça como achar melhor. Você sabe o que é melhor para ele. – Falou suspirando. – Eu gostaria de conversar contigo, passione.. Eu conversei com Alice, contei sobre as meninas e sua história, mas ela não quis acreditar em mim. Alice está surtando e agressiva, eu não consigo entender ela, mas deixei bem claro que se ela não respeitar a minha mulher e as minhas filha ela sofrerá as consequências.

— Edwar.. – Ele me interrompeu.

— Anthony, querida! – Falou de forma sutil. – Toda vez que me chama de Edward parece que está me agredindo.

— Você não sabe o quanto eu gostaria de te agredir. – Falei murmurando. – Eu gostei da piscina, ela começa rasa e aos poucos vai ficando mais funda até chegar aos 1, 80 de profundidade. Até na beirinha Pietro vai ter que se sentar para conseguir se molhar, Mia vai nascer no final do inverno, ela vai conseguir aproveitar um pouco esse verão também. – Falei divagando enquanto observava a piscina e imaginava as crianças.

— Não fuja do assunto, falei sobre Alice!

— Não quero pensar nela, apesar de tudo ela sempre foi uma boa amiga e cunhada. Não reconheço essa mulher que ela se transformou e espero que seja apenas uma fase ou crise dela, eu não sei se quero essa Alice perto dos meus filhos. – falei de forma murmurada.

— Um dia você vai conseguir me perdoar, passione? – Perguntou de maneira sofrida.

— Se um dia tu conseguir deixar de ser influenciado pelo teu sobrenome, amar Pietro como teu filho e conseguir o perdão de Nessie. Sim, talvez você tenha o meu perdão! – Falei sussurrando.

— Isabella? – Escutei a voz do vendedor e me virei assustada.

— Só um minuto Enzo, estou terminando a ligação. – Falei e ele concordou se retirando, voltando para o quarto.

— Preciso desligar. Pietro e Rose estão à minha espera.

— Podemos nos encontrar hoje para conversarmos sobre a segurança? – Eu sabia que ele estava tentando se reaproximar de todas as formas. – Podemos sair para almoçar?

— Não posso deixar Pietro sozinho, ele está em fase de adaptação Anthony! – Falei firme.

— Rosalie não pode ficar com ele? – Perguntou receoso.

— Ela não é a mãe dele ou babá e Rose tem suas próprias responsabilidades. – Falei dura.

— Certo! – Suspirou. – Eu posso passar aí e pegar vocês dois, me manda uma mensagem com o endereço. – Se ele quisesse estar perto de mim iria ter que aceitar a presença de Pietro ou nada feito. Desliguei o telefone e mandei a mensagem com o endereço. – Enzo, irei ficar com a casa. Rosalie já deve ter falado com você, podemos assinar os papeis e faço agora mesmo a transferência do dinheiro para vocês. – Enzo me esperava dentro do quarto com uma pasta em mãos.

— Claro, podemos sim! – Falou pegando os papeis e uma caneta. – Aqui está o número da conta do proprietário.

— Vou ligar para o gerente para fazer a transferência. – Enquanto falava com o Sr. Antônio e negociava a transferência ia assinando os papeis da compra e da transferência do imóvel para o meu nome. No momento em que estava tudo certo descemos, Rosalie estava com uma cara travessa pulando no sofá com Pietro.

— Rose, o dia que você tiver filhos irei me vingar de você! – Falei repreendendo ela. – Príncipe, não pula no sofá que você pode cair e se machucar. Sua tia é um perigo ambulante. – Falei pegando ele no colo. Rose ria como se aquilo fosse um máximo!

— Deixa de ser chata, Bella! Estamos apenas nos divertindo. – Disse sorrindo. – Recebi um telefonema do fórum, minha maravilhosa folga acabou. – Disse fazendo drama. – Terei que ir colocar algum canalha na cadeia pelo jeito. – Ela tinha um sorriso maquiavélico no rosto.

— Boa sorte, mulher-maravilha. – Falei rindo e fazendo ela rir junto. – Iremos almoçar com Anthony.

— Oh, perderei mais esse episódio da tua vida Bella! – Falou colocando a mão no peito e me olhando com lagrimas nos olhos, Rosalie poderia ser atriz se quisesse! Me limitei a revirar meus olhos e caminhar até a saída.

