Notas iniciais
Esse é uma das minhas formas de apoiar as ondas de protestos que estão ocorrendo não só pelo Brasil afora mas pelo mundo inteiro. Sinto orgulho de dizer que sou Brasileira.

Essa inspiração veio de uma brincadeira, onde meu amigo falou algo sobre agarrar um policial fardado no meio da manifestação. :'D
Então mente fujoshi, né? :'D

Deixo aqui um abraço especial à Isadora, nos vemos quinta para protestar. ♥
Juliana, um anjo de cabelo rosa, se não fosse por ti nem ia digitar. :'D
Lin, minha diva. *-*
E Lo, que participou dos protestos entre todas as outras pessoas que estão fazendo sua parte. o

A manifestação rugia como nunca antes naquele país de perversões. Centenas de milhares de pessoas se espremiam em um único clamor vivo: “ Liberdade!”

Flores eram estendidas aos oficiais armados, um apelo de paz àqueles que estavam ali para oprimi-los, somente pela tentativa deles de fazer alguma diferença. Uma luta justa por seus direitos em uma geração que vivia de pão e circo.

Shura Vasquez ostentava um cassetete na mão esquerda enquanto a destra empunhava um escudo acrílico com os dizeres: “Policía”, assim como no colete que vestia seu corpo. A farda lhe acentuava bem as curvas torneadas e os ombros largos do coronel espanhol, algemas prateadas lhe pendiam do cinto e um quepe lhe cingia as madeixas negras acetinadas, no peito algumas medalhas de condecorações passadas junto à sua identificação.

Desde o primeiro dia de revolta, seu peito batera mais forte em intenso orgulho. Queria estar presente no meio deles, fazer parte daquela revolução, da mudança. Queria estar do outro lado mas encontrava-se impossibilitado por seu dever. Era um homem de palavra e não iria descumpri-la naquele instante.

De qualquer forma aquilo não amenizava a dor que sentia ao ver seus colegas usarem de agressão contra pessoas que estavam em seu direito. Ainda lembrava o dia que jurara protegê-las.

Sua linha de pensamentos foi interrompida ao notar que o número de ativista crescia inspiradoramente. Manteve a posição, escudo à frente, cassetete em punho, notava que o cordão vivo de contenção estava à ceder. Ceder sob a fúria de todo um país negligenciado. E não demorou. A fúria era grande.

O povo tomou seu lugar de direito, os oficiais se espalharam e o caos reinou. Bombas de fumaça foram atiradas contra um grupo de ativistas que evidenciavam cartazes com os dizeres referentes à paz, estes se dispersaram confusos em meio à agressão.

Pessoas foram marcadas à balas de borracha, sinônimo do desespero e abuso das autoridades. Explosões, gritos, correria, fumaça e caos. Toda a solicitação, bradada em altas vozes por milhares de pessoas sendo ignorada.

“Sem violência!”

No meio de tudo aquilo o espanhol procurava fazer seu dever sem agredir ainda mais aquele povo denegrido. Tentava conter os mais exacerbados sem o abuso de sua autoridade ou força.

Do meio de todo aquele tumulto, tudo o que viu foi um par olhos em um tom castanho tão intenso que beirava o avermelhado e um reflexo platinado dos cabelos, daquele homem escondido por trás uma máscara dos anonymos, que fazia questão de enervar ainda mais a multidão pulsante.

Um instante erguia um cartaz, no seguinte De voltou-se para si, puxando a máscara sobre os fios rebeldes e agarrou-se ao policial. Uma mão lhe envolvia a cintura, a outra pousava em sua nuca. Colava seus lábios de uma forma tão intensa que o capricorniano sentiu seu fôlego parar um instante ao mesmo que seu coração disparava, pulando rápido contra seu peito.

O olhar arregalado não escondia a surpresa, não teve reação. Somente sentia a maciez daqueles lábios, aquele momento tão único. Tão repentino quanto começara findou.

- Faça amor, não faça guerra!

E o rapaz sumiu em meio à multidão viva, enquanto ajeitava a máscara sobre o rosto bronzeado. Tudo o que conseguiu reaparar com a mente entorpecida foi o leve sotaque italiano.

Notas finais
Bem.. foi escrita numa viagem de metrô de vinte minutos, então me perdoem qualquer coisa.

À princípio é um one-short, mas se curtirem tô com algumas idéias para prosseguir. Mas logo aviso sou dispersa, mas muito. Ainda mais quando ligo o video-game, então. :'D

Beijão e obrigado à todos que leram.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!