Ribellarsi

17 Capítulo XVII


Notas iniciais
Hey, Joaninhas! Mais um capítulo emocionante, espero que gostem! Beijão!!

Estava no Shopping com Rosalie, Renesmee e Julia, montando o enxoval de Mia. As meninas andavam juntas pela loja discutindo o que Mia irá ou não usar, pobre Mia será a boneca delas.

— Estou te achando tão distraída Bella. O que anda acontecendo? – falou uma Rosalie séria parando na minha frente.

— Não está acontecendo nada Rose. – dei de ombros.

— Não minta para mim, estou te chamando faz minutos e você parece estar em outra dimensão. Isabella, você está olhando e pegando roupas masculinas para Mia! – falou exasperada. Olhei para minhas mãos e era verdade, eram lindas, mas todas masculina. Suspirei cansada e olhei para Rosalie sentindo meus olhos marejarem.

— Preciso conversar. – precisava conversar e pôr para fora o que vinha me incomodando ao longo dessa semana. Chamei as meninas e dei dinheiro para elas irem a uma loja no estilo parque de diversão que ficava de frente para a praça de alimentação. Eu e Rosalie, nos sentamos de frente para a loja para ficar de olho nas meninas.

— Certo, agora pode ir falando tudinho. – Disse me olhando.

— Faz dez dias desde que eu voltei para casa e sinto como se já fossem seis meses, me entende? – ela me analisava milimetricamente sem expressar nenhuma emoção. – Está sendo tantos acontecimentos. Anthony e Matteo já estão morando conosco, vem sendo melhor do que eu esperava. Matteo e as meninas já estão frequentando a escola, Júlia está indo ao psicólogo e Nessie também. Júlia quis fazer aulas de Ballet, já Nessie para o meu desespero quis fazer aula de Box. Anthony achou o máximo, mas eu já vejo ela quebrando o nariz de qualquer patricinha metida a besta que diga algo que ela não goste de ouvir. Eu realmente espero que o psicólogo funcione e ela consiga aprender a controlar o temperamento forte e evite que eu vá toda semana ao colégio falar com a diretora. Mia está com quase seis meses e as vezes acontecem tantas coisas que eu acabo deixando ela de lado, eu me sinto uma péssima mãe. Ela não possui um enxoval, eu não fiz nenhum ensaio fotográfico para ter como lembrança, não montei o quarto dela! – falei repousando minha cabeça no mármore frio da mesa. Eu me sentia exausta psicologicamente. – Desisti da arquiteta e da reforma do meu apartamento, apenas compramos alguns moveis e decoramos os quartos como eles queriam, pois, a ideia era olharmos uma casa cheia de quartos, com piscina, um terreno grande e daí sim eu falar tudo como eu desejava ao contratar uma arquiteta. O problema é que eu não sinto vontade de procurar uma casa, estou com medo de tudo dar errado, pois, Anthony desde segunda-feira, depois da ligação da Alice, vem agindo completamente estranho. Será que ele se arrependeu? Ou ele viu o quanto é complicado um monte de crianças dentro de uma casa? Será que Alice falou algo que deixou ele balançado e duvidoso de suas escolhas? – despejei tudo em Rose que tinha um olhar calmo e compreensível. – Eu estou apavorada! Baixei meus muros para ele, me entreguei outra vez e sonhava que isso desse certo com todas as minhas forças, mas do jeito que está eu duvido. Ele está sempre distante, pensativo, não transamos mais e sempre que pergunto se tem algo errado ele fala que estou ficando paranoica! Rosalie, ele chamou uma mulher gravida de LOUCA e para piorar essa mulher sou eu! – falei furiosa. – Tens noção de que contei até mil, me tranquei no banheiro e fiquei duas horas na banheira para relaxar e não jogar as roupas dele e ele pela janela? – A loira me olhava rindo nesse momento. – Não ria, Rosalie!

