2 de maio, 2003 — Grã-Bretanha

Harry estava fazendo a janta, enquanto sua esposa, Ginny, estava sentada em um banquinho na cozinha, observando seu marido cozinhar. A ruiva tinha um rosto maduro e um pouco mais redondo do que o de costume, ela passava uma de suas mãos em sua barriga, enquanto na outro segurava um pacote de biscoitos. Após a guerra e com a reforma no ministério, era muito comum casas bruxas terem produtos trouxas. E na casa dos Potter's não era diferente.

Desde que descobrirá a gravidez, Gina passou a comprar muitas guloseimas para satisfazer seus desejos. Fizeram um ultrassom também, Ginny ficou tão surpresa com o aparelho trouxa, que mandou o rapaz imprimir muitas fotos. Ainda era um segredo, estavam esperando a gravidez completar 2 meses e alguns dias para poderem contar a todos. Mas já sabiam que era um menino, estava no ventre de Gina, eles não ficaram surpresos com o resultado do feitiço que fizeram para descobrir o sexo da criança. Com a genética Weasley, a chances de virem uma garota, eram baixas.

A mãe da ruiva, Molly, descobriu logo no começo, o que Harry não ficou nada surpreso. Uma mãe de tantos filhos como ela, era provável que não pudessem esconder por muito tempo. Ela ficou tão feliz com a descoberta e prometeu não dizer a ninguém. Mas as vezes ela mandava varias comidas, que ela dizia ser ótima para a gestação. E Ginny não podia estar mais feliz, sabia que logo teria que falar com a treinadora do time no qual jogava. Mas por enquanto não se preocupava com isso, a temporada terminara recentemente. E aproveitava a folga muito feliz.

Harry não podia estar mais babão. Mimava a mulher e o filho, e chorou por horas quando Gina deu a ideia do nome de seu filho ,James Siriús W. Potter, como viam escolhido. Não deixava sua esposa fazer nada. Tinha medo que algo pudesse acontecer com os dois. Ginny entendeu, mas as vezes não conseguia ficar parada. Então desenvolveu vários hobbies novos, como assistir varias temporadas de uma serie trouxa, conhecida como Friends. E sempre comentava os episódios com o marido:

— Acredita que ano que vem, já é a ultima temporada? eu realmente gostaria que mostrassem os filhos que a Monica e Chandler vão adotar.

— Eles não são aqueles, que o melhor amigo é o irmão da moça? -Perguntou Harry, enquanto cortava tomates, e a ruiva confirmou. -Adoro eles, você também acha que o Rony é a cara dele? Sabe, achar que a moça ainda é a irmãzinha dele.

— Ai sim! Não vejo a hora de contar que ele vai ter um sobrinho, vai afirmar até o fim, que foi a cegonha que trouxe ou vai querer cortar seu amiguinho forá, como na vez que ele pegou a gente junto -Falou a moça rindo.

— Acho que nunca fiquei tão vermelho em toda minha vida. — falou o moreno, e eles então escutaram um barulho na porta. E ouviu a voz do amigo falando "é melhor bater antes, não quero ver coisas indesejadas" e de fundo ouviram a risada da cunhada com a porta se abrindo. Gina se levantou e arrumou suas roupas para esconder a pequena barriga que já aparecia.

—Boa noite, sr. e sra. Potter! -Exclamou Hermione indo em direção a amiga. Todos se cumprimentaram, e o Ron comenta:

— Por que sempre que estamos aqui, quem cozinha é o Harry?

—Porque se fosse eu, teria colocado veneno na sua? — brincou a ruiva, que mostrou a língua para seu irmão.

—Que maduros, não é mesmo? -Exclamou a mulher morena com um belo sorriso.

E assim foi o restante da noite, cheio de brincadeiras, provocações, algo bem característico do grupo, que sempre que podia se reunia. Já era quase 11 horas, quando o casal de amigos desaparatou. E Ginny foi se deitar, Harry ficou na sala e pediu que monstro fosse descansar também, após o elfo ter lavado a louça do jantar. Ele pegou um velho livro que estava em seu escritório, sobre cuidados com um bebe, chamado de ''Nana, nenê", que esta a lendo toda noite desde que descobriu que iria ser pai. Seu relógio deu um bipe, significava que tinha dado meia-noite. Harry sentiu como se estivesse sendo bombardeado, e as lembranças vieram a tona.