— Tens que ensinar teu marido a ser discreto Isabella, precisava vir buscar vocês de limusine? – Disse rindo da minha cara de desaprovação. Odiava chamar atenção e esse carro literalmente chamava atenção! – Boa sorte, mia Bella. – Jogou um beijo para mim e mordeu levemente a bochecha de Pietro que gargalhou dela. Essa mulher é louca, Dio.

— Para onde iremos, moça bonita? – Pietro se manifestou.

— Iremos almoçar com meu .. – Não sabia como me referir a Anthony. –Com o pai das meninas. – Falei suspirando. Ele já ouviu Julia e Nessie se referindo a Anthony como pai mesmo, seria mais fácil. Ele concordou enterrando sua cabecinha no vão do meu pescoço. Chegamos a limusine e Anthony estava do lado de fora.

— Oi, querida. – Falou suavemente e fiquei esperando ele falar com Pietro e nada, arqueei uma sobrancelha para ele em desafio. – Olá, Pietro. – Falou suspirando e olhando para o chão. Por Dio, isso não era atitude de um homem!

— Olá, pai da Julia e da Nessie. – Falou sorrindo e abanando. Fechei meus olhos e contei até três, eu precisava me controlar, mas era impossível pois esse maledetto era pai dele também. Olhei para Anthony e meus olhos estavam transbordando raiva e ele percebeu.

— Podemos ir? – Perguntou em um sussurro.

— Quando antes irmos mais rápido terminamos e estamos livres, certo Pietro? – Joguei meu veneno para que Anthony entendesse que queria me livrar logo dele.

— Sim, moça bonita! – Entramos na limusine e me sentei na janela com Pietro ainda em meu colo, ele tinha uma carência e uma necessidade de estar sempre agarrado em mim quando podia.

— Não quer sentar no banco, meu príncipe? – Perguntei afagando seus fios cobres rebeldes.

— Eu gosto do teu colo. – Disse dando de ombros e olhando pela janela.

— Claro que gosta príncipe. – Escutei um limpar de garganta e subi meus olhos na direção de Anthony que se encontrava do outro lado da limusine desconfortável.

— Pensei em pegar as crianças na escola e irmos todos juntos almoçar. – Arqueei uma sobrancelha. Não era um passeio em família e sim um almoço para resolvermos as coisas.

— Não, eles já tinham combinado com Emmett de almoçar e depois ele iria deixar as meninas no apartamento e Matteo na empresa. – Falei irredutível.

— Emmett tem passado mais tempo com as meninas do que eu. – Falou enciumado.

— Qual será o motivo? Emmett ser mais confiável? Emmett não tratar nenhum dos sobrinhos de forma diferente? Emmett não culpar inocentes pelos seus erros? – Falei friamente. Pietro se sentou de frente para mim em meu colo, colocou uma mãozinha em cada lado do meu rosto e me fez olhar para ele.

— Não pode brigar com o papai das nossas princesas, moça bonita. – Eu queria bater em Anthony, pois esse rico anjo estava protegendo o maledetto que o renegou.

— Você não deveria defender ele, ele não merece! – Ele concordou com a cabeça e deu de ombros.

— Eu sei. – Falou sussurrando e meu coração se apertou. Será que ele sabia quem era Anthony? Minha cabeça não parava de levantar questões.

— Pietro – Anthony chamou e seu olhar estava estranho. Pietro continuava olhando para mim e não se virou para ele.

— Tudo bem, eu não me importo. – Ele falou dando de ombros e deitando seu rostinho no meu peito. Mandei um olhar assassino para Anthony que se limitou a baixar a cabeça e calar a boca. O resto do caminho foi todo em silencio.

O restaurante era calmo, tinha um toque rustico e simples. Não parecia ser algo de gente soberba e isso me agradou, os próprios donos eram quem recepcionava as pessoas e apresentava o menu. Na hora de fazer o pedido Anthony me surpreendeu.

— O que você gostaria de comer Pietro? – Perguntou suavemente olhando para o menu. Pietro ficou ereto na cadeira e olha duvidoso para Anthony, o mesmo levantou seus olhos do menu e ficou encarando Pietro na espera de uma resposta.

— Podemos comer lasanha? – Questionou inseguro, me mantive calada só observando.

— Podemos, o que você irá escolher de bebida para você e a tua mãe? – Meu coração parecia que iria saltar do peito, aquele era o meu Anthony, foi por esse cara que eu me apaixonei. Pietro ficou me observando por alguns minutos depois das palavras de Anthony e acenou com a cabeça para ele mesmo.