— Querida, você não sabe o quanto eu daria para te ver fazendo isso. Eu sinto falta da Isabella rebelde, que não leva desaforo para casa e coloca Anthony no lugar dele. Tu podes se abrir para o mundo sem perder a tua essência, querida! Nós somos mulheres e conhecemos os nossos homens e eu digo, ser boazinha, paciente e tentar tratar tudo na base da conversa amigável as vezes não dá certo. Eles possuem medo de nós Isabella, eles sabem onde mora o perigo e devemos usar as armas que temos para colocar ordem na nossa vida. – falou sorrindo. – Eu diria para você deixar as crianças comigo essa noite e ir para casa e gritar com Anthony, extravasar toda essa raiva e angustia que vem sentindo duplicada pelos seus hormônios, mas você está gravida e deve pensar em Mia. Então o que eu aconselho você a fazer é o que eu faria se Emmett estivesse tendo esse tipo de atitude, me negando respostas e me tratando como uma idiota. Pegaria todas as coisas dele, colocaria em uma mala e mandaria ele tirar umas férias forçadas de casa, sem previsão de volta! – falou sorrindo malignamente. Já falei que eu amo essa loira e que eu morro de pena do meu irmão? – Depois explicaria toda a situação para as crianças, nunca, jamais esconda algo deles ou tente manter as aparências de que as coisas são tudo rosa, eles precisam se transformar em adultos pés no chão e aprender a lidar com os problemas, de qualquer forma eles não iriam acreditar em você se fosse mentir, mas não brigue ou grite com Anthony na frente deles. – falou olhando para o nada. Os pais de Rose e Jasper, viviam brigando dentro de casa, na frente deles e sempre mentiam sobre isso para os filhos. – Amanhã nós iremos escolher algumas casas para comprar com as crianças e vamos olhar decoradoras e arquitetas. Segunda-feira pela manhã iremos visitar as casas, fechar negócio se você se apaixonar por alguma e iremos ao arquiteto montar o projeto. Você irá fazer isso pensando em Mia, em Julia, em Nessie, agora em Matteo e em você. Eles precisam de espaço, lazer e diversão, iremos encontrar uma casa ideal. Eu irei te ajudar amiga! – falou segurando a minha mão e eu me abracei a ela.

— Você é a melhor amiga que eu poderia ter! – falei fungando.

— Nada de choro! Vamos pegar as meninas comer algo e você irá para casa dar um jeito na tua vida. – falou sorrindo. – Minha vó me disse uma vez que desapego não é sinônimo de desamor e sim de amor próprio. Você não está desistindo do seu amor, você apenas está lutando pelo seu amor. Quem não ama a si mesmo, não possui a capacidade de amar outro alguém. – Sorri concordando com a cabeça e me sentindo mais segura e leve. Eu jamais desistiria dele, mas também não seria a mulher submissa para não perder um homem!

Buscamos as meninas e Rose ainda me fez andar no carrossel no meio de crianças com ela, foi vergonhoso ao mesmo tempo que foi hilário. Almoçamos e a loira nos deixou em meu apartamento, prometendo que lá pelas oito voltaria com Emmett para passar o final de semana conosco. Chegamos no apartamento era três horas da tarde e Matteo e Anthony não estavam. Peguei meu celular e disquei o número de Matteo.

— Oi Bella – atendeu.

— Querido, tudo bem? Eu queria saber que horas vocês voltam para casa. – perguntei suavemente.

— Tudo bem sim, acredito que daqui uma hora. Está tudo bem? – perguntou, mas eu sabia que era Anthony que tinha dito para ele perguntar.

– Tudo sim, até mais tarde. – desliguei sem esperar repostas e me virei para sala chamando as meninas. Sentei com elas no sofá e resolvi ser sincera. – Ok! É o seguinte mamãe e papai estão passando por alguns problemas. O pai de vocês está escondendo algo de mim e eu não admito e nem suporto que me escondam as coisas, por isso, irei arrumar as coisas do pai de vocês e ele irá voltar para o apartamento dele. – as duas me olhavam chocadas. – Eu amo o pai de vocês e nós não iremos nos separar, apenas precisamos dar um tempo para ele resolver seus problemas e voltar para casa. Vocês conseguem entender? – falei suspirando. – ele pode vir ver vocês ou vocês irem no apartamento dele e passear com ele. Nada irá mudar na relação de vocês, o problema é entre nós dois e só. – analisava as reações e Julia tinha uma carinha confusa, já Nessie parecia chateada.

— O papai está em um tipo de castigo? – perguntou Julia.

— Isso querida, papai fez algo errado e mamãe está chateada. – falei entendendo sua lógica. Ela concordou com a cabeça e deu de ombros. – Nessie? – perguntei querendo saber sua opinião.

— Acho que se tem algo acontecendo de errado, é necessário ser arrumado e se é essa a forma, por mim ok. Você e papai sempre foram confusos e eu gosto dessa relação louca de vocês, mas e o Matteo? – mordi o lábio para não rir, ela estava mais preocupada com Matteo do que comigo e com o pai. Essa garota!

