Revolução
1 Capítulo 1 - 4 de julho
4 de julho. Dia da Independência Americana. As pessoas no Acampamento Meio-Sangue festejavam. O céu estava iluminado pelos fogos de artifício. Os semideuses haviam convidado os olimpianos para irem à festa dizendo que seria a melhor festa de todos os quatros de julhos. Mas os deuses recusaram. Também se recusaram a prestar homenagem aos Sete da Profecia que haviam os salvado. Recusaram-se a fazer tudo que os campistas haviam pedido. Até mesmo apenas jantar no acampamento. Os semideuses que já tinham raiva de seus pais ficaram com ainda mais raiva.
– Eles nunca quiseram que nós existíssemos. Não se importam com a gente. Não querem, nem mesmo, homenagear os heróis que os salvaram – eles diziam.
– Os deuses têm muitos compromissos – diziam Quíron e os outros semideuses.
Mas, apesar de tudo, estava mesmo sendo o melhor 4 de julho de todos. Ninfas e sátiros dançavam na praia. Semideuses se abraçavam, comemorando a vitória de mais uma guerra. Quíron saudava os heróis e eles eram erguidos em meio aos gritos da multidão. Gregos e romanos festejavam juntos. Até mesmo as caçadoras de Ártemis estavam lá, menos a deusa. Os fogos iam alto nos céus e, quando estouravam, faziam as formas de deuses, animais, sátiros, centauros, os Sete da Profecia.
Mal sabiam que logo, algumas horas depois, o melhor 4 de julho se transformaria em seus piores pesadelos.
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