— Podemos tomar suco de uva? – Perguntou docemente levando sua mãozinha para o meu rosto, fechei meus olhos com a leveza de seu carinho e concordei com a cabeça.

— Francesco, iremos querer três lasanhas à bolonhesa, uma jarra de suco de uva e uma taça de vinho tinto. – Francesco se retirou e eu achei que estava na hora de começarmos a conversar.

— Podemos falar sobre a casa? – Perguntei.

— Claro, como desejar. – Falou colocando os cotovelos na mesa e suspendendo o queixo nas mãos e me olhando. Olhei para Pietro que observava Anthony e reproduzia a mesma postura do maledetto, vi Anthony seguir o meu olhar e ficar olhando admirado para Pietro que me encarava como o pai, nem ligando para o mesmo. Revirei meus olhos para ambos e escutei o riso de Pietro e o bufo de Anthony.

— Preciso de seguranças 24 horas, não confio em homens, portanto quero dois seguranças muito bem treinados e de total confiança para cuidar da ronda da casa, assim como um motorista para levar as crianças para a escola e seus compromissos. Preciso de uma empregada para cuidar da casa e alguém que cuide do jardim, preferencialmente que estas pessoas possuam conhecimento do nosso mundo e que tenham algum treinamento caso seja necessário. – Fiz uma pausa encarando Anthony que concordava com a cabeça e olhei para Pietro que fazia a mesma coisa. Por Dio, dois não! – Acho importantíssimo colocarmos câmeras em todos os cômodos da casa, obviamente que menos nos quartos. Quero câmeras na rua e no pátio, não aceito pontos cegos, quero ter visibilidade de tudo. Cerca elétrica e alarme também, alarme interno por andar e no pátio. Acho que estou pirando! – Falei tomando folego e cobrindo meu rosto com as mãos.

— Não querida, você só está querendo segurança e proteção.

— Estou me sentindo uma maníaca nessa situação. – Disse exasperada.

— Podemos ter um cachorro! – Falou Pietro animado. Olhei chocada para ele. – Não podemos? – Perguntou duvidoso olhando para Anthony.

— Se a tua mãe deixar. – Anthony falou dando de ombros.

— Tu queres um cachorro? – Perguntei suavemente me recuperando da surpresa.

— Eu vi em um filme que os cachorros são os melhores amigos, que são fieis e protetores do lar. – Falou enumerando nos dedos de maneira fofa.

— Eu acho que agora entendo a mania que Rose tem de te morder! – Falei agarrando ele e enchendo seu rosto e seu pescoço de beijo. Pietro gargalhava lindamente.

— Eu acho que o meu príncipe merece um cachorro. – falei acalmando ele e alisando seus cabelos, Pietro me presenteou com um magnifico sorriso.

— Um cachorro, Anthony! – Ele concordou com a cabeça e olhou rindo para Pietro.

— Eu posso escolher? – Perguntou Pietro. Eu tinha pensado em jogar essa tarefa para Anthony.

— Bem, é que eu tinha pensado em deixar essa tarefa com Anthony. – Falei suavemente. Eu nunca tive animais, meus pais eram totalmente contra, Nessie e Julia nunca tinham me pedido algo do tipo. Não fazia ideia de como se comprava ou escolhia um cachorro e nem onde.

— Tudo bem. – Falou cabisbaixo e eu quis me chutar por não dominar essa área e saber o que deveria ser feito sobre o cachorro.

— Você pode ir comigo escolher o cachorro se quiser Pietro. – Propôs Anthony me deixando desconfiada. Olhei de rabo de olho para ele e de forma ameaçadora, ai dele que machucasse o meu garoto. Ele entendeu o recado, pois concordou com a cabeça.

— Pode ser! – Meu príncipe disse animado no momento que chegou nossa comida. – Isso está fabuloso, moça bonita! – Disse radiante provando a lasanha. Tinha como se apaixonar ainda mais por essa criança?

— Fico feliz que esteja gostando pequeno príncipe, mas coma devagar ou irá se queimar e engasgar. – Falei suavemente.

— Quando pretende se mudar? – Anthony me questiona.

— O mais rápido possível. A casa é tão perfeita que não quero esperar muito, por isso preciso de tudo pronto o quanto antes. Só irei acrescentar os objetos de decoração, pois tudo é novo a casa foi toda reformada e mobiliada para a venda. – Falei aliviada por não precisar lidar com reformas e projetos. – Poderíamos nos mudar hoje mesmo, mas quero segurança para sair do meu apartamento e ir para lá.