— Matteo poderá escolher, mas espero que ele queira ficar conosco! –Essa semana comecei a ter contato com Paola, a mãe de Matteo e já havíamos nos tornado boas amigas. Tenho certeza que Paola não iria se importar nem um pouco se ele ficasse comigo. Ela concordou com a cabeça e deu de ombros. Deixei ambas na sala e fui para o closet arrumar as roupas dele, peguei uma mala grande e coloquei aberta em cima do divã e comecei a colocar todas as roupas dentro. Estava pegando três camisas polos quando um envelope cai do meio das camisas, eu sabia que não tinha o direito de mexer nas suas coisas, mas minha curiosidade falou mais alto. Dentro do envelope tinha uma foto de uma mulher, atrás estava escrito Bree Hall e outra foto de um bebê, quando analisei aquele bebê e vi as semelhanças um soluço escapou de meus lábios. Puxei rapidamente os papeis que tinham dentro e comecei a ler, eu não conseguia acreditar que o homem que eu amava era capaz daquilo. Sentia as lagrimas escorrendo dos meus olhos. Peguei meu celular e disquei para Rose.

— Preciso urgentemente que venha buscar as meninas e dê um jeito que Matteo encontre vocês em outro lugar. Só volte para minha casa quando eu te ligar, preciso que Jacob esteja com você. Não me questione, apenas faça o que eu estou pedindo e prometo que quando voltar conto tudo. Você tem a chave, entra pega as meninas e saia, por favor Rose! – ela murmurou algum palavrão e concordou desligando.

Quando olhei meu telefone vi que tinham se passado vinte minutos, a porta do apartamento foi aberta e a voz de Rosalie se fez presente para minutos depois ficar tudo em silêncio. Meus olhos estavam embaçados pelas lagrimas, meu peito doía e eu me sentia furiosa. Estava sentada no meio da cama com os papeis todos espalhados, eu havia lido e relido e queria acreditar que aquilo era mentira. Meus olhos não saiam da foto daquele pequeno anjo. Escutei a porta da sala batendo e passos pesados pelo corredor, já sabia quem era.

— O que está acontecendo aqui Isabella? – Levantei meus olhos para ele que olhava sério para as malas na entrada da porta e para cama. Seus olhos se abriram em choque e frieza quando viu as fotos e os papeis pela cama. – Você não deveria ter mexido nas minhas coisas! – murmurou em um tom tão frio que um arrepio frio desceu pela minha coluna.

— Sabe o que eu não entendo, Edward? – falei me recompondo e de forma irônica pronunciando o nome dele escolhido pela família Cullen. – Como que o homem que SE diz capaz de amar os meus filhos foi capaz de se desfazer do próprio filho em um abrigo? – minha voz saiu fria e cortante, ele deu um passo para trás e fechou suas mãos em punhos, trincando o maxilar. – Como que o homem que diz que irá amar e proteger Mia que foi feita a partir de uma produção independente, que eu nem imagino quem seja o pai, foi capaz de renegar o próprio filho? – murmurei levantando da cama. – Como que o cara que prometeu amar e cuidar de Nessie e Julia foi capaz de abandonar o próprio filho depois dele perder a mãe? – eu queria me botar nele, mas nunca fui adepta a violência física. Por isso estava me controlando ao máximo e tentando não perder esse controle.

— Ele é filho de uma prostituta! – rugiu. Olhei chocada para ele, meu coração se quebrou naquele momento, eu não reconhecia o homem que estava na minha frente.

— Me explica então como você é capaz de amar Júlia? Ela é filha de um assassino! – gritei. – Me explica como você é capaz de amar Nessie se ela é filha de uma prostituta e de Charlie? – gritei mais alto. – Como você seria capaz de amar Mia se não sabe a procedência ou índole paterna dela? Como Edward? Me explica como? – nesse momento minha voz saiu sofrida e em pedaços. Eu já sentia tanta compaixão por aquela pobre criança.

— É diferente. – ele me olhava friamente.

