Revolução

6 Quase pegos... Ou não.


Notas iniciais
espero que gostem, demorei a postar estava meia decepcionada por tantas visualizações e tão poucos comentários.

Entramos pelo mesmo local que saímos.

Troquei-me rápido pondo uma camisola. Enchi a cama de pacotes vazios, para dar impressão de que estive ali por muito tempo. Liguei o notebook e botei um filme na sua metade.

Alguém bateu na porta e eu permitir entrar. Era Nina, trajando seu visual despojado, uma camiseta grande um e short de tecido. Olhei para o seu rosto e agradeci silenciosamente por termos usados mascaras e não necessitado de maquiagens fortes.

–Como foi sua noite? –disse brincando.

–Fantástica, passei a noite olhado para um pano BRANCO, seria melhor ter ido para um baile mascarada. –ela brincou.

Juntamos duas camas e ela deitou ao meu lado e ficamos assistindo um filme pela sua metade. De repente a porta se abriu, fingimos espantadas e começamos a gritar, era nosso querido diretor.

–Eu sei que foram vocês. –ele olhou para nós. –Troquem-se, na minha sala daqui a 10 minutos.

Nós apenas obedecemos. E agora nos encontrávamos os três sentados em frente ao diretor, esperando o interrogatório. Desejava com todas as minhas forças que Pietro não desse uma de racional nesta altura do campeonato e resolvesse nos entregar.

–Onde estavam neste momento? –ele girou a tela de seu computador.

Rodava um vídeo de nós três cantando, ele foi rápido. Observei e apenas confirmei o quanto brilhamos nesta noite.

–O que isso? –fingir analisar de forma cautelosa o vídeo. –É um grupo musical novo?

–Não compreendi sua pergunta professor. –Nina brincava com os cabelos, olhou para o vídeo e fez pouco caso. –Que mau gosto desta do vestido longo, não acha que ficaria mais bonito se fosse uma cor menos apagadinha, Luna?

–Tanto faz. –respondi revirando os olhos.

–Vocês duas parem. –agora Pietro iria nos dedurar. –Desculpa diretor, mas tem como ser mais claro?

–O que estavam fazendo neste momento? Eu os proibi de ir neste baile e ai estão vocês cantando.

–Você é louco o que? –fingi que queria pular no pescoço dele e Nina me fez sentar com “força”.

–Acusações falsas são crimes diretor, você devia saber disso. –disse Pietro. –Como comentei com o senhor logo que entrei aqui estava fazendo meu trabalho.

Ele mostrou o seu notebook a professor. E ao que parece havia um trabalho enorme ali.

–Pode olhar o horário de inicio, pode revirar meu computador e apenas vai descobrir que estou desde as cinco da tarde fazendo isto. –ele sentou em uma pose autoritária.

– E vocês garotas? Qual será o seu álibi?

–Eu passei a tarde vendo filme e comendo. –revirei os olhos.

–E eu fiz uma hidratação, pintei as unhas, arrumei os cabelos, dormir... Quer que eu lhe faça um relatório com detalhes? Como lavei os cabelos, pintei as unhas, arrumei meu cabelo e dormir? –ela lhe olhou de forma desafiadora.

–E o que estava fazendo no quarto dela em?

–Diretor, eu apenas acordei e fui para la conversar com ela. Eu estava entediada e ela estava na mesma situação que eu.

Ele ficou em silencio, pensativo.

–Qual é? Olhe as imagens da câmera, pode ver que não saímos, pode ver Nina indo ao meu quarto e entre no mesmo e pode ver a bagunça. –esbravejei.

–Desculpa diretor, mas você não tem provas ao seu favor. –ele levantou da cadeira. –Temo em lhe dizer, se continuar podemos lhe processar.

Ele desligou o computador.

–Oh não, não é para tanto. –ele sorriu. –Afinal, esta conversa não aconteceu. Estão livres do castigo.

–Qual deles? –eu indaguei.

–O da louça.

–Pensei que era apenas hoje. –disse Nina.

–Era o mês todo querida.

Levantei, saindo e antes de fechar a porta sorrir vitoriosa para eles.

x ~ x

Retornamos cada um para o seu quarto sem reclamar.

Quando eu e Nina chegamos ao meu quarto entramos em gargalhada. Ela se jogou na cama.

–Essa foi a melhor, quebramos regras e de presente ficamos livres do castigo.

–Não conte vitoria antes do tempo. –sentei ao seu lado. –Ele não parece gostar de nós e muito menos parece que vai tirar de sua cabeça aquela ideia de que somos nós. Ele dará seu jeito de nos ferrar.

–Eu sei, mas por enquanto quero cantar vitoria. –ela se escondeu debaixo dos lençóis.

–Pare e vá para o seu quarto. –eu fingia tentar lhe derrubar da cama.

A porta foi novamente aberta bruscamente. Desta vez era Kitt, vinha feito um furacão, fechou a porta fazendo um estrondo e antes que pudéssemos reclamar ela gritou:

–Eu sei que for –

Pulamos rapidamente sobre ela e tampamos sua boca.

–Independente do que tem para falar, não grite, fale bem baixinho.

–Foram vocês, eu sei que são vocês. Cara eu conheço o tamanho desse busto a quilômetros. –ela disse com a voz mais baixa que o habitual apontado para Nina.

Revirei os olhos.

–Não sei se me sinto lisonjeada ou abusada. – Nina riu amarelo.

–Digam logo, eu sei que são vocês.

–Tanto faz. –fiz menção de pouco caso.

–Isso é um sim. –ela bateu palmas. –Olha, eu gravei.

Ela mostrou o vídeo de nós cantamos bem do inicio mesmo, não era o mesmo que o Pascoal possuía por que alem de esta em outro ângulo(bem melhor) estava em alta qualidade.

