Reward - Harry Potter
9 XIX - Evans
2003 — Grã-Bretanha
Os Potter's, e quando eu digo os Potter's Sirius está incluído nisso.
Eles estavam reunidos na casa Weasley-Granger para um almoço com o casal. E por mais que tivesse se passado um satisfatório tempo do retorno dos mortos, eles ainda tinham tanto a conversar! Merlin! como eles tinham! As duvidas principais foram todas respondidas, mas haviam se passado tantos anos, tantas historias...
E Lily tentava ir o máximo devagar que podia, ela sabia que não seria fácil fazer eles, reviver historias que passaram tanto tempo para superar e trazer tantos assuntos de uma vez não seria bom, principalmente ao seu filho, Harry, ele havia passado por tanta coisa e agora estava tendo que lidar com todos os fantasmas de uma vez. Logo em um momento de tanta felicidade, na espera de seu primeiro filho.
E para evitar tantos assuntos ruins, eles focavam em historias melhores, como quadribol, a profissão deles e etc. Agora estavam sentados na sala dos anfitriões apenas conversando, Harry estava acariciando a barriga da Ginny em um sofá e a esposa que tinha suas pernas sob as dele. Lily não podia estar mais feliz com a cena, e observava tudo enquanto estava sentada ao lado de Hermione e Ron em outro sofá. James e Sirius estavam sentados no chão, o Potter mais velho estava entre as pernas da esposa. Todos riam enquanto Sirius falava:
— Uma vez Harry viu nas memorias do Snape, Lily xingando o James. E ele ficou todo preocupado que vocês tivessem se casado por uma poção do amor!
— HARRY! — exclamou o casal Potter mais velho.
— Calma ai! eu tinha recém descoberto que foi isso que aconteceu com os pais do Tom Rindle, e minha cabeça de adolescente perturbado isso fez sentido. — o rapaz explicou. — E por mais que eu estivesse em Hogwarts, tia Petúnia nunca dizia muito sobre vocês. Eu não tinha muitas informações até conhecer o Lupin, Minerva e Sirius.
— Dá para entender filho, você teve que conhecer sua mãe e eu pelo o que as outras pessoas diziam sobre a gente.
— Eu admiro muito que mesmo antes de Hogwarts, Harry defendia vocês, mesmo sem saber da verdade. — falou Hermione.
— Como assim? — perguntou Lily, mesmo sentindo medo da possível resposta, ela escutou algumas coisas sobre a infância de Harry mas mesmo assim não era fácil escutar tudo isso.
Harry se ajustou no sofá e continuou acariciando o ventre da esposa, respirou fundo e disse:
— Quando a tia petúnia ou Valter falava sobre vocês, eram coisas ruins e mentiras. Eles tentavam me fazer acreditar que vocês eram ruins e que não prestavam, e que eu era filho de pessoas inúteis. E quando fazia perguntas sobre vocês, eu normalmente era castigado.
— Harry, eu sei que minha irmã não foi uma boa pessoa com você, mas por favor me diga que ela não foi tão cruel assim... com os castigos
O homem congelou por um minuto, ele havia perdoado a tia por tudo o que fizera a ele mas não podia mentir para a sua mãe. O perdão não excluiu e nunca apagará os maus tratos sofridos na infância, a falta uma de família, carinho, afeto e cuidados básicos.
— Queria poder falar isso, mamãe. -Isso foi tudo o que o homem falou, e lançou um breve sorriso com os lábios como se quisesse confortar a mãe, dizendo "tudo já passou, estou bem"
— Oh não querido — respondeu a mulher colocando uma mão ao coração . — Preciso que me conte quanto ruim eles foram, por favor, eu preciso saber.
— Querida, não ac..- James tentou dizer mas o olhar que recebeu da esposa o fez calar.
— Esta bem, vou contar. — Harry engoliu seco, arrumou a postura no sofá e disse iniciou contando sobre sua infância, ele não era, muito detalhista mas mesmo assim podia ver os rostos de espanto na sala, fora o casal de amigos e sua esposa, ele nunca havia entrado em muitos detalhes sobre sua vida com os Durleys. Lily e James estavam de mãos dadas tão fortemente que era capaz de tirarem a circulação do membro, Sirius apertava os punhos como se quisesse bater em algo, Ron e Hermione olhavam tristes, Ginny mandava olhares encorajadores para o marido, enquanto o Harry alisava a barriga dá esposa, pois ali era sua esperança, onde tudo ficava melhor.
& — &
Lily E. Potter
Ela não aguentava mais ficar parada pensando em tudo o que Harry tinha me contado sobre sua infância, ela sabia que seu marido se sentia mal também em relação ao saber o que seu filho tinha passado mas para a ruiva, aquilo era diferente. Ela sentia nojo, em saber que alguém que tinha feito e permitido o sobrinho passar por tudo isso era de sua família, sua irmã, alguém que ela confiou seus segredos durante seus primeiros anos de vida, desde nova elas sempre tiveram uma relação boa, e ela tentou manter isso até quando ela foi a Hogwarts, ela sabia que sua irmã queria ter ido a escola também, e ela sabia que foi a inveja da irmã que as separou, não, mal o que ela tinha feito com seu filho não poderia ser por inveja de uma escola, não, isso não!
Então foi um pouco mais tarde, enquanto todos os moradores e hospedes estavam na sala da casa de Harry e Ginny, ela se levantou e disse que iria tomar banho e quando chegou no seu quarto, escreveu um rápido bilhete dizendo que estava bem e logo estaria de volta e aparatou para a casa de Petúnia.
Que não havia sido nada difícil de descobrir, quando no jantar na Toca alguém sem querer soltou que era no mesmo lugar de antes, rua dos Alfeneiros N:4.
