Notas iniciais
"Misturar-se com outros, Isso é o melhor a se fazer, Ajudar e protegê-los, Dá-se por eles."

A viagem estava definitivamente longa para Frank, ele sempre usava a magia do teletransporte para esse tipo de locomoção, mas sabia que dessa vez seria diferente, queria inovar antes que tudo virasse um caos. O grifo com o qual Frank viajava estava exausto, seu corpo ás vezes decai no céu, tornado uma situação de perigo para o ancião da Cidade das Feras.

– Isso nunca foi calmo, nunca foi. Acho que estamos entrando num estado de perigo eminente. — Dizia Frank para ele e o grifo, eram os únicos que poderiam ouvir.

A criatura aérea então, não aguentando mais o peso dos martelos e instrumentos, pousou num campo de areia, ainda desértico, ou seja, Frank ainda não havia saído da área dos selvagens.

– Calma rapaz, calma. Vamos, descanse enquanto eu vou procurar algo para te alimentar. — Frank descia das costas peludas do animal, o mesmo deitou-se de lado e pôs-se a fechar os olhos.

Frank empunhou seu par de martelos de aço, começou a caminhar em linha reta até que um Sem Alma apareceu, um esqueleto despedaçado que empunhava um arco e flecha, poderia ser letal para Frank, aliás, seu combate era apenas corpo-a-corpo.

– Finalmente. Mas apenas um. — Frank então encostou-se numa árvore curta, porém grossa, sentia o impulso das flechas abatendo-e contra o tronco da árvore.

– Morre seu filho da mãe. — Frank largou o tronco, armou seus martelos para o esqueleto e com um golpe rodopiante quebrou todos os ossos do bicho. — Não tem mais? — Dizia Frank com um sorriso no rosto.

Continuou sua caminhada até que encontrar um leito de rio, a água puramente limpa e potável. Bebericou grandes goles com o auxílio da mão. Frank então voltou ao grifo e trouxe-o para beber água, se fortalecer e continuar a viagem. Porém, Frank ouviu vozes e depois mais vozes, de todo tipo. Subiu um pequeno morro que ficava após o rio, deu de cara com uma pequena civilização selvagem. Barracas de couro estavam instalados no local, eram umas três e um outra, esta enorme. O ancião da Cidade das Feras correu para o local, onde foi barrado por uma feiticeira feroz.

– Nome? De onde veio? Qual sua intenção aqui? — Perguntou a vigia que ficava na entrada do acampamento.

– Frank, Cidade das Feras, estou em viagem. Sou seu ancião. — Frank diz e ao mesmo tempo viu o rosto surpreso da feiticeira.

– Desculpa, não sabia. Enfim, entre, seja bem vindo ao Acampamento das Feiticeiras. — Dizia a vigia.

– Só tem feiticeiras aqui? — Perguntou Frank entusiasmado.

– Sim, só feiticeiras. Afinal, meu nome é Plaza.

– Ah sim, e quem é a proprietária? A líder? — Perguntava Frank enquanto caminhava entre as barracas.

– É a Bell, ela não costuma conversar com visitantes, fica sempre quieta na barraca. — Dizia Plaza entregando um cajado a uma das feiticeiras que passava.

– Aqui parece ser um bom lugar, posso passar a noite por aqui? — Perguntou Frank entreolhando Plaza e em seguida observando as montarias que elas tinham.

– Não sei, isso quem decidi é a Bell, não quer conversar com ela? Pode ter sorte. — Plaza infiltrava seu olhar para dentro da barraca maior, que no caso era de Bell.

– Que a sorte esteja comigo então. — Frank deu um sorriso e ficou rente à barraca.

– Tenho um grifo, ele está descansado depois do rio corrente, atrás desse morro. Poderia pegá-lo para mim? — Pediu Frank á Plaza, a mesma fez um sinal positivo com a cabeça.

Frank adentrou a barraca maior, onde uma grande quantidade de bugigangas havia no local. Bell era idosa e tinha um cajado hipnotizante de cor negra com um rubi em cima, Frank ficou observando aquilo por minutos.

– Você é a Bell, certo? — Frank perguntava a feiticeira que acabara de se virar à ele.

– Sim, sou eu, o que quer aqui Ancião? — Dizia ela, com um tom de sabedoria inigualável.

– Quero passar a noite aqui, não quero correr nenhum perigo. — Frank assentiu e sentou-se num pedregulho confortável para ele. — Tenho um grifo lá fora, Plaza foi buscá-lo, queria comida para ele pois tenho uma longa viagem até a Cidade das Plumas.

– Fique. Esta noite, e saiba que estou fazendo isso por você ser superior à mim, se fosse um bárbaro qualquer eu deixaria por aí. Peça Plaza comida pro seu animal, e lembre-se... não pense que estamos seguro, perdemos três de nós em uma semana. — Bell falou e então virou-se de costas, manuseando algo.

Frank levantou-se e agradeceu, saiu da barraca e deu de cara com seu grifo voando ao céu alto. Plaza vinha correndo.

– Ele se assustou, não quer descer. — Plaza lançava uma magia calmante a cada minuto.

– Um segundo. — Frank assobiou tão alto que Bell se transtornou e saiu da barraca para ver o que ocorria. Naquele instante o grifo havia descido e já se alimentava da grama que havia na entrada do acampamento.

– O que foi isso? — Perguntou Bell tremendo.

– Não foi nada, apenas chamei meu grifo, estava impaciente. O que temos pra hoje à noite? — Perguntou Frank com seu olhar inquietante.

Notas finais
Terceira parte. ••••