–Obrigada. –agradeci por ter gravado o vídeo.

–Sabe eu posso gravar vocês cantando outros, vocês podiam usar mascaras. Eu fazia vários vídeo clipes, vocês escolhiam um nome legal para banda. –suas orbes esmeraldinas brilhavam. –Cara, ia ser tão lindo.

–Calma, só foi no baile não terá mais. –avisei.

–Por que não? –ela disse triste. –Vocês são ótimos, cantam quase na mesma intensidade do Rebelde.

Ela começou a contar como ficou quando saímos, ao que parece que fomos o comentário da noite, as pessoas quase não foram embora do baile esperando que nós voltássemos.

Nina

Tudo estava sendo incrivelmente divertido desde que entrei nesta escola, bem ao contrario do que imaginei. Tínhamos encontrado Luna, apesar de suas teorias de conspiração e seus comentários sarcásticos era uma boa pessoa, de coração enorme.

Acabamos pegando no sono naquela noite, estávamos exaustas. Quando acordei, notei que estávamos quase atrasadas.

Abri as cortinas deixando a luz do dia entrar, bati palmas e as sacudi.

–Só mais dois segundo mãe. –disse Kitty.

Luna apenas se revirou na cama e se embrulhou mais. A joguei da cama para que ela acordasse, ela me xingou mas no fim levantou.

–Estamos atrasadas. –Kitty levantou em um pulo da cama. –Espero vocês no refeitório, vão querer o que para comer?

Elas disseram rapidamente o que queria, enquanto Lola resmungava algo sobre o horário ser cedo demais. Fui ao meu quarto, notando esta mais uma vez vazio, parecia que ninguém ficava neste quarto por mais que estivesse com todas as alunas presentes. Arrumei-me e desci rapidamente as escadas, o que foi um erro, pois quase chegando ao seu fim tropecei. Por sorte havia uma pessoa que me segurou.

O cabelo pintado em tom grisalho chamava a atenção, os olhos incrivelmente azuis eram encantadores. Ele tinha um sorriso divertido estampado no rosto, sua aparência me lembrava aqueles rebelde sem causa. Seu uniforme totalmente bagunçado gritavam por atenção, seus sapatos quase que diziam “não quero esta na moda”.

–Oh desculpe.

–Tome mais cuidado, Pascoal vê você correndo essas escadas é capaz de lhe dar um castigo por depredação de patrimônio publico.

Ri abertamente, ele desviou o olhar.

–Está tão nítido que ele declarou uma guerra pessoal contra mim e meus amigos? –indaguei.

–So falta sai nos jornais. –ele brincou.

Ele parecia uma pessoa legal, mas algo nele me lembrava a alguém, aquela alegria momentânea, aqueles olhos vibrantes mas profundamente tristes. Eu já encarava com tanta intensidade que me assustei quando uma bela garota loira se atracou em seus braços.

–Oi garotinha. –ela disse em uma entonação aguda.

–Ola. – respondi em um tom entediado.

–Bem, me desculpe. –eu fiz menção de sair.

–Me desculpe por não apresentar, meu nome é Nicolas. –ele estendeu as mãos.

A garota ao seu lado fez um estralo com a língua, dando a entender que não gostou da situação.

–Meu é Karla. –ela enrolou um fio de seu cabelo.

–Meu é Nina. –dirigi um sorriso a ambos e apertei a mão do garoto.

–Você é garota do meu quarto. –ela largou o braço do garoto. –Aquela que não aparece desde o primeiro dia, que prefere dormir no outro quarto.

–Só estou aqui há dois dias. –fiz uma breve pausa. – Só estou fazendo companhia a minha amiga.

–Tanto faz, achávamos que pensa que era muito melhor que nós para dormir no mesmo quarto.

Sorri em desdém.

–Só para ver como é feio julgar errado, só estava acompanhando minha amiga que não esta tão acostumada a viver com tantos desconhecidos.

Uma pessoa me envolveu com seu braço em meu ombro.

–Com algum problema, Nina? –era Pietro, em tom serio.

–Nada Pietro, não há nada que possa me incomodar aqui.

Karla pareceu deslumbra com Pietro, enquanto seu namorado parecia indiferente.

–Vamos querido. –o puxei.

Se aquela loira falsificada pensava que ia ficar com meu irmãozinho, estava muito enganada. Joguei meu cabelo para trás quando passei bem ao lado dela.

–Ual isso é morango? –escutei Nicolas falar ao longe. –Ai, não precisa pisar no meu pé.

Chegamos rapidamente a lanchonete, meu irmão resolveu nos acompanhar. Fiz os pedidos para o café.

–Você vai comer tudo isso? E sua dieta? –ele riu em relação ao pedido.

–As meninas vão tomar café comigo!

–Meninas? Não vai me dizer que duplicara a Lola?! –ele segurou o cabelo. –A meu Deus, alguém chama a FBI isso pode ser perigoso a humanidade.

Lola apareceu atrás dele batendo em sua cabeça, ele reclamou de dor. Logo atrás a rosada parecia alegre, escutando seu mp3 e dançando divertida.

–Faça que nem eu fiz. Ignorei o caminho inteiro. –ela disse em relação a Kitty.

–Quem é essa? –perguntou Pietro olhando ela sentar conosco.

–Uma longa historia! –dissemos em uníssono.

A comida logo chegou e ao meio do lanche o celular de Lola tocou e Pietro tentou ver quem era, mas ela não deixou, mas ela fez uma careta estranha quando atendeu.

–Ok! Estarei ai mais tarde ... –ela desligou o celular. –Acho que ele descobriu tudo...

Notas finais
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