Ela olhou ao redor, a rua estava quieta e comum, olhando para a casa de numero 4, seu estomago embrulhou mas ela retomou sua postura, ajeitando a jaqueta enquanto batia na porta.
Assim que ela se abriu, viu Petúnia, que arregalou os olhos e deu um passo para trás, Lily riu com aquele gesto, levou as mãos a altura dos olhos dela e disse:
— Buuuu! — e então voltou a ficar séria e disse: — Que isso Petúnia, até parece que viu um fantasma.
— Então o que o meu filho disse é verdade, você voltou do além. — Petúnia comentou, enquanto se recompunha a postura, Lily sabia que Harry havia mandando uma coruja contando sobre a volta dos mortos para Duda, e sabia que o filho provavelmente disse a sua mãe.
— Bem sim, e acho que temos algo a tratar né. — retrucou enquanto passava pela porta.
— Não sei o que quer dizer Lilian, se veio tratar sobre seu filho ou reclamar daquela sua nora abrutalhada e grosseira, acho que não tenho muito o que ajudar.
— Não fale sobre Ginny assim! ela é uma mulher incrível e pelo o que ouvi, será uma mãe melhor do que você! Mas sim, vim falar sobre meu filho, sobre Harry! Como você pode fazer isso, Petúnia!? Eu sou sua irmã!
— Eu nunca quis ficar com ele, isso é culpa sua e de seu marido, que se explodiram e eu tive que arcar com as consequências de vocês dois serem aberrações!
— Você sabe muito bem o que aconteceu com nós! Você soube que estávamos sendo caçados e morremos para proteger o nosso filho! E sabia o porque Harry estava indo com você e não com um de nossos amigos! VOCÊ SABE PETÚNIA! — Lily aumentava o seu tom de voz cada vez mais, a cada pensamento e horror que estavam presos saiam. — VOCÊ FEZ COM O QUE MEU FILHO NÃO SOUBESSE QUEM ELE ERA, QUE NÃO SOUBESSE SUAS ORIGENS! MERDA, ELE NEM SABIA O NOME DOS PAIS DELE! PENSE SE FOSSE VOCE PETUNIA! NÃO SABER QUE NOSSO PAIS SE CHAMAVAM DALIA E RAYMOND!
— Não fale assim, EU NÃO SOU UMA ABERRAÇÃO, NUNCA PASSARIA POR ISSO!
— HARRY NÃO SABIA NEM QUE ELE ERA UM BRUXO, E É ASSIM QUE SE FALA, B-R-U-X-O! Voce negligenciou ele, fez ele acreditar que não servia para nada! ele nunca acreditou em si mesmo até conhecer Hogwarts, Hermione, Rony, Ginny, e todos os outros Weasley, que não precisaram nem saber nome dele! ou ser parente dele, mesmo assim cuidaram dele e se pudessem teriam acolhido como e criado como seu filho mesmo QUE NÃO TIVESSE O SANGUE DELE! E VOCE MESMO TENDO, EU SOU SUA IRMÃ PETUNIA, ISSO AINDA DARIA MAIS MOTIVO! — neste momento Lily já tinha algumas lagrimas escorrendo pelo rosto mas sua raiva e nojo era maior.
— E você ainda arrastou seu filho para isso! fazendo ele acreditar as mesma coisas que seu marido e você queria! Você não percebeu que assim que ele começou pensar sozinho, ele não entendeu porque ele tinha que ser horrendo com o Harry, hoje em dia eles se acertaram e se falam normalmente e você ainda continua com esse pensamentos por causa de inveja!
— Inveja de quem? de você? — retocou a senhora.
— Sim! sabe porque, Petúnia? Nem você acredita que eu sou uma aberração! ou se esqueceu que você queria ir para Hogwarts, ou se esqueceu que éramos amigas e o que acabou foi você não aguentar eu ser uma "aberração" e você não!
— Não fale assim comigo! Eu posso ter errado com Harry mas a culpa não foi só minha!
— Eu não dou a mínima para o seu marido! ele é seu sobrinho, você quem deveria ter feito isso! Não precisava nem ter amado ele, mas pelo menos cuidasse dele e ver que ele existia!
— Lil.. — Iniciou Petúnia, que agora já tinha olhos cheios de lágrimas e deixava um pouco de sua ignorância de lado.
— Eu não quero ouvir Petúnia, eu tenho nojo do que sua inveja fez você fazer, tenho nojo de ser sua irmã, porque mesmo depois desse tempo todo, eu senti sua falta irmã e talvez até pensei que você poderia lá no fundo se arrepender do que fez mas assim que pisei aqui, depois de estar morta por vinte anos e a primeira coisa que você me diz é que minha nora e meu filho não prestam? Sério, Petúnia?
Petúnia não disse nada, apenas abria e fechava a boca, como se estivesse buscando um aguento, mas ela não havia notado que não e a um debate, era um desabafo de sua irmã pois não tinha nada que ela pudesse falar que rebateria o que a ruiva disse. E ela tinha a noção.
— Não vou gastar mais meu tempo aqui, irmã. — Lily falava o irmã como se quisesse deixar claro, ela secou as lágrimas do rosto se virou em direção a porta e apenas se virou para dizer:
— E sinceramente o presentinho que eu dei ao seu marido, combina muito, acho que você irá ficar feliz.
E antes que Petúnia pudesse perguntar que feitiço que ela lançou, ela saiu e bateu a porta.
Assim que fechou a porta viu seu marido, James, esperando por ela lá fora. Ela imaginou o quanto tempo ele estaria lá, mas o Potter sabia que isso era algo que Lily tinha que resolver. Então ela foi até ele e o abraçou fortemente.
O coração dela se sentia mais leve por ter finalmente confrontado a irmã.
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