Ele sabia o que tinha que fazer, a moça "divina", lhe disse. E se perguntassem para ele como tinha tanta certeza que podia confiar, ele não saberia responder, mas não havia nenhuma duvida sobre o que ele deveria fazer.

Escreveu um bilhete para Ginny, explicando que iria para Godric's Hollow e depois iria ate o ministério, falando que quando acordasse esperava que ele já estivesse em casa, e que pensou muito mas sabia que se não fizesse isso, ele iria sentir que algo estivesse incompleto. Pensou então em Ginny e no filho, iria sozinho, nem Rony ou Hermione poderiam ficar sabendo, eles já tinham se arriscado muito por ele, deixou o bilhete sob a bancada da cozinha. Foi até seu escritório, apanhou sua capa da invisibilidade e aparatou em frente a sua antiga casa em Godric's Hollow.

Seu estomago embrulhou ao ver as ruínas, durante os anos que se passaram, Harry visitou ali diversas vezes. Mas a mesma sensação de todas as vezes estava ali. A sensação, os arrepios, o peso que aquele lugar tinha. Ele entrou na casa, o piso velho rangia aos passos de Harry, tinha muita poeira e o cheiro era muito desagradável. Ele subiu as escadas, e a imagens de seu pai morto ali, formaram em sua mente, tentou desviar os pensamentos, mas havia chego em seu antigo quarto, o local onde sua mãe morreu, o local em que Voldemort o marcou. A casa estava uma completa bagunça, mas mesmo assim Harry imaginou sua vida por ali. Lembrou da foto em que sua mãe mandou a seu padrinho, dele montado em um pequena vassoura de brinquedo. Lagrimas desceram por sua bochecha, lembrando o motivo que ele estava ali. E o achou.

Ao lado do berço, havia um banco que tinha sob, uma carta. O banco não estava sujo e não estava lá na sua ultima visita a casa.

Ele abriu a carta e leu:

Caro Sr. Potter

Fico feliz que o dia chegou, ainda vou fazer o que lhe disse na nossa ultima conversa. Mandarei uma carta semelhante a essa ao ministro, a Hermione G. Weasley, e a todos os familiares das pessoas que retornaram e aquelas que também não irão retornar.

Estou fazendo isso, pois o próprio tempo ou destino, como queira me chamar, não gostou do rumo que as coisas aconteceram, por conta de Voldemort, muitas perdas aconteceram, e quero mudar isso. Infelizmente não podemos salvar Trouxas e nem criaturas magicas, apenas bruxos. A morte não permite.

Vou enviar a(se ele quiser) poderá voltar a vida. Não se preocupe, todos do mundo bruxo saberão que eles voltaram, e entenderam aos poucos o porque, nada precisara ser avisado. Os que retornaram estarão com a aparecia semelhante da qual morreram, pois a cada ano que se passa ai no mundo dos vivos , aqui se passa cinco, e será preciso que reintegrem eles a sociedade, façam que aproveitem cada dia como se fosse o ultimo, a aproveitarem a paz e o amor de qual foram tirados, façam eles trabalharem no seu emprego do sonho.

Bom, aqui está de quem será permitido voltar:

— Lílian Evans Potter;

—James Potter;

—Sirius Black;

—Nymphadora Tonks Lupin;

—Remus Lupin;

—Marlene McKinnon;

—Dorcas Meadowes;

—Fred Weasley;

—Cedrico Diggory;

—Edgar Bones;

—Gideon Prewett;

—Fabian Prewett;

—Benjy Frenwinck;

—Albus Dumbledore

—Colin Creevey;

—Beartha Jonkins;

—Regulos Black;

—Broderick Broody;

—Severus Snape;

E a lista continuou, com mais 59 nomes, entre eles de sobrenome Bones, Mckinnon, Mirkpa, Wiude, Amoie, e outros, Harry apenas reconheceu nome de Olho-tonto, seu coração parecia que iria parar de bater. Se aquilo tudo fosse verdade, todos poderiam ser felizes, sem a dor de suas perdas, não só ele, mas todos! Os Weasley ficariam tão felizes de ter o Fred de volta! E então continuou a ler:

Esses serão os que se quiserem, voltaram. Junto a essa carta, tem um pequeno colar de cordão, use-o e poderá atravessar, mas ele só funcionara por hoje. Vá ao ministério, e salve a todos!

Só você pode fazer isso.

-Aquela que você sabe.