— Claro que é, elas não são sangue do teu sangue. – Vi um lampejo de dor passar nos teus olhos. Muito já havíamos brigado por causa da porra do seu sobrenome Cullen, sobre a valorização que ele tinha pelo sobrenome Cullen e toda arrogância que vinha junto sobre a linhagem pura. – Elas jamais iriam carregar a porra do teu sobrenome, eu jamais admitiria que filha minha carregasse Cullen em seu nome, pois me orgulho dos Masen e eles sim mereceriam tais atos. – ele baixou a cabeça. Eu sabia que tinha acertado no ponto fraco dele. – Sabe Edward, eu cometi muitos erros, fui durante minha vida um tanto mimada, mas que garota nunca foi ao seu modo? – suspirei tentando me acalmar, pois Mia estava agitada. – Tua irmã me julgou antes de me ouvir, ela tinha o direito de estar brava comigo e nunca mais me olhar na minha cara. Só que ela não tinha o direito de me humilhar e de me acusar sem provas de coisas que eu jamais teria coragem de cometer, pois ao contrário do que ela disse eu não sou um monstro ou uma vagabunda! Eu mesmo tendo um milhão de defeitos que as pessoas adoram apontar, eu não fui capaz de virar as costas para uma criança pelo pai dela ser um assassino, eu não reneguei outra criança pela mãe dela ser uma prostituta. Porra!! Eu só tinha doze anos na época Edward e já tinha a noção que aquele ser era inocente e não deveria pagar pelos erros dos outros. Tua irmã poderia me falar milhões de coisas que eu iria aceitar e não ficaria magoada, iria achar justo até. Só que ela me acusou de ser uma vadia como mãe, disse que eu não tinha capacidade de cuidar da minha própria filha, disse que eu fui uma vadia em abrir as pernas para outro e sair gravida, quando na verdade por maturidade e por escolha minha e de Julia fiz uma inseminação artificial. – falei sentindo as lagrimas escorrer de meus olhos. – Você consegue perceber a hipocrisia da situação? Ela me acusando de tudo isso, sendo que o amado irmão dela vez muito pior?

— Isabella, ele não é problema seu! – gritou.

— Sim ele realmente não é um problema, Edward, ele é uma criança. – falei de maneira fria e cortante. – Pietro nunca foi um problema e sim você! – Vi o choque chegar ao seu rosto quando falei o nome da criança. – Eu posso ser muitas coisas Edward, mas eu não sou egoísta a ponto de colocar meu sobrenome acima de um filho. Eu poderia ter abandonado Julia ou ter deixado que Victória doasse ela para outra pessoa para não perder as festas, a tranquilidade, a privacidade, o tempo, dinheiro, noites de sono e muitas outras coisas. Assim como eu poderia ter deixado Nessie a 14 anos atrás no abrigo que meu pai jogou ela, mas não eu só era uma criança cheia de traumas na época e mesmo assim eu não fui capaz! – falei exasperada. – Eu quero que pegue as tuas malas e suma da minha casa, não irie proibir que veja as meninas, pode ligar para marcar com Nessie sempre que quiser. Elas não têm culpa e não irão sair prejudicada com isso. – suspirei. – Espero que tu sejas maduro e deixe Matteo continuar morando conosco. – Vi o desespero em seu olhos e ele veio correndo me abraçando.

— Por favor, querida, eu nunca quis te esconder nada. Eu sei que errei em não te contar, mas eu iria. – suspirei me afastando. Ele não entendia o ponto!

— O problema não foi a omissão, eu também menti! Não sou hipócrita, Edward, o problema foi você abandonar Pietro. – respirei fundo. – Eu te aceitaria mesmo com um filho, amaria ele como meu. Eu te perdoaria como você me perdoou, mas isso é muito mais complicado. É abandono!

— Ele não é meu filho e sim daquela prostituta! – ele gritou furioso.

— Eu vi o teste de DNA que você mesmo mandou fazer depois da morte dela, ele é teu filho, goste você ou não. – falei furiosa. – Agora sai da minha casa! – Sai do quarto e fui para sala, abri a porta e esperei ele. Ele passou e parou na porta do lado de fora.

— Você continua sendo minha! – falou duramente.

— Eu sou tua esposa e não tua propriedade, Edward! – rugi furiosa. Ele se virou para ir embora e me lembrei de algo. – Anthony– falei e ele se virou sorrindo. – As chaves da minha casa! – falei ao mesmo tempo que o seu sorriso morria e ele me entregava as chaves. Quando ele desapareceu pelo elevador fechei a porta e escorrei pela mesma me sentando no chão. Controlei a vontade de chorar pela partida dele e me concentrei naquela criança que deveria estar passando o inferno naquele abrigo, pois ele não foi capaz de autorizar que outra família adotasse o menino. Minha mente estava em um caos e eu só queria me desligar do mundo, tomei um calmante que o médico tinha me receitado e me deitei na cama sentindo meus músculos relaxarem conforme o remédio ia fazendo efeito. Antes de dormir, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela que estava tudo bem e que poderiam voltar para casa.

Notas finais
E ai, o que acharam da briga? de Pietro? da explosão de Bella? Da Rose e seus conselhos? Aposto que chegamos aos 240 comentários até o próximo capítulo, o que acham?