— Posso ligar para a minha equipe e pedir que hoje à tarde eles instalem os equipamentos de segurança e as câmeras. Podemos passar no apartamento e pegar as meninas, vamos para lá e agilizamos isso. Provavelmente amanhã mesmo poderão estar se mudando. – Sacou o celular do bolso da calça e começou a digitar uma mensagem.

— E a empresa? – ele não podia ficar tanto tempo fora e não queria ele tão perto.

— Matteo consegue dar conta de tudo. – falou ainda mexendo no celular. Me concentrei na comida e em Pietro que comia tudo como um perfeito homenzinho. Em algum momento o mesmo foi pegar seu copo de suco e acabou derrubando o mesmo, o suco caiu em seu colo e no meu, assim como molhou toda a toalha. Pietro ficou duro e começou a tremer, eu não entendia suas reações, Anthony pegou os guardanapos e começou a colocar por onde o suco escorria para não nos sujar ainda mais.

— Moça bonita, me desculpa por favor! – Pietro tinha os olhos cheios de lagrimas.

— Meu amor, calma! Está tudo bem príncipe. – falei afastando minha cadeira e trazendo ele para o meu colo. Ele tremia e chorava silenciosamente, aquilo partia meu coração. Levantei meus olhos e Anthony nos olhava com receio. – Príncipe, fala com a mamãe!

— Você irá me castigar também? – suas lindas esmeraldas transbordavam pavor.

— Nunca príncipe! – levei minha mão aos seus lindos fios de cobre os deixando ainda mais bagunçados. – Alguém castigava você? – perguntei suavemente. Pietro baixou a cabeça e depois concordou. – Quem castigava você, meu príncipe?

— A Chloe. – sua voz não passava de um sussurro.

— Quem é Chloe, amor? – tirei minhas mãos de seu cabelo e movi até seu queixo fazendo o mesmo erguer a cabeça e me olhar. Seus olhos possuíam a beleza dos do pai, eram fascinantes.

— A moça da recepção que ficava conosco. – Aquela vadia! Minha mente gritou. Respirei fundo e olhei para Anthony que tinha os olhos fechados e os ombros rígidos. Ele achava o que? Que seu filho seria bem tratado em um abrigo? Que vontade de bater nesse homem!

— Você já sabe o que fazer, Anthony Masen! – minha voz saiu baixa, mas a ameaça estava nítida nela. Ele abriu seus olhos e me encarou, olhou para Pietro e depois sacou seu celular se retirando da mesa. – Príncipe não precisa mais chorar, nunca mais irei deixar alguém te machucar, você está comigo amor e ninguém vai mudar isso, certo?

— Sim, moça bonita. Onde o papai das meninas foi? – ele fazia questão de frisar que ele era pai delas, mas ele tinha dado a entender que ele sabia quem Anthony era.

— Você sabe quem é Anthony? – ele concordou com a cabeça. – Alguém do abrigo te contou? – ele concordou novamente. – O que te contaram príncipe?

— Ele foi ao abrigo algumas vezes quando fiquei doente, perguntei para Chloe quem ele era e o motivo de estar lá. Ela falou que ele era o meu pai, que tinha me abandonado ali quando eu era bebê e que ele não gostava de mim. – falou agarrado em meu pescoço.

— Ele é seu pai, mas na época que você era apenas um bebê ele era irresponsável demais para cuidar de você, você é tão precioso que ele não iria conseguir cuidar de você sozinho. – falei suavemente.

— Você vai conseguir cuidar de mim? – falou de forma doce.

— Se você assim quiser eu irei, mas você terá que cuidar de mim também. – falei rindo e fazendo ele sorrir para mim concordando.

— Para sempre, moça bonita! – sua mãozinha fazia carinho em minha bochecha. Ele me olhava com devoção e eu me sentia a pessoa mais importante do mundo para ele.

— Já fiz algumas ligações, podemos ir. – A voz de Anthony me fez dar um pulo da cadeira com Pietro em meu colo, estávamos tão absortos em nossa bolha que eu tinha me esquecido dele.

Notas finais
Peço perdão se houver algum erro, mas como estava ansiosa para postar fiz uma correção muito superficial. O que acharam? Prevejo muitas bombas vindo por aí!