Rewind

1 Capúnico - Rebobinar


Notas iniciais
Essa fic terá alguns flashbacks e tal, por que eu vou focar um pouquinho no passado do nosso OTP, fiquem ligados e aconselho ouvir a música também, deixarei o link! (https://www.youtube.com/watch?v=WPcASvgb7yg)

Capúnico – Rebobinar

Era estranho como Coulson não sentia-se o mesmo quando Melinda não estava por perto.

O Diretor deu um pequeno sorriso.

Era ainda mais estranha essa sensação de nostalgia que o rondara de repente. No fundo ele sabia que tinha um motivo...

Algumas horas mais cedo...

“Não deveria ter deixado Skye buscar os benditos documentos, ela deve estar fuçando no escritório... de novo”.

Daisy

O nome dela agora era Daisy e Coulson tinha que se corrigir mentalmente todas as vezes.

Quando adentrou o escritório a viu parada fronte a um pequeno, mas significativo álbum de fotografias; ele o guardava bem escondido debaixo das pastas na última gaveta de sua mesa, mas parecia que ele tinha se esquecido de trancá-la e agora Skye (Daisy, droga!), estava com um pequeno segredo em mãos.

- Vocês já...

- Vocês quem? – Coulson tentou se fazer de desentendido. Não funcionou.

- Você e May, vocês foram um ca... – ele a cortou.

- Sim. Mas, foi há muito tempo... – ele se aproximou e tirou cuidadosamente o álbum das mãos dela.

- Agora eu entendo. – Skye/Daisy disse com um pequeno sorriso.

- Entende...

- Sabe o que dizem? – ela indagou, se dirigindo pra fora da sala. – o amor não tem tempo...

***

Ele não precisava ficar ali em sua grande cadeira de couro olhando pra aquelas fotos.

Ele não precisava ficar em sua sala, trancado encarando aquelas poses bobas, naqueles preciosos pedaços de papel.

Ele não precisava... mas, ainda assim, permanecia.

Wish I could reach up and reset that sun

Reverse these wheels go back and re-pick you up

Gostaria de poder alcançar e fazer aquele Sol nascer de novo

Fazer essas rodas voltarem e te pegar de novo

***

Phil estava um pouco nervoso.

A quem ele queria enganar, estava muito nervoso. Afinal, não era todo dia que ele levava Melinda May, a estrela da Academia pra sair.

Fora no mínimo estranho em como a amizade deles começou, e mais ainda em como ela virou esse relacionamento estranho. Não entenda estranho como ruim, não, por favor, er a melhor coisa que já poderia ter acontecido com ele.

Ele estacionou Lola fronte ao prédio onde ela morava e esperou um pouco, tinha chegado cedo demais, no final das contas. Porém, quando seu ponteiro marcou 7 horas, ele viu ela descer as poucas escadas da frente do edifício, ele foi até ela, que lhe sorriu (ele sentia falta do sorriso fácil), e segurou em seu braço, enquanto seguiam pro carro.

***

Went by so fast oh so sweet

Make me wanna remake a memory

Wish I had me a time machine

Passou tão rápido, foi tão doce

Me faz querer refazer a memória

Queria ter uma máquina do tempo

***

Aquela era uma bela noite. Ele tinha contado os meses, dia por dia, hora por hora, okay, talvez não tão espreito, mas, contara. E hoje completava um ano.

Se ele pensasse nos anos que estariam por vir, ele não lembraria o que está agora, e nem poderia imaginar que aquele ano seria o primeiro dos últimos.

Phil acendeu mais uma vela e encheu seu copo de vinho novamente. Melinda estava se arrumando no andar superior. Não que ela precisasse, mas era uma noite especial e ele tinha dito que ela só poderia descer assim que ele fosse busca-la e já era tempo pra tal.

Encarou mais uma vez a sala de jantar do apartamento dele. A academia tinha sido uma experiência e tanto, mas valera à pena, se você olhar pelo lado que ele ganhava bem o bastante pra manter um duplex, ou a S.H.I.E.L.D. mantinha, mas ele tinha “moral” pra tal, então, contava.

Subiu as escadas devagar, ajeitando a manga da camisa social, peça a qual ele estava acostumado a usar, andou pelo nem tão extenso corredor e bateu à porta de seu quarto, claro, ele poderia entrar, mas nunca deixaria de ser cavalheiro.

Ele a viu abrir a porta e ela estava linda.

Melinda May estava trajada em branco. Ele que estava mais do que acostumado a vê-la sempre em tons escuros, se surpreendeu, além do mais o vestido que ela usava tinha a saia um pouco esvoaçante, o que dava à ela um aspecto de anjo recém caído do céu.

Já no andar inferior, ele puxou a cadeira, ela sentou-se, ele abriu o vinho com destreza e ofereceu á ela que aceitou com um pequeno sorriso. Nenhum dos dois tinha proferido uma palavra sequer. Não era preciso, ambos se entendiam com olhares e pequenas atitudes.

Ele a observou sorver o vinho tinto, enquanto ele já tinha terminado sua taça e quando ele ia se servir de mais um pouco, ela segurou a mão dele e o fez ficar fronte à ela.

Melinda segurou as mãos dele junto com as suas e entre ambos, sorriu e se inclinou pra beijá-lo.

Foi tenro, porém suave, tinha doce, mas o sabor do vinho estava presente, era calmo, mas tinha a promessa de agitar-se mais à frente.

Phil sorriu ao desgrudar os lábios dele dos dela e viu nos lábios dela o sorriso fácil de que tanto gostava.

***

Oh, I float the moon back up in the sky

Put a cork back into that sweet red wine

Put your midnight hair back up so you can let it fall one more time

Untouch your skin

Unkiss your lips and kiss 'em again

So good so right this is one night I'm wishing I could rewind

Oh, flutuar até a lua alta no céu e voltar

Colocar a rolha naquele vinho novamente

Colocar seu cabelo escuro pra trás, então você pode deixar cair mais uma vez

Desgrudar da sua pele

Desgrudar dos seu lábios, e beijá-los de novo

Tão bom, tão certo, essa é uma noite a qual eu queria rebobinar

***

Aquele era um dos fins de semana pra se passar na praia, ao sol, que brilhava alto no céu, mas Phil sabia que Melinda não gostava muito de lugares lotados e com aquele clima, a praia estaria cheia. Então, como bom namorado que era, escolheu algo que ela gostava.

Estavam os dois sentados nos bancos de couro de Lola e a caminho de uma pequena casa de campo que fora dos avós de Coulson.

A todo momento ele desviava os olhos da estrada e encarava a bela mulher ao seu lado. Uma de suas camisas tampava o tronco feminino e por cima uma das jardineiras que ela adorava usar, dizia que eram confortáveis; nos pés, ela usara uma sandália estilo gladiador, porém, tinha tirado pra poder colocar os pés sob a cadeira do carro. Por que, com certeza Phil não a deixaria fazê-lo de sapatos, mas ele não eixaria nem um santo colocar os pés no banco, mas com Melinda, tudo era diferente.

Num determinado momento ele foi pego encarando-a e ela sorriu.

- O que há de errado Phil? – ela indagou desviando a atenção da paisagem e o encarando, além de colocar uma das mãos sob a coxa dele.

- Nada. – ele disse e prestou atenção na estrada, que não tinha nenhum movimento, a não ser por eles. – Nada! – ele repetiu quando sentiu o olhar inquisidor dela e um aperto na coxa. – ele suspirou e desviou mais uma vez a atenção. – você é linda! – ele sorriu e a viu fazer o mesmo, sentiu ela se inclinar pra lhe beijar os lábios; e mesmo que rápido, fora um dos beijos mais marcantes.

- Eu te amo... – ela sussurrou no ouvido dele.

- Eu também... – ele respondeu quando ela o encarou novamente.

***

I turn back that radio dial reopen your door

Try to talk George Strait into giving us an encore

Re-spin you around replay that sound of you laughing when we hit the ground,

I can see it now how bout we

Eu volto naquela estação de rádio e reabro sua porta

Tento pedir ao George Strait* pra nos dar um intervalo

Rodar você no ar de novo, ouvir novamente você rindo quando caímos no chão

Eu posso ver agora tal como nós éramos

***

Coulson fechou o álbum. As fotão não lhe traziam tristeza, ou solidão, não, afinal Melinda ainda estava com ele, mesmo que não do jeito que desejasse.

Fora terrível o fim, mas também foi melhor.

Melhor pra quem?

Indagou seu cérebro.

Ele respirou fundo e saiu da sala, mas levou consigo o álbum.

I wanna re-fall and re-fly

Baby re-live this night

Float the moon back up in the sky, put a cork back into that sweet red wine

Put your midnight hair back up so you can let it fall one more time

Untouch your skin unkiss your lips and kiss em again

So good so right this is one night I'm wishing I could rewind

Eu quero me apaixonar de novo e voar mais uma vez

Querida, reviver essa noite

Flutuar até a lua alta no céu e voltar

Colocar a rolha naquele vinho novamente

Colocar seu cabelo escuro pra trás, então você pode deixar cair mais uma vez

Desgrudar da sua pele

Desgrudar dos seu lábios, e beijá-los de novo

Tão bom, tão certo, essa é uma noite a qual eu queria rebobinar

***

Quando Melinda chegou da missão de quase três dias ela só queria um bom banho e um descanso merecido.

Adentrou seu quarto e acendeu as luzes, quando estava quase pronta pro banho ela viu em cima da cama um pequeno livro preto, de aparência antiga; quando abriu ela quase soltou uma exclamação. Ela nunca imaginaria que Coulson ainda tinha aquelas fotos e mais, nunca pensou que ele a mostraria se tivesse.

Quando passou a primeira página ela viu um papel cair e logo tratou de lê-lo.

“Essas são algumas memórias que eu gostaria de reviver, talvez você possa ir comigo...

Então Melinda May, poderíamos tentar de novo?

D.C”

Ela sorriu de canto e deixou o bilhete sob a cama, porém, antes de adentrar o banheiro, ela destrancou a porta do quarto.

Notas finais
AAEEEEWWWWW hey gente, ontem foi meu niver e eu fiz um presente pra mim mesma! Sou dessas uvu
*George Strait é um radialista americano e tal, conhecido por tocar músicas countries em seus programas
Espero que tenham gostado de tudo!
Leram? Agora comente, favoritem e recomendem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!