Revolução

2 Capítulo 2 - Fogo no pinheiro


Jack Mason estava determinado a executar seu plano. Por isso marchava rapidamente na direção da colina. Monstros e semideuses marchavam atrás dele, como um exército. No topo da colina havia um pinheiro solitário, o pinheiro de Thalia, com algo brilhando nos seus galhos. Jack sabia o que era. Era o velocino de ouro. Se quisesse prosseguir com seu plano teriam de arrancá-lo... ou queimá-lo

Uma brisa leve passava, fazendo com que sua franja loira esvoaçasse para a direita. Ele seria bonito se não fosse pela enorme cicatriz que ia do olho esquerdo até o canto direito dos lábios. Seus olhos eram azuis, sua pele era clara. Ele era alto e musculoso.

– Será que não podemos queimá-lo junto com a árvore? – perguntou Medusa à sua direita.

– Não – disse Polifemo à sua direita. – Ele pode atrair sátiros. Eu como sátiros.

– Tem tantos sátiros e semideuses aqui que você não vai precisar disso – afirmou Medusa.

– Mas... – Polifemo não conseguiu acabar a frase.

– Mas nada – gritou Jack. – Coloquem fogo nessa merda.

Polifemo andou hesitante até a árvore e largou sua tocha. Demorou um pouco, mas funcionou. A árvore estava pegando fogo. Logo eles poderiam atacar. Só mais 3 segundos... 2 ...1.

– Ataquem – Jack gritou. A raiva o enchendo de energia.

O exército de monstros e semideuses desceu a colina. Jack, Medusa e Polifemo esperaram no topo colina. O semideus observando a árvore sucumbir ao fogo.

– Podem descer – disse Jack. – Apenas... Alertem os outros para não matarem os filhos dos 3 grandes. Eles são meus.

Com isso, Polifemo e Medusa desapareceram colina abaixo. Não era preciso pressa. Eles tinham tempo de sobra. É por isso que Jack desceu, lentamente, até o acampamento. A espada, em sua mão direita, parecia refletir os rostos de seus inimigos... Os deuses.