Rewriting
9 A Fuga
Notas iniciais
Um pedido:Quero mais reviews,rum! u.u isso dá uma motivação do caramba pra escrever. ahahaha ;D
Enjoy!
"-Temos que voltar.-disse Helena surgindo de Deus sabe aonde e dando um belo de um susto nos presentes."
Caspian,Cornélius e Okitor correram rapidamente para os cavalos
-O que houve?-perguntou Conélius.
-O filho de Miraz está prestes a nascer.-disse enquanto montava no cavalo.
-Como você sabe?estamos a quilômetros de lá.
-Como eu disse,tenho vários meios para me manter informada. Estou aqui,mas continuo de olho em Miraz,ou melhor,usando a informação vinda do olho de outra pessoa,pense o que quiser.Enfim,não seria nada prudente deixar ele tão livre não é?-Helena deu uma piscadela e esporeou o cavalo.Seguida por Okitor.
-Ela não deixa passar uma né?-disse Caspian a Cornélius. O professor o estudou por um tempo e sorriu.
-Você nem imagina.
Cavalgar pelo bosque a noite não era lá a tarefa mais fácil de todas .A sorte era a noiter ser de lua cheia,assim o caminho ficava um pouco mais iluminado,porém tinha horas,quando pegavam um ou outro atalho onde o caminho era mais íngreme, que se guiavam apenas pelo barulho do cavalo de Helena. Caspian perdeu a noção de quanto tempo estavam cavalgando,horas e horas era o máximo que poderia dizer,mas certamente haviam cobrido grande parte da distancia entre as ruínas de Cair Paravel e o castelo.
Na madrugada já dava para ver as luzes do vilarejo e do castelo.Helena parou em uma colina e esperou que os outros se aproximassem.
-Vamos nos separar aqui.
-Porque?-perguntou Okitor
-Porque se não os soldados iram desconfiar,e com certeza isso vai parar nos ouvidos de Miraz.
-Ow nosso Caspian está crescendo tão rápido-falou Helena numa voz de fofo deboche.-Okitor você vem comigo.Se algo acontecer dentro do castelo nos encontre no portão sudeste.Se não der tempo vá para o norte,Cornelius você sabe pra onde.
Todos concordaram e seguiram seus respectivos caminho.
-Não é só o nascimento da criança que esta te preocupando,não é?-perguntou Okitor quando se afastaram de Caspian e Cornélius.
-Não.
-Então o que é?
-Não sei,...um pressentimento ruim.
Caspian e Cornélius logo que chegaram no portão principal perceberam que o castelo estava bastante agitado. Desceram do cavalo e foram recebidos por dois tratadores de cavalos,que ajudaram a tirar a esporas e levaram os cavalos aos estábulos,e logo em seguida vinha General Glozelle ao seu encontro.Um grito de alerta parecia ter ecoado na mente de Caspian quando viu o general se aproximando.Caspian não ousou olhar pra Cornélius afim de que o General não desconfiasse de algo.
-Alteza!Chegou na hora certa.- comprimentou o Glozelle friamente.
-O que está havendo?Os castelo esta mais agitado que o normal.-falou Caspian teatralmente
O general os estudou por um fração de segundo.
-Sua tia está prestes a dar a luz.
Caspian fingiu surpresa
-Onde está meu tio?
-Ele pediu que caso você chegasse era para espera-lo na sala do pequeno conselho.-Cornélius fez menção de acompanhar Caspian-Sozinho.
Cornélius olhou para o garoto por um hesitante e se retirou olhando de tempos em tempos para trás.
Caspian virou-se para se dirigir ao pequeno conselho, não se sentindo confortável em dar as costas para o general,ele poderia simplesmente atirar uma flecha em sua cabeça e fim.Porém ele viu de relance que Okitor estava parada do outro lado do pátio,já vestido como um servo comum do castelo, observando atentamente a tudo.
Caspian entrou na sala onde o pequeno conselho se reunia.Tinha um tamanho mediano,ornamentado com cortinas vermelhas e artisticamente bordados,um grande mesa apinhada de papeis no centro,alguns armários e prateleiras nas paredes e uma grande janela que dava uma vista pra o bosque.Caspian encostou-se na beirada da mesa,ficando de frente para a porta,só por precaução.
-Helena!Saia daí e venha nos ajudar!- gritou uma das senhoras que trabalhava no castelo e que estava no quarto ajudando no parto.
-“Ah merda!”
Helena estava parada na sombra de uma varanda que dava para o salão central,afim de ter uma melhor visão de Miraz.Aquele era um lugar bem estratégico, conseguia ouvir relativamente bem o que diziam embaixo e estava em uma boa posição para acertar Miraz com sua bestante caso necessário.General Glozelle havia acabado de chegar ao encontro de Miraz quando Helena foi chamada.
-Venha,precisamos de panos limpos,rápido!
-Já estou indo.
A garota esperou a mulher se afastar e escondeu sua bestante e espada entra uma pedra solta e a parede,e verificou sua faca escondida na bota.
Pegou os panos limpos e correu até o quarto onde Prunaprismiande estava em trabalho de parto.
A mulher gritava fazendo um grande esforço para que o bebê nascesse, estava suada e muitos panos,ate mesmo a cama,estavam ensopados de sangue.
“As coisas não parecem está indo muito bem...” pensou Helena
Uma hora se passou e nada do bebê nascer,todos no quarto já estavam tensos por conta da demora e da constante perda de sangue da mulher.
Até que finalmente ouve-se o choro.
Todos na sala começam a vibrar,uma das empregadas corre para a porta e grita alguma coisa pra os soldados que estavam esperando na porta.Helena fica tensa e aproxima-se da cama para ver a criança.
Era um menino.
Caspian ia ser morto.
Helena correu rapidamente até onde havia escondido suas armas,tirou o vestido de empregada que usava por cima de sua roupa de viagem,e de lá pode ver o General Glozelle despachando meia dúzia de soldados armados em direção a sala do pequeno conselho.
Helena pulou da sacada,se segurou na cortina e aterrissou no salão(feel like a ninja) onde Glozelle ainda permanecia.
Imediatamente o general sacou a espada
-Então finalmente mostrou-se a traidora que você realmente é!
-Sério Glozelle?Logo você querendo me dar lição de moral?-disse Helena num tom tedioso carregando sua bestante calmamente-Tem que trabalhar mais nisso.
-Acha mesmo que conseguiu enganar alguém com suas historinh...
-Ok,ok não tenho tempo pra conversa fiada.-disse impaciente e atirou duas flechas na direção de Glozelle,que se desviou e Helena aproveitou a distração para correr até a Caspian.
-Fico te devendo essa Glozelle-debochou Helena.
Helena correu pelos corredores atirando flechas em todos os soldados que bloqueavam sua passagem.Tentou pegar um atalho,mas o corredor que tinha que seguir estava bloqueado por soldados que atiravam flechas incessantemente em sua direção.Fugiu,mas ficou encurralada por um momento.Colocou a bestante nas costas e sacou a espada.
Lutou com dois,três,quatro soldados,derrotando-os,porém parecia que a cada vez que derrotava um,mais dois apareciam em seu lugar.A situação estava ficando cada vez mais complicada,mais e mais soldados iam para cima dela e por um momento Helena achou que seria capturada,se não fosse Okitor aparecendo do nada pra ajuda-la.
Os dois conseguiram abrir caminho entre os soldados o suficiente para que eles fugissem.Mal chegaram no pátio quando foram bloqueados pelo próprio General Glozelle.
-Okitor vá,ache o Caspian!Não sem enrolação vá-cortou rapidamente quando Okitor fez menção de argumentar.
Okitor sumiu de vista enquanto Glozelle e Helena simplesmente se encaravam em guarda,caminhando em círculos esperando o outro atacar.
-Não me orgulho em lutar com mulheres,principalmente você Helena.
-Acho que terá que abrir uma exceção.
-Sabe que não faço isso por mal.
-Vamos poupar o melodrama Glozelle.
Ele a encarou por um momento e atacou.
Velozmente o general atacou visando as costelas de Helena,golpe que foi facilmente bloqueado por ela.Apesar de Helena ser mais baixa e ter menos musculatura que Glozelle,seua anos branindo uma espada a fizeram ser uma espadachim respeitada e incrivelmente habilidosa,pouquíssimas pessoas ou criaturas conseguiam se equiparar a ela.
Por algum tempo Helena e Glozelle continuaram lutando,atacando e defendendo.Até que Glozelle arrisca uma finta perigosa em direção á cabeça de Helena,que por puro reflexo consegue desviar e com o cabo de sua espada bate na cabeça do general que cai desmaiado.
Por um momento Helena fica observando Glozelle: “Acabo com ele agora ou não?” Era pensamento malévolo,porém uma guerra estava a caminho,e na guerra não há misericórdia.
Helena sabia muito bem disso
Ela levantou a espada a uma boa altura pronta para dar um golpe final,rápido,indolor e nada limpo.
-Helena!-gritou Caspian
Ela parou no ato e viu que Caspian vinha correndo em sua direção
“Ele está bem!” um alivio instantâneo percorreu por seu corpo tenso
-Helena!-gritou Caspian mais uma vez,mas agora,ela percebeu,ele olhava para além dela – Saia daí!
Antes que Helena tivesse tempo para olhar para tras uma flecha a atinge nas costas.Ela sente a flecha penetrar em suas entranhas e o sangue escorrer pelas costas. Outras flecha a atinge também em suas costas. E outra em sua perna.
O grito de desespero de Caspian é a última coisa que escuta antes de perder a